Kaninchen Essen Karotten
6 Possível Amor Cômico
Notas iniciais
Aproveitem a leitura!
AAh! Eu sei que é bem grande, mas dão uma força, aí... Por favor... Não tenham preguiça! Vocês vão adorar do início ao fim!
HARTMANALLY
H. HIGH SCHOOL
CORREDOR
5 DE JULHO DE 2010
SEGUNDA-FEIRA
9:13 A.M.
Aaron Hoffmann
Não havia ninguém. Só nós dois. Duas pessoas, que mal se conheciam e a partir daquele momento, uma delas acabara de executar uma ação que mudaria a imagem dos dois na cabeça de ambos. Se já existia algum pensamento relativo á tais pessoas. Confesso que em minha mente já era quase inesquecível, dependentemente de estar na sua presença em poucos minutos.
Não pude prever suas reações... Emoções... Só que aconteceria algo que modificaria nós dois e a nossa possível relação futura. Mas, se previsse, jamais teria feito...
De repente, senti minha mão escorregando de seu rosto tão rapidamente, que concluí que meu braço havia caído de perto dela. E quando olhei, ele estava com uma grande marca de dedos – em uma mancha vermelha – bem situada no meio do meu antebraço. Olhei para o rosto que estava em minha frente, decifrando bastante raiva e podia imaginar essa raiva tornando-se externa bem rapidamente, estava pronta para se expressar. Ela começou a gritar bem alto, contestando meu ato:
- Que audácia! Como posso definí-lo?! Um selvagem?! Um absurdo... isso! Sabia? Não posso conformar-me com tal violação de respeito á seres deste planeta do sexo feminino! Quem acha que é?! Seu pervertido! Nunca lhe ensinaram uma palavra chamada “respeito”?! Não pode ficar... por aí... TOCANDO as pessoas! Isso... isso... é assédio! Seu maníaco doentio viciado em sexo! A ligação de sentimento das pessoas só se concentra nesses princípios?! Aparência física? Não só me deixou tremendamente furiosa e magoada, como acabou de afirmar que sou uma distração ou objeto simplório atraente para sua satisfação pessoal! Eu já disse que isso é assédio?! Quando eu der parte desse seu crime sexual idiota ao extremo, a polícia virá te prender! E, quer saber... ? Eu ainda te processarei! Você morrerá na prisão e sem, apenas um mísero tostão, e quando vierem...
Ela continuaria a falar, gritar, berrar... Ela não calava a boca! Não sabia quando isso pararia. Não sabia que um gesto carinhoso e um elogio provocariam essa reação.
- Mas, você também quer processar todo mundo, heim?! – Eu deixei escapar e um segundo depois me arrependi imensamente como nunca antes.
Parecia que ela me mataria. Pela sua expressão, não me senti muito confortável com o que estaria por vir. Sophie Linfstter estava assustadoramente me assustando, e eu sabia que talvez... Só talvez, não viveria o próximo dia.
- O QUÊ?! – Seu rosto ficou vermelho da raiva que já havia chegado. – VOCÊ OUVIU?!?
- Olha... Me desculpe, mas... – Eu tentava me redimir. Tentava explicá-la.
- Eu pensei que estava escutando música. Não acredito que fez isso. Era uma conversa pessoal.
Eu me senti um idiota... Um cretino. A raiva que transparecia em seu rosto, não só mais existia, como chamou um novo sentimento: tristeza. Era visível que estava desapontada comigo. Mas, ainda sim, nervosa e com vergonha.
- Qual é o seu problema?! – Ela falava com a raiva, tentando esconder a tristeza.
- Sabe o que quê é?! – Eu falava abaixando a cabeça, fingindo estar fungando.
- Não, não sei. – Sua fala era dura e forte.
- Eu tenho um distúrbio! – Eu coloquei as duas mãos no rosto, deixando a voz tentando parecer que chorava. Mas, meu choro era bastante falso, junto com uma cara esquisita, fazendo com que a boca se jogasse pra baixo e fechasse os olhos.
