Karatê Medieval!
21 Campo Azul
Notas iniciais
POV NARRADORA
As fadas brincavam no cabelo de Kim enquanto ela e os amigos caminhavam em direção à campina, duendes os guiavam enquanto o sol nascia no horizonte, até que pararam a campina onde Jack, Kim e os outros se encontravam era de um azul claro da cor do céu cheio de cogumelos coloridos em rosa, amarelo, vermelho e laranja, era muito bonito!
Em volta da campina, várias árvores e arbustos frutíferos rodeavam a campina verde, bem no meio, ao horizonte, atrás das casinhas estava uma laranjeira com o fruto dourado brilhando, cegando a todos, quem falou foi uma fada sentada no meio da campina, seu cabelo era azul petróleo e seu vestidinho branco a fazia parecer uma criança pequena:
–Sou Gaia, a protetora do campo azul, o que desejam invasores.
–Invasores? Gracie exclamou mas teve a boca tapada por Julie e Mika.
–Gaia – A voz veio de Kim – Com toda certeza já ouviu falar de Abashiman, o bruxo que pretende escravizar a todos, já temos a escama arco íris e a concha fraternal para vencê-lo mas precisamos do fruto dourado, só assim poderemos derrotar Abashiman e trazer a paz novamente.
Gaia não pareceu convencida:
–Porque precisam derrota-lo — A pergunta pegou Kim de surpresa, mas Jack foi quem respondeu:
–Abashiman tem um ódio inexplicável pelos nossos reinos, mas também não nutre carinho por ninguém, fadas do ponto de vista dele são coisinhas insignificantes que usam roupas coloridas e são tão inúteis quanto algo estragado.
Gaia pareceu por um minuto zangada, mas logo disfarçou o sentimento atrás de sua beleza angelical:
–E porque ele pensaria isso?
–Abashiman – Foi a vez de Kim – É um bruxo sem coração que precisa ser derrotado...
–Posso perceber pelo seu brilho – Milton assumiu – Que seu poder diminuiu com a tomada de Fantastic, isso foi obra dele.
–Nosso poder é infinito garoto.
–Mas diminuiu pouco a pouco, o infinito pode se tornar zero logo se não nos ajudar.
Dessa vez, Gaia não se preocupou em esconder o estresse e a raiva de um garoto de quinze anos sabe mais diplomacia do que ela com um milênio de vida, sua voz se alterou:
–Só me responda uma coisa, porque eu deveria ajuda-los?
–Porque fadas são criaturas que detestam bruxos e detestam ainda mais perder poder, afinal você quer virar mortal?
–Nunca! Gaia gritou e seu som agudo pareceu ecoar em toda a vila causando um pequeno terremoto.
Milton sorriu satisfeito, esse era o efeito que ele queria, fadas são muito espertas quando não estavam raivosas.
–Um bruxo nunca tirará nossos poderes, eu e minhas fadas lutaremos para garantir isso, lutaremos até o fim. O pequeno vestido se transformou em uma armadura brilhante e assim todas as fadas saíram voando em direção à batalha.
Os duendes permaneceram parados com sorrisos travessos, um duende um pouco maior saiu de um cogumelo:
–Enrolaram a Gaia muito bem mas eu não tenho um ponto tão fraco quanto diplomacia ou raiva, fadas são fáceis de serem passadas para trás, mas nós não — O duende pulou de um pé para o outro – O que perderemos se Abashiman ganhar?
Milton pensou um pouco e deu de ombros para os amigos então Jack assumiu a narrativa:
–A questão é o que você ganhará se Abashiman perder, poderíamos fazer um acordo.
–Eu gosto de acordos que eu saio ganhando- O duende bateu palmas – O que você propõe?
Jack pensou um pouco:
–Trânsito livre, meu pai comentou que vocês só podem ficar no campo azul como punição por um milênio de travessuras e se eu acabasse com essa lei por três favores?
O duende riu:
–Três favores, sua oferta é muito baixa.
–Ok, esse favor e a proteção dos duendes aos códigos penais do meu reino Relord.
O duende pensou um pouco:
–Quais são os favores?
–Que vocês se comportem, não sejam tão travessos quanto eram, que abra sua permissão quanto ao fruto dourado e que lute ao nosso lado contra Abashiman.
O duende pensou um pouco:
–Quero ter mias um reino de proteção.
–Mistic também adere. Kim disse.
O duende sorriu:
–Trato feito!
Os duendes desapareceram no ar, provavelmente já estavam aproveitando suas novas vantagens, Kim também não perdeu tempo, correu até a árvore e arrancou o fruto dourado, jogando-o para Jack, retirando os outros objetos todos se sentaram em círculo em volta deles:
Um brilho muito lindo uniu todos os objetos e os transforaram em um só, nada como uma arma, mas uma flor, dourada no meio, de todas as cores do arco íris nas pétalas e com uma sensação de paz, pegando a flor Jack perguntou:
–Milton já ouviu falar dela?
–A flor da vida – A voz de Milton mostrava surpresa – Ela pode trazer uma pessoa de volta a vida.
–Só uma? Jerry perguntou.
Milton assentiu:
–Guarde-a muito bem Jack, é extremamente rara e valiosa.
–Mas é a Kim que vi guardá-la, ela é bem mais cuidadosa do que eu. A voz veio cheia de afeto e Kim enrubesceu.
–Ah que lindo, um momento de romance. Sinto muito acabar com isso. Abashiman riu e com uma magia obscura agarrou Kim, Jack se levantou imediatamente com a espada.
–Solte-a! Gritou.
–Quem sabe na guerra, devem se apressar, vocês têm dois dias para voltar. A risada do mal ainda ecoou quando Abashiman desapareceu levando Kim consigo.
Raivoso, Jack gritou pegando a flor e quando Rudy tentou acalmá-lo:
–Menos palavras, mais ações, Kim está em perigo e eu não vou desistir até ela estar em meus braços de novo ( quem queria estar nos braços do Jack agora ).
Todos deram de ombros e montaram nos seus cavalos.
Era a hora da luta, era a hora da GUERRA!!!!
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