Karakuri Burst

64 Um último adeus.


Notas iniciais
MÁI GÓDI Não é que eu apareci mesmo? JHASJASJKASJASKJASJHAS Tô orgulhosa de mim mesma *Limpa catarro* Anyway, eu acho que essa será uma das minhas menores notas iniciais :v Choqqqqq Bem, enfim, eu não sei com que magia eu vou continuar a postar quarta, porque Segunda eu tenho compromisso e Terça também. Todas as semanas. Mas vou tentar continuar, Aye ^-^ BOM, FINALMENTE É O 64 CLAP CLAP CLAP *Palmas* Gostaria de dizer que essa imagem, para mim, vai para as top 3 das mais foderosas de todas ♥♥♥♥♥♥♥♥ Então, como dizer, KARAKURI BURST TEM UM DOUJINSHI ♥♥♥♥♥♥♥♥♥ Vocês não tem ideia do ataque de fangirl que eu dei quando descobri. Não tem mesmo ;-----; Não tenho o exemplar /choranu/ E se eu não me engano, não tem o doujinshi pt-br ;^; Cof ainda bem que eu sei falar inglês Cof Portanto, eu não posso morrer sem ter essa delicia na minha mão, e o CD Karakuri Burst, e fim. ♥ MAS, OLHA, EU FUÇO OS CANTOS DA NET E TROUXE ESSA PÁG PRA CÁ ♥♥♥ Juro que me assustei a respeito dessa imagem, porque quando eu olho para ela, eu me lembro perfeitamente do capítulo 3, desses dois brincando no esconderijo secreto, que tem a entrada pela cerca ( Observem o fundo da imagem ) tem a árvore ( Onde o Len tá encostado ) e lindamente, tem o Len fazendo essa cara de cagaço e a Rin rindo dele, tipo aquela história que o Len falou que a Rin teria que amputar a perna e ela quis bater nele -qqqq ( Podem checar o cap 3 para conferir, e tem aqui nesse capítulo ) Fiquei meio .------. Eita porra Sweet. As macumbas que tu faz são muito poderosas, pqp Anyway, vocês sabem que eu sou uma stalker muito maravilhosa né -qqqq ♥ Então, parabéns Melanie! ( Melanie2413) ( 24/07 ) Sim eu te stalkei~ Happy B-day moça ♥ Agora, ao capítulo dlç =w=

RIN POV’S ON

Flashback on

– Sete meses depois –

‘’Rin, você está atrasada. ’’

Eu pulava pelo quarto como se estivesse brincando de uma amarelinha que se estendia por todo o meu quarto. Minhas meias escapavam dos meus pés a cada passo, me fazendo pensar seriamente se iria encontrar com ele usando as pantufas felpudas.

Enfiei a escova de dente na minha boca, pegando o tubo de pasta de dente e apertando na minha boca, visto que tinha esquecido de por na escova.

Não prestando atenção no que fazia, esmaguei o tubo de pasta de dente com minha mão, como se ele fosse do mal, e a super heroína Rin fosse resolver todos os problemas, praticamente engasgando com a quantidade de Colgate Kids que foi parar na minha garganta.

A Barbie na embalagem rosa não mentia.

Era Tutty-frutty.

Pelo menos tinha gosto bom.

Com a mão direita indo para os lados, para cima e baixo sem parar enquanto apertava a escova, com a esquerda eu já havia escrito umas quinze vezes a frase errada nas mensagens do celular.

‘’Não, eu não estou.’’

O celular tremeu, quase escapando da minha mão e caído na pia. A esse ponto, a escova estava parada na minha boca, com o topo tocando minha língua, e o meio sendo mordido por mim.

‘’Laranjinha, entenda, você não sabe mentir.’’

Meus olhos correram pelo banheiro, dando pouca importância a ele.

Me sentia uma bruxa que conjurava magias da pasta de dente do jeito que estava. Seria a ajudante da fada do dente. Ou inimiga. Sei lá. Um dos meus pés estava usando a meia pela metade, enquanto o outro provava o frio daquele chão gelado.

A outra meia havia se perdido no meio da correria.

‘’Len, deixa de ser chato, eu já estou indo pra aí.’’

Limpei a espuma branca que escorria pelo canto da minha boca. Minhas bochechas estavam infladas pela quantidade de espuma que tinha nelas. Imaginava que iria cuspir ‘’neve’’ por longos quinze minutos.

Coloquei o celular do lado das presilhas, para poder tirar a escova da boca e cuspir quatro quilos de Colgate. Fiz formato de concha com minhas mãos, pegando um pouco de água para limpar a minha boca.

Enquanto penteava o cabelo numa velocidade sensacionalmente escolhida para arrancar todos os meus fios, o celular vibrava mais uma vez, só que estando numa pia de granito, o som ecoa por todo banheiro, como se eu fosse uma pedreira de sete anos.