- Um distúrbio. Hã... Sei... – Ela revirou os olhos. Parecia que não estava acreditando no meu choro falso. Então resolvi exagerar...
- Aham... Aha... Aha... – Soltei esses barulhos, enquanto abria um dos olhos para ver se funcionava. – É o distúrbio do... do... Hã...
- O quê?! Do quê?! – Ela levantou uma sobrancelha e eu soltei mais um pigarro, enquanto ela fazia uma cara de nojo e impaciência.
- Quercus Trichiurus – Eu lembrei desses nome quando estudava para uma prova á algum tempo atrás. Na verdade, nem sabia o que era. Nem lembrava mais.
- É... Nunca ouvi falar... – Ela chegou mais perto, me encarando com mais desconfiança ainda.
- É... Einstein morreu disso. – Minha mente buscava coisas não sei nem de onde. Revirei os olhos para minha resposta, tentando não deixá-la ver.
- Albert Einstein foi vítima de um aneurisma da aorta abdominal. – Ela cruzou os braços novamente.
Tirei as mãos do rosto, cheguei um pouco para frente, e abaixei perto de seu ouvido. Sussurrei bem baixinho:
- As pessoas inventam cada coisa... – E voltei para o meu lugar. Ainda encarando-a. Eu falei me referindo á esses repórteres mentirosos que vasculham a vida dos outros, e como não encontram nada de comprometedor, inventam! Mas, ela se referiu á essa minha estória inexplicável.
- Eu que o diga! – Ela levantou uma das sobrancelhas e deu um meio sorriso. Eu me senti diretamente atingido.
- O quê?! Você acha que eu estou inventando?! – Eu cheguei para trás colocando as mãos na cabeça e rindo da situação.
- Não... Eu só quero te dizer que eu nunca ouvi falar dessa doença. Então, quais são os sintomas?! – Ela estava me testando. Embora, fosse difícil inventar qualquer coisa naquele momento, eu sentia bem confortável.
- Hã... São... Dor de cabeça... Hã... Ânsia de vômito... Dor de cabeça...
- Você já disse “Dor de cabeça”...
Eu fiz questão de cortá-la bem rápido. — É que é bastante dor de cabeça... Vamos ver... Ansiedade...
- Aaahh... Então, meus parabéns! – Ela pegou a minha mão apertou, e depois me deu um abraço bem forte, enquanto eu estava com uma cara de tacho. E ela, sorria o tempo todo. – Você está grávido!
- Oh... Não! – Eu cheguei para trás, olhando pro teto, e colocando um das mãos por cima da boca, enquanto estreitava meus olhos e fungava. – Não acredito que está caçoando de mim! Essa doença é muito séria, sabia?! Não se brinca assim com os sentimentos das pessoas!
- Aahh... Eu não queria te magoar... – Ela já estava balançando a cabeça pro um lado e pro outro com uma expressão de culpada.
- Tarde demais! – Eu a cortei. Ela se sentia totalmente culpada. Nem acredito que se convenceu da minha imitação barata. – Quer saber... Eu vou reclamar na direção, que você está me tratando mal...
- Não... Por favor... Me desculpe... Não foi a minha intenção. – Ela fez uma cara de triste e abaixou a cabeça.
Por incrível que pareça, eu brinquei com ela o tempo todo, mas mesmo assim, me senti culpado agora. Ainda mais, que o distúrbio era falso. Eu estava rindo por dentro e por fora, estava com uma total culpa de mentiroso.
- Tudo bem... Eu não seria capaz de dedurar você. – Dei um sorriso torto.
- Tá... Então, vamos?! – Ela também sorriu e apontou para o início do corredor, onde ficava a secretaria.
- Vamos.
