Karakuri Burst
1 Demon
Notas iniciais
Meu nome é Kagamine Rin, eu não sou nada além de uma “boneca” na mão de uma humana fútil e gananciosa.
Na minha organização estavam havendo rumores de quem havia uma organização inimiga querendo acabar com os nossos “negócios”, foi então que fui chamada por minha superior, a asquerosa Hatsune Miku.
Esse era mais um trabalho comum, apenas matar, sentir o gosto da morte, provar o resultado de toda essa ganância o vermelho quente de sangue fresco escorrendo de corpos estirados ao chão.
O pedido para que a “boneca” fosse fazer o seu trabalho foi aceito obviamente, matar a organização, mais de cem pessoas, todas minhas doces presas.
Um dia depois do pedido eu fui botar o meu trabalho em ação, esperando até que chegue a meia noite.
Ao chegar a hora eu me via andando naquela cidade onde ninguém jamais dorme, até que paro, vejo meu alvo e começo a matar tudo e todos que aparecem na minha frente, uma matança quase que silenciosa exceto pelo barulho das minhas balas saindo de minha arma louca para perfurar os corpos desses frágeis humanos.
Por que todos não são como eu? Uma máquina de matar, um demônio...
Eu matava e matava incessantemente fazendo com que meus dedos se manchassem da cor da ganância, que minha roupa branca se tingisse completamente de vermelho. Oh vermelho, doce vermelho que quebra o frágil corpo de humanos inúteis.
A minha alegria momentânea é quebrada por passos vindos de alguma direção, que infelizmente eu não sabia de onde vinha, eu precisava parar, não poderia correr o risco de morrem em tal momento crucial de minha alegria, tive que recuar e deixar para trás aquele mar de mortos.
Eu não queria contar o que havia acontecido para a minha superior, tinha medo de que a boneca já não fosse mais útil e em seguida quebrada e jogada no lixo, mas eu tinha que falar, infelizmente isso tinha que ser feito.
Quando eu me abaixei para reverencia-la e assim demostrar minhas sinceras desculpas eu só conseguia ver aqueles longos cabelos esverdeados e um amargo sorriso de quem gosta de olhar para os outros sentindo dor, apenas com um “Volte e mate todos” ela pisou em minha cabeça me deixando estirada no chão e cada vez mais fazendo força, me machucando, internamente e externamente, nessas horas eu me pergunto para que fui criada, fui criada apenas para matar? Seria só para isso? Eu queria achar alguma coisa para que eu servisse.
Voltei ao mesmo lugar, mas dessa vez alguém me esperava, não era alguém que eu não conhecesse, eu o conhecia muito bem, mas por mais que eu tentasse não conseguia descobrir de onde.
Mas antes mesmo que eu pudesse parar para pensar ele veio com tudo para cima de mim, em uma velocidade tão feroz e amedrontadora que até mesmo um demônio como eu se assustou, mas por algum motivo ele parou e ficou constantemente olhando em meus olhos, parecia que estava sentindo o mesmo que eu, agora eu sabia que o conhecia, mas se fosse um conhecido qualquer eu não teria ficado assim, eu não conseguia mover nenhum dos meus membros, estava apenas parada, estática diante daquela cena.
Ele soltou a espada que estava em sua mão apontando para meu pescoço e disse o meu nome me dando um forte abraço... O que era aquilo? Eu sentia que eu não poderia mata-lo, e eu não sabia o motivo.
Os segundos iam se passando lentamente diante daquele abraço caloroso e de repente uma visão chega aos meus olhos, uma visão sórdida e sangrenta, dois corpos jogados no chão, duas crianças sendo separadas por dois “vermes”, um deles parecia ser a minha superior, aquele sorriso asqueroso, eu nunca iria confundi-lo, então se ela estava lá as crianças só poderiam ser...
Len!
Foi a única palavra que eu conseguir dizer, ele era meu irmão...
Len ao escutar isso confirmou apenas com um sorriso.
Mas eu não queria que as coisas continuassem assim eu não queria matar mais. Descobri que não sou um demônio, sou uma humana, a raça que eu tanto desprezava.
Eu sou feita para amar e não para matar.
O único jeito de acabar com isso era acabando com minha vida, talvez assim eu pudesse ser feliz junto com meu irmão assim, mesmo que apenas um espírito. De alguma forma ele pareceu entender o que eu queria, nossas mentes pareciam estar ligadas.
Peguei minha arma e apontei para o pescoço de meu irmão recém-reencontrado e apertei o gatilho.
O ultimo som que ouvi foi o da morte.
A ultima imagem que vi foi a da morte.
Mas pelo menos essa história poderia acabar com certeza em um “felizes para sempre”.
Notas finais
Obrigado por ler o
Hakane Happi
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