Katie Rowell - Estudante de Hogwarts
44 Capítulo 44 – Dias passageiros
Notas iniciais
Chegando na enfermaria, Katie e Gui se depararam com uma apressada professora Carolyn, que carregava em suas mãos vários frascos de poção, ela passou perto deles, cumprimentando-os:
— Olá alunos, bom dia. — Disse ela tentando abrir a porta da enfermaria, porém estava com as mãos ocupadas, quase que algumas poções caíram se Gui não estivesse prestando atenção. — Oh céus! Obrigada Guilherme. Será que poderia abrir esta porta para mim?
O menino ruivo de bom grado fez mais que isso, ele abriu a porta e ofereceu-se para carregar as poções até Madame Pomfrey, que estava parada ao lado de Dumbledore.
— Quanta coisa você trouxe Carolyn! — Disse Pomfrey se espantando com a quantidade de poções. – Sr Weasley, por favor deixe-as em cima de minha mesa para eu poder examiná-las.
Gui então foi até a mesa de Madame Pomfrey, depositou os frascos cuidadosamente com o auxílio de Katie e depois seguiram para o lado de Carolyn, que parecia aflita.
— Ele ainda não acordou. Isso é algo normal Professor Dumbledore? — Perguntou Carolyn que estava com os olhos já marejados.
— Acalme-se Carolyn. Tenho certeza que Severo não tem algo tão grave.
— Coitada, ela está mesmo bastante preocupada com ele. — Sussurrou Gui para Katie enquanto observavam o zelo de Carolyn por Snape.
A castanha ficou pensativa, e depois concordou com o que o ruivo disse, “ Talvez ela não seja culpada disso. Ela está fazendo de tudo pra ele acordar...e se fosse mesmo uma pessoa de ruins intenções ela teria aproveitado essa chance para roubar o estoque de Snape. ”, pensou Katie.
Alguns minutos depois, de tanto procurar entre os frascos de poções, Pomfrey encontrou o que precisava e se aproximou do professor desmaiado. Ela abriu o frasco, e com a ajuda de Carolyn, conseguiu fazer Snape beber a poção. Quando o frasco ficou totalmente vazio, eles (Dumbledore, Pomfrey, Carolyn, Katie e Gui) prestaram atenção se fizera efeito, e felizmente fez, logo após alguns segundos viram os olhos negros de Snape se abrindo e começando a encarar cada pessoa que estava lhe rodeando.
— O que está acontecendo aqui? — Perguntou Snape sutilmente, sendo inesperadamente abraçado por Carolyn.
— Viva! Você finalmente acordou Severo! — Comemorou a professora que depois se afastou de Snape quando teve o ombro tocado por Dumbledore.
— Fico feliz em saber que já acordou Severo, tinha certeza que não era nada além de um desmaio. — Disse o diretor com um singelo sorriso. — Carolyn estava preocupada com a sua situação, não a culpo, mas eu sei o quanto você está cansado, por isso...descanse por agora e não se preocupe com suas aulas de hoje.
Dito isso, o diretor se despediu e saiu de perto da maca de Snape, porém ficou parado com o chamado do mestre de poções.
— Eu me sinto muito bem Professor Dumbledore,além disso... há algo que eu preciso lhe contar. — Disse Snape que encarou Carolyn logo em seguida.
— Oh Severo, agarre essa oportunidade e descanse. Leia algo ou faça algo que você gosta.Afinal, não é todo dia que se pode descansar. Aproveite bem. — Respondeu Dumbledore saindo definitivamente da enfermaria, sendo encarado friamente por Snape.
— Dumbledore está certo, Severo. Precisa descansar...e sei o que pode lhe ajudar. — Carolyn então remexeu nos bolsos de seu manto e encontrou uma espécie de garrafa. — Este chá irá lhe deixar calminho.
— Não, agradeço. — Respondeu Snape rispidamente, depois encarou Gui e Katie. — E vocês, o que estão fazendo parados aí?
— Oh...eles são pacientes também, Severo. — Respondeu Pomfrey com um simpático sorriso. — E devem estar me esperando para passar a medicação correta.
Pomfrey então se afastou, sendo seguida por Gui e Katie, deixando Carolyn “sozinha” com Snape, que estava relutante em ter a companhia desta, permanecendo um silêncio entre os dois.