~*~*~*~
Sophie Linfstter
Um dia completamente inesperado acabara de tomar seu rumo. Conheci Aaron Hoffmann hoje. Inicialmente, parecia normal. Mas depois descobri que ele sofria de uma doença estranha. Não acreditei muito em sua história. Mas, a vida diz para darmos, pelo menos uma chance para as pessoas.
Eu fui escalada conselheira dos alunos novos na reunião do Corpo Estudantil de Hartmanally High School...
Interrupção da Autora:
- Oi... Pessoal! Hartmanally não existe, tá bom?! Eu tenho mania de inventar nomes para lugares que eu quero que se passem as minhas histórias. Meio doido, eu sei... HAHAHHAHA ‘
- Dá licença, meu nome é Sophie Linffster... E, sabe... Eu não queria ser grosseira, mas você está atrapalhando a história.
- Me desculpe... Eu sou Diane Kroekje. Na verdade, eu só queria dar uma viso aos leitores.
- Aahh... Tá! Agora já pode sair!
- Oi! E aí, Sophie?! O que você está fazendo?!
- Estava tentando continuar a história, mas essa garota aí, não quer deixar!
- Oi! E quem você é?! Sou Aaron Hoffmann!
- É... Eu sei! Eu que te criei! Sou Diane Kroekje!
- Podemos continuar a história, por favor?! – E Sophie interrompeu a conversa de Aaron com Diane.
- Ué... Quem escreveu isso?!
- Isso o quê?! – Aaron perguntou.
- E... Olha só! Fizeram de novo. Primeiro: “E Sophie interrompeu a conversa de Aaron com Diane.” E agora: “Aaron perguntou.“
- Fui eu! Esqueceu?! Eu sou a Autora. – Dei um sorriso e Sophie ficou com raiva.
- Eu não estou com raiva!
- Bom, eu já vou embora! – Diane se despediu.
- Já vai tarde!
- Até mais, Aaron! TCHAU, Sophie! – Aaron respondeu simpaticamente, enquanto Sophie ainda estava com raiva e nervosa.
- Eu não estou com raiva e nem nerv...
Fim da Interrupção.
Continuando... Porque antes uma Autora intrometida e perturbada mentalmente interrompeu a história.
Interrupção da Autora:
- Cretina...
- Isso é por me cortar!
- Você vai ver só... Vou te fazer ter uma dor de barriga terrível!
- Duvido!
- Então duvide!
Fim da Interrupção.
Continuando... Mais uma vez! ¬¬
Eu fui escalada conselheira dos alunos novos na reunião do Corpo Estudantil de Hartmanally High School e eu deveria mostrar a escola para os alunos novos. Então, eu e Aaron fomos até á secretaria para pegar uma notificação para passar a aula do Senhor Chesnic, para Aaron conhecer a escola, praticamente um “tour”.
Chegamos na secretaria, e Annie — a secretária – nos mandou entrar na sala da Senhora Gormick. Era uma sala bonita, muito detalhada e com enfeites por todo lado. Tinha uma planta em destaque. Era grande e estava no canto da porta principal. A areia de seu vaso era colorida em quadrados contornados, todas as pedrinhas do vaso estavam arrumadas por um incrível e espantoso sincronismo.
Quando entramos, a Senhora Gormick estava numa outra sala, dentro daquela sala. A verdade é que a sala da diretora era enorme. Tinha uma porta branca com duas portas que para entrar, tinha que empurrá-las. Suas maçanetas eram de prata, e combinavam com as trancas.
Aaron ficou encarando o tempo todo o vaso com as pedrinhas coloridas e estava em seus olhos, como de uma criancinha que seu desejo era bagunçar aquela terra toda.
- Nem pense nisso! – Eu o repreendi.
- O quê?! – Ele olhou para mim sorrindo. – Eu só quero saber como as pessoas conseguem arrumar esse treco.
Eu ouvia a Senhora Gormick falando no telefone lá da outra sala. Ela falava alto e com autoridade, mas sua voz não aparentava raiva. Ele desligou o telefone e veio falar conosco.