‘’Eu sou a Rin, e eu disse para o maravilhoso Len: Mas não vamos aproveitar bem o dia! Tudo bem, vamos estabelecer um horário. Nos dias de escola, duas horas da tarde. E nos sábados pode ser dez. E vai ser assim, porque estou mandando.’ Então eu, Rin, que sou a vizinha mais chata desse mundo, obviamente já estou no lugar. Por quê? Porque sou certinha. E o Len? Aquele merda. Ele que vai se atrasar. ‘’

–Vai se ferrar. – Murmuro, mordendo as três presilhas brancas com meus lábios. – Eu não sou certinha, garoto estranho.

Olho para o canto do meu celular, vendo claramente o horário. Quatro e vinte e dois. Dessa vez era um pouco diferente. Sem entender muito bem o porquê, ele concordou que hoje iríamos nos encontrar mais tarde.

A verdade é que mamãe estava, até agora, conversando com algumas moças que moravam nesse bairro também. Mamãe disse que eram nossas vizinhas. A moça de óculos redondos e cabelo alaranjado morava na casa última casa rosa da rua. A senhora de cabelos brancos tinha dois cachorros á duas casas de distância da minha. Não havia prestado atenção a todas as mulheres que estavam lá, dando um meio sorriso para todas.

Por um momento eu precisei descer, apenas para cumprimenta-las e sair correndo de volta para o meu quarto, ou o chato do Len me receberia no nosso esconderijo com uma bola de lama na cara.

De novo.

Maldito, ele sabia que eu tinha nojo de minhocas.

Balanço a cabeça, esquecendo a vontade de fazê-lo engolir terra. Tiro, uma a uma, as três presilhas da minha boca, logo as colocando na franja. Ponho minha língua para fora e faço uma careta para o espelho, como se estivesse implicando com uma eu de uma dimensão paralela que se comunica comigo a partir de reflexos.

Tudo bem, o sermão que ele me deu sobre assistir desenhos até tarde, na semana passada, talvez seja até viável.

Tanto faz, guardaria isso para mim. Agora, mais do que nunca, conhecia aquele garoto. Len já era esnobe, se eu contasse isso, ficaria mais esnobe ainda. Não diria nem a base de tortura que ele estava certo e eu errada.

Hoje eu só queria contar um segredo a ele. Um segredo muito importante, que talvez nem mesmo as pantufas felpudas saibam. Guardei-o comigo por muito tempo, o arrastando dentro de mim por alguns meses. E agora? Só queria dizer a ele.

Por isso corria e pulava pelo quarto como uma desesperada que dormiu demais, assistindo a versão em anime das Meninas Super Poderosas, que fazia apenas três meses que havia sido lançado.

Era bom! Bom demais.

Fui acordada com meu celular tremendo no criado mudo, quase caindo, na beira do móvel. Fui recepcionada do jeito mais romântico, com o Len gritando comigo sobre estar atrasada. E bem, foi assim que esse corre-corre começou.

Hoje seria um dia diferente. Importante, mas diferente.

Estava ansiosa, nervosa, animada, e com um pouco de medo.

Conhecendo-o como o conheço, sei que ele poderia começar a rir.

Mas iria contar. Com certeza.

Puxo por uma pequena brecha de uma das minhas gavetas do banheiro, aquela fita branca. A estico sob a minha cabeça com calma, como se estivesse prestes a realizar um procedimento cirúrgico, e com um movimento brusco perderia o rim.

Pela cabeça, claro.

Sabia que não fazia sentido, mas não precisava o ter.

Era divertido imaginar.

Satisfeita com a posição, amarro a fita ao redor da minha cabeça, dando dois nós apertados no topo, assim formando um laço. Tomo um susto quando escuto as coisas encima da pia tremerem mais uma vez. Mordo meus lábios, revirando os olhos pela impaciência de Len.

‘’Mais uma coisa que você acha que eu deixei passar. Eu? Deixar de ser chato? Acha que sou milagreiro, minha querida? E, claro, esse seu ‘já tô indo’ é nesse ano ou em 2007?’’

Seguro o aparelho em minhas mãos, e corro de volta para o meu quarto, resgatando a meia perdida do pé direito no meio do processo. Puxo as portas dos meus armários forte o suficiente para as fazerem se abrir, bater na parede, ou uma nas outras, e quase voltarem a se fechar. Minhas mãos passam por cada cabide, os empurrando com certa pressa, fazendo pequenos barulhos por os puxá-los dessa maneira na barra de ferro que os mantinham apoiados no armário.

Eles se batiam.

Plim, plim, plim.

Puxo o cabide que segurava um dos meus vestidos favoritos.

Não gostava de brincar de vestido, porque não podia fazer praticamente nada direito.

Dava vergonha.

Jogo o pijama que usava na cama, e trato de logo vestir o vestido. Termino de olhar a zona em que meu quarto se encontrava, me abaixando para pegar os desenhos que escapavam da escrivaninha, em meio a toda essa correria.

Sento no chão, junto a diversos papéis coloridos ou desenhados, e começo a puxar as meias para cima. Deito no chão, me esticando para pegar os sapatos que estavam num canto não tão próximo. Calço um, depois o outro, quase prendendo meus dedos quando fui ajudar um dos pés entrar no sapato.

