Katie Rowell - Estudante de Hogwarts
28 Capítulo 28 – A Premiação
Notas iniciais
Os meses se passaram, a disputa para ver qual seria a casa vitoriosa estava mais acirrada, pois faltava uma semana e já era a época dos testes. Gui e Katie ainda estavam estudando sobre Legilimência e Oclumência, a última o menino ruivo praticou no dia que havia pego detenção com Snape juntamente com Rose, porém não conseguira ver se havia feito o certo ou o contrário, somente a mudança de expressão do professor de poções. Antes do exame final de poções, a castanha e o ruivo concordaram de testar suas habilidades com Snape em uma conversa.
— Então… vamos fazer isso mesmo? — Perguntou Gui, parando no corredor das masmorras para ir para sala de poções.
— Agora que estamos aqui não tem mais volta Gui. — Disse a menina que continuou andando enquanto seu amigo estava parado — Não me diga que você quer voltar atrás? Vamos, coragem. — Katie se virou e foi na direção da porta da sala, porém foi parada por Gui, que não queria que ela batesse na porta. — O que você tá fazendo?
— Katie, eu pensei melhor, não devemos fazer isso, ele pode… — O menino não conseguiu terminar a frase quando viu que a porta foi aberta, nela estava saindo um homem de vestes negras e olhar severo.
— Boa tarde, o que dois alunos da Grifinória estariam fazendo na porta da minha sala a essa hora? — Perguntou Snape fixando o olhar em Gui, que começou a olhar desesperado para o professor.
— N…nada …professor…- Gaguejava o menino que tentava concentrar para não ter sua mente lida por Snape, que o continuava a encarar.
— Será mesmo Weasley, poderia achar que estão aprontando algo, acho que...vocês devem estar querendo ficar em...detenção? — Disse Snape encarando agora Katie, que o olhava sem desviar sua atenção.
— Não será necessário, professor. — Dizia Katie tentando permanecer firme a cada palavra e também tentando não ter sua mente lida por Snape. — Só estamos de passagem aqui para lhe perguntar sobre a prova. — Depois de falar isso, a menina percebera que a expressão rígida de Snape se tornou desconfiada, e também sentia que sua cabeça estava começando a doer.
— Ora, para sua infelicidade Rowell, — Dizia Snape em um tom sarcástico — não poderei fazer essa gentileza para dois alunos da Grifinória, que estão achando que irei favorecê-los em uma prova. — E com um sorriso quase maléfico terminou — Vocês não são meus únicos alunos, mas eu desejo por agora...Boa sorte. — O professor parou de encarar os dois e fechou a porta de sua sala.
Gui então foi escorregando suas costas até o chegar ao chão, falando um “Ufa”, enquanto Katie tentava se apoiar na parede e com uma das mãos apoiava a cabeça, que estava doendo menos depois de Snape parar de encará-la.
— Vamos embora Gui. — Disse a menina decidida saindo dali, sendo seguida por seu amigo.
— Você tá bem Katie? — Perguntou o menino que somente foi respondido depois de terem subido as escadas para saírem das masmorras.
— Estou com um pouco de dor de cabeça… — Ela respirou fundo — ele tentou invadir minha mente, mas acho que consegui evitar.
— É mesmo Katie? Que bom que um de nós conseguiu...infelizmente não consegui, acho que ele já tenha descoberto que nós estávamos aprendendo isso,desculpa.
Katie parou de andar e encarou seriamente Gui, viu que ele estava aflito, entendo que até ele mesmo sentia um certo “medo” de Snape e que não conseguira utilizar Oclumência, se convencendo que era melhor eles tomarem cautela.
— Tudo bem Gui, você não teve culpa...mas acho melhor a gente fazer uma pausa disso, senti uma sensação estranha enquanto ele tentava invadir minha mente.
— Entendido,mas…como você fez para ele não usar Legilimência contigo, quero dizer, como conseguiu usar Oclumência?