Com medicação em mãos, os dois amigos seguiram para fora, e passando perto da maca de Snape, Gui entregou a professora Carolyn dois copos.
— Obrigada Guilherme, você é tão prestativo, — Agradeceu Carolyn, deixando o ruivo corado, ela pegou os copos e pôs o chá que havia feito. — Agora Severo...não seja ingrato e beba só um pouquinho.
Snape respirou fundo e encarou o copo friamente, estava desaprovando a ideia de aceitar a ajuda de Carolyn,, porém, percebera que era encarado seriamente pelos alunos, especialmente pelos olhos azuis de Katie.
— Está bem...odeio essa sua insistência. — Respondeu Snape enquanto pegava o chá para beber.
Vendo isso, Carolyn deixou um sorriso aparecer em seu rosto, o que deixou Gui sentir uma certa satisfação e fazendo-o sorrir também, mas não pôde continuar a observando quando foi lembrado por Katie que tinham que ir para aula.
— E...se nos dão licença, precisamos ir para a aula. — Disse Katie dando uma cutucada em Guilherme, e depois encarou Snape, sem jeito. — Melhoras professor… até logo professora Carolyn.
A menina então começou a andar pelo corredor da enfermaria percebendo somente depois que Gui continuava do lado de Carolyn, que estava lhe pedindo um favor.
— Poderia fazer esse favor então para mim Guilherme? — Perguntou Carolyn encarando os olhos do menino, fazendo-o ficar mais corado.
— C...claro professora, irei agora! — Disse o menino correndo para a mesa de Madame Pomfrey pegando os vários frascos de poção e depois seguindo pelo corredor. — Até mais professores...melhoras para o senhor. — E quando chegou perto de Katie lhe avisou. — Irei chegar atrasado na aula de transfiguração, então…
— Avisa a professora Minerva pra mim, ok! — Respondeu a menina sendo deixada para trás por um animado Guilherme. — Garotos.
A menina começara a se aproximar da porta quando foi chamada por Professor Snape, que já tinha acabado de beber o chá.
— Rowell, quero que me faça um favor. — Disse Snape rispidamente enquanto a menina caminhava para perto dele. — Como não lhes darei aula hoje, quero que passe um trabalho para os seus colegas...quero sessenta centímetros de pergaminho sobre o Dedo-duro e sua funcionalidade no preparo de poções
— Sim senhor...e será para entregar quando?
— Amanhã mesmo, diga para entregar para você ou para qualquer um dos monitores.
Ouvindo isso, a menina não teve como esconder a cara de desaprovação, mas saiu de perto de Snape e quando estava fora da enfermaria pode reclamar, “ Terei que madrugar para fazer esse trabalho, hoje as aulas serão até as três horas, depois tenho que ir ao treino de Quadribol que a Eliza me avisou de ir, também fazer os deveres que Minerva pode passar hoje e … que droga, esqueci de fazer o dever de história da magia, vou ter que fazê-lo hoje mesmo antes da aula do Sr Binns...bem, acho que não irei dormir hoje.”, pensou a menina, que depois de ter dado um logo suspiro , seguiu para aula de Transfiguração.
Depois de ter madrugado sexta-feira para fazer os seus deveres, e ficar estudando táticas de quadribol para o jogo de Domingo durante o sábado, Katie estava exausta, porém não pôde ficar dormindo em sua cama como queria quando foi acordada por Eliza:
— Vamos acordando Kat, ainda temos tempo para nos preparar para o … — Dizia Eliza quando foi interrompida por Katie, que pulara da cama e ia colocando seu uniforme de quadribol.
— Estou pronta! — Respondeu a castanha animada.
— Tô vendo. Mas não vamos agora para o campo de quadribol, temos que comer algo. Afinal, saco vazio não para em pé! — Disse Eliza com um sorriso e indo em direção da porta do dormitório. — Vamos então?
