Kataang.Saving The World Again.
5 A tarde
Katara estava treinando a dobra
numa pequene gruta que havia perto do palácio. Estava tão feliz que mal se continha. Antes ela tinha um pensamento bobo de que quando tudo finalmente acontecesse, ela não conseguiria olhar para Aang nos olhos, de tanta vergonha. Mas a realidade era exatamente o contrário. Ela não se sentiu envergonhada quando falou com ele pela manhã, quando olhou para os lindos olhos cinza que somente ele tinha. Tudo o que ela mais queria era poder vê-lo de novo. Este pensamento não saiu da cabeça dela, enquanto ela tomava sol na beira do lago. Estava parecendo uma boba. Riu quando pensou no que Toph diria se a visse daquele jeito. E Mai... Tinha que agradecer a ela. Levantou-se e foi para dentro da água. Sempre que estava na água se sentia em casa. Como se pudesse fazer qualquer coisa, que nada iria detê-la. Mergulhou e brincou na água por muito tempo, até que foi interrompida pela voz de Toph.
– Ei, doçura. Saia da água. Sabe que eu não consigo vê-la daí.
– Toph! – fazia tempo que não a via. Talvez desde o casamento de Zuko e Mai, há um ano. Toph tinha os 'lily livers' para tomar conta, em sua cidade. Katara saiu da água rapidamente e foi abraçá-la.
– Desculpe desapontá-la. Mas ele já está vindo. Só foi pegar o Appa. – Toph e seus comentários irônicos, como sempre.
– Desapontar? Oh, não. Estava com saudades de você. Não sabia mesmo que viria para a reunião. Como está a academia? Vai mesmo ser a polícia de Republic City? Precisamos de você lá.
– Está indo bem. Aqueles vermes já estão dobrando caixas de metal. Vou ser a polícia, sim. Mas preciso de um ou dois meses para organizar tudo e me mudar. Você vai gostar das novidades. Quando seu namorado voltar ele te conta tudo. Como vão as coisas? Alguma grande novidade que queira me contar?
Às vezes Katara odiava Toph, mortalmente. Odiava não poder ter segredos. Será que ela não pode usar aquela maldita dobra para chutar pedrinhas ao invés de procurar vibrações diferentes nos outros? Revirou os olhos e tentou, bravamente, não dizer nada demais.
– Não Toph. O Templo está quase pronto e Aang conseguiu tantos pergaminhos sobre tantas coisas dos nômades do ar. Agora será possível ensinar mais coisas aos acólitos do ar.
– Sério? Então foi por isso que ele parecia tão agitado hoje... Sua majestade cabeça de fósforo falou que ele parecia não ter dormido. Estava lendo os tais pergaminhos, certo?
Katara gritou, por dentro. Queria mesmo manter tudo o que tinha acontecido em segredo, mas com Toph por perto era impossível.
– Ah tá, tá bom Toph. Você venceu. Mas juro que te afogo no lago se fizer alguma piada quando Aang chegar aqui.
Um sorriso presunçoso se formou nos lábios de Toph.
– O que houve? Não me diga que só agora vocês resolveram fazer alguma coisa interessante.
– É... Foi... – não importava o fato de Toph ser cega. Katara corou violentamente.
– Cara... Um ano! Você remoeu essa ideia por um ano... Ah não, espere. Na verdade foi quando Aang fez quinze anos e você decidiu que vocês estavam crescidos o suficiente. Isso faz... Hum... Um ano e meio? Por quê? Qual é o problema com vocês?
– Toph... As coisas não são tão fáceis assim. Eu só... Nós não sabíamos o que fazer ou como começar, sei lá... Ah por favor, dá um tempo. Pensando bem, foi melhor assim.
– É... Deve ter sido mesmo. Sabe, eu estou saindo com um cara... – Agora foi a vez de Toph corar.
– Sério? Ah Toph, que legal. Quem é ele? Eu conheço? Quando vai me apresenta-lo? Ele vem com você para a cidade?
– Calma. Não sei se ele irá comigo. É o... – Toph foi interrompida pela chegada de Aang.
– Vejo que não teve problemas em encontrá-la. – Aang falou dirigindo-se a Toph.
– Foi fácil. Segui os tremores estranhos que chamamos de overdose de felicidade. Ou talvez a palavra melhor seja org...
– Toph! – Katara interrompeu, irritada.
– Já entendi. Fundo do lago. Até mais. – ela abraçou os dois meio desengonçada. E completou. – Sabe, nem todo mundo é cego por aqui... Tomem cuidado.
Aang olhou desconfiado para Katara.
– Ela não sabe... Sabe?
– Não me culpe por nada. Ela viu você primeiro. – Katara falou irritada.
– Legal... Um ano ou dois de piadas sem graça. – Ele começou a tirar a roupa.
– O que está fazendo? – Katara perguntou.
– Tirando a roupa. Lago. Nadar. Dobra de água. Lembra? – ele respondeu levantando rapidamente os olhos para encará-la, divertido, enquanto tirava o resto da calça e dos sapatos.
– Claro... – ela sorriu e voltou para a água.