— Eu só me concentrei, olhei bem no fundo dos olhos dele, como ele faz com a gente... mas acho que isso só piorou a sensação estranha.
— Não se deve fazer contato visual com um Legilimente então. — Disse o menino pegando um pequeno cardeno e fazendo algumas anotações.
— Sim, acho que por agora isso já foi um grande avanço, vou para o dormitório, tchau Gui.- Despediu a menina que seguiu para o dormitório enquanto o menino seguiu para a biblioteca.
A semana dos testes acabou, e chegou a grande hora de Dumbledore anunciar a casa vencedora, mas antes, ele parabenizou os alunos pelo esforço e chamou alguns a frente para premiá-los:
— Senhor Richard Patel, monitor da Sonserina, o concedo o prêmio de melhor aluno e 50 pontos para sua casa.- O aluno se levantou, apertou a mão de Dumbledore e recebeu os aplausos de todos.
— Senhorita Ellen Thompson, da Corvinal, a concedo o prêmio de melhor duelista e 25 pontos para sua casa. — A aluna se levantou, apertou a mão do diretor e recebeu os aplausos de todos.
— Puxa, agora a Corvinal está com a mesma quantidade de pontos que a Grifinória.- Disse Gwen à Eliza, que concordou.
— Sim, o prêmio que nos resta é o de melhor jogador de Quadribol, com ele talvez podemos ganhar da Corvinal- Disse Eliza.
— E você irá ganhar.-Respondeu Katie.
— Acho que não Kat, talvez seja outra pessoa.- Disse Eliza encarando sua prima.
— Quem? Espera, você não está pensando que…
— E por último, concedo a senhorita Katie Rowell o prêmio de melhor jogadora de Quadribol e 20 pontos.- A menina não pode acreditar e ficou estática, até ser empurrada por seus amigos até Dumbledore, que lhe deu um abraço e todos alunos aplaudiram.
A menina voltou para seu lugar, recebendo parabenizações de seus amigos e assobios.
— Eu já sabia, você tem talento Kat.- Disse Eliza abraçando sua prima.
— Obrigada Eli, mas não foi o suficiente.
—Como assim? Você recebeu um abraço do Dumbledore e o prêmio de melhor jogadora de Quadribol, o que mais você queria? E não se esqueça da Taça das Casas claro.- Disse Eliza que ficara admirada quando viu o Salão Principal enfeitados com bandeiras vermelhas e douradas com um leão desenhado.
— A Taça do Campeonato de Quadribol… nós a perdemos.- Disse Katie com um tom triste.
— Ah, está tudo bem Kat, ano que vem a gente tenta de novo, e se no der no outro a gente tenta e…- Dizia Eliza empolgada quando foi interrompida por Gwen.
— Liz, a gente só tem ano que vem para fazer isso, depois são eles que vão ter que fazer isso sem nós.- Disse Gwen fazendo os outros rirem.
— Ela tá certa Eli, mas eu prometo, vou fazer o meu melhor.- Disse Katie erguendo sua mão direita pra frente.
— Eu também.- Disse Rose imitando o gesto de Katie.
— Não se esqueçam de mim.- Disse Gui imitando o gesto das duas.
— Contamos com vocês então, agora fiquem quietos, Dumbledore não acabou de falar.- Disse Eliza que voltara sua atenção para o diretor.
—...isso é tudo alunos, que venham mais conquistas e novas emoções no próximo ano, e a Grifinória eu parabenizo por vencer a Taça das Casas. Bom apetite à todos. — Depois disso o diretor foi aplaudido e na mesa dos alunos apareceu o grande banquete.
— Essa é a parte que mais gosto. — Disse Gwen pegando a comida e a pondo em seu prato.- E esta é a parte que menos gosto. — Disse apontando para a cadeira que Snape ocupa, fazendo seus amigos rirem.
— Você não tem jeito, acho melhor você comer e ficar quieta. — Disse Eliza.