Me levanto do chão, puxando o vestido para baixo, apenas para dar um rodopio nas pontas dos pés, feito uma bailarina numa caixinha de música. Bato minhas mãos no tecido do vestido, a fim de desamassá-lo.

Olho para o celular, suspirando com uma falsa tranquilidade quando vejo que Len parou de encher o saco. Guardo o meu precioso filho que eu chamo de celular na gaveta do criado-mudo, logo saindo do meu quarto. Ao chegar no fim do corredor, espio em silêncio o andar de baixo, cogitando se era realmente seguro descer as escadas sem dar de cara com a mamãe. Hoje ela estaria ocupada.

E eu também.

Desço os degraus nas pontas dos pés, olhando cuidadosamente de um lado a outro do corredor do primeiro andar, como se estivesse prestes a atravessar uma movimentada avenida.

Dessa vez, deveria prestar atenção, para não causar ‘’acidentes’’.

Quando me vi livre de qualquer problema, eu corri até a porta da frente, e como uma fugitiva que havia acabado de roubar uns poucos chicletes de uma daquelas conveniências de postos de gasolina, corri pelas calçadas, sem medo de parecer estranha.

Sabia que desse jeito, eu desarrumava meus cabelos, deixava meu rosto vermelho e minha respiração descompassada. Mas, sinceramente, essas eram minhas últimas preocupações no momento.

A cada passo, me aproximava do lugar. Não sabia medir o fator pressa, mais o nervoso, com a distração que eu sempre tive. No fim, eu me vi no chão mais uma vez.

Lembrei-me da primeira vez que nos conhecemos, onde eu, como um belo cartão de visita emoldurando um ‘’Retardada’’ em dourado, acabei tropeçando quando pisei nos meus próprios cadarços.

Eu só podia ter algum problema.

Simplesmente não entendia como conseguia me machucar tantas vezes, praticamente no mesmo lugar.

Aos poucos, me dei conta de como estava vestida e com quem iria me encontrar. Precisei me levantar do chão, como sempre fazia. Algumas poucas batidas foram suficientes para não deixar marcas de absolutamente nada naquele maldito vestido branco. Praguejava em silêncio contra a escolha da roupa e com o fato de ter caído.

A única coisa boa que poderia ser vista naquela situação era que a barra do vestido era longa o bastante para cobrir aquele joelho vermelho e ralado. Talvez, se fosse boa o suficiente, iria conseguir esconder isso de Len por um dia inteiro.

Sabendo como ele era, não faltaria discursos sobre não correr, e como eu tinha o físico de boneco de posto. Menos a altura, coisa que deixava bem claro de um modo irritante. Como ele era o mais velho, se dizia muito mais inteligente, e que seria ele quem decidiria as coisas entre nós a partir de então.

Não me aguentei e precisei dizer que ele tinha merda na cabeça.

Me lembro que ele riu, e começou a dizer que menininhas não falavam palavrão. E foi mais ou menos desse jeito que eu o belisquei até a pele dos braços dele ficarem roxas.

Dei um sorriso bobo.

Não conseguia imaginar a dor de uma pessoa que não consegue se lembrar das coisas. De vez em quando, me sentia um pouco louca por rir sozinha com momentos engraçados ou constrangedores que precisei passar com ele. Memórias eram coisas boas que eu podia guardar sempre comigo.

Por isso, eu sentia uma certa pena dos vovôs e vovós que não conseguem se lembrar.

Ou melhor, de qualquer pessoa.

É realmente triste.

Dessa vez, fui andando até o lugar. Mesmo forçando aquele infeliz joelho, não tinha nada que iria me fazer desistir de contar o segredo a Len. Achava que o universo inteiro estava conspirando contra mim naqueles segundos, mas depois vi que não era verdade. Também não era questão de sorte ou azar, simplesmente aconteceu.

Bufei irritada, colocando algumas mechas atrás da orelha. Após passar pela tábua frouxa que nos cedia passagem para o esconderijo nem tão secreto, eu poderia olhar e olhar, diversas vezes, que não via aquele garoto em lugar nenhum.

Ele foi embora? Não.

Ele nem havia chegado pra inicio de conversa.

Imaginava aquele idiota rindo a cada mensagem que enviava. Ele poderia muito bem estar atrasado como eu, e sendo o idiota que é, ou simplesmente fez isso para implicar comigo.

E ele dizia que eu era irritante.

Nunca o esperaria em pé. Que se fosse para esperar o mestre da lerdeza, que ao menos fosse sentada. Exatamente como no primeiro dia em que eu o trouxe aqui, eu me dirigi até a grande árvore ’’R+L’’. Len havia dito, que pelo amor dos deuses, eu desse um nome melhor para aquela árvore. Ou que procurasse no Google. Só xinguei de chato e prossegui com a vida.

As folhas estavam um pouco mais esverdeadas agora. Sentia que a copa estava mais cheia, e que sempre que ventava, as folhas faziam um grande barulho e poucas se soltavam. Dei uma volta completa ao redor da árvore, tomando cuidado para não tropeçar nas raízes que estavam expostas.

