Karatê Medieval Parte 2!
11 A fortaleza de Sir Lucius.
Notas iniciais
Sophia se sentiu perdida, mas também acolhida dentre todas aquelas plantas, a mochila não parecia pesada comparado com cada palavra que Karina lhe dirigiu, porque ninguém se lembrava, porque só ela se lembrava?
–Porque você tem o dom da visão... Uma voz respondeu atrás de si, quando se virou, os olhos de Sophia encheram-se de lágrimas, era uma mulher loira, muito semelhante à sua mãe, tinha os olhos azuis nil, e já aparecera antes para Sophia em muitas ocasiões, mesmo assim, a menina não mexeu um músculo.
–Miss Juliana – Disse fazendo uma reverência e logo depois perguntando delicada – O dom da visão?
A mulher sorriu e um caderno e uma pena surgiram na sua mão:
–Sua mãe te contou as histórias? Aquelas que muitas pessoas acreditam que o destino é escrito o momento que nascemos?
Sophia assentiu, os olhos brilhando:
–Pois bem – A mulher continuou – É mais ou menos isso, escrevemos seus destinos, mas as palavras são mutáveis, todo ato tem uma consequência.
–Podemos mudar nossos destinos a cada minuto – Sophia assentiu – Mamãe me contou – E uma tristeza lhe invadiu quando desabafou – Eu acho que o meu destino era não ir atrás da mamãe junto com o Peter, era deixar para os mais velhos fazerem isso, mas eu não consegui ficar parada, é a minha mãe e ela corre pergio.
A mulher assentiu carinhosa:
–Eu entendo meu amor – E acariciou os cachos dourados da garotinha – Mas você me perguntou o que é o dom da visão, a maioria das pessoas não se lembra de presenças sub humanas que tem, apenas recordam como ideias novas a serem seguidas, você não, você se lembra de cada conselho, de cada detalhe, você é especial, por isso, você será a guia dessa missão.
–A guia dessa missão?
–Ninguém mais enxergará o que você enxergar e isso abrirá novas portas, todos preferirão seguir pela antiga, caberá a você, mostrar-lhes a porta certa.
Sophia assentiu e a mulher sorriu:
–Siga os vagalumes – Uma trilha apareceu – Eles lhe levarão até seu irmão e seus amigos e de lá caberá a você a vitória.
Sophia cerrou os punhos:
–Não te decepcionarei, nem a você, nem a mamãe, nem a papai, nem a Peter!
A mulher sorriu enquanto a menininha corria e murmurou:
–Eu sei que não, está escrito...
*
Sophia seguiu a trilha até fora da floresta e assim que viu o sol novamente, tudo ficou escuro: O motivo? Ela trombara com o irmão que vinha correndo por uma trilha paralela, eles se abraçaram e ficaram assim até Karina, a que mais estava para trás, mas que estava perdoada, chegou, ambos se levantaram:
–Para onde agora? John perguntou.
–Para as muralhas de Sir Lucian? Larissa indagou.
Peter pensou por um instante e se virou com um sorriso para a irmãzinha:
–O que a nossa guia acha?
Sophia sorriu feliz com o termo usado, será que ele sabia?
–Para as muralhas de Sir Lucian, mamãe está naquela direção!
–Sophia – Karina gaguejou por alguns segundos antes de conseguir falar – Me desculpa, eu fui estúpida!
Sophia mordeu o lábio tentando segurara os riso:
–Foi mesmo, mas tudo bem, eu te perdoo. E com um sorriso abraçou a menina mais velha que não soube reagir senão com um sorriso.
Peter guiou-os até as montanhas que separavam os reinos e depois de escalarem-nas com muito sacrificio, uma outra barreira os aguardou, uma muralha, a fronteira oficial construída por Sir Lucian e apoiada por Jack para evitar uma guerra, a pergunta inevitável: Como passar?
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