Karen E O Mundo De Percy Jackson-Interativa
9 Sou seqüestrada por um idiota conhecido.
Notas iniciais
Nos vemos lá embaixo o/
Boa leitura XD
POV Karen
Depois que fiquei paralisada pelo manticole. Consegui me mexer, mas foi só para atirar no monstro, depois que ele se desfez em pó. Comecei a tremer e a soar frio, minha visão ficou turva, comecei a perder o equilíbrio, senti uma mão grande e masculina ser colocada na minha testa, ouvi ruídos e desabei na inconsciência.
Quando acordei, vi um homem alto, o mesmo que estava com aquela garota, ele colocava um pano frio em minha testa, sorriu para mim ao perceber que havia acordado.
- Que bom que esteja bem. – Falou ele sorrindo.
- Onde...? – Perguntei, mas não conseguia terminar a frase. O homem entendeu o que eu iria perguntar e respondeu.
- Está em umas das tendas, você estava com febre e seus amigos a trouxe aqui com minha filha os guiando.
Assenti me lembrava de ser carregada por alguém, mas não sabia quem era.
- Descanse você esta precisando. – Disse calmamente e sorri.
- Okay. – Respondi e fechei os olhos, escutei os passos do homem se distanciarem e cessarem de vez.
A tenda mergulhou em um completo silêncio, adormeci, mas o sono foi de leve. Pude ouvir a conversa lá fora da tenda, mas um ruído veio de dentro da tenda, ouvi passos se aproximando de mim, eu estava fraca, não conseguia mover nenhum músculo. Abri meus olhos devagar e virei a cabeça, o que vi? Vi um idiota conhecido parado á alguns metros de distância de minha maca.
- Nos encontramos de novo... – Falou ele.
- O que quer? – Perguntei, eu até poderia gritar, mas minha garganta já reclamava de dor.
- Levar você até meu mestre o que mais? – Respondeu ele se aproximando.
- Eu não vou. – Falei.
- Vai sim, por bem ou por mal.
- Não vou e ponto final!
- Vai e ponto final. – Disse ele agora ao lado de mim.
Eu ia protestar, tentar gritar pelo menos uma vez. Mas ele colocou um pano em minha boca, me fazendo para de falar, e impedir de gritar.
O idiota amarrou minhas pernas e braços com uma rapidez, parecia que havia treinado para isso, fiz de tudo para não ser amarrada, esperneava, tentava golpeá-lo, mas isso não o impediu de me amarrar.
- Calma... – Falou ele.
- Hummmm! – Reclamei.
Terminado de me amarrar, ele me vendou, (N/K: Eu vou pegar ele e estraçalhar cada osso em seu corpo!) (N/J: Momento revolt on!) (N/K: Calado Jho!) me pegou no colo e andou para fora da tenda.
- Mas o que... – Ia perguntando Jho.
- Vou levar ela, se não se importam. – Disse ele rindo.
- O que pensa que vai fazer!? – Gritou Jho.
- Nada, quem vai fazer é meu mestre.
- Daniel! – Gritou Annie com uma nota de raiva – Solte-a!
- Hahaha nunca Annie.
- Você o conhece Annie? – Perguntou Jho.
- Ele era um dos campistas que desapareceram misteriosamente, eu e Percy o encontramos quando encontramos Karen na floresta.
- Aquilo foi meu deslize... – Falou ele – Mas não vai acontecer novamente!
- Vai sim! – Disse Jho – Vamos te impedir!
- Você que acha! – Falou Daniel rindo – Vocês acham que sou tolo? Convidei uns dos bichinhos de meu mestre para dar uma lanchada.
Falado isso, vários rugidos soaram alto no deserto do Egito, ouvia-se vários gritos de desespero.
- Dragons! – Gritou Annie.
Rindo, Daniel caminha tranquilamente até os rugidos, ainda me segurando forte para não escapar.
- Vocês devem estar com fome né garotos? – Perguntou Daniel e pude imaginar eles olhando para meus amigos – Ali na frente tem saborosos lanches para vocês.
Senti algo pesado ser arrastado pelo chão e os gritos de meus amigos.
- KAREN! – Gritou Jho – ACORDE GAROTA.
- Ela não pode... – Comentou rindo Daniel – Ela ESTÁ acordada, mas esta muito fraca.
- KAREN! – Gritaram os dois juntos quando Daniel se virou e andou.
Ouvi pégasos aterrissando, pareciam que puxavam algo. Daniel subiu em uma... Biga? Não sei, mas ele subiu e me colocou em um canto, eu esperneava, mas ainda estava fraca.