Então achei. Lá estava o motivo de Len me chantagear tanto. Qualquer coisa era ‘’Pelo menos, aquele dia, eu fiz o L que você tanto queria’’ e virava para o lado com cara emburrada. Ainda lembro que ele ficava me chamando de chantagista barata.

Passei a ponta dos meus dedos encima daquelas duas letras.

Tudo bem, acho que disso eu nunca iria esquecer.

Me sentei ao pé da árvore, mais preocupada em esperar aquele lesado, sentada e sujar o vestido, do que o esperar em pé, ainda mais com o joelho ardendo.

Depois de sete minutos, porque eu contei, eu forcei um pouco a vista pra ver aquele ser passando pela tábua. Ele veio se aproximando sem olhar para mim, e o fato é que eu não tinha ideia se isso era idiotice mesmo ou se ele estava ficando míope. Quando o espaço que nos separava era menos, ou equivalente a um metro, ele finalmente abriu a boca.

–Laranjinha?

Por um momento, eu quis levantar para dar um tapa na cara daquele idiota para ver se na septuagésima quinta vez ele finalmente entenderia.

–Já disse para não me chamar assim. – Resmungo, assustando a mim mesma por fungar.

Olho imediatamente para o meu joelho, e por impulso coloco a mão ali. Não, eu não podia simplesmente levantar o vestido pra ver isso. Len tem tendências de tarado, então, não, não mesmo.

–Desculpe. – Sua voz sai num sussurro, como se fosse estranho para ele dizer essas coisas. — Não queria te magoar.

Se não fosse ele falando, eu nem ligaria. Mas era ele.

Len estava me pedindo desculpas.

Isso é, sendo que a culpa nem era dele. Certo, talvez em partes.

–Tudo bem, não é por sua culpa que estava... – Não entendia porque minha visão de repente estava turva. Estava tudo bem até ele chegar. Afinal das contas era só... Um arranhão. Outro. -...Chorando.

–O que houve? Você se machucou?

Suas sobrancelhas arqueadas denunciavam seu interesse. Fiz a perfeita cara de tacho antes de responder qualquer coisa. Não que ele não se importasse comigo, como era antes, acho que agora ele se preocupava até de maneira excessiva, só que disfarçava isso atrás dos sermões e provocações.

E agora? Bem, agora eu tenho que falar a verdade.

A droga da verdade.

–É que eu queria muito ver você, saí correndo de casa e tropecei, e acabei ralando o joelho.

–Está doendo muito? Podemos voltar pra nossas casas e... – De repente, como ele tivesse falado a maior besteira do mundo, mordeu seus lábios e se corrigiu. — NÃO, eu te levo em casa e...

–LEN! – Gritei alto o suficiente para até o Alasca ouvir. — Pare com isso! Eu quero ficar com você!

Admito que tinha ficado com um pouco de raiva dele. Me via como um bebê chorão naquele momento, e se essa era a minha opinião, imagino a dele. E também, já havia passado algum tempo que nenhum dos dois falava nada depois do meu mini ataque.

–Tudo bem. – Enfim levantei a cabeça para ver como a criatura loira número dois estava depois dos meus gritos. Afinal, eu gritei que queria ficar com ele. – Deixa eu ver como está a situação.

Ele se ajoelhou na minha frente e ficou encarando meu vestido.

Pronto, ele vai me estuprar.

O encarei por longos quinze segundos antes de ter alguma reação. Ele tinha a resistência e eu a insistência, não era para ser o contrário! Eu conseguia imaginar perfeitamente que se não mostrasse a ele, ele ficaria me enchendo pelo o resto do dia, ou então pior, me arrastaria até minha casa e me arremessaria até acertar a janela do meu quarto – Sim, a do segundo andar – e assim, só assim, descansaria.

Meus dedos deslizaram pelo vestido com certa relutância. Eu realmente não queria fazer isso! E daí que era até o joelho? Eu não fico levantando o vestido para os coleguinhas.

Virei o rosto e mordi os lábios, levantando logo a porcaria do vestido. Fiz uma bela cara de paisagem e comecei a olhar o nada absoluto, porque, para ele, não, eu não iria olhar.

–Meu Deus! – Segurei a vontade de me virar e perguntar qual deles. Agora era ele que estava gritando igual um surtado, e eu estava focando no nada até então. Daí, comecei a analisar a situação melhor. Len era Len. Rin era Rin. Eu poderia fazer o escândalo que quisesse, mas, ele fazer escândalo? Automaticamente me virei para ele com medo. – Vamos ter que amputar.

O quê eu não tinha visto? Eu olhei o meu joelho direito? Droga, droga, droga, será que...

Filho da mãe.

Ah, como eu poderia contar o meu segredo assim?!

Me levantei, o fazendo se levantar quase no mesmo instante. Olhei para aquele garoto de cabelo de giz amarelo com raiva, e cada passo que eu dava para frente, era dois que ele dava pra trás. Acho que, por um momento, ele realmente estava com medo de mim. Ele achava que eu iria fazer o quê? Len era mais forte do que eu, todas aquelas partidas perdidas de queda de braço me diziam isso. E agora ele acha que eu virei o quê? Uma boxeadora profissional de sete anos?