Não demorou muito para que ele a alcançasse. Beijaram-se por um longo tempo, até que Katara, sem avisar, o afastou com o movimento de braço de polvo.
– Ei... Assim não vale. Devia ter avisado. – Aang reclamou.
– Você não me avisou quando fingiu estar machucado, da última vez. Vamos, avatar, revide... Estou esperando. – ela gritou. Já estava bem distante dele, agora.
Os muitos minutos que se seguiram foram de diversão e muitos movimentos incríveis de dobra de água. Quem os observasse de longe, diria que pareciam duas crianças brincando com seu brinquedo favorito. Eles riam cada vez que um era 'golpeado' pelo outro. De vez em quando Aang tentava usar a dobra de ar para tentar chegar perto de Katara, mas era 'severamente' punido com golpes dos vários animais marinhos que ela levara anos para aprender a fazer com água. Em certo momento não foi o ar que ele tentou dobrar. A terra ficou firme sob seus pés e ele fez uma passarela, na qual deslizou rapidamente e prendeu as mãos de Katara. Deitou por cima dela e ficou encarando os olhos azuis por vários momentos, até que conseguissem respirar bem.
– Assim não vale. – ela falou.
A terra ao redor deles cresceu mais um pouco e se transformou em paredes. Agora a luz entrava somete pela abertura de cima.
– O que você...? – ela quis saber.
– Toph pode ter razão. Pode haver pessoas aqui. Não quero que elas nos vejam fazendo isso.
Então voltou a beijá-la apaixonadamente, como se Katara fosse a uma fonte de vida que ele precisava terrivelmente. Não demorou mais que segundos para que ela sentisse o quanto ele a desejava, naquele momento. A terra embaixo deles sumiu aos poucos e de repente estavam mergulhados na água. Quando voltaram a superfície Aang falou:
– Há alguns meses eu ouvi, sem querer, uma coisa que você falou para Mai. "Seria interessante fazer algo assim na água". Ou uma coisa parecida com essa. Não tenho certeza se estava se referindo a isso, mas seria interessante. – os olhos cinza encaravam Katara com um pouco de receio, misturado ao desejo enorme que sentia.
– Então estava me espiando... Que coisa horrível! – ela retrucou com ironia. – Eu lembro. Ela estava lendo um livro idiota, sobre sexo e elementos e me mostrou a parte da água. Eu só... achei interessante o que li... – ela corou.
– Não quer tentar agora? – ele perguntou enquanto pressionava o corpo dela contra o seu. Os olhos enuviados de desejo.
– Não sei... Não sei se eu saberia. – ela baixou os olhos.
– Katara, vamos prometer uma coisa um ao outro. Não deixaremos de fazer coisas que queremos por medo de reações contrárias ou por vergonha. Não há motivo para se envergonhar, agora eu percebo. Eu amo você e sempre vou amar. Isso é tudo o que importa. Se fizermos algo errado, ao menos terá sido engraçado.
– Eu amo você, muito. Eu prometo. Será que você pode colocar a esteira de terra de volta?
Ele fez o que ela pediu e segundos depois Katara estava por cima de Aang beijando-o com força. Ela parou e trouxe água para as mãos. Aquilo que ela iria fazer não estava no livro de Mai. Mas Katara queria saber, há tempos fantasiava em saber, como seria usar sua habilidade de cura para massagear Aang, em várias partes sensíveis do corpo dele.
– Aang. Eu nunca fiz isso antes. Então, se eu te machucar, por favor, avise.
– Certo. – ele sussurrou em resposta.
Então ela começou. A água e as mãos dela começaram pelo abdômen, onde ela julgou que seria menos perigoso. Ele estava gostando, pois Katara alternava entre beijos e massagem. Os olhos dele se apertavam e o rosto se contorcia, de prazer. Ela decidiu retirar a única peça de roupa que ele vestia, para assim poder descer um pouco mais as mãos. Na noite anterior, o quarto estava em sombras e ela não pode vê-lo nu como agora. Certa vez durante a guerra, ela foi chamar Aang para o jantar quando estavam na casa de Ba Sing Se. Ela entrou no quarto sem bater e acabou o vendo sem roupa, pelo reflexo do espelho. Por pouco ela não foi pega. Mas era tão diferente agora. Ele havia crescido, ah sim como havia crescido. A água voltou para as mãos dela e a massagem agora era feita na parte interna das coxas de Aang. Ele não conseguiu se conter e gemeu alto. Ela sorriu. Estava fazendo certo. Finalmente tomou coragem e começou a massagear o sexo dele. O simples toque o fez gemer alto, com a voz rouca. Ele abriu os olhos e buscou os dela. Olharam-se por alguns momentos. As pupilas dele estavam dilatadas e os olhos, escuros. Ela hesitou e questionou:
– Eu estou fazendo algo errado?
– Não... Continua, por favor.
Katara obedeceu e recomeçou os movimentos. Enquanto massageava, observava cada detalhe do órgão que tinha em suas mãos e uma vontade violenta de beijar bem no topo tomou conta dela. 'Não, isso seria embaraçoso. ' Pensava para tentar se convencer a não fazer o que desejava. 'Você prometeu para ele que não ficaria mais envergonhada. ' Alguns minutos depois ela deixou o conflito de lado e beijou do topo ao final. Lembrou-se do livro de Mai. Ele dizia para sugar ou usar a língua. Ela o fez. As mãos massageavam a região próxima e a boca trabalhava no sexo.