- Pois não?! Em que posso ajudá-la... – Ela falava toda feliz em minha direção. De repente, olhou para meu lado e viu que Aaron estava comigo. E mudou bem rapidamente sua expressão. – Senhorita Linfstter!
- Bom, como Aaron Hoffmann é novo na escola, vim pegar uma notificação para termos a devida liberdade de ausentar-nos da aula do Senhor Chesnic, que começará em poucos instantes.
- Conforme o seu comportamento como aluna tem sido exemplar, lhe concedo essa notificação, mas o Senhor Hoffmann precisará mostrar, futuramente, que merece não comparecer a aula do Senhor Chesnic.
- Não lhe desapontarei, Senhorita Gormick... – Aaron estendeu as mãos para a diretora. Depois que a diretora lhe deu uma das mãos, ele a tocou delicadamente com suas doces mãos macias – que já sabiam que eram macias, depois que ele acariciou meu rosto — e tirou logo em seguida. E, depois a beijou, enquanto isso fazia um olhar irresistivelmente brilhante. E um sorriso, em partes, galanteador e meigo. Fazia uma reverência respeitadora. – Não seria capaz de magoá-la.
A Senhora Gormick se sentiu meio boba. Nós dois percebemos, e ele ficou feliz com a reação que provocou. Ela deu uma desculpa de que teria de ir lá dentro pegar a notificação. Nós concordamos e ela foi sorrindo alegremente.
Aaron olhou pra mim, e deu uma piscadela; e sorriu mostrando seu sorriso de uma orelha á outra. Chegou um pouco para trás, e então ouvimos um “TREC!”. Ele, olhou confuso para trás, e eu assustada.
- O que foi isso?! – Ele me olhou, já tirando o pé de cima de onde havia pisado.
- Aah... Não... – Eu disse sussurrando apavorada, já sabendo do que se tratava.
- Eca... É um caranguejo... – Ele foi se afastando do caranguejo esmagado.
- É o Bill Clinton! O caranguejo da Senhora Gormick! – Eu estava quase gritando sussurrando.
- Bill Clinton?! Isso é nome para dar pra algum bicho?! Ainda mais, há um caranguejo!
- Não interessa o nome dele. Só que você o matou! E se a Gormick ver isso, ela vai matar é você!
- Hã... Tá! Então precisamos resolver isso.
Ele se encaminhou para a cortina e arrancou um pedaço. Abaixou onde havia o sangue do caranguejo e limpou com a parte da cortina arrancada. Embrulhou o bichinho e ficou como um pateta sem saber onde colocar. Foi em direção á lixeira, depois á janela; até que se desesperou um pouco...
- Onde eu coloco essa droga!? – Ele falava muito apavorado e com uma cara bastante engraçada.
De repente ouvimos a voz da diretora, vinda lá da outra sala.
- Desculpem a demora, meninos... Estou procurando os papéis da notificação... Não sei onde eu coloquei!
- Não se preocupe! Demore o tempo que precisar! – Aaron disse, tentando disfarçar a voz. Depois de um tempo ele gritou de novo. – Eu insisto!
- Me dá logo isso!! – Arranquei o “cadáver” de sua mão, e me abaixei perto do vaso de plantas.
- O que você vai fazer?!
- O que você acha que eu vou fazer?! – Eu já disse bastante irritada com sua idiotice declarada. – Vou enterrar esse bicho!
- Não... Não pode! – Ele pareceu uma mãe super-protetora agora.
- Olha aqui... Você matou esse bicho! E ainda disse que não podia desapontar a Senhora Gormick...
- Mas, eu só estava tentando ser simpático.
- É! Mas o que você queria...? Você matou Bill Clinton!
- Mas é culpa minha?! – Ele se sentiu bastante ameaçado.
- Claro! Foi você que pisoteou o animal insano! – Eu falava nervosa, tentando sussurrar.
- Mas o bicho estava fora da gaiola... E por sinal, aqui tem gaiola?! – Enquanto dizia, ele olhava ao redor da sala, procurando a gaiola.