Okay né.

Houve um momento em que ele parou de recuar, e se eu continuasse a avançar, provavelmente estaria perto o suficiente de dividir a respiração.

E isso era um pouco nojento.

Formei dois punhos, e dei meu último passo em direção a ele. Poderia ter a cara mais brava de todas agora, mas eu estava rindo por dentro por Len ser tão trouxa. Ele fechou os olhos, como se esperasse que eu fosse dar um tapa bem estalado naquelas bochechas. Não, não, o máximo que eu fazia era beliscar ele, e ainda sofria pelas vinganças dele. Se eu desse um tapa, provavelmente acordaria sem sobrancelhas no dia seguinte.

E, aliás, eu era capaz de fazer qualquer coisa contra ele?

Comecei a rir. Len era retardado. Depois dessa, jogaria na cara dele que a mestra das zoeiras obviamente sou eu, e não ele.

– Você tinha que ver a sua cara! – Finalmente, o lesado abriu os olhos, primeiro um, depois o outro. Ele fez uma cara de que não entedia praticamente nada, o que me fez gargalhar mais alto ainda. Mas ele era muito trouxa mesmo. – Seu bobão, não me assuste assim de novo!

E aí, ele começou a me encarar para ver se aquilo era sério mesmo. Não sei o que se passava na cabeça dele, mas imaginava que estava, lentamente, aceitando que a Rin é simplesmente a pessoa mais maravilhosa, e digna de ser a mestra, muito mais que certas pessoas que se chama Len.

Primeiro ele sorriu, o que era um bom sinal, talvez ele não fosse me matar mais tarde. Logo depois começou a rir, e depois gargalhar. Len rindo era uma coisa interessante de ver, pensando na raridade disso antigamente. Não sabia ao certo se era eu que o havia mudado, ou se ele havia mudado a si mesmo.

Me sentei na grama mais uma vez, pouco me importando se ele iria me chamar de gorda de novo. Aliás, ‘’Laranjinha’’ tinha esse propósito de me chamar de gorda indiretamente. Ele se sentou ao meu lado logo depois, deitando as costas na árvore.

–Ei, vamos brincar de alguma coisa? – Me viro pra ele, deitando a cabeça na árvore. – Que tal esconde-esconde?

–Esconde-esconde não tem graça, eu sempre te acho.

Suspirei entediada, ainda mais por saber que ele estava certo. Eu não conseguia enjoar dessa brincadeira, porque eu tenho o objetivo de me esconder bem o suficiente para esse chato ficar horas atrás de mim, até finalmente me encontrar. E daí, me autoproclamarei a Rainha do esconde-esconde, título que irei jogar na cara dele a todo segundo da minha vida.

Mas, enquanto não o tenho, tenho que continuar tentando me esconder.

–Claro que não, lembra quando eu...

–Te achei.

– E aquela vez que...

–Te achei.

–E quando...

– Te achei.

Droga, não era possível que ele se lembrasse de todas as partidas. Se bem que eu não lembro nenhuma que eu tenha ganhado. Bem, mas ele não precisava lembrar também. Chato.

–Ah! Isso não tem graça!

–Não importa o quanto se esconda bem, eu sempre vou te achar.

Olho para ele com raiva, enquanto ele retribui com um sorriso encantador de filho da mãe. Isso não era bom, nem sei por que ele se orgulhava tanto de sempre me achar. Como eu iria conseguir ganhar meu título assim? Droga de garoto.

Continuo a o encarar por mais alguns segundos, enquanto ele para de sorrir e me olha com cara séria. A verdade é que eu estava pensando que eu precisava ganhar dele de alguma coisa. Se isso for uma competição, não quero ficar sempre em segundo lugar.

Me levanto subitamente, e bato a sujeira do vestido. Olho para ele uma última vez, antes de começar a correr e anunciar o novo jogo.

–Ah é? – Rio, enquanto acelero o passo, até porque, essa coisa chamada Len também consegue ser mais rápido que eu. — Então me pega seu lerdinho!

////

Talvez aquela não tenha sido a melhor das minhas ideias.

Agora, eu o achava mais irritante do que tudo. Eu estava a uns vinte metros de distância dele antes que ele começasse a correr, e mesmo com essa vantagem, ele ainda conseguiu me alcançar. E eu? Bem, todas as vezes que era a minha vez de persegui-lo, eu morria no meio do caminho, o suficiente para eu me jogar na grama e desistir, e ele vir até mim rindo da minha cara, com uma ponta de pena da minha pessoa.

Me carregando do jeito mais ‘’Príncipe encantado’’ de todos, ele me trouxe até a árvore me puxando pelos braços e fazendo meus pés se arrastarem na grama.

Estávamos há pelo menos cinco minutos parados embaixo da árvore, comigo suspirando a cada dez segundos por finalmente estar controlando a respiração. Já Len respirava normalmente, como se essas horas correndo não tivessem afetado praticamente nada.

