Ok, vamos aos fatos: meu nome é Kaori Lioni. Treze anos. Nasci em Lorinth, Kratara — é, naquele finzinho de mundo onde o frio é tão congelante que corta mais que faca.

Teoricamente, era para eu ser uma criança normal, mas a genética (ou algum deus com um senso de humor bemm duvidoso) decidiu me dar um núcleo. E não um daqueles que você aprende a usar lendo um manual de instruções. O meu parece um motor de ferrari ligado dentro de um copo de vidro.

Eu não pedi por isso, e definitivamente não pedi para que minha vida virasse um caos no museu de ciências de Thálora. Se eu soubesse que aquele túnel seria a última vez que veria a Yara, eu teria ficado em casa dormindo.

Eu estudava uns dois quilômetros de distância de onde nasci, o internato Saint-Pierre era em Nereis, em outro estado. Bem, você vai saber mais ao longo da história.