Notas iniciais
Capítulo Curtooooooo!!! SQN! Não consegui parar de escrever e espero que gostem! Beijos!

–A montanha de neve – Patrícia disse visivelmente admirada com a grandeza do local – Eu nunca pensei que fosse tão grande.

–É uma montanha sua burra, o que você esperava, um montinho de terra? Karina disse.

–Acho que ela esperava educação. Peter deu um sorrisinho sarcástico para Karina que apertou os olhos raivosa, mas não respondeu nada.

–Os cavalos não vão passar daqui – Sophia disse – É gelado demais e íngreme demais para eles. Ela já havia descido de sua égua e amarrava junto a uma árvore com comida e água suficiente para uma semana.

–Vai ficar sem comida se der tudo para ela. Rafael avisou vendo a quantidade que Sophia deixava para a égua.

–Eu não vou estar presa – Ela disse – Posso procurar um pouco mais depois e além disso – Ela tirou uma mochila quase do seu tamanho do lombo do animal colocando-a nas suas costas – Aqui tem mais do que o suficiente para mim.

Peter assentiu orgulhoso descendo do próprio cavalo e fazendo o mesmo, a única que excitou em deixar seu animal foi Karina, mas ela não teve escolha depois que todos já estavam prontos para partir, Sophia foi quem começou a subir e era impressionante a sua força e agilidade considerano que tinha quatro anos e carregava uma mochila pesada, não desmentia em nada os genes da família, logo em seguida vinha Peter seguido por Rafael, Patrícia, Karina, John, Larissa e Laura por último, Sophia sentiu a presença antes de ouvi-la ou avistá-la em meio ás partes aterradas da montanha:

–Oito crianças em uma montanha não é algo que se veja todo dia.

As oito cabeças viraram na direção de um iglu, o homem sentado na porta fumando um caximbo de palha parecia se divertir com a imagem:

–Quem é o senhor? Foi Larissa que perguntou.

–Meu nome é Shiu nin – Ele abaixou a cabeça em um sinal de respeito e o único que retribuiu foi John que falou logo em seguida:

–Você é mesmo o mestre Shiu nin? Meu pai e minha mãe contavam histórias sobre você, disseram que foi um dos mais valente guerreiros.

Um sorriso banguelo surgiu nos lábios secos do homem:

–Já fui meu grande jovem, já fui como nada imepde que vocês ainda sejam, mas agora me respondam¨O que fazem aqui? Onde estão seus pais?

–Nossas mãe foram sequestradas – Karina disse – Nossos pais estão atrás delas.

–E cadê os seus pais?

–Eles nos mandaram ficar em casa – Laura falou – Mas queremos ajudar! Queremos encontrar nossas mães.

–Crianças nessa idade não ajudarão adultos, eu deveria levá-los de volta para as vossas casas.

Peter se enfureceu e tirou a espada da bainha gritando:

–O senhor não vai nos impedir em nosso propósito, terá que me enfrentar para fazer-me desistir da ideia.

O homem não se abalou, sorriu e se levantando revelou uma katana atrás das costas e disse:

–Mostre sua força jovenzinho.

Peter gritou e atacou, o homem defendeu sem o mínimo esforço e assim transcedeu a luta, Peter se cansou rapidamente enquanto o homem mal suava, no décimo ataque de Peter, o homem segurou a espada e a arrancou da mão do garoto:

–Não vou te matar como um guerreiro de verdade faria, sou um samurai, honro a vida, e principalmente honro a coragem, crianças – Ele olhou para todos – Logo anoitecerá e no meu iglu há espaço suficente para todos vocês, passem a noite comigo. E me expliquem seus objetivos.

–Não podemos parar – Sophia choramingou –Nossas mãe podem estar em perigo.

O homem a encarou bem fundo:

–Antes um corajoso que descansa do que um tolo que continua, se continuarem serão atacados, mortos, eu não sou a única pessoa aqui, posso ser a mais nobre, mas não sou a única.

As crianças ficaram divididas, mas ao verem o sol se pondo, resolveram aceitar a proprosta, quando entrou no iglu do senhor, Peter não pensou nada, seus olhos percorreram toda a estensão do lugar, como um iglu poderia ser tão grande? Não cabia apenas nove pessoas lá dentor, cabiam vinte e nove, até trinta!

O senhor se sentou em uma poltrona de pele de javali e indicou o chão para as crianças, uma a uma sentaram-se até todas estarem bem acomodadas:

–Agora me expliquem – O homem começou – Quem sequestrou as vossas mães?

–Não sabemos – Laura falou – Ninguém sabe.

O homem pensou um pouco e depois de coçar o queixo, perguntou:

–E porque vocês acham que vão encontrá-las?

O grupo ficou em silêncio e depois de um tempo quem falou foi Sophia:

–Não sabemos, eu sei pelo menos que não vou ajudar em nada ficando em casa sobre as seguranças, ao contrário, posso me tornar uma vítima fácil.

–Ela tem razão – Peter disse – Em nossos lares, somos fáceis de encontrar e mesmo com tantos seguranças, nada impede um ataque surpresa.