A castanha acenou que sim e foi junto com sua prima para o Salão Principal. No caminho elas foram cumprimentadas por alguns fantasmas, Nick-Quase-Sem-Cabeça as desejou boa sorte na partida de quadribol, enquanto Pirraça debochava e dizia para olharem para o céu durante a partida, pois a previsão seria chuva de goles enfeitiçadas! As meninas riram debochadamente do que ouviram do polteirgest e seguiram ao Salão, dando as costas para Pirraça, que ficou para trás fazendo caretas e gritando: “ A previsão mudou! Será chuva de princesinhas Rowell pelo campo! ”
Quando chegaram no Salão, viram que a mesa da Grifinória estava mais animada que o normal, alguns alunos estavam com o rosto pintado e outros seguravam bandeiras vermelhas e amarelas. Katie e Eliza se aproximaram dos colegas e se sentaram para tomar o café. Gui e Rose chegaram em seguida, com alguns minutos de diferença da castanha e sua prima. Quando se aproximaram de Katie, viram que no mesmo momento o correio-coruja começou a entregar suas cartas e alguns embrulhos para os alunos.
— Hum… os gêmeos estão doentes. — Disse Eliza enquanto lia a carta de sua mãe. — Mamãe também escreveu que está torcendo por nós, desejando boa sorte.
— Sorte? Temos a Katie! Vamos ganhar o jogo contra a Corvinal facinho. — Disse Carlinhos animado.
— Cuidado com o excesso de confiança Carlinhos! Esta é sua primeira partida como apanhador, então...não nos decepcione. — Respondeu Eliza enquanto comia.
— Pode deixar Capitã!
Depois disso, eles continuaram a comer. Katie começou a ler o “Profeta Diário”; Rose comentara que atrasara pois estava na sala da professora Trealwney e que preveram chuva durante a partida; Carlinhos revisava mais uma vez o que deveria fazer durante a partida e Eliza estava o ajudando no planejamento; Gui ficava observando, ora encarava seus amigos, ora a carta que recebera de sua mãe.
— O que foi Gui? — Perguntou Rose que percebera a desinquietação do ruivo.
— Bem...é que a mamãe está convidando os meus amigos para passarem o Natal lá em casa.
— Ah...por mim sem problemas! — Respondeu a loira animada. — E você, Katie?
— Nos últimos dias venho sonhando que estava em uma festa numa casa...estranhamente mágica….acho que deve ser a sua casa Gui, então…. eu já havia pedido para minha mãe que eu pudesse passar o Natal fora de casa. — Respondeu a menina enquanto acariciava a sua coruja, Cristal, e era encarada por seus amigos.
— Puxa...deve ser tão legal prever o futuro. — Falou Rose.
— Já disse...deve ser só coincidência. — Respondeu a castanha.
— E eu já disse para você parar de ser assim e aceitar que é uma...oráculo!
— Eu não vou discutir com você...e torno a repetir. Você é uma obtusa. — Respondeu Katie com um sorriso enquanto Rose lhe fazia caretas.
— Já está bom… olha Gui, eu não poderei ir na sua casa. Eu vou passar o Natal na casa do…Nathan. — Disse Eliza ficando corada e sendo observada pelos demais que começaram a rir.
Depois de comerem, Katie e sua prima seguiram para a biblioteca, juntamente com os outros membros do time, porém, ao chegarem lá, Madame Pince mandou eles irem para outro lugar e que não queria conversas que estragariam o silêncio em sua biblioteca, que estava completamente vazia. Eles então seguiram para as proximidades do campo de quadribol e começaram a planejar o jogo.
Quando os alunos da Corvinal começaram a se aproximar, o time da Grifinória seguiu para o campo, onde ficaram esperando o time adversário para começarem a partida.
O jogo foi proveitoso, mesmo com a grande tempestade que ocorreu repentinamente, Eliza conseguiu defender a maioria das investidas no Gol da Grifinória; Katie teve facilidade em avançar para fazer os gols; mas não foram elas o maior destaque da partida, e sim Carlinhos, que conseguiu pegar o pomo de ouro após cinco minutos do início da partida!
— E não é que o baixinho é um bom jogador de quadribol? — Caçou Rose enquanto se aproximava dos amigos que festejavam na entrada do campo.
— Ha ha ha, engraçadinha. — Ironizou Carlinhos fazendo caretas e depois observara o seu redor. — Ei...onde tá o meu irmão?
— Ah…o Gui saiu. A professora Carolyn pediu para ele a acompanhar. — Respondeu a loira.
— E para onde eles foram? — Perguntou Katie tentando não parecer curiosa.
— Eu não sei...mas ela parecia meio...estranha.
Katie não pôde continuar a conversa quando Eliza se aproximou e os chamou para irem depressa para o Salão Comunal para comemorarem a primeira vitória do ano.
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