- Não deve ter, porque a Senhora Gormick é muito apegada e gosta de dar liberdade aos seus “filhos”. Quando Bob Marley se foi, ela passou uma semana de luto.
- Pois é! Meu pai também ficou muito surpreso. Mas, já era de se esperar... O cara era um viciado...
- Do que você está falando?! Bob Marley era o papagaio dela!
- Mas... você disse que ele “se foi”... – Ele fez uma cara de confuso. E eu me divertia muito com a situação.
- É! Se foi embora... !!!
Neste momento, eu já havia tirado uma boa parte da terra do vaso. Peguei o embrulho na mão de Aaron, e num momento surpreso a Senhora Gormick gritou de lá de dentro: “Achei!”. Nos assustamos e agilizamos o trabalho. Quando percebi que ela já havia vindo, arregalei os olhos e ainda fazendo gestos falei:
- Vai... Vai atrasá-la! – Falei bem baixinho, mas eu estava muito nervosa.
Ele levantou desesperado e correu para a porta branca que a diretora já quase estava tentando passar. Ele fechou a porta e começou a falar. O início da conversa eu já havia ouvido: “Senhora Gormick, estou com um problema...”
Eu fazia o enterro do pobre animalzinho esmagado, e agora enrrolado num pano que, por sua vez, já estava situado no buraco em que fora cavado. Eu o olhei antes de colocar a terra novamente em seu lugar, só que agora tinha o pobre cadáver de caranguejo lá. Fiquei o observando piedosamente. Ele não tinha de morrer assim... Quando percebi uma lágrima rolando pela minha face. Uau! Eu estava chorando por um caranguejo esmagado! Enfim, o enterrei e deixei algumas lágrimas rolarem sobre a terrinha colorida que o cobria. Esperando que aquela alma... Daquele ingênuo caranguejo que estava vivendo sua vida, compartilhando suas alegrias e tristezas, passando por obstáculos – de não ser devorado – momentâneos... Eu desejava que sua alma descansasse em paz.
~*~*~*~
Aaron Hoffmann
Enquanto Sophie providenciava o enterro do Bill, – como já, eu o chamava, pois acreditava que se não o tivesse cometido um “caranguejicídio”, poderíamos ser bons amigos – eu estava tentando atrasar a diretora, para que ela não nos denunciasse ou coisa e tal, sobre o crime “elaborado”.
- Senhora Gormick, estou com um problema... – Ela se aproximou de mim, com um olhar piedoso e parecendo ser compreensivo. – Sabe... Eu estou passando por uma fase ruim, porque... porque... enfrentei uma... Hã... MORTE! É isso! Morte! – Sem querer, me empolguei um pouco por conseguir que minha mente me desse alguma ideia do que falar. Então tentei voltar ao estado normal, enquanto a diretora gordinha estava me encarando confusa. Pigarreei e continuei. – Umr- umrh!
Interrupção da Autora:
- Acredite... “Umr-umrh!” é mesmo um pigarro!
- Por favor... Estou tentando pigarrear esse troço bobo que você inventou.
- Eu, heim?! Tanto você, quanto aquela outra lá são tão mal-educados.
- Que outra? – Sophie entra na conversa.
- Ai, demorou! Que foi? Estava com dor de barriga?! – Diane perguntou ironicamente.
- Não... Na verdade, enterrando um caranguejo. Mas, ainda espero minha dor de barriga. – Sophie deu um falso sorriso.
- Hei! Vocês duas! Eu preciso terminar isso aqui! Esse capítulo está muito grande. – Disse Aaron chamando a atenção das duas.
- Então, tá bom... Continuem... – Diane disse, despedindo-se.
Fim da interrupção.
Bom, onde estava...
Aah! Sim!
Pigarreei e me voltei a encarar tristemente a Senhora Gormick.
- Estou enfrentando uma morte na família... E isso tem me abalado.
