Kaos - O Encontro Com Eris
16 Fogo!
– Cancelar! — gritou Barbosa para as ordens de Jack. — Jack, nós somos um alvo fácil.
– Cancelem o cancelar! — gritou Jack.
E então Gibbs começou a gritar também e Jack estava cancelando todas as outras ordens. De repente recebo um abraço bem apertado na cintura e era de Rato. Eu o abracei de volta feliz por estar ali entre eles, viva e de saber que meus pais estão tranquilos em uma praia e que agora não precisam mais se preocupar comigo. Kyle me abraçou de lado pegando em meu ombro. Mas ainda assim era loucura demais enfrentar toda aquela frota praticamente sozinhos. Então vi Elizabeth em um canto e fui até ela.
– O que aconteceu? — perguntei meio séria.
– Will morreu — ela disse triste e sem me olhar nos olhos.
– Não — respondi.
– Sim, eu vi, ele faleceu em meus braços — ela disse nervosa.
– Mas ele não morreu. Jones morreu, Will não.
Ela me olhou sem entender, mas eu sabia que ele não morreu, nosso elo de amizade era forte demais e eu sabia que ele estava vivo. Então um navio surge das profundezas, era o Holandês Voador e seu Capitão era Will Turner. Elizabeth sorriu e eu também, meu amigo estava vivo e agora era uma aberração assim como eu. Belos amigos nós somos Will. Talvez ele tenha inveja do meu destino e queira o mesmo pra ele.
– A todo pano! — disse Jack animado e eu fui ajudar. Entendi o plano perfeitamente.
– É! A todo pano! — gritou Barbosa animado.
E nossos navios viraram, ficando lado a lado, fazendo um corredor para o navio de Becket passar. Gargalhei, isso era sensacional! Pelos deuses, adeus companhias orientais! Pelo menos o líder deles.
– Capitão? — Gibbs perguntou.
– Fogo — disse Jack super animado.
– Fogo! — gritou Gibbs.
– Fogo! — Will gritou do Holandês.
– Fogo! — gritou Barbosa.
– Fogo! — gritei super animada.
– Fogo! — gritou Elizabeth.
E então o navio de Becket foi bombardeado de ambos os lados, era o fim, o fim de todos, que cena deliciosa de se ver. A madeira voando, a poeira subindo, as chamas, o fogo, as explosões, se colocasse uma música lenta de orquestra, seria a cena mais linda do mundo, diria que até romântica. Voavam pessoas, canhões, cordas, gritos. Jack chegou e me abraçou de lado, pronto, a cena perfeita, pra que ver a lua se pode ver essa belezura? Foi praticamente do mesmo jeito que as companhias acabaram com o meu navio, com o meu lar. Assim começamos, assim terminamos, Port Royal. Passamos pelo navio e ele explodiu completamente, como fogos de artifício.
– Sabe o que faltou para ficar perfeito? — disse para Jack.
– Um beijo? — ele pegou no meu queixo.
– Não — eu ri. — Uma boa garrafa de rum — eu disse sorridente.
– Ah mulher, como você é incrível — ele me deu um beijo rápido.
– Estão indo embora! — anunciou o anão e todos comemoraram a vitória.
Todos os outros lordes começaram a vibrar pela vitória, estávamos livres de Port Royal, quem sabe para sempre, ou quem sabe até um parente vingativo de Becket ou Bench aparecer, até lá, eu viveria uma boa vida cheia de perigo, aventura, magia dos deuses e tudo o que o impossível pode me oferecer.
– Senhor Gibbs? — Jack chamou.
– Sim Capitão.
– Pode jogar o meu chapéu se quiser — ele disse tirando o chapéu e entregando para Gibbs, ainda me abraçando de lado pela cintura.
– É claro Senhor — disse Gibbs animado pegando o chapéu e jogando. — Viva!
– Agora vá pegá-lo — disse Jack enquanto Gibbs ria animado e o riso dele sumiu e Gibbs foi lá pegá-lo.
Depois de toda a celebração, Elizabeth tinha que ir para o Holandês, ficar com Will, afinal, agora ele viverá dez anos no mar e um dia na terra.
– Sua carruagem a espera majestade — disse Gibbs para Elizabeth.
Todos esperaram ela ir, como um corredor da despedida.
– Senhora Turner — disse Barbosa com um sorriso. Espera, eles se casaram? Quando? No meio da batalha?
– Adeus boneca — disse o careca ao lado do tapa olho que antes era o olho de vidro.
– Jack, nunca teria dado certo entre nós — ela disse dando uma risadinha.
– Você tem razão — ele disse olhando pra mim.
Elizabeth sorriu para nós e partiu para se encontrar com Will. Então nós partimos.
– O que você acha de pararmos em um porto para resolver esse assunto do rum? — disse Jack.
– Acho uma ótima ideia — eu disse.
Nós então paramos em um porto e descemos eu, Jack e Gibbs. Nós compramos rum, Jack comprou um chapéu pra mim de presente, ele era lindo, tinha uma pena vermelha pomposa e linda. A pena caiu no meu rosto, ele a afastou e me beijou intensamente. Decidimos então voltar para o navio e quando chegamos no porto, Kyle e Rato estavam sentado na beirada.
– Kyle? Rato? — perguntei achando estranho.
– Oh, olá Capitana! — disse rato animado.
Nós então nos aproximamos e e vimos apenas um bote.
– Onde está o meu navio? Onde está o Pérola? — Jack perguntou desesperado.
Rato então apontou para o norte.
– Não! Ah não! — disse Jack com raiva.
– Eles tomaram o navio e eu e o Rato não aceitamos partir sem você Kaos — disse Kyle.
– Entón nos expulsaram do navio — Rato deu de ombros e deu uma risadinha.
Jack respirou fundo.
– Droga! Meu navio se foi outra vez e agora aqui estou eu, indo atrás dele outra vez. Pelo menos não estou completamente sozinho dessa vez, savvy?
– Sim — eu disse sorrindo.
– Então, pegue o que puder — disse Gibbs.
– Sem nada a devolver — disse Jack animado e eles bateram as mãos com um soco.
Então Gibbs voltou para o porto, ficando apenas eu, Jack, Kyle e Rato.
– Então... e se eu disser que sei onde podemos conseguir um navio para ir atrás do Pérola? — eu disse.
– Bom, aqui tem muitos e...
– Não... sem roubar navios e sim conseguir um.
– De graça?
– Sim... tecnicamente — eu disse.
– E onde está esse navio tecnicamente de graça?
– Em Siracusa — eu disse sorrindo e olhei para Kyle e Rato que sorriram também.
–---------------------------------------------------------------------------------
Vamos acompanhar a ida de Kaos à Siracusa, o local de sua origem, onde seus pais nasceram e se conheceram, um lugar repleto de novidades e de lembranças de seus falecidos pais.
Fale com o autor