Kalona's Fall
2 Capítulo 2 - O Caído Insaciável
Notas iniciais
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2
– Kalona's Fall –
Segunda lua
"O anjo Insaciável"

Nada podia conter a vontade dele...
Nada podia para-lo, nem mesmo saciar a fome de Kalona por ela.
Nenhuma daquelas mulheres podia substituí-la ou satisfazer seus desejos...
Estava louco, pensou Kalona... estava perdido, pois nenhuma delas eram sua amada. A beleza humana e terrena delas, jamais se equivaleria a de Nyx. O cheiro, a textura da pele e a imagem que elas constituíam em sua formosura jamais expurgariam da lembrança dele a imagem ou o toque de Nyx...
Kalona fora acolhido como um deus em sua queda. Fora adorado e venerado como um deus vindo diretamente dos céus noturnos para habitar com os nativos daquelas terras. E ele em resposta havia interpretado o papel que lhe deram — agira como uma divindade os ludibriando e encantando com sua presença; mesmo que decaida — cheia de glória, beleza e poder... Mas é claro, depois do encantamento, todos os membros daquele povo descobriram a verdade...
Conhecendo sua condição de imortal, tão belo e poderoso em sua forma. As asas negras, a beleza surreal, a glória que sua imagem exalava — eles, os cherokee’s — haviam julgado erroneamente que o terrível Kalona era um deus, que viera em seu favor para beneficiá-los. Que viera a Terra para abençoa-los em nome do próprio Ouga[1]... Mas eles não podiam estar mais enganados...
Quando os Cherokee’s descobriram a verdade — que Kalona era um amaldiçoado. Um caído — já era tarde demais...
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TERROR — sangue, desonra e traição fora o que Ka-lon[2], O monstro, trouxera para seu povo, percebeu, aterrorizado, o Chefe Vermelho[3]. O segundo cacique das tribos Cherokee.
Com a chegada de Ka-lon um novo ciclo de vida, fertilidade e bênçãos parecia ter chegado sobre suas terras e a vida de sua tribo, mas logo tudo aquilo havia se tornado no terror dos seus e na própria dor e choro da flora que os cercava, percebeu o Chefe Vermelho...
Kalona havia violado as mulheres dos Cherockee’s e tomado para si às puras, as fazendo dar a luz a aberrações...
E quando os guerreiros nativos se levantaram, em proteção, em favor de seu povo, Kalona se mostrara cruel como o monstro que realmente era... Ele matara muitos homens, os escravizara. Exercendo sobre aqueles humanos, com mão de ferro, seu poder superior de imortal.
Rapidamente — de um deus, ele havia se transformado em um monstro...
Um monstro incansável. Insaciável...
Eles precisavam deter Kalona e existia apenas uma última esperança, uma última solução... O chefe vermelho faria sua prece à natureza, a personificação de seus deuses, e aos próprios elementos que regiam ao mundo... E o destino de sua tribo — de seu povo — seria lançado.
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O ESPÍRITO; a essência de Aurora, desceu sobre a Terra a cobrindo com sua grandiosa presença e não houve lugar no mundo em que ela não estivesse presente...
A flora chorava e cantava uma melodia de tristeza, Aurora pode ouvir e captar. A lua pairava sobre o mundo, mas sua luz — sobre as terras do Cherokee’s — parecia pálida e desbotada.
As aldeias daquele povo que eram sempre tão alegres eram agora carregadas de silêncio... Eles não estavam fazendo fogueiras, nem festejando, nem as mulheres ou os homens conversavam ou trabalhavam, não... Eles estavam escondidos, com medo. Medo de algo? Questionou-se Aurora passeando por entre a Aldeia. Não, não era o medo de algo que os fazia se ocultar dentro de suas casas. mas sim o medo de alguém...
Tudo aquilo acontecia por causa de um Caído... Por causa do "Traidor", Kalona — lembrou-se Aurora da forma que Éter, seu irmão, o chamara...
Já chega! Pensou Aurora...
Ele os estava exterminando. Ao povo escolhido de sua mãe Nyx e de seu pai Erebus... Ele os estava aniquilando e escravizando...
Aurora não suportaria mais ver aquilo — ela, com seus poderes sobre todos os elementos, fora encarregada de proteger a Terra, mas agora... falhava ao ver e presenciar a abominação que Kalona, aquele que fora o guerreiro de sua mãe, se tornara... Ele estava aborrecendo a flora, a natureza... Ele estava matando e causando um grande mal contra a vida concebida pelo Ouga...
Ele fora lançado sobre a Terra para aprender com seus próprios erros; fora amaldiçoado, mas nada aprendera... A corrupção nele só crescia...
Com lágrimas pela perda de seus protegidos, daqueles a quem Aurora amara e protegera ela se lançou ao céu novamente...
Ela iria até Erebus agora... Teria de fazer algo em favor de seu povo protegido...
Com a mesma força e rapidez que descera a Terra ao ouvir a prece do Chefe Vermelho e ao vê-lo da dimensão atemporal onde as divindades habitavam, Aurora sumiu ao vento...
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