- ADEUS IDIOTAS! – Gritou ele fazendo os pégasos levantarem vôo.
- Hummm! Hummmm, hummmmm! – Reclamei o que eu queria que saísse de minha boca era: Seu hipócrita de uma... Você vai me pagar! Espere eu me recuperar, vou fazer você chamar pela sua mamãezinha!
Voamos boa parte do Egito, o calor era insuportável. A carruagem deu uma guinada para frente e senti a temperatura se abaixar, o ar ficar úmido. Isso não é o Egito. Pensei.
Voamos mais alguns minutos e Daniel estacionou a carruagem em um lugar estreito e escuro. (N/J: Como você pode ver?) (N/K: Vou matar esse cara! ~le ignorando o Jho) (N/J: Como conseguiu? Enxergar no escuro?) (N/K: ... ‘ignorando’) (N/J: Eu heim... Fui ignorado...).
Daniel me pegou no colo novamente, eu estava tremendo, já que estava de shorts e regata... O que me faz pensar... Daniel está me carregando no colo, confere. Estou de shorts e estou em seu colo, confere. E ele está segurando minhas coxas e... Fiquei vermelha com esses pensamentos. Daniel percebeu que eu estava tremendo, pois me colocou no chão e pegou algo, ele colocou uma blusa grossa em cima de meus ombros.
- Melhorou? – Perguntou.
Balancei a cabeça positivamente.
- Agora vamos. – Disse me pegando no colo novamente.
Andamos pela rua, não havia quase nenhum ruído de vozes, Daniel após de uma caminhada curta, entra em algum lugar. Como eu percebi? Fácil, quando ele entrou, ouvi portas automáticas se abrirem e o vento frio acabar.
Pude ouvir os ecos dos passos de Daniel, o lugar era amplo, minha venda estava bem mais escura do que antes. Entramos e fui colocada no chão, onde fui conduzida por Daniel. Andamos mais um pouco e paramos em um lugar totalmente escuro, ouvi uma porta de ferro ser aberta e Daniel me puxou para dentro, tirando assim minha venda e o pano de minha boca.
- Argh! – Falei e balancei a cabeça – Que gosto horrível!
- Você ficará aqui, por enquanto.
- Por enquanto? Quanto tempo vou ficar aqui? Onde estou? Como... – Fui fazendo perguntas, mas Daniel me interrompeu.
- Não se sabe quanto tempo você ficara aqui. Tudo dependerá de meu mestre. — Disse ele me pegando no colo, já que ele não me desamarrou meus pés e mãos, e me colocou delicadamente na cama de colchão fino.
- Daqui á pouco trago a comida. – Falou ele e saiu, fechando a porta atrás de si.
Bufei alto, não acredito que não consegui fazer nada contra ser raptada por ele... (aquele garoto lindo que havia me encontrado lá no Central Park...) balancei a cabeça, dispersando esse pensamento.
Fiquei olhando o lugar onde eu estava, era escuro, as paredes eram de cores escuras, tinha uma pequena janela, uma porta de ferro que provavelmente tinha um lugar onde se coloca uma tabua para quem estiver dentro não sair.
Fitei o teto por bastante tempo, já que não conseguia me mexer livremente.
- Grrr! Quero sair daqui! – Gritei para o teto.
- Recuperou sua voz? – Perguntou Daniel entrando com uma bandeja de ferro com comida nela.
- Posso gritar o quanto quiser agora. – Bufei – Mas ainda preciso de água...
- Você não parece nenhuma deusa sabia?
- Eu sou semideusa e não deusa okay?
- Como queira. – Disse ele colocando a bandeja em uma mesa.
- Como, por Hades, que você quer que eu coma? – Perguntei irritada.
- Não posso tirar as amarras, você terá que se virar.
- Okay, então morro de fome!
- Você é insuportável sabia?
- Sabia. Todos falam isso. – Ri com minhas lembranças.
Daniel balançou a cabeça e pegou a bandeja e se sentou perto da cama.
- O que pensa que vai fazer? – Perguntei com uma sobrancelha levantada.
- Dar comida para você ora! – Falou o ovil.
- Nem pensar, se for para você me dar comida na boca, prefiro morrer de fome! – Falei dando ênfase no final.
- Chega de reclamar, vamos abre a boca. – Falou com o garfo em frente á minha boca.
Balancei a cabeça em negação.
- Vamos Karen, abre a boca! – Falou ele sem paciência.
