Kamy Pandora
1 nem todas as crianças são pequenas
NEM TODAS AS CRIANÇAS SÃO PEQUENAS
A cada passo que dava, meu coração disparava, enquanto ia em direção ao local do meu encontro, posso dizer que, ficara bem surpresa pelo fato de ter sido chamada para um encontro pelo garoto mais popular do colégio, porém, claro, não recusara, apesar do pedido ter sido bem estranho, necessariamente, um encontro atrás de um bosque, acreditei que era pelo fato de que Edie, o rapaz do qual iria me encontrar, quisesse privacidade, porem ao chegar ao local marcado, fui surpreendida com fato dele não estar lá, e sim outros garotos, mau coração disparou de novo, mas dessa vez por medo.
—Edie, onde você está? – Perguntei hesitante, com medo da resposta, mas ela não veio.
—Você e burra garota? É idiota? Porque Edie iria se encontrar com uma você? — Podia ouvir o tom de arrogância nas vozes dos jovens, principalmente na palavra você.
—Não foi ele que em mandou a carta?
—Claro que não! Porque ele faria isso? Você é horrível, ele nunca te olharia! – Os rapazes se aproximarão e junto a outras três garotas me empurrarão no chão.
—Você está incomodando ele, porque não entende isso? – Suas vozes ficarão mais altas e rudes, o que me irritou, queria responde-los, e teria feito se não tivesse sido empurrada no chão, eles me baterão e por mais que eu tentasse me levantar, nada podia ser feito com os repentinos e imprevisíveis golpes desferidos contra mim, foram apenas alguns segundos, mas para mim, fora uma eternidade, quando eles se distanciarão, rindo como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo, ouvi um som baixo, quase como um sussurro:
—Precisa de ajuda?
—Não zombe de mim Exclamei, sem paciência, de forma rude, em minha cabeça aquela seria mais uma pessoa a rir de mim.
—Calma Eliza, não estou aqui para te prejudicar, mas se é isso que você quer...-falou preguiçosamente, fazendo-me erguer a cabeça para encara-la, apesar do sorriso zombeiro, eu estava de frente para uma criança, ela era pequena e fofa, seus cabelos esverdeados estavam presos em longas tranças, e seus olhos tinham um tom arroxeado, a pele morena, e corpo pequeno, ela trajava um pequeno vestido branco, e em um tom de piada, ela se agachou para me ajudar.
—Como sabe meu nome? — Interroguei-a, mas minha única resposta fora um comprimento de cabeça, seguido de um sorriso.
—Ei ei, sem perguntas desnecessárias! Vou explicar tudo, mas vamos para um lugar mais confortável, além do mais, você está machucada! -Ela me puxou pela mão e andamos até algum banco perdido na praça, se sentou preguiçosamente e estalou os dedos, em segundos senti cada ferimento do meu corpo desaparecer, eu estava perfeitamente bem! Era incrível o fato dessa criança poder fazer isso.
— Agora que estamos aqui, me explique por favor! O que foi que você fez? Quem e você? Ou melhor, o que e você? -Ela riu, como se eu tivesse feito a melhor piada da história, então me encarou com uma sobrancelha arqueada.
—Eliza, escute o que eu estou falando bem claramente, certo? — Eu assenti -sei que pode parecer loucura, mas é a verdade, bom, essa história começa muito tempo atrás. Há milhares de anos, quando o criador começou a fazer a existência, ele construí um lugar, onde toda a magia que existe se acumulou, ele chamou esse lugar de “coração’’, porém, não se podia deixar este lugar aberto a todos, por isso fora selado com uma chave chamada Pandora, era necessário um guardião, mas nem o próprio criador, nem o celestiais podiam fazer esse trabalho, foi quando tomarão uma decisão, a chave, até então com um anjo, foi mandada para um mortal, este fora nomeado como guardião da chave, mas...
—Espera aí, como assim? Quem é o criador? E os celestiais? Se a chave estava com um anjo, por que não deixar com ele mesmo? — Milhões de pergunta me tomarão a mente, talvez ela tivesse enlouquecido, ou provavelmente se equivocado, porem ela estava certa do que estava fazendo, e parecia pronta para responder qualquer pergunta minha.
—Bem, primeiro, o criador foi criou tudo que existe, porem ninguém sebe o que o criou, segundo, os Celestiais são uns tipos de guardiões, eles funcionam como um conselho, constituído por quatro membros incrivelmente poderosos e sábios, e anjos não podem ser guardiões, pois já são soldados, agora deixe-me continuar, bem, como eu disse, um mortal foi escolhido como guardiã porém, um mortal será sempre um mortal, não importa quanto tempo de vida ele tenha, ou quanto tempo ele demore para envelhecer, por isso antes de morrer o guardião deve passar sua chave para outra pessoa escolhida pelos Celestiais, formando um enorme ciclo e é ai que você entra, meu tempo está acabando, então passarei minha chave para você a pedido dos Celestiais.- minha mente demorou alguns segundos para raciocinar, aquilo era sério, antes que eu pudesse perguntar ela mostrou-me o pulso, onde havia uma chave desenhada, e com um pequeno sorriso me jogou uma piscadela.
— Agora isso é seu Eliza! -Antes que ela pudesse puxar meu pulso também, levantei-me do lado dela, com uma sobrancelha arqueada.
— Está falando sério? Você deve estar enganada, eu não tenho nada de especial, por que seria escolhida para alguma coisa? Se falar que eu não acredito nessa história, isso é impossível! Quer saber eu vou para casa! — Exclamei indignada, mas antes que me movesse para longe ela me puxou de volta, eu acabei de te curar em segundos e você está fazendo drama, fala sério! Mas não te culpo por ano acreditar, na verdade nem eu acreditei quando me passarão a chave, realmente parece uma história impossível, mas é verdade, você apesar de ter sofrido tanto, não guarda rancor, é por isso que foi escolhida, você e a primeira humana a se tornar uma KAMY PANDORA! — Era difícil acreditar, uma história de magia? Guardar rancor? O que exatamente isso queria dizer? Provavelmente eu nunca saberia, mas não era isso que me importava que agora, sabe quando você não tem mais muito a perder e começa a topar tudo que vier? Eu estava numa situação parecida, mas no fundo não acho que foi isso que me fez aceitar o pedido daquela garota, talvez tenha sido minha falta de esperança, ou talvez uma ganancia desconhecida, mas isso não importa, não naquele momento, tudo que fiz foi levantar a cabeça e com sorriso no rosto, perguntar:
—Qual seu nome menina?
—Shizune, e eu não sou uma menina, afinal sou amis velha que você!
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