Katie Rowell - Estudante de Hogwarts
51 Capítulo 51 – Tia-avó Murriel
Notas iniciais
Os dias de paz na casa dos Weasley se passaram rapidamente, enquanto os gêmeos ficavam bagunçando a casa inteira, a Srª Weasley se virava ao avesso e sempre tentava deixar a casa mais arrumada o possível, passando a todos na casa cada função.
— Desculpa por ter que incomodá-las, meninas, mas faço isso para o bem de todos aqui. – Disse Molly enquanto passava para Katie e Rose a tarefa de ajudarem a arrumar a cozinha.
As meninas não puderam responder que não era incômodo algum quando Srª Weasley se virou brava para fora de sua casa, onde via que os gêmeos haviam soltado as galinhas e espalhando um monte de titica pelo gramado coberto de neve, que mais parecia um estrume naquele exato momento.
— Não pensem que vou ser boazinha, vocês que irão limpar isso tudo! – Disse a Srª Weasley ao segurar fortemente os dois filhos pelas orelhas. – Podem já pegar as vassouras e uma pá.
Depois de algumas horas, a casa parecia outra, estava organizada e com um cheiro estranho, para Katie parecia o cheiro da sala da Profª Trealwney.
E quando a noite caiu no último dia do ano, o Srº Weasley colocou todos os filhos e as duas visitas em uma espécie de fila, organizada do mais velho ao mais novo.
— Lembrem-se, não falem nada idiota perto de sua tia-avó Murriel, e nenhuma brincadeira também Fred e Jorge, – Disse Arthur aos meninos que transpassavam uma expressão de total suspeita. – sabem muito bem que sua mãe não gosta de mau comportamento perto dos parentes dela.
Acabando de dizer isso, apareceu pela porta a Srª Weasley e uma mulher com uma estranha vestimenta: tinha um vestido preto acompanhado com um estranho cassaco de pelo, parecia um urso de circo, na cabeça usava um chapéu vermelho com grandes plumas, um par de botas que pareciam couro de dragão e uma bolsa que era semelhante, para Katie, um gato atropelado.
— Oh, seja bem-vinda Tia Murriel. – Disse o Srº Weasley se aproximando da mulher idosa, que lhe entregou a bolsa estranha.
— Estou cansada e preciso de um lugar para sentar logo. – Disse a velha, se direcionando para perto de Rose e Katie. – Não me digam que aumentou o número de pessoas nesta casa minúscula?
— Não, Tia Murriel, — Disse a Srª Weasley, com as fases um pouco vermelhas. — estas são as amigas de Gui, Rosemary Mbore e Katie Rowell.
— Mbore é? – Perguntou Murriel tendo um aceno afirmativo de Rose, que parecia um pouco aflita com a feição da velha. – Conheci muitas gerações da sua família, sangues puros, mas parece que isso acabou com seu pai.
Ouvindo isso, a menina ficou em estado de choque, e Katie pôde ver que a menina segurava fortemente as lágrimas, mas não pode replicar o comentário da velha quando Gui apareceu para intervir.
— Mas há mais coisas para se preocupar do que a pureza de sangue, Tia Murriel. – Disse o ruivo, que logo foi encarado pela velha.
— Estou vendo. – Disse a mulher depois de encarar a Katie, soltando um “nascida trouxa esquisita”, virando para Gui. – Essa juventude...cada vez mais atrevida, quase não te reconheci Guilherme, se não fosse por seu modo de falar. Pensei que era sua irmã, se por um brinco com certeza parecia uma mulher, olhe esse cabelo, sua mãe não lhe manda cortar isso não?
— Manda, só que eu não quero, prefiro ser assim e assim que muitos gostam de mim. — Respondeu o menino.
— Gostar...que futilidade. – Disse a velha se retirando de perto de Katie e se assentando perto da lareira. — Por que estão parados aí? Será que não poderiam me dar um gole de whisky de fogo ou é pedir muito?
A Srª Weasley fez um aceno com a varinha e apareceu em sua mão uma garrafa do whisky, e na mão da tia Murriel uma taça, que foi enchida por um líquido vermelho vivo. A Srª Weasley também pegou um pouco do whisky antes que a velha pudesse acabar de beber toda a garrafa. Porém, algo de estranho tinha na bebida, pois a tia dos Weasley começou a ficar vermelha e quente, fazendo os pais de Gui se preocuparem.
