Kansas, onde tudo começou
4 Capitulo 2
Notas iniciais
–Dean? Voltei!
–Duda! O meu carro é aquele preto. — Ele aponta — O plano é correr até lá e entrar okay?
–Ok!
–Vou contar! Um... Dois... Três... Agora.
Eles correram e entraram no carro, mas estavam encharcados.
–Impala 67 ou 68? Estou certa não é?
–67! Meu garotão!
Ela se abaixou para pegar alguma coisa que tinha caído, foi quando Dean percebeu que ela tremia de frio, pegou um casaco que estava no banco de trás do carro e colocou sobre os ombros de Mary, que se assustou, mas sorriu agradecida. Dean ligou o rádio e estava tocando o final de uma música, eles prenderam o cinto de segurança. Começou a tocar "Carry on my wayward son — Kansas", Dean ligou o carro e saiu do estacionamento.
– Carry on my wayward son,
(Continue meu filho desobediente)
There'll be peace when you are done
(Haverá paz quando você estiver terminado)
Lay your weary head to rest
(Coloque sua cabeça cansada para descansar)
Don't you cry no more
(Não chore mais)– Mary cantou.
– Once I rose above the noise and confusion
(Uma vez que eu me levantei acima do ruído e da confusão)
Just to get a glimpse beyond this illusion
(Para perceber por um instante além desta ilusão)
I was soaring ever higher, but I flew too high
(Eu estava voando cada vez mais alto, mas eu voei muito alto.)
Though my eyes could see I still was a blind man
(Embora meus olhos pudessem ver eu ainda era um homem cego)
Though my mind could think I still was a mad man
(Embora minha mente pudesse pensar eu ainda era um homem louco)
I hear the voices when I'm dreamin', I can hear them say
(Eu ouço as vozes quando estou sonhando, eu posso ouvi-las dizer)– cantou Dean.
– Carry on my wayward son,
(Continue meu filho desobediente)
– There'll be peace when you are done
(Haverá paz quando você estiver terminado)
– Lay your weary head to rest
(Coloque sua cabeça cansada para descansar)
– Don't you cry no more
(Não chore mais)–Os dois cantaram em coro.
–Mary?
–O que há?
–Cuidado viu? Digo... Quero dizer, com o livro, com o que há no livro.
–Sim!
–Onde você mora?
–Apartamento New Sun.
–Sei onde é.
–Dean?
–Oi?
–Um dia se você quiser me contar porque o meu nome lhe causa dor, eu realmente quero saber... Afinal é meu nome, e é um pouco incômodo saber que ele causa dor em alguém.
Dean olhou para ela com um sorriso de "Obrigado por não forçar a barra". Começou a tocar outra canção. The Beatles. Mary sorriu e começou a cantar.
– If I fell in love with you,
(Se eu me apaixonar por você)
Would you promise to be true
(Você prometeria ser verdadeira)
And help me understand?
(E me ajudar a entender?)
'Cause I've been in love before
(Porque eu já estive apaixonado antes)
And I found that love was more
(E eu descobri que o amor era mais)
Than just holdin' hands.
(Que só andar de mãos dadas)
If I give my heart
(Se eu der meu coração)
To you,
(Para você)
I must be sure
(Eu tenho que ter certeza)
From the very start
(Desde o início)
That you
(De que você)
Would love me more than her.
(Me amaria mais do que ela)
If I trust in you
(Se eu confiar em você)
Oh, please,
(Oh, por favor)
Don't run and hide.
(Não corra e se esconda)
If I love you too
(E se eu te amar)
Oh, please,
(Oh, por favor)
Don't hurt my pride like her
(Não vá ferir o meu orgulho como ela)
'Cause I couldn't stand the pain
(Por Que eu não aguentaria esta dor)
And I
(E eu)
Would be sad if our new love
(Ficaria triste se o nosso novo amor)
Was in vain.
(Fosse em vão)
So I hope you see
(Então eu espero que você veja)
That I
(Que eu)
Would love to love you
(Adoraria te amar)
And that she
(E que ela)
Will cry
(Vai chorar)
When she learns we are two
(Quando aprender que nós estamos juntos)
If I fell in love with you.
(Se eu me apaixonar por você)
–Sua voz é linda! Gosta de The Beatles não é?
–Obrigada. E sim. Amo. If i fell?
Um veado, do nada atravessa a pista, e Dean freia bruscamente.