O homem assentiu pensativo e depois de um tempo, disse:

–Vocês são valentes, há tantas faces de uma vida, alguns dizem que preferem ser covardes e vivos do que corajosos e mortos, mas eu digo que antes uma vida inteira brincando com a morte do que enganando-a, pois ela sempre vai te encontrar e quando isso acontecer, do que você vai se orgulhar?

–Conte-nos a sua história. Peter pediu, os olhos implorando.

–Eu fui um samurai desde que tinha três anos, meu pai e minha mãe eram samurais em uma vila afastada, até sermos descobertos e mandados para prisões, meu pai morreu na batalha e me disse enquanto morria que queria que eu continuasse seu legado, em apenas cinco anos de treinamento eu não sabia muita coisa, mas prometi a ele que sim, ele me deu sua katana e morreu, eu corri procurando pela minha mãe, encontrei-a na porta de nossa casa, seu corpo preso à porta de madeira com uma lança bem no meio do pescoço, quando vi que não me sobrara nada, corri para salvar a minha vida, mas de uma vez pensei em me sacrificar, encontrar meu pai e minha mãe, mas as vozes deles sussurravam ao meu ouvido que eu deveria continuar que se fizesse aquilo seria um covarde, vivi por dez anos migrando de terra em terra até um imperador descobrir minhas habilidades e me edir para entrar em sua guarda real, ele me usou por muito tempo até descobrir que eu tinha um caso com sua filha, mandou me matar, mas eu matei todos aqueles que tentaram o feito, tentei salvar minha amada, mal ele já a havia matado com um punhau no meio de suas costelas, louco de raiva, o matei sem dó, o homem que eu protegi por cinco anos foi o que morreu pela ponta de minha katana, fugi e vivi migrando novamente, eu não ajudava os piratas e nem os reis, apenas vivia a minha vida protegendo aqueles que não tinham como se defender, nunca mais tive vínculos fortes com medo de perdê-loscomo aconteceu antes, eu era um nômade que buscava seu lugar em meio a tantos outros, vivi por décadas assim até que resolvi me refugiar aqui, no lugar mais afastado de todos.

As crianças ficaram em silêncio, até Karina que milagrosamente esteve calada até aquele momento dizer:

–Quantos anos o senhor tem?

O homem sorriu amarelado:

–Não podemos enganar a morte para sempre minha querida, eu a aceitei e vivo assim desde aquela época.

–Você é um fantasma – Larissa gritou – Fique longe de mim.

–Quieta Larissa – Rafael disse – Há diferença entre espíritos e fantasmas.

O homem assentiu:

–Em resposta a sua pergunta, eume tornei imortal aos sessenta e cinco anos, mas atualmente devo ter entre mil ou dois mil anos.

–Porque nos ajudou?

–Meu espírito é guiado até espíritos corajosos e valente e ele encontrou os seus, por isso não te matei meu jovem, eu ajudo aqueles que não têm medo da morte, aqueles que só temem os próprios limites.

–O senhor é muito sábio, meu pai não desmente a sua história.

O homem olhou para cada um:

–Eu os protegerei durante esta noite, nada os atacará enquanto estiverem aqui, mas a partir de amanhã, não farei mais nada, serão somente vocês, entretanto, como suas almas não desmentem a valentia, lhes serão dados a cada um, uma dádiva de conhecimento e uma dádiva de sobrevivência.

–Há você menino Peter, saiba que a história de seus pais esconde muito mais do que uma simples batalha, cobre deles este conhecimento, precisará dele para vencer, e a você será dado uma nova espada.

–Há você Karina saiba que não é mais incrivel por ser mais velha, apenas use esse conhecimento para ajudar aos outros não para se gabar, há você será dada um arco e uma algiba de flechas.

–Há você Sophia, a sua coragem pode te levar a caminhos inimagináveis, mas não aja por impulso, siga sua intuição, ela lhe mostrará o melhor caminho, há você será dado um punhal.

Há você John, saiba que terá que enfrentar muitos desafios antes de uma iminente vitória, e o pior de todos pode ser a verdade, há você será dado um machado.

Há você Laura, saiba que não precisa ter medo de ouvir seus sonhos ou pensamentos, eles lhe trarão as respostas que tanto precisa, há você será dada esse colar, utilize-o com sabedoria, e saberá o seu potencial.

Há você Patrícia, saiba que a vida pode te surpreender em tantos aspectos quanto possível, não tenha medo de falar o que pensa nunca, um livro em branco lhe será dado, nele contará cada momento de sua história, no final seu objetivo ficará claro.

Há você Rafael, não use a lógica para tudo, seus sentimentos são tão poderosos quanto seu cérebro, há você será dado uma lança.

E há você Larissa, não precisa ter medo de tudo, a coragem é a maior dádiva que alguém pode ter, infelizmente não posso lhe dar, terá que conquistá-la, há você será dado um cantil, use-o quando achar que chegar a hora!

Notas finais
Comentários? Recomendações? Ajuda bastante gente, recomenda para um amigo ou para aquele colega que gosta! Quanto mais acessos, melhor para a fanfic!