Há pouco tempo atrás, Len havia me dito que estava curado. De inicio eu não entendi nada, até que ele se sentasse comigo e tivesse contado toda a história. De acordo com ele, praticamente todos os dias ele tomava comprimidos para curar a anemia que ele tinha.

Ele também havia contado que era isolado dos colegas, e lembrei o porquê. Também havia perguntado o porquê dele não contar a verdade sobre a mãe, mas não houve resposta. Em Maio Len saiu alguns dias da cidade com seu pai, pessoa que ele nunca havia comentado comigo, Leon. Ele disse que os pais da mãe dele estavam morrendo.

Eu tratei de mandar mensagens pelo celular para ele todos os dias que ele estava fora. Mamãe começou a desconfiar de alguma coisa, mas então eu dava um jeito de distrai-la com alguma coisa. Mamãe estava com um humor ótimo essas últimas semanas, tanto que fez torta de maçã no último final de semana.

Agora, eu espiava as estrelas que enfeitavam o céu escuro mais uma vez. Mais do que nunca, sabia que mamãe era mentirosa. Eu esquecia lentamente a história da estrelinha, e acreditava mais em constelações.

–Elas são lindas, não são?

Me viro para ele, esperando que ele entendesse que eu me referia a as estrelas. Ele olhou para o céu e sorriu para mim, o que me fez sorrir também. Poderia dizer com toda a certeza do mundo que eu não entendia o que se passava na cabeça do Len, só sabia que quando ele agia desse jeito, me fazia sorrir mais do que o normal.

Ah sim, quase me esqueci do segredo!

–Não mais do que você.

Pouco a pouco, ele se dá conta do que acabou de falar e vira o rosto para o lado, assim como eu. Fico feliz do meu cabelo conseguir esconder o sorriso bobo que se formou no meu rosto. Minha mente se perguntava repetidamente o porquê dele ter dito isso. E se fosse uma brincadeira sem graça mais uma vez? Jamais o perdoaria!

Mas... E se fosse verdade?

Levanto a cabeça, como se ficar daquele jeito me fizesse perder o ar. Dou um longo e profundo suspiro, antes me virar para olhá-lo novamente. Ele continuava com o rosto virado, completamente quieto. Não imaginava que, um dia, seria próxima o suficiente do menino que mora na casa da frente, ao ponto de assisti-lo morrer de vergonha ao meu lado.

De repente ele virou o meu melhor amigo, e o melhor chato de todos. E agora, mais do que nunca, eu poderia contar o segredo pra ele.

Mesmo que isso fosse me matar de vergonha.

Mesmo que, assim, ele finalmente se desse conta que meu segredo é que eu gosto dele.

–Ei, Len...

Percebi que minha voz fina e aguda só saiu como um som inaudível. Ele continuava parado, de rosto virado, e em silêncio.

Suspiro, olhando para os meus pés, com medo de prosseguir e falhar. Isso não dependia só de mim, dependia de nós dois. E como ele iria reagir? Acreditava que ele poderia rir, mas agora imaginava que ele poderia me evitar por causar tanta vergonha a ele. De qualquer forma, seria embaraçoso.

Lentamente eu levantei a cabeça, pronta para dizer. No entanto, minha atenção foi tomada a um carro preto, quase se misturando junto ás sombras, no fim do grande campo que fazia parte do nosso esconderijo. Me lembrava que no nosso quinto dia de investigação, havíamos encontrado que no final do campo e atrás da grama alta, realmente havia uma rua.

Estreitei meus olhos, procurando ver melhor. Eu via a grama ser pisada, ser abaixada, e não conseguia ver quem era. O céu escuro não contribuía para a minha visão, o que me deixava um pouco impotente. Os postes de luz estavam um pouco longe para iluminar tudo aquilo que havia para ser iluminado.

E mais uma coisa. Nós nunca havíamos ficado lá até escurecer.

Eu vi duas pessoas.

Me virei para Len mais uma vez. Ele continuava de cabeça baixa, e sem falar comigo.

Meus sentidos só diziam uma única frase.

‘’Saia daí. ’’

–Len, vamos embora. – Eu o cutucava várias vezes, e em algumas, puxava a manga da sua blusa, esperando que ele se virasse para mim. Parecia que aquela frase havia o travado, porque ele não se virava para mim. Parecia se recusar. – Por favor, vamos embora.

Me virei para frente, observando as pessoas se aproximarem mais um pouco. Caminhavam a passos lentos, sem nenhum tipo de pressa. Usavam capuzes, como se estivesse indo a uma festa de Halloween divertida. Mas não estava certo.

Vinham exatamente na nossa direção. Eu praticamente conseguia ver seus olhos, conseguia ver eles nos encarando.

‘’Saia daí.’’

Me levantei devagar, imaginando que eu poderia fazer alguma coisa de errado se não pensasse bem. Acompanhava cada passo que as pessoas davam, quase os escutando na minha mente. Eu queria correr, mas eu jamais deixaria Len para trás.

Eu gritei quando eles chegaram perto demais. Minhas mãos foram puxadas, como se eu fosse capaz de desmontar a qualquer momento. Meus pulsos eram apertados pelas mãos daquelas pessoas, tentando me impedir de fazer qualquer coisa.