–Mary? Você está bem? Machucou-se?
–Não! Está tudo ok! — Disse Mary assustada.
–Maldito veado. Poderia ter causado um acidente.
–Hey, Dean! — Ela toca o braço dele — Esta tudo bem.
–Você esta trêmula. -Ele põe a mão dela sobre a dele.
–Foi só o susto. Esta tudo bem! Você está bem?
–Ok! Eu estou bem. -Ele coloca a mão dela no colo dela.
–Mais calmo?
–Sim.
Eles chegaram a frente ao prédio que Mary morava, a chuva já tinha passado, Dean saiu do carro e abriu a porta para Mary sair, ela ainda tremia, devido ao susto.
–Posso lhe acompanhar até a porta de casa? Você ainda está nervosa.
Ela se apoiou no carro quando percebeu.
–Duda, tá tudo bem?
–Sim, como você disse, apenas nervosa. Nesses últimos dias eu tenho tido facilidade em ficar nervosa. Do nada eu fico assim. Tá tudo bem. — Ele com um dos braços pegou a bolsa e os livros que ela carregava, o outro braço, Dean ofereceu-lhe para que se apoiasse. Ela segurava forte o braço de Dean, buscando apoio.
Eles entraram no elevador, Mary apertou o número 6. As portas se abriram e Dean e Mary foram até a porta do apartamento.
–É aqui Dean. Obrigada... Você quer entrar? — Perguntou inocentemente.
–É... Eu... Ok. — Ela entrou, ele entrou atrás e fechou a porta atrás de si.
–Ana!? — Mary chamou pela babá.
–Mary! Que bom que você chegou. Ele está ardendo em febre. — Disse Ana entregando o bebê a Mary.
–Cass! -ela sussurrou o nome do bebê -Quanto o termômetro marcou?
–104° f — (O que equivale a 38° c) — Tentei te ligar.
–Desculpa, meu celular descarregou. Ligue para o Rafa.
–Ele não atende.
–Droga!
–Duda, se quiser, eu os levo ao hospital. — Disse Dean.
–Sério Dean?
–Claro, vamos.
–Ana, pegue a bolsa de Cass, rápido. E verifique se o cartão do plano de saúde está dentro.
–Claro.
–Assim que você terminar. Pode ir embora.
–Ok.
–Ao sair, tranque tudo.
–A chave lá?
–Sim.
–Vem Duda — ele pegou a bolsa do bebê e eles foram ao hospital.
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–Dean, me empresta seu celular?
–Claro. Aqui! Toma! Porque você não se senta e se acalma?
–Não consigo.
(Ligação ON)
–Alô! Quem é?
–Mary Ross. Cadê você Rafael?
–Acabei de sair da reunião. Aconteceu algo?
–Nada. Só seu filho no hospital com 38° c.
–Aonde você está?
–Hospital da criança.
–Perto da rodovia principal?
–Sim.
–Tô indo.
(Ligação OFF)
–Duda!
–Dean! Obrigada!
–De nada. Senta aqui. — Ele bateu de leve as mãos no lugar vago ao seu lado no sofá. Ela se sentou.
–Seu filho está sendo bem cuidado. Acabei de falar com a enfermeira. Tá tudo ok. Já já você poderá vê-lo.
Mary ainda estava com a jaqueta que Dean havia colocado nela, ele estava sem sua jaqueta, à camisa branca "gola V" de mangas compridas marcava o corpo escultural de Dean. Mary encostou a cabeça no ombro dele.
–Dean, sério! Obrigada! Por me ajudar na hora da entrada, no intervalo, na saída e depois da escola.
–Mary! Eu quero que saibas que podes contar comigo sempre ok?
–Ok! E obrigada por estar comigo agora.
–Do you need anybody?
(Você precisa de alguém?)
I need somebody to love.
(Eu preciso de alguém para amar)
Could it be anybody?
(Pode ser qualquer pessoa?)
I want somebody to love.
(Eu quero alguém para amar)– Cantou Dean.
–I get by with a little help from my friends.
(Eu consigo com uma pequena ajuda de meus amigos)–Cantou Mary.
–Qual o nome da música?
–With a little help from my friends. The Beatles.
–Muito bem! -Eles gargalharam baixo — Que bom te ver sorrindo.
Nessa hora Rafael chega
–Mary! — Ele vai até ela, que se levanta e o abraça.