Balancei novamente a cabeça.
- Tá okay, vou fazer do jeito mais difícil... – Murmurou e deixou a bandeja de lado da cama.
Olhei desconfiada para ele, que o mesmo foi se aproximando cada vez mais. Afastei meu rosto dele, mas ele aproximava ainda mais.
- Quer o que? – Perguntei afastando ainda mais a cabeça – Cai fora!
- Não há outra maneira de fazer você comer ora. – Sorriu ele.
- Cai fora, já falei se você for dar comida para mim... – Falei e pausei uns segundos pensando em uma ameaça – Juro que vou estraçalhar todos seus ossos ainda vivo.
- Que medo... – Falou se aproximando ainda mais – Mas acho que não será preciso...
Daniel foi se aproximando, aproximando, minha cabeça não podia mais se afastar, por causa da parede que havia ao lado da cama. Quando estava a centímetros de meu rosto, alguém o chama.
- Daniel! – Falou uma voz grosa – Venha, vamos planejar o ataque.
— Não poderia ser mais tarde? – Perguntou ele ainda com o seu rosto quase colado ao meu – Tipo amanhã?
- Não Daniel, o chefe está te chamando...
Daniel bufou alto e se afastou, mas ainda me olhando.
- Não se mexa, voltarei daqui a pouco.
- Como se eu pudesse me mexer. – Disse irônica.
Daniel sorriu e saiu, deixando o quarto silencioso novamente.
Aproveitei esse tempo para me acalmar, por pouco ele não me beijara, agradeço imensamente esse homem, monstro seja lá o que for. Mas ele salvou minha pele.
Mas no fundo, mas no fundo mesmo, eu queria aquele beijo, queria os lábios de Daniel juntos aos meus, queria sentir o gosto deles. Além de irritante, ele é divertido, carinhoso quando quer, provocante, bonito e...
Karen meus deuses! Pare de pensar nisso! Repreendi a mim mesma.
Alguns minutos se passaram e a bandeja ainda estava intocada. Eu queria poder me livrar dessas cordas só para comer. O cheiro que emanava da bandeja fez meu estomago roncar, isso era mais uma prova que precisava comer logo.
Bochechei e senti algo ser colocado em minha boca, tinha um gosto delicioso. Abri os olhos e vi um Daniel sorrindo.
- Até que enfim consegui. – Disse ele rindo.
- Quando é que você entrou? – Perguntei mastigando a comida e depois a engolindo.
- Agorinha á pouco, você estava tão avoada que nem me percebeu.
- Uhum...
- Agora abre a boca! Vou dar mais para você.
- Não obrigada, voc... – Falei, mas ele aproveitou minha fala e colocou outra garfada de comida em minha boca.
- Hahaha descobri um jeito de você comer, se bem que eu preferia do outro jeito...
- De me beijar não é? – Perguntei irritada.
- Isso...
Bufei.
- Isso nunca vai acontecer.
- Você quem sabe, mas sou irresistível, digno de um filho de Apolo.
- Você é filho de Apolo? – Perguntei.
- Não... Poderei falar que ainda sou indeterminado... – Falou ele abaixando a cabeça.
- Oh! Desculpe-me não queri... – Fui interrompida por outra garfada.
- Não precisa se preocupar... Já me acostumei para falar a verdade.
A conversa vai e foi, e Daniel aproveitando minhas falas para me alimentar. Descobri um pouco sobre esse idiota. Ele não sabe quem é seu pai Olimpiano, aliás, ele nem sabe quem é a parte imortal, Daniel fora criado em um orfanato em Manhattan por isso não sabe quem é seu pai ou mãe.
O monstro chamou ele na porta, mas antes de sair, aproveitou quando eu estava distraída me beijou. Eu arregalei meus olhos.
- Durma, você esta precisando... – Falou ele em meu ouvido me causando arrepios.
- Um dia vou te matar Daniel... – Falei e ele sorriu e saiu andando.
POV Jho
Não, não, não! Não podia ser! NÃO PODE SER! Aquele canalha, filho de uma Hera! Seqüestrou Karen e ainda fugiu com ela, enquanto eu e Annie lutávamos contra dois Dragons pelo que Annie falou.
Eles eram enormes, passavam facilmente dos 18 metros ou até mais. Enquanto eu lutava com um, Annie lutava contra outro, eu chamava várias vezes meu exército de esqueletos, mas todas às vezes eram esmagados pela cauda ou sua cabeça.
- Repito: Mas que exercito... – Murmurei desanimado e preocupado.
