Katar

1 Capítulo Único


Notas iniciais
A MINHA AMIGA ME FALOU O NOME DA ARMA DELE, UHUL! Depois de anos e anos escrevendo sobre ele, aqui estou eu falando sobre a sua relação com a arma! :D QUE A PROPOSITO, OLHA O NOME DELA! (Caralho, isso me faz shippar ainda mais Talon e Katarina) Sim, tá bem complexo essa HIPER MEGA SUPER pequena short-fic. É apenas um monólogo, e bem... Eu tenho uns 3 monólogos (sem contar com esse) que o Talon trava consigo mesmo na minha cabeça. Vou ver se algum dia eu posto. LEIAM AS NOTAS FINAIS PRA ENTENDEREM A FIC, AMORES! Bjss

Katar

Rápida, prática e mortífera.

Sempre foi a minha descrição dessa arma. Sempre foi o meu impecável modo de ver o mundo e o modo como ele próprio me via: Com sangue.

O sangue e a graciosa maneira como a lâmina rasga a carne macia.

O modo como ele escorre e como forma poças e mais poças ao redor de apenas organismos em pré-decomposição. É apenas escoamento, são apenas corpos ao chão. Nada a se importar, nada a reclamar.

Mas tudo a adorar.

Por trás dela, o mundo tem o seu próprio ritmo e sua própria textura. Ele não é rápido ou devagar. Não é adorável ou odiável. É apenas sustentável e sádico. E engloba apenas a mim.

A luz vinda da lua reflete sua lâmina e seu brilho azul quase me ofusca. Ela não é somente ela. Não é somente uma arma. É a razão, é o propósito, o porquê e a recordação.

A constante lembrança.

O cheiro salgado do oceano se encaixa harmoniosamente com as rachaduras e trincados presente em todo o seu perímetro. A sensação de desconforto e repulsa ao imaginar o quão ambos são mutavelmente imperfeitos é sútil. Mas não deixa de ser curioso e agradável.

O mar antes era apenas um amontanhado de mistérios e medos. Agora, o mar é apenas o ritmo. O ritmo que continua a perecer por trás dela, o ritmo que me engloba fielmente à ela. E somente ela.

A minha vontade é de atirá-la navio a fora, mergulhando e lentamente afundando, enquanto o oxigênio ao seu redor vai levá-la à desgraça um dia. Ficará tão enferrujada como a própria alma que insisto em manter. E quando tocar o solo onde a luz não bate, eu saberei que é ali o lugar a qual eu pertenço. Saberei que de lá não poderia sair.

Maldita sejam essas lembranças.

Maldita seja essa viagem, esse monólogo, essa sede e essa vingança. Maldita seja essa arma também, cujo o nome e história se fundem com ela.

E me lembram dela.

A viagem a qual eu não consegui fugir. A viagem a qual faz a minha alma querer afundar eternamente nessas águas. A viagem a qual a única coisa encontrada foi ódio e frustração.

A doce tormenta e a amigável indignação que bate. A fútil incapacidade e o honroso suicídio.

Olho seu brilho de novo e sorrio. Não iremos procurar a morte. Não ainda. Não enquanto todos ainda não conhecem a fúria e a dor da casa Du Couteau.

Não enquanto há esse mar separando a arma e o corpo que a manuseia.

Notas finais
1. É após o desaparecimento do General.2. Sim, ele está em um navio enquanto isso ocorre. Sendo específica, ele está saindo de Bilgewater e voltando para Noxus depois de procurar por pistas do general.3. Eu disse que foi frustrante e tudo mais, ok. Mas não significa que a viagem dele tenha sido em vão. (Afinal, ele não achou nenhum assassino concreto ou até mesmo o próprio general)4. "Ela" obviamente é a Katarina. A arma dele acaba por SIM, virar a única lembrança que ele tem dela. (Katar~Katarina, huhuhu) Eu queria fazer alguns flashbacks, mas eu acho que vou romantizar muito. E eu não quero isso. 5. A última frase vai deixar claro que é a Katarina que "controla" o que ele faz naquela viagem, ele querendo isso ou não.6. Acho que é só. Poderia ficar melhor, mas como eu estou reescrevendo DDL, eu vou englobar Katar~Katarina mais lá. 7. (e último) O troca-troca de ela e arma é fundamental para o duplo sentido. HEHEHEHE
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!