–Rafael! Deixe eu te apresentar! Dean Winchester! Ele me levou para casa, e me trouxe até aqui também. Me ajudou muito! Dean, esse é Rafael, um amigo, nós dividimos o ap, ele é pai de Cass!
–Você deve ser o taxista, não é? — Perguntou Rafael.
–Não Rafa. Ele meu parceiro na "aula de biologia mista".
–Me desculpe Dean. Prazer! — Eles deram um aperto de mão.
–Prazer Rafael. Duda, já volto.
–Ok Dean.
(Ligação ON)
–Alô! Sam?
–Não, um Wendigo. Cadê você?
–Hospital, ligue para papai ir lhe buscar ok?
–Aconteceu alguma coisa com você?
–Não! Foi com o filho da Duda. Febre.
–Mas já está tudo bem?
–Sim. Ligue para papai.
–Ok.
(Ligação OFF)
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(Ligação ON)
–Pai?
–Sammy, o que aconteceu? Cadê você?
–Estou no colégio e o Dean teve um imprevisto! Teria como o senhor vir me buscar?
–Ok... Estou indo.
(Ligação OFF)
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20 minutos depois, John Winchester, pai de Dean e Sam estava na porta do colégio.
–Valeu pai.
–Sam. Olá. O que aconteceu com Dean?
–Pai, não conte a ele que eu lhe disse, mas tem uma garota na jogada, melhor, acho que Dean está afim dela.
–Que? — John freia bruscamente, depois volta a acelerar. — Me explica direito. Quem é ela?
–Aluna nova! — Sam contou tudo o que aconteceu. — Ela ainda recitou um exorcismo em latim.
–Qual o nome dela?
–O nome dela... Mary Ross.
–Mary! — John exclamou indiferente.
–Ela é brasileira, mas seu pai é americano.
–Brasileira?
–Uma morena muito bonita, ela é doce e cativante.
–E Dean está com ela e seu filho adotivo no hospital?
–Sim.
–Ela tem quantos anos?
–Não sei. Mas é bem nova.
–Mary?
–Nem eu, nem Dean a chamamos por Mary.
–Imaginei.
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Como Rafael tinha entrado para ver Cass, Mary ficou. Ela estava encostada em Dean no sofá, com a cabeça deitada em seu ombro. Dean por sua vez estava com a cabeça encostada dela e uma das mãos pousada perto do joelho de Mary.
–Dean?
–Sim?
–Você não tinha que ir buscar Sammy?
–Papai o fez.
–Dean, se você quiser ir embora vá, não queria lhe incomodar, nem a seu pai.
–Duda, — ele a olhou nos olhos — Estou aqui porque quero, e não me incomoda estar aqui. — ela abaixou a cabeça.
–Dean?
–Oi?
–Obrigada.
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–Então Dr. Scott, já posso levar meu filho para casa?
–Sim, a febre se deu devido à mudança de temperatura. Mais cedo ou mais tarde ia acontecer. Nada grave. — Ele entregou uma receita a Rafael. — Você vai à farmácia e compra esse remédio. Dê-lhe uma vez ao dia.
–Dr. Scott, muito obrigada. — Eles deram um aperto de mão.
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Mary viu Rafael sair da sala com o bebê no colo e rapidamente se levantou.
–E ai?
–Mudança climática, nada grave.
–Graças a Deus.
–Te espero no carro?
Mary olhou para Dean, que estava sorrindo.
–Não.
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Dean e Mary fizeram o trajeto para o ap dela sem dizer uma palavra. Em frente ao prédio, Dean desceu, abriu a porta para Mary, eles subiram juntos. Ela se encostou na porta e Dean apoiou o ombro na parede perto dela.
–Rafael é seu namorado?
–Já namoramos, mas hoje somos só bons amigos. Nem lembro que já estivemos juntos. Obrigada...
– Sempre que precisar é só me ligar ok? — Ele puxou uma caneta do bolso e anotou o número 7855550179.
–Ok- ela tira o casaco de Dean — Obrigado pelo casaco.
Ele veste. Ele envolve Mary em um abraço, ela corresponde, Dean beija o topo de sua cabeça.
–De nada. — Ele sussurra no ouvido dela. Ele se afasta, toca um dos ombros de Mary e diz.
–Preciso ir, e você precisa se preparar para aula de biologia e Cheron amanhã. — Eles riem
–É verdade- Ele dá um beijo na bochecha de Mary e vai embora. Quando ela entra, vai direto para seu quarto.
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