— E deixar de perder a oportunidade passar? Vocês não veem a cara dele de… cara de…
— De repudio e desgosto? — Disse Rose, fazendo os outros rirem e o assentiu de Gwen. — É normal...acho que ele nasceu assim, você não acham?
— Rose, melhor você para antes que ele escute, ou pior, apareça atrás de você. — Disse Guilherme.
— Ah, hoje é o último dia em Hogwarts, o que ele podia fazer, me matar?
— Não, acho que ele estaria lhe encarando com uma cara feia, e os olhos fuzilantes...como agora. — Disse Katie enquanto Rose virou o rosto para a mesa dos professores e viu a cara de Snape, que estava do jeito que sua amiga descrevera.
— Por que isso acontece comigo? — Lamentou Rose que pegara uma torta para comer. — Quero nem ver o próximo ano.
— Calma Rose, ele é assim comigo também, você não está só. — Disse Gwen tentando animar a loira.
— Ah Gwen,antes que eu me esqueça,obrigada por me emprestar os livros. Amanhã eu ponho os eles no seu malão. — Disse Katie que foi encarada por Gwen e recebeu um sorriso.
— Disponha sempre, e se quiser eu te mando alguns durantes as férias. — Disse Gwen sendo assentida animadamente por Katie.
— Credo, eu nem quero ver um livro na minha frente durante as férias. — Respondeu Rose. — A única coisa que vou ler é o prognóstico que a professora Trelawney fez para mim.
— Prognóstico ou horóscopo? — Perguntou Gui num tom de desdém, recebendo em resposta uma careta de Rose.
— Fique você sabendo que as previsões delas tem grande probabilidade estarem certa viu. Lembram no terceiro ano durante a aula ela falando que alguém iria perder uma pessoa importante durante as férias? Quem ficou viúva durante as férias?
— Mas pessoas morrem diariamente, Rose. — Respondeu Katie. — Foi uma mera coincidência com a morte do marido da Professora McGonagall.
— Você diz isso, mas durante as aulas ficou impressionada quando ela adivinhou que você prevê o futuro sonhando. — Respondeu Rose.
— Na verdade ela não adivinhou, por que você tinha falado alto e em bom som que a Katie tinha sonhos...estranhos que se realizavam. — Respondeu Gui, sendo evitado por Rosemary.
— Oh Merlin, perdoem esses cabeças fracas que não entende a sútil ciência da adivinhação. — Disse Rose olhando para o céu, fazendo seus amigos rirem.
— Daqui a pouco ela vai ficar biruta igual a Professora Trelawney. — Disse Katie baixinho para Gui, que assentiu.
Depois da ceia os alunos subiram para os dormitórios, era o último dia no castelo e estavam cansados. A castanha também ia junto com seus amigos, porém não estava com tanto sono, então decidiu ir para biblioteca, que estava vazia. Ela foi até a sessão reservada, prometera que não iria estudar mais sobre Oclumência e Legilimência, mas a curiosidade ainda era um de seus defeitos, fazendo com que ela procurasse o livro que havia lido sobre esse assunto.
— Droga, onde foi parar esse…
— Procurando isso, Senhorita Rowell? — Disse uma pessoa de vestes prestas e com uma voz calma, surpreendendo na mesma hora Katie.
— S...senhor?- Disse a menina que tentou não fazer contato visual com seu professor.
— Nunca havia passado pela minha cabeça que gostava desses assuntos, Rowell.
A menina não falou nada a seu professor, e continuava não o encarando, até que ele continuou a falar.
— Está tentando me evitar com isso? — Perguntou o professor que de imediato foi encarado pelos olhos azuis brilhantes da menina.
— N...não senhor, somente quis saber mais sobre isso.
— É mesmo? Por que eu deveria acreditar nisso? Já que a Senhorita ainda continua a usar Oclumência enquanto estamos conversando.
— Não é por mal, é que eu… — A menina sentiu insegurança de continuar falando quando ouvira um miado,”Madame Norra” ela pensou.
— Encontrou um aluno Norra? — Interrogava Filch a Madame Norra que estava na porta da biblioteca.
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