Len levantou a cabeça subitamente, e no mesmo instante, olhou para o seu lado, onde eu deveria estar. Seu olhar percorreu cada milímetro possível que aquele campo poderia ter. Ele levantou num pulo, e correndo mais rápido que o normal, ele veio até mim. Vi Len agarrar a perna da pessoa que me puxava com mais força, a ponto de me machucar.

Imaginava que Len quisesse que houvesse um retardo na medida que a pessoa me arrastava. Eu tive certeza que se tratava de um homem, e não uma mulher. A força das duas pessoas estava longe de ser iguais. A pessoa qual Len começou a atacar me puxava na intenção de me machucar. A outra pessoa que puxava minha mão direita, parecia justamente o contrário. Parecia estar preocupada comigo.

Então percebi que se tratava de um homem e uma mulher.

Len havia conseguido derrubar o homem, e pela primeira vez vi minha possível chance de escapar. Eu olhei para a mulher e ela para mim.

Ela não parecia má.

Comecei a puxar o braço que ela segurava, enquanto ela tentava me prender junto a ela. Com minha outra mão livre, eu arranquei seu braço, deixando um enorme risco vermelho nela. Ela mordeu seus lábios e prendeu partes de um grito.

O que eu poderia fazer? Não ganhava nem de Len na queda de braço. Não me sentia forte o suficiente de vencer aquela batalha de duas pessoas. Puxei meu braço mais uma vez, a fazendo se inclinar pelo puxão e quase cair encima de mim. Suas mãos continuavam firmes no seu pulso, mas seus olhos foram firmados nos meus.

Ela não era uma mulher.

Era uma garota.

Ela balançou a cabeça várias vezes, e me puxou com mais força em direção aquele carro. Recomecei a gritar, enquanto não conseguia ver o que acontecia com Len. Ela e eu nos olhamos mais uma vez, e com a mesma cara de determinação e uma ponta de raiva, dissemos a mesma coisa, mas com propósitos diferentes.

–Eu não quero te machucar.

‘’Mas eu preciso’’ completei mentalmente.

Puxei meu braço mais uma vez, pensando na força que usava em todas as partidas de todas as brincadeiras que fazia com Len. Ela foi puxada em minha direção, e pela primeira vez, sem me importar com a vergonha, chutei a barriga da moça.

Suas mãos soltaram a minha, enquanto ela tossia e pressionava as mãos na barriga, tentando anestesiar a dor. Me virei na direção oposta, procurando Len com o olhar. Por cima do ombro, a espiei uma última vez.

Nunca me julguei rápida ou lerda, mas naquele momento eu sabia que precisava ser cem por cento melhor do que poderia ser. Eu me preocupava com Len, me preocupava comigo. Quando ele percebeu que eu estava indo até ele, ele começou a vir até mim.

Senti cada fio do meu cabelo ser puxado, me lembrando da mamãe, o que me fez gritar. Pelo canto dos olhos, eu percebi que quem puxava meu cabelo era a mesma pessoa que queria me machucar. A moça ainda estava para trás, parada, como se algo tivesse acontecido.

Quando voltei minha atenção a Len, foi no mesmo momento que meu cabelo foi solto. Eu não havia percebido que ele havia chegado tão perto e tão rápido de mim em poucos segundos. Eu pude o observar morder a mão da pessoa como se fosse um animal raivoso. Também o vi cuspir uma coisa viscosa da boca, como se tivesse acabado de engolir veneno.

Seus joelhos falharam. Vi ele cair no chão, e não ter tempo de reagir. A pessoa realmente estava a fim de nos machucar.

E quando percebi o que iria acontecer, senti que era tarde demais para eu proteger Len.

Não senti que fui rápida, não senti que fui devagar. Quando me dei por mim, eu já estava ao lado de Len, querendo o puxar dali.

E foi assim que aconteceu.

Foi naquele momento que eu senti o mundo inteiro se escurecer, e não haver nada que pudesse clarear. Me senti desorientada, e só tive noção das coisas quando meus joelhos encontraram com a grama. Quis cobrir meu rosto com as mãos, mas isso pioraria.

Eu não sabia o que fazer.

Eu só havia visto aquela pessoa má estender a katana em direção ao Len.

E agora sentia como se meu rosto estivesse escorrendo do meu corpo. Não conseguia abrir os olhos, não queria abrir os olhos. Queria me virar em direção a Len e perguntar se estava bem. Mas não conseguia.

Senti meus pulsos serem puxados mais uma vez.

Sabia que não podia fazer nada, mas eu não queria isso. Não queria ir embora. Não com eles.

Minhas pernas podiam ser a coisa mais fraca que havia em mim. Mas agora, eram as coisas mais fortes. Sabia que não conseguiria, mas tentava os impedir mesmo assim.

Era aquilo que eu chamava de insistência.

–Len, – Eu não quero mais ganhar. Talvez eu tivesse nascido para o segundo lugar. E não tinha mais vontade de me importar — Não importa o quanto me escondam bem, você sempre me encontrará, não é?