Não consegui me concentrar 100% na batalha, estava preocupado pela Karen, e ainda aquele idiota nos chamou de IDIOTAS! Ele vai ver o idiota quando eu me encontrar com ele novamente.
- JHO! CUIDADO! – Gritou Annie me despertando dos meus pensamentos.
Antes de me esquivar seja lá o que o dragon me jogou, fui empurrado por alguém.
- Está bem? – Perguntou a garota loira, Mariah.
- Obrigado. – Agradeci e ela assentiu.
- Como você vai matar esse... essa coisa? – Perguntou-me ela.
- Não sei, no livro eu Clarisse matou ele enfiando a lança elétrica dela no olho... – Parei de falar e uma idéia apareceu em minha mente.
- Olho... Esse é o ponto franco dele? – Perguntou Mariah.
- Isso, por quê não pensei antes...?
- Então vamos! Pensei em um plano já!
- Já! Mas acabei de falar!
- Não sei, mas consigo pensar bem mais rápido do que os outros.
- Tá me chamando de burro? – Perguntei com um tom de voz duvidoso.
- Não! Não estou, só falei que penso mais rápido do que a maioria das pessoas só isso.
Desviamos do ataque do meu dragon e preparamos para atacá-lo.
- É o seguinte! – Gritou Mariah do outro lado – Eu vou distraí-lo e você sobe nele! Use as sombras e pare acima da cabeça, depois espere o momento certo e pule em cima dos olhos com a espada já em mãos!
- Certo! Mas tome cuidado! – Gritei para ela.
- Pode deixar! – Gritou ela e se virou para o dragon – Ei carcaça de ferrugem! Aqui ô!
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A primeira parte do plano deu certo, ele se distraiu e olhou para Mariah enquanto eu usava as sombras para ir na sua cabeça. Por sorte ele não sentiu um peso em sua cabeça, me segurei as placas de bronze e esperei o momento, o dragon atacava com o rabo, (ou parte de trás, você escolhem) ela era rápida, sempre se esquivava dos ataques do monstro.
O monstro se cansou e ficou quieto, respirando pesadamente, foi ai que vi minha chance. Pulei em seu olho e clavei a espada em seu olho, o monstro se contorceu e virou pó, deixando só seus ossos enormes.
- Você... É... Muito... Boa... Em... Estratégias... Mariah... – Falei arfando e sorri para ela.
- Obrigada... – Respondeu arfando.
- Estão todos bem? – Perguntou Annie vindo até nós, ela tinha alguns arranhões, a blusa estava chamuscada e cheia de pó de monstro.
- Consegui destruir o dragon sozinha? – Perguntei admirado.
- Sim. Foi difícil, mas consegui.
- Gente... – Chamou Mariah – Como fica sua amiga?
- Aquele idiota de uma... – Resmunguei entre os dentes – Se eu o encontrar novamente...
- Não temos tempo de fazer juras de morte á Daniel, precisamos encontrar onde ele levou Karen. – Falou Annie olhando para o céu.
- Tem razão, quer dizer uma filha de Atena sempre tem razão. – Respondi, pois Karen é quase igual á Annie.
Derrepende algo prateado brilha, olho para os lados e descubro de onde vem o brilho. Era Mariah, ela acabara de ser reclamada.
- Isso... É inédito, mas salve Mariah Morgan, filha de Atena, deusa da sabedoria e da estratégia em batalha. – Disse Annie se ajoelhando e fiz a mesma coisa.
- Minha mãe? – Perguntou Mariah olhando para cima, vendo a coruja que estava desaparecendo aos poucos.
- É um prazer meia-irmã. – Sorriu Annie.
- Prazer é meu. – Retribui Mariah.
- Olááááá! Sei que esta é uma reunião de irmãs, mas... – Interrompi – Temos problemas maiores para resolver tipo: Onde está a Karen?
- Teremos que pensar, onde Daniel poderia ter levada... – Murmurou Annie.
- Talvez esse lugar seja distante daqui para ele precisar de pégasos... – Murmurou Mariah.
- Eu heim, acabou de ser reclamada pela deusa da sabedoria e já está pensando igual a Annie... – Disse eu.
- Jho... – Falaram as duas em unisson – Dá para ficar calado!
E assim foi um dia sem a Karen, as duas discutindo onde ela estava e eu sem poder fazer nada para a salvar de Daniel.
Notas finais
PROXIMO CAPITULO COM 28 REVIEWS!
Gogogo! :3
Nyan~ Bjs By Sayuri
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