Katherine, Klaus e Elijah
9 capitulo 9: Bruxas
Notas iniciais
— Klaus! Volte aqui! — Berrou Rebekah em vão. — isso não é nada bom... — Disse Rebekah para si.
Elijah voltava pra casa pensando nas coisas que Anna havia lhe dito. Katerina esperava um filho de Klaus e isso confundia muito a sua cabeça, realmente era possível? Ele chegou em casa em questão de segundos procurando pelo irmão, mas não havia sinal de Klaus e Rebekah já deveria estar dormindo. Elijah preocupou-se e decidiu ir novamente à procura de Klaus, e se Anna o encontra primeiro? Elijah não queria pensar nisso agora e apenas saiu à procura do irmão. No caminho ele avistou Katerina, estava pegando água do poço e isso fez com que ele se distraísse ao oferecer ajuda.
— Elijah! — Exclamou a moça surpresa. — Que bom te ver... Ahn... de novo. — Finalmente sorriu puxando a corda com o balde cheio de água.
— Eu estava passando para tomar um ar na penumbra da floresta. Desculpe se assustei você. — Elijah se aproximou. — Se me permite... — e assumiu o balde pesado tirando-o do poço. — Onde devo deixar?
— Você é muito gentil... Me faz lembrar de como Klaus era comigo. — Ela então se perdeu em devaneios esquecendo de responder a pergunta de Elijah.
Ele logo percebeu o seu devaneio e lançou uma pergunta intrigante.
— Tem algo que queira compartilhar?
Katerina hesitou e mudou de assunto.
— O balde... Ahn... Venha comigo. — sorriu para disfarçar e saiu na frente para que Elijah o seguisse. Ele entendeu que ela não queria contar agora e a respeitou seguindo-a.
De trás de uma árvore um pouco distante, Klaus observava tudo, antes de ir ao encontro da bruxa que estava protegendo, ele sempre passava perto do poço do terreno da casa de Katerina no mesmo horário, pois sabia que a encontraria, ele gostava de ver o seu rosto e suas curvas. Era muito difícil para Klaus ver o seu amor cada vez mais longe, a última que o machucou desapareceu depois deixando o seu coração em pedaços. Ele estava pensativo, e algo em relação a Elijah o deixava inquieto demais; a generosidade do seu irmão podia conquistar o coração de sua amada. Isso não vai acontecer. Pensou Klaus saindo dali. Ele caminhou uma trilha e passou por uma ponte de pedra até chegar na montanha mais alta da região, havia uma cabana feita de bambu e folhas de coqueiro próxima à montanha. O cheiro de sopa de avelã emanava ao se aproximar, ele bateu na "porta" que era um improviso de casca de árvore. A moça abriu a porta, aparentava ter uns dezessete anos, loira de cabelos curtos e ralos, sua pele na região dos braços e alguns resquícios na bochecha estavam manchados de carvão, ela vestia um longo vestido creme de mangas cumpridas, semelhante a uma camisola. Seus olhos eram distraídos e inocentes, o que fazia Klaus querer proteger mais ainda. Ao vê-lo, Rosane abriu um sorriso e o abraçou apertado.
— Olá Klaus!! — disse empolgada. Klaus retribuiu o abraço sem dizer nada, apenas esboçou um sorriso lateral; ela era bem forte pra uma garota de 17 anos. Rosane finalmente o soltou. — Vem, entra. Fiz sopa. — Ela foi na frente, ele entrou em seguida.
— Rosane... Sua irmã está à sua procura.
Rosane preparava uma cumbuca de sopa para Klaus quando o ouviu largou tudo no chão.
— O quê?! — Ela se virou pra ele em choque.
— Ela procurou os meus irmãos mais cedo perguntando por mim, tecnicamente ela sabe que estou escondendo você. E Anna não te encontrou até agora porque o feitiço que está sob a cabana é muito forte, certo? Mas ela vai me matar se me encontrar.
— Klaus... O feitiço localizador que ela está fazendo é muito forte, pois está tendo ajuda dos ancestrais. Isso explica as sensações esquisitas que tive ultimamente, as dores de cabeça e os pesadelos sem nexo. A barreira não vai segurar por muito tempo. Enquanto a sua vida... Não se preocupe, eu cuidei de um feitiço para que nenhuma magia funcionasse em você. — Ela começou a andar de um lado para o outro. — Eu achei que Anna estivesse morta... O incêndio devastou a nossa aldeia levando o nosso clã junto. A não ser que algum bruxo tenha sobrevivido e concebido Anna a viver em outro corpo para vim me matar e pegar o poder que foi do meu pai e de metade do clã. — Rosane parou e fixou os olhos em Klaus. — Anna está muito forte também, isso significa que se ela me encontrar... Irá me matar sem pensar duas vezes.
Klaus prestava atenção em cada palavra e em cada movimento que a moça fazia.
— Mas você já sabia que Anna estava de volta como viajante, você mesma me disse e é estranho estar agindo como se fosse novidade ela vir atrás de você.
— Você não conhece a minha irmã. Ela é o diabo em pessoa... Nunca se atreva a cruzar o caminho dela, Klaus. Porque se ela não conseguir te matar, ela vai matar as pessoas que você mais ama e vai te fazer sofrer profundamente por isso.
Então ele suspirou, ficou preocupado quando lembrou inicialmente de Katerina e suplicou.
— Não deixe Anna machucar Katerina... Por favor... O resto eu e meus irmãos cuidamos e daremos um jeito de mandar a sua irmã direto pro inferno.
Rosane sentiu ciúmes quando Klaus mencionou Katerina. Logo mudou de expressão, ele percebeu isso, mas esperou sua resposta.
— Claro, porque não? — Rosane deu um sorriso forçado sem mostrar os dentes.
— Obrigado. — Ele sorriu gentilmente, mas no fundo, não vera tanta certeza nas palavras de sua amiga bruxa; o que o deixou intrigado.
Kol se deliciava do sangue de uma das prostitutas da cidade quando Anna foi ao seu encontro.
— Aqui não é lugar pra você, moça. — disse Kol limpando a boca e jogando o cadáver pro lado.
— Muita gentileza sua saber o que é bom ou não para mim. — Ela sorriu de lado.
Kol a olhou de baixo para cima a desejando intensamente, imaginou como seria degustar cravar os dentes naquele belo pescoço depois do prazer.
— Muita coragem sua em me ver finalizando a vida de alguém e agir naturalmente.
— Eu deveria correr e sair por aí gritando como uma garotinha desesperada? Por favor... Isso é muito clichê, não faz o meu tipo.
— Qual é o seu tipo? — perguntou curioso.
Anna se aproximou de Kol quase encostando as pontas do nariz.
— Descubra jovem Mikaelson... — Ela esbanjou um sorriso lateral soando malicioso. Kol estava fascinado e em questão de segundos mudou seus pensamentos anteriores, ele só queria agarrar aqueles lábios rodados e beijar Anna intensamente. Ele a puxou pela cintura.
— Nós temos a noite toda. — Seus lábios estavam quase se tocando quando alguém gritou desesperadamente.
— Kol! Afaste-se dela!
Kol olhou pro lado e viu Rebekah só de camisola naquela hora da noite. Quando voltou seu olhar para Anna, os olhos dela estavam sedentos de ódio, de repente aquele olhar doce escureceu. Kol mostrou sua face de vampiro e quando estava prestes a abocanhar o pescoço da bruxa, ela logo citou um encantamento fazendo Kol ficar imóvel. Rebekah se aproximou em velocidade de vampiro para acudir o irmão quando com apenas um gesto que Anna fez as duas pernas de Rebekah se contorceram e ela caiu no chão.
— AAAAAHHH!! Kol!!!
Anna deu uma gargalhada e começou a falar.
— Qual de vocês dois é mais importantes para o Klaus? — ela fez um sinal pensativa. — Você? — apontou para Rebekah. — ou Você? — apontou para Kol. — Eu particularmente não queria envolver vocês nisso, eu juro. — dizia com ar de cinismo. — Mas o irmão de vocês sequestrou a minha irmã, aquela maldita que tem que ser morta para finalmente eu poder trazer o meu povo de volta a vida. Niklaus não sabe com quem está se metendo, não falo por mim. — Ela deu as costas e continuou. — Rosane certamente contou uma história invertida para Klaus que o convenceu de salvá-la e em troca ela deve ter oferecido algo para ele...
Rebekah lembrou do feitiço que Klaus havia citado sobre ocultação para Mikael não encontrá-los e da breve história que ele havia contado.
— Já sabemos que foi um acidente na aldeia, Rosane não teve a intenção. — Disse Rebekah.
Anna virou-se furiosa.
— Acidente?! Então ela se adiantou e contou uma história distorcida para vocês... — Anna deu de ombros. — Que seja! Mas se quiser saber a verdadeira história terá que vir comigo.
— Eu não vou a lugar nenhum com você! — Rebekah se levantou e tentou atacar Anna.
— Você não tem escolha. — disse com um olhar sereno e quebrou o pescoço de Rebekah com apenas um movimento. Depois olhou para Kol, ele estava assustado, era notável. Anna assoprou o rosto dele e aos poucos seu corpo foi desmobilizando, como se uma pedra de gelo estivesse derretendo.
— Avise a Niklaus que eu o estarei esperando ansiosamente na antiga igreja abandonada na floresta ao leste. — disse Anna para Kol. Ela pegou Rebekah e sumiu dali em questão de segundos.
Kol tentou se mover, mas não conseguia, seus movimentos voltavam aos poucos, não daria tempo de salvar a sua irmã.
— Eu vou matar Niklaus! — pensou Kol furioso.
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