— Mas que...pombas, quem foi que fez isso? – Perguntou a Srª Weasley segurando a tia.
Ninguém respondeu, só podiam observar a velha ficar cada vez mais vermelha e quente, até que, começou a soltar fumaça pela boca, nariz e orelhas.
— Meu Deus! – Disse Rose espantada. – Alguém faz uma coisa.
— Pode deixar. — Disse Gui, pegando uma garrafa branca da geladeira e entregando para a tia.
— Guilherme, isso não é para…- Dizia a Srª Weasley quando percebia que a Tia Murriel estava voltando a cor normal e a temperatura abaixando.
— Ah...vocês querem me matar, só pode. – Disse a tia se levantando e abraçando Gui. — Exceto você, sempre foi o meu preferido, garanto que terá grande parte da minha herança, comparado o que vou deixar pera sua família. — Disse a mulher soltando o sobrinho-neto e voltando para o sofá da sala, sendo encarada pelos Weasley e pelas visitas.
— Eh...bem, vamos ver alguns programas...sim, um pouco de “As Esquisitonas” vai nos divertir. — Disse a Srª Weasley ligando o pequeno rádio enquanto os presentes na sala se sentaram no sofá, outros no chão, e os gêmeos foram para a cozinha, como uma cara desanimada.
Depois de ouvirem, e quase adormecessem com as músicas tocadas na rádio, todos se surpreenderam com a repentina queima de fogos do lado de fora.
— Mas ainda falta dez minutos para o ano-novo! – Disse a Srª Weasley, se levantando do sofá e indo até o quintal, onde viu seus filhos tacarem bombinhas festivas fora de casa. – Vocês! Parem já! Isso é para o ano-novo!
Porém os meninos continuaram a tacar as bombinhas, que pareciam grandes bolas de luz no céu. Passando alguns minutos, o pessoal que estava na sala saiu para ver o que estava acontecendo, deparando com a Srª Weasley correndo atrás dos filhos.
— Arthur venha aqui e me ajude com eles!
— Desculpe querida, mas já estamos quase no ano-novo e precisamos comemorar. – Respondeu o Srº Weasley retirando dos bolsos outras bombinhas festivas e entregando para seus filhos, as visitas e para a esposa, que aparentava estar cansada. — Agora comigo, cinco...quatro...três...dois...um...Feliz Ano-Novo! – E depois disso muitas bombinhas voaram no céu, mostrando inúmeras figuras divertidas, uma delas Katie reconheceu ser um patinho de borracha.
Acabando de assistir a explosão de bombinhas, e também dos fogos pelos trouxas, todos voltaram para a Toca, onde viram que a tia velha começara a reclamar de uma súbita dor nas costas, a fazendo querer voltar para casa.
— No próximo Natal irei vir, e espero que a situação aqui melhore. – Disse a velha perto da lareira. — Espero também que a Rede de Pó de Flú funcione direito nesta casa, não quero chegar na minha residência sentido que alguma parte do meu corpo quebrou. – Então, a velha pegou o pó, olhou para cada um dos sobrinhos, e também das visitas, murmurando um adeus e sumiu pelas chamas verdes.
— Graças a Deus. – Soltou Rony, que despencou no chão, aliviado.
— Ronald, modos. – Disse a Srª Weasley. – Agora que aquela velha...quero dizer, que a Tia Murriel foi embora, todos para cama… e já! Exceto vocês, Fred e Jorge. – Disse a ruiva mais velha ao perceber que os gêmeos estavam aos pés da escada, fazendo-os girar pelos calcanharres e voltarem para perto dela, resmungões. – O que disseram?
Todos, exceto Fred e Jorge, subiram as escadas para se arrumarem para dormir, puderam ouvir, antes de se deitar, os gritos da Srª Weasley de irritação e desaprovação da brincadeira feita com a Tia Murriel.
— Pelo menos eles fizeram a bruaca calar a boca. – Murmurou Rose à Katie, fazendo a castanha abafar a risada. – Boa noite. – E logo apagou sobre seu saco de dormir.
— Pra você também. – Respondeu Katie, pegando mais coberta para si e fechando os olhos, de algum modo ela já estava com um comportamento rabugento como da tia-avó de Gui. Não sabia se era mais pela convivência com o Profº Snape ou com sua Tia Lissa, mas aquilo a cansava um pouco, fazendo-a rapidamente cair no sono.
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