Eu sabia que ele havia me escutado. Ele não podia se mexer, mas ainda respirava. E isso era única coisa que importava.

E no fim, eu só pude ouvir mais uma única palavra quebradiça sair dos seus lábios.

–Sempre.

Fui colocada dentro daquele carro sem mais ou menos. Ambas as pessoas que haviam me arrastado por tanto tempo estavam comigo. Pouco a pouco, senti meus cílios se descolarem e pude abrir um dos olhos. Senti pingos grossos como gotas de chuvas descerem pelo meu rosto e caírem nas minhas roupas.

Lentamente olhei aquele carro que se movia com tanta velocidade. Ele era grande. Os bancos do motorista e do carona eram quase juntos, para que houvessem bancos colados a eles na parte de trás. E, ainda, havia os que eu estava largada. Ao total, havia seis lugares naquele carro. Dois na frente, quatro atrás.

Timidamente olhei para o lado, observando a moça em uma das janelas do banco em que eu estava. Ela estava em uma, e eu em outra. Suspirei com fraqueza, olhando com cuidado para a pessoa que havia nos machucado.

Não tinha dúvidas, odiava essa pessoa.

Ele estava na frente da moça, ambos olhando para a janela, observando as casas passando rapidamente.

Eu tentei enxergar quem estava dirigindo, mas não via nada além de sombras.

A moça se virou para mim e deu um suspiro cansado, me encarando com tristeza.

–Precisava fazer isso? – Ela perguntou tímida, ao cara que estava em sua frente. – Porque fez isso com eles?

–Se, — Ele olhou para ela com certa raiva. – Se eu não tivesse feito isso, acha mesmo que estaríamos com ela – Ele se virou para mim. — Aqui? – Logo depois voltou a encarar a moça. – E aquele garoto filho da puta destruiu minha mão.

–São apenas crianças. – Ela sussurra.

–Foda-se. – Ele volta a olhar a janela.

Ela percebe meu olhinho curioso observando toda aquela cena e balança a cabeça negativamente. Um longo suspiro escapa de seus lábios, e ela se vira completamente para mim.

Suas mãos vão, lentamente, ao encontro das minhas. Ela fazia cada movimento com muito cuidado, como se estivesse cuidando de um gatinho assustado. Quando sinto sua pele quente tocar minhas mãos geladas, tomo um pequeno susto, e me encolho no canto.

–Desculpe. – Ela sussurra. – Me desculpe.

Balanço a cabeça negativamente, mostrando que nunca iria desculpá-los por isso.

Ela sorri triste, e puxa o capuz que usava, mostrando um alto rabo de cavalo, preso no topo da sua cabeça. Aquele penteado parecia ter sido escolhido para ela poder esconder todo aquele cabelo no capuz.

–Prazer... – Ela começa, meio insegura do que dizer. – Prazer em conhecê-la... Meu nome é Miku. Hatsune Miku.

Olho para ela uma última vez, e não digo absolutamente nada.

Percebo que o moço olhava aquela ceninha sem demonstrar nenhum tipo de emoção. Levanto minha mão e aponto para ele, com timidez.

Ele sorri de canto, e puxa o capuz de modo meio bruto.

–Quer saber meu nome, pirralha?

Meu nome é Kaito. Shion Kaito.

Notas finais
SEGUREM OS PIPIS E AS PPKS HKHJASHJAHJKASHSAJKASJHAJSKSAKJASJHSKAS Ppq, eu sou muito retardada ♥ Anyway, queria perguntar. SURPRESOS? E, também, algum passarolho desconfiava disso? Se sim, de verdade, e na honestidade, fala pra mim que eu elogio nas notas iniciais, sério mesmo, palavra de Sweet. MAS NÃO VALE TRAPACEAR Então, eu já dei algumas dicas do Kaito para vocês. Se bem que eu acho que vocês não notaram todas -qqqq Bem, Kaito e Miku chegaram para abalar *Sweet esfrega as mãos feels like a mosca do mal* Vocês estão todos coisados pra voltar para o tempo normal, mas quietem o cu que chegou na minha parte favorita, que, VAI TER A MIKU COM A RIN Então shiu. Isso pareceu Mikaito? Não né? Porque não foi com essa intenção .-. Esse capítulo, obviamente, é o remetente ao capítulo 3 ( Deixaram marcas. ) Mexi no báu hein -qqqq Antes de ir, digo duas coisas IMPORTANTÍSSIMAS A VOCÊS 1) A partir de agora, PRESTEM ATENÇÃO EM TODO DETALHE DE TODOS OS CAPÍTULOS QUE VIRÃO. Vamos ver, se no fim, vocês vão conseguir desvendar o meu plano. Apenas prestem atenção nos capítulos a partir de agora. Muita atenção. 2) A PARTIR DE AGORA, SÓ VAI DAR MERDA. SÓ. MERDA. Vocês não tem ideia de como eu vou fuder com tudo, cara XD QUE A SORTE ESTEJA A SEU FAVOR, TRIBUTOS Vejo vocês nos reviews!