- Bom, então já vejo que essa história demorará um pouco, não?! É melhor avisar Sophie, antes que ela fique muito tempo plantada ali.
- Não! – Eu levantei e corri em sua direção. – Hã... Quero dizer... Eu preciso da Senhora aqui comigo, porque... Porque a Senhora libera paz e tranqüilidade. – Eu peguei suas mãos e fui a arrastando para o meio da sala novamente.
- Ooh... Entendo Aaron... – Ela fez uma cara de quem realmente entendia. – E essa pessoa que partiu era muito próxima de você?!
- Sim! Ela era madrinha do irmão da tia de minha amiga de infância, que conheci num parquinho perto de casa, então ela me apresentou a cunhada do afilhado que é sobrinho do compadre do vendedor de rosquinhas que trabalhava lá na rua em que eu morava, vendendo bolinhos, e conheceu a vizinha do ex-namorado da melhor amiga da minha tia que é advogada lá na Alemanha, e descobrimos que ela era jardineira da mãe do sogro da noiva de meu primo e prima de consideração da nossa família.
- Hã... – Ela ficou estarrecida, sem falas e os seus olhos estavam exageradamente arregalados. – Bom, então acredito que seja uma imensa perda...
- Ah... Em terceiro grau!
- Pois não?! – Ela não havia entendido e se curvou para que eu lhe explicasse melhor.
- Ela era prima de consideração da nossa família... em terceiro grau. – Falei fazendo uma careta como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
- Qual o nome dela?
- É... Megan Sabrina Hillary Ashley Mildref Kyle Kennedy Stevan Yaqob Mariana Priscila Santana Stewart Lopez Ivanovich Micaela Strauss Párdimmer Larry… — Eu continuei falando o nome da suposta falecida... E ela anotando tudo. – Não... Não... “Párdimmer” é com dois “m”s. Sim! Agora está certo! Onde eu parei... Párdimmer Larry Oliveira Gomez Jones...
A porta se abriu e Sophie entrou.
- O que houve? Não conseguiu achar a notificação ainda?
- Não... não... Consegui, sim! É que... Aaron estava bastante triste porque... a madrinha do irmão... Tem jardineira... Hã... e vende bolinhos na barraca de roscas, que é... é, na verdade, prima de consideração da família dele. – A diretora falava com uma cara esquisita de confusão.
- Em terceiro grau. – Eu a corrigi.
- É! Prima em terceiro grau! – Ela deu um sorriso forçado e se virou para pegar as notificações.
Sophie me olhou com uma cara de quem não havia entendido nada. Eu tentei sorrir o tempo todo. E quando peguei os papéis na mão da Senhora Gormick, ela me puxou para um abraço bem forte. Sophie colocou a mão na boca para não deixar escapar nenhum risinho.
- Não esquente com isso, tá bom, querido?! Ela foi para um lugar melhor... – Ela disse num sorriso e quase com os olhos cheios de lágrimas.
- Eu sei... – Fingi estar fungando e a abracei a apertando mais. – Só a Senhora me entendi.
- Sim! Agora vão! – Ela disse me empurrando para cima de Sophie.
Saímos da sala dela e quando passamos pelo vasinho as pedrinhas não estavam mais todas arrumadas. Estava tudo jogado! Uma em cima da outra!
- Ooh... As pedrinhas estavam tão bonitinhas arrumadinhas... – Cochichei para mim mesmo, mas não esperei que Sophie ouvisse.
- Cala a boca e anda! – Ela cochichou também em meu ouvido. E virou e deu um sorriso para a diretora gordinha. – Até mais, Senhora Gormick!
- Até mais, querida! Quer dizer, queridos! E deu um grande sorriso em minha direção.
Agora só éramos eu e Sophie prontos para ter como programação do dia: um “tour” pela escola Hartmanally High School.
Notas finais
Mandem reviews! Estou muito empolgada para respondê-los!
HAHAHHAHAH '
^ . ^
Fale com o autor