Kalahari

8 Capítulo 7


Notas iniciais
Olá!Olha que luxo, um capitulo postado rapido, que meu core ficou alegre com a indicação da Cah Culen, e resolvi postar antes.....agradeçam a ela amadas!Bem...que esta Bella sofreu a todo o inferno de Dante em um unico dia....mas, ele ainda não terminou.....hihihihi,vamos judiar um pouquinho mais dela e do Edward por tabela...HaHaHaHa...!Bjus!

Kalahari

Capitulo 7

As lagrimas que saiam dos meus olhos não me deixavam ver direito o que estava acontecendo, repentinamente eu senti fortes tapas em minhas costas o que somente piorou a minha situação, pois o pedaço de carne se acomodou melhor na minha goela e não queria mais sair. Comecei a ficar sem ar também.

—Você vai matá-la, Jacob!

—Hombre, eu aprendi primeiros socorros...

—Primeiros socorros com quem, com os búfalos?

—Ela esta ficando roxa! – era a voz de Zahara, eu comecei a me desesperar e passei a bater no meu peito para ver se a carne descia.

—Sai Jacob! – a voz de Edward estava em um tom diferente e eu senti braços fortes me puxarem e depois rodearem a minha cintura a comprimir com força a minha barriga enquanto eu era erguida pelas costas.

—Você tem que se acalmar e me deixar te ajudar! – ele falou no meu ouvido e eu apenas pude balançar a minha cabeça. Um forte aperto e outro solavanco e eu senti o ar subido pelo meu diafragma e saindo por todos os buracos que existiam no meu corpo, todos mesmo. O pedaço de carne voou pela minha boca e foi parar em um cristal do lustre.

Eu?

Eu murchei nos braços daquele homem e deslizei para o chão, tudo em mim doía.

—Bella, como você esta?

Péssima, lógico! Mas não respondi, pois o tom suave com que Edward falara comigo me deixou sem ação completamente. Dedos gentis tiraram os cabelos da frente