– Ah... Kaa..ta...ra. Eu... vou... ah... pare. Eu vou... – Aang mal conseguia respirar, que dirá pronunciar alguma frase coerente. Ele tinha várias fantasias nada puras com Katara, mas aquilo superava todas elas.
– Kata... ra. Por favor... – parecia que ela não dava ouvidos.
Katara sabia o que iria acontecer se continuasse, mas a curiosidade a impedia de parar. Ela queria levar até o fim. Não demorou muito tempo. Aang não conseguiu se conter e derramou-se nos lábios dela. Era a coisa mais esquisita que já havia provado, pensou Katara. Mas era bom. Era o gosto dele.
– Me... desculpe. – ele ainda recuperava o folego.
– Não peça desculpas. Eu quis continuar. – ela sorriu e acariciou o rosto dele.
– Uau... Era isso que o tal livro da Mai ensinava? – Aang quis saber.
– Em partes. A parte da massagem era algo que eu queria fazer. – ela deu um sorriso tímido e baixou os olhos.
– Isso foi... Incrível, amor. Agora eu quero fazer alguma coisa para você.
– Não está cansado? Mal conseguia respirar segundos atrás... – Katara perguntou com um tom divertido.
– Dobradores de ar não ficam sem fôlego por muito tempo e eu sou muito jovem para me cansar tão rápido. – Deitou-se por cima dela, sem tirar os olhos dos orbes azuis dela e pressionou o corpo para que ela sentisse que ele estava pronto para mais uma – Viu?
– O que vai fazer?
– Você vai ver... Ou melhor, sentir.
'Dedos leves' era o apelido que Toph havia lhe dado. Katara pensou o quanto fazia sentido quando segundos depois estava sem roupa, sem ter sentido direito como elas deixaram seu corpo. Corou. O sol iluminava bem o "aposento" que Aang havia improvisado. Ela estava completamente exposta. Ele passou os dedos no corpo dela, bem de leve, dos pés à cabeça.
– Linda... – ele sussurrou e baixou a cabeça, próximo aos seios. Primeiro soprou, suavemente. Katara sentiu arrepios até na alma. Depois vieram os beijos. Nos seios, na barriga, nas pernas, na parte interna das coxas. Ele beijava um lugar e acariciava levemente outro, antes de beijá-lo também. Katara suspirava e às vezes sentia que o ar sumia por alguns instantes. O ar realmente sumiu quando Aang afastou um pouco as pernas dela e soprou, bem no meio.
– Aang... – ela sussurrou, no momento em que ele trocou o sopro por beijos molhados. Espíritos! Aquilo era incrivelmente bom. Ela sentia o corpo inteiro estremecer e esquentar a cada movimento dos lábios dele, da língua dele. A sensação foi intensificando a cada minuto até que ela não conseguia mais respirar direito e o corpo dela entrou em colapso. Ela não queria que aquela sensação parasse. 'Então isso é o tal orgasmo', ela pensou.
– Aang... É tão... Maravilhoso... – ela sorriu. A esteira sumiu de repente. Aang a abraçou e posicionou as pernas dela, uma de cada lado do seu corpo. Ele a encarou e respondeu:
– Você é maravilhosa. Quero que olhe para mim enquanto fazemos isso. – Sorriu e lentamente se empurrou para dentro dela. Katara constatou que agora sentia espasmos de prazer e que não havia nenhum resquício de dor. A expressão no rosto dele era linda. Agradeceu mentalmente ao sol por permitir-lhe ver tão claramente naquele instante. Movimentaram-se mais e mais depressa, sem tirar os olhos um do outro, deleitando-se com a forma como cada um expressava o quanto gostavam daquilo que faziam. Muitos minutos se passaram, até que os dois chegaram ao limite, dessa vez juntos. Permaneceram abraçados e Katara quebrou o silêncio.
– Onde estão nossas roupas?
– Penduradas no alto de uma estaca de terra, senhorita preocupada. – ele sorriu e beijou-se a testa. – Eu sei que de nada adiantaria essa parede se saíssemos sem roupa.
Vestiram-se depois que Aang recolocou a terra embaixo dos pés deles.
– Vamos para casa? – Aang questionou.
– Sim, por favor.
– Temos muitas coisas para arrumar naquela cidade.
No meio do caminho um pensamento ocorreu a Katara, que a deixou preocupada. Não havia feito/tomado absolutamente nada para evitar gravidez. Não se conteve e perguntou a Aang:
– E se eu estiver grávida? Nós nem casamos ainda e temos tantas coisas a fazer antes de poder pensar em cuidar de uma criança...
– Se você estiver grávida eu vou ser o cara mais feliz do mundo. Katara, problemas sempre existirão. Mas se ficarmos juntos, conseguiremos resolvê-los. Como sempre.
– Eu sei. – beijou-lhe rapidamente os lábios e voltou aos pensamentos.
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