Katie Rowell - Estudante de Hogwarts
53 Capítulo 53 – Agradecimentos e conflitos
Notas iniciais
Depois da conversa com Nathan, Katie seguiu pelos vagões para encontrar Gui e Rose. Porém, durante o percurso, ela se chocou com alguém que estava com pressa no meio do corredor.
— Ou! Olha por onde anda. – Disse a castanha ao ser quase derrubada pela pessoa apressada.
— Nossa, foi mal, Rowell. – Desculpou-se Robert. – É que eu estou com pressa.
— É dá para perceber, espero que não seja algo de ruim. – Replicou a Grifinória, cruzando os braços.
— Não, de jeito algum, é que eu estou procurando a moça do carrinho dos doces. Ela está demorando muito. Você a viu por aqui?
— Não, ainda não. Acho que ela ainda dever estar alguns vagões a frente.
— Hum...entendi, deve está vendendo para o pessoal da Lufa-lufa, os alunos de lá amam aqueles...como chamam...é que vem vários sabores...
— Feijãozinhos de todos os sabores? — Completou Katie.
— Isso, exatamente! – Disse o Sonserino, animado. – Eu sempre esqueço dos nomes dos doces do mundo bruxo, é que eles são meio enjoativos...você já provou os doces do mundo trouxa?
— Já...- Disse a menina, desconfiada. – Você gosta dos trouxas?
— Olha, gostar é uma palavra forte, mas eu acho eles...interessantes. – Respondeu o loiro, com um sorriso sincero, deixando a castanha desconfiada.
— Ah...entendi...sabe, é que para uma pessoa da Sonserina falar isso, é meio...
— Estranho? É, mais ou menos. Mas eu não sou esse tipo de cara que acha que os trouxas que deveriam ter sido caçados na Idade Média. Eles são mais inteligentes do que parecem. – Respondeu o menino sorrindo para a castanha. – Você é nascida-trouxa, né?
— Bem...sou...mas é que no meu caso é diferente, porque meu pai é trouxa, mas a minha mãe é uma bruxa nascida trouxa.
— Ah...mas tem alguém da sua família que é um aborto então?
— Não...decididamente não, minha mãe me contou que foi uma surpresa ela e a minha tia terem nascido bruxas para os meus avôs.
— Ah...que curioso. – Disse o menino pensativo.
— Curioso por quê? – Replicou a garota.
— Ah nada, nada não, estava pensando em voz alta.
— Okay... – E se fez um silêncio constrangedor entre eles até que Katie decidira falar as últimas palavras. – Eh...então tchau King, vê se não esbarra com outra pessoa.
— Ah espera... – Disse Robert pegando na mão de Katie. – É que...eu peço desculpa pelo modo de agir dos meus colegas da Sonserina, o Duncke e a Celina, eles são as vezes bem infantis.
— Eh...tudo bem. – Disse a menina, rubra. – E eu agradeço por você ter elogiado a minha ideia.
— Mas não foi nada. – Disse o Sonserino, feliz. – Ideias como as suas devem ser valorizadas e não...
Quando Robert tentou finalizar o que ia dizer, a porta do vagão se abriu, saindo dela Raven Oris, que parecia brava e Katie percebera isso, e no mesmo instante largou a mão do loiro.
— Robert o que você está fazendo aqui? E ainda com...ela? – Disse Raven com desprezo.
— Não precisa ficar assim Raven, eu vim aqui para procurar a moça do carrinho de doces. Mas no caminho eu esbarrei com ela.
— É, não estávamos fazendo nada de mais, Oris. – Respondeu Katie.
— Mas é claro que a mocinha Rowell não ia fazer nada de errado, não é mesmo? – Disse Raven, implicante. – Só que não entendo por que você ainda está aqui.
— É...por acaso o trem é seu para eu não poder andar nele? – Respondeu Katie.
— O que disse? Olha sua nojenta de sangue... – Dizia Raven até ser interrompida por Robert.
— Raven! Para de fazer vexame, eu só estava me desculpando com a Katie e fui me demorar um pouco, está bem.
— Até você se submete a ela? – Dizia a Sonserina em sinal de chacota. – Não se cansa disso não é mesmo, Rowell? Ser o centro do mundo. Talvez deva gostar mesmo de ser invejada pela própria prima.
— Minha prima nunca teve motivos para sentir inveja de mim, aquela Rita Sketter é uma petulante. E mais uma coisa, a inveja não está na minha prima, e sim em outras pessoas.
— Hum, gente sem classe como você não sabe apreciar uma boa jornalista como Sketter. E também, quem sentir inveja de um ser como você, só pode estar no fundo do poço. – Replicou Raven com um sorriso zombeteiro.
— E lá é fundo?
— O quê?
— O poço na qual você está enfiada. – Respondeu Katie.
Tudo aconteceu rapidamente, Raven na mesma hora sacou a varinha, mas no mesmo tempo a senhora do carrinho de guloseimas apareceu, interrompendo o ataque da Sonserina.
— Olá queridos, será que eu poderia passar com o meu carrinho?
Eles ficaram em silêncio e deram passagem para a moça dos doces passar. Mas a senhora parou do lado de Robert, quando ele a chamou para comprar alguns chocolates, Katie aproveitou esta brecha e saiu de perto dos Sonserinos. Raven percebeu a tentativa da Grifinória, então somente chegou perto desta e sussurrou:
— Ainda não acabamos, Rowell. — E depois, Raven deu uma empurrada em Katie, que também soube revidar e agarrar o braço da menina.
— Eu acho que não, você não me intimida. – Respondeu Katie, com um olhar flamejante e com os olhos levemente alterados, adquiriram um tom verde.
— Então venha duelar comigo, esta noite, na floresta proibida. – Disse Raven, que foi encarada por Katie, com uma cara de insegurança. – Ora, ora, a valente Rowell está com medo?
— De você? É claro que não, mas não vou querer perder meus pontos por um estúpido duelo. – Esta foi a última frase de Katie ao sair do corredor e deixar Raven, que aparentava estar furiosa.
Katie seguiu o corredor, bufando, e entrou no vagão onde estavam Gui e Rose, que pararam imediatamente de falar quando a castanha apareceu e ficaram encarando até ela se sentar.
— Por que você demorou tanto? – Perguntou Rose à Katie, que demonstrava estar nervosa.
— Porque fui parada por Nathan, e depois pelo King e no final... a Oris. – Respondeu a castanha.
— Então por isso que você está assim. – Disse Gui – Afinal, o que eles fizeram?
— O King nada, ele só queria pedir desculpas pelos colegas dele, mas a Oris começou a me provocar e é claro, a me tirar do sério.
— Puxa, e o que ela fez para você ficar assim?
— As mesmas de sempre, provocações infantis, especulações ciumentas e também, queria comprar briga no corredor.
— E isso te tirou do sério, Katie? – Perguntou Rose, preocupada.
— Infelizmente, sim...ela é o único ser do planeta que consegue me tirar do sério. Eu não hesito em responder ela, eu não consigo me conter, quando percebo, eu já falei coisa que não devia e aumento a discussão com ela mais ainda.
— Mas você tem que se controlar. – Disse Gui. – Ela só continua a fazer isso por que você fica assim, nervosa e estressada.
— Mas Gui, é a mesma coisa eu com o Morcegão. – Dizia Rose.
— Não Rose, não é. O Professor Snape não te faz provações infantis ou as coisas bobas que Raven faz com a Katie. – Respondeu Gui. – E eu já disse para não por apelidos nele.
— Não Gui, o Snape tem prazer em me ver sofrer nas aulas dele. Você que não percebe isso. E mais, acho que a Katie tenta se controlar, mas não dá, a gente explode uma hora quando a pessoa fica te provocando a todo instante.
— Mas...- Gui tentou arrumar uma justificativa, porém notou que iria ser em vão. – Está bem, só...tentem, vocês duas, não extrapolar. A Grifinória tem uma grande probabilidade de ganhar tanto a taça das casas quanto a taça de Quadribol.
— Está bem. – Disse Rose – Prometo tentar me controlar na aula do Morcegão e também não dar apelidos para ele, mas só se ele saber se comportar. – Disse a loira, dando uma piscada para Katie, que rira da atitude da amiga.
— Eu também. – Disse Katie, um pouco mais calma. – Mas eu já estava a me controlar, porque...eu recusei o “convite” daquela Sonsa de um duelo na Floresta Proibida.
— Ótimo, não tente entrar nas armadilhas dela. – Disse Gui. – E não importa o que ela fala para você Katie, tente ficar calma e ignorá-la.
— Exato! Gui falou certo, e só para completar, se não conseguir se controlar, tenta descontar pontos da casa dela, afinal, vocês são monitores. – Os amigos começaram a rir, deixando a loira confusa. – O que foi que vocês estão rindo, falei algo engraçado?
— Não, não Rose. – Respondeu Katie. – É que, a gente já falou muitas vezes pra você, não podemos descontar pontos dos alunos das outras casas, só da Grifinória.
— Ah...entendi.
Os amigos continuaram a conversar, comeram alguns doces quando a senhora do carrinho de guloseimas passou, mas o que fez Katie estranhar Fo o momento que a senhora lhe entregou um sapo de chocolate de Robert, com um “Desculpe pela Raven” gravado na embalagem do doce. Rose e Gui se entreolharam naquele instante, desconfiados, mas não falaram nada com relação a isso, já que estavam entretidos em outros assuntos enquanto a castanha ficou observando a cartinha de Rodrigo Plumpton, a última que faltava para completar sua coleção, deixando-a feliz e ao mesmo tempo desconfiada.
“Por que ele está se preocupando tanto comigo?” Se perguntava a menina, enquanto admirava a coleção completa de cartinhas.
E com o desejo de guardar aquele momento, tirou uma foto no vagão, a pequena maleta cheia se encontrava no centro, estava abarrotada de cartinhas de bruxos que quase se espalhavam no chão, e atrás desta estavam Gui e Rose, fazendo caretas para a castanha.
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