Kami-sama no Orb

4 Capítulo 4 - Encontros e desencontros


Notas iniciais
Enrolei um pouco mas to meio de idéia,aceito dicas para o próximo capítulo

[Capítulo 3]

Shiru descobre seus poderes e como chegou na Terra, mas será que todas as suas perguntas foram respondidas ? Veremos.

[Capítulo 4]

Shiru começa ser chacoalhado loucamente por mãos macias, pequenas e que eram dotadas de uma pele sedosa.

- Oni-chan !! — disse uma voz conhecida

- ONI-CHAN !! — continuou a voz

- O que é — resmunga Shiru dando uma rajada de bafo matinal da cara do ser que estava o acordando enquanto coçava o olho para fazê-lo se acostumar a luz que vinha conjurada da janela.

- Oni-chan , você não disse que ia acordar cedo para treinar? — disse a voz preocupada de Tonami.

- Eita! Me esqueci — diz Shiru levantando em um pulo, fazendo com que Tonami caia da cama, pois ela estava em cima dele.

Sem perceber,a luz da janela da janela ilumina parcialmente o pequeno corpo porém lindo da garota de cabelos azuis, fazendo ela parecer um anjo,ou uma ninfa. Ela esfregava suavemente o traseiro e diz gemendo:

- Ahhhh..Essa doeu ! — geme Tonami

- "Meu deus, e eu pensando que ela não era linda " — pensa ele enquanto um filete de baba escorre pela sua boca.

Quando desce para tomar café encontra Keiko, comendo algo delicadamente.

- Ohayo! Keiko-chan

- Ah..Ohayo...Vamos treinar dorminhoco? — diz ela meio sonolenta e pela aparência de seu rosto, tinha acabado de acordar.

Tomamos um café da manhã silencioso. A única coisa que quebrou o silêncio foi o barulho das pequenas tigelas que batiam de vez em quando na singela mesa quadradaquando nós as colocávamos no mesmo , mas fora isso, nada ocorreu.

Depois de comer, nos arrumamos e fomos aproveitar o dia em um terreno baldio, onde não havia uma alma viva por lá, nos dando a chance de poder treinar o bastante.

- Bom,para começarmos o treinamento , veremos se Shiru está ainda bem treinado por mais que tenha perdido a memória — disse Keiko determinada.

- Veremos — diz ele determinado.

Em um flash de segundos ela já estava na frente de Shiru dando um soco nele, porém ele conseguiu desviar. Em seguida ela chutou-o direto nas costelas que logo o fez perder a paciência. Ele entrou em uma espécie de modo fúria. Suas veias saltaram ,em todo seu corpo, feito pipoca, sua testa ficou vermelha, o sangue passou a pulsar mais rápido e seus batimentos cardíacos aumentaram drasticamente. Por sua força ter ficado absurda seu peso cresceu também cedendo o chão. Ignorando esse fato, por mais que Tonami tivesse dado um gemido de medo, ele correu até Keiko, entretanto o mesmo teletransportou para trás dele querendo soca-lo outra vez. Shiru se virou em uma velocidade absurda e deu um soco nela com tanta força, que só voltou ao normal quando ela estava voltando.

- Não era para ter levado tanto a sério né? — disse ela molhada, pois ela tinha caído na piscina de uma casa que ficava a aproximadamente três quarteirões daquele terreno baldio.

Seu corpo estava ensopado, sua camisa estava totalmente colada,dando para ver todo o seu sutiã rosado e florido.

- Desculpe é que eu sai do sério, e não sei o que deu em mim — disse ele confuso e tonto, vendo tudo borrado.

- É parece que aquela vacina deu efeito nele — murmurou Tonami para Keiko.

- Que vacina? — perguntou ele enquanto cambaleava com a mão na testa.

- Como nós não sabíamos como esse mundo era, você pediu a Matsuni que desse uma vacina em você que ativa mais rápido o seu modo Berserk, um poder oculto na sua família que só é ativado dependendo da sua idade, usando os seus hormônios — explicou Keiko — Shiru, você está legal?

- Mana, acho que ele vai desmaiar, mas não se preocupa pois Matsuni disse pra mim que ele poderia desmaiar por causa do desgaste do modo, pois ele usa todo o poder dos músculos dele — explicou Tonami.

Keiko fez uma rosto que parecia um mistura de enjoo e confiança, pois ela também sabia disso, mas não queria parecer uma arrogante para a irmã mais nova dela.

A última coisa que ele viu foi Keiko vindo ao meu encontro para segura-lo, porque antes disso ele só enxergava as coisas borradas.

Quando ele acordou, já estava de noite e ele estava em sua cama. Ao lado dele, sentada em uma cadeira estava Tonami olhando-o firmemente.

- Mana,acho que ele já acordou — gritou ela com uma voz macia e delicada que parecia cair amortecida em seus ouvidos.

- Que bom — disse a voz abafada de Keiko, vindo da cozinha.

- Shiru, você está bem? — pergunta Tonami

- Se eu não estivesse, eu não estaria feliz em poder ver seu sutiã levemente amarelo desse ângulo — disse ele com um pouco de esforço.

Por incrível que pareça ela não bateu nele, apenas cobriu os seios com a mão e escondeu seu rosto levemente avermelhado de vergonha. Como ele estava cansado, ela deve ter ficado com pena de fazer isso.

- Acho que estou, mas meus músculos que estão muito doloridos – continua ele depois de uma leve pausa e tentando ficar sentado.

- Ah ! É efeito colateral, não liga não. Posso te fazer uma pergunta? — diz ela.

- Vai em frente.

- Como você arrumou uma casa? E como você se sustenta? É travesti? Trabalha em um bordel?

- É claro que não né? Por enquanto eu consigo viver fazendo um bico em um restaurante, agora vocês terão que trabalhar se quiserem viver aqui.

- Ah..Eu consegui arrumar um bico em um restaurante hoje mais cedo, enquanto você dormia -disse novamente a voz abafada de Keiko

- Você me acompanharia até lá? — perguntou Keiko

— E eu? — resmungou Tonami

- Ah, você tenta arrumar um emprego em algum lugar — reclamou Keiko abafadamente.

- O que você está fazendo Keiko? — pergunta ele se questionando o por quê da voz abafada.

- Me arrumando — diz ela em resposta

- Vamos? — continuou ela.

- Claro, claro — responde ele apressadamente se levantando e saindo pela porta

- Ah..tchau Tonami a gente se vê — diz Shiru meio embaraçado por ela não ter ido junto.

A caminhada até o restaurante foi longa e silenciosa, aquela falta de assunto entre eles estava dando um comichão em Shiru até que ela diz:

- Enquanto você estava dormindo, um dos capangas de Abadin estava perambulando pela cidade, eu fiquei me perguntando por quê será que ele estava aqui, e como ? Mas nós ignoramos o fato de ele estar aqui, além do mais, o nosso pó do esquecimento não é o suficiente para toda Hokkaido, por isso que não podemos mostrar nossas identidades na Terra ,e ainda temos que decidir como vamos agir sem nos perceber.

- É ainda temos que ver isso — diz ele concordando

- Ah ! É Aqui — disse ela alegremente

Quando chegaram, ele encontrou um restaurante com aspecto limpo e convidativo por fora. Por dentro parecia algo de luxo. A primeira pessoa que eles viram foi o dono do estabelecimento que veio ao encontro deles.

- Bem vindos clientes, em que posso ajudá-los? — disse a voz convidativa do dono.

- Não, viemos aqui porque ela quer..... — diz Shiru sendo interrompido no meio.

- Ah..eu sou a Keiko, fui eu quem ligou mais cedo procurando pelo emprego.

- Ah..Keiko-chan...Vamos entrando...Seu namorado não se importaria de esperar um minutinho para você preencher a papelada né?

- Namorado? — disse ela nervosa e toda vermelha.

Seu sangue pareceu subir todo para a cabeça, como se tudo estivesse saindo desde as pernas e indo tudo para o cérebro, ela queria sair correndo de lá de tanta vergonha e nervosismo, mas ela teve que ficar naquele lugar pois isso não passava mais do que um mal intendido.

- Err...Eu não sou namorado dela não, somos só amigos..err...hehehe...amigos — diz Shiru meio vermelho.

- Hmm... Então ta bom, vamos por aqui Keiko — disse a voz gorda e um pouco chateada do dono .

Depois de alguns minutos de espera Keiko volta com um uniforme de garçonete nas mãos dizendo:

- Pronto já posso começar na segunda, ganhando quinhentos reais por mês.

Enquanto estávamos voltando algum monstro macabro, e sombrio estava sugando a alma de uma mulher indefesa. E sem mais nem menos Abadon aparece com suas cicatrizes na boca e pelo rosto, dando aquela risada maléfica, fazendo parecer um maníaco assassino.

Notas finais
Bom eu enrolei um pouco nesse capítulo,as garanto que o 5 vai ser melhor que esse, fiz esse capítulo porque não tinha o que fazer e queria "ver" no que ia dar essa história pois quando escrevo eu vou criando a história no decorrer dela e outra parte de mim vai lendo como um leitor normal, é estranho mas ta aí.