Katherine
5 Prometo que não.
Notas iniciais
Quando acordei, despertado por minha própria mente, a TV estava desligada, as luzes apagadas, a chuva ainda caía, mas agora era apenas uma garoa do lado de fora.
Encontrei meu casaco no braço do sofá e do bolso tirei meu celular para ver as horas. Eram 22h e 45min. Passei a mão no rosto, só então lembrei de onde estava, olhei em volta e reconheci a casa de Susana, mas ela não estava em meu campo de visão.
Sentei no sofá, bocejando, e logo ouvi um som vindo do corredor. Levantei e caminhei até a entrada do corredor. O corredor não era comprido, não estava iluminado, mas eu podia ver três portas, duas de madeira, normais e brancas, e uma porta de correr, de vidro.
As duas portas brancas se encontravam do lado direito do corredor, do lado esquerdo havia a porta de vidro que estava aberta e por ela saía a luz que iluminava uma pequena área retangular do chão do corredor até chegar a porta. Susana estava ali, de costas para a entrada e a luz que era jogada no corredor vinha de dentro da geladeira.
Aproximei-me de Susana em silêncio e cobri seus olhos com minhas mãos, por trás. Ela reprimiu o susto e levou suas mãos, pousando-as sobre as minhas.
-É muito feio deixar a visita sozinha na sala para comer escondido. — falei sorrindo.
-Não quis acordar você. — justificou ela. Meus braços envolveram sua cintura e suas costas ficaram aninhadas em meu peito enquanto eu sentia o perfume de seu cabelo.
Susana girou em meus braços, ficando de frente para mim e passando seus braços em volta do meu pescoço. Com o pé ela fechou a geladeira quase ao mesmo tempo em que eu levei meus lábios aos dela.
Aquele beijo começou como se já tivéssemos trocado inúmeros antes deste, mas aquele era apenas o terceiro, acho. Mas depois daquele, eu perdi a conta de quantos beijos trocamos, ali mesmo, de pé na cozinha escura. E cada vez os beijos eram mais intensos e calorosos. Nossos abraços se tornavam mais fortes e eu sentia desejos se tornando mais incontroláveis a cada beijo.
Separamos nossos lábios, ambos ofegantes e desejando mais do que deveríamos para duas pessoas que se conheceram na semana anterior.
Susana estava a minha frente, parada, de olhos fechados, perto o suficiente para nossa respiração se misturar. Dei uma olhada rápida para o relógio na parede, ao lado da porta. 23H e 30min.
-Está tarde... — sussurrei, ainda um pouco ofegante. — Acho melhor eu ir... — torci secretamente para que ela não me deixasse ir, mas depois de olhar em meus olhos por alguns segundos, ela deu a resposta mais sensata e, sinceramente, foi melhor assim.
-Tudo bem. — sorriu levemente.
Voltamos a sala onde eu calcei os sapatos, vesti o casaco e peguei meu celular, guardando-o no bolso. Susana me acompanhou até a porta onde me entregou um guarda-chuva.
-Obrigado. Eu ligo para você amanhã.
-Só não suma de novo. — pediu, brincalhona. Eu sorri.
-Prometo que não.
Ela sorriu de volta, ambos ficamos sem dizer nada, sorrindo desconcertados ali na porta. Até que passei o braço por sua cintura e a puxei delicadamente contra mim. As mãos de Susana pousaram sobre meus ombros enquanto ela retribuía mais um beijo tão sensual quando os outros.
-Tchau... — murmurei, sorrindo, ainda bem próximo dela, segurando sua cintura.
-Tchau... — respondeu ela, sorrindo.
Beijei-a mais uma vez antes de seguir pelo corredor, descer pelo elevador, caminhas até meu carro e então seguir para casa, com um sorriso bobo no rosto.
Notas finais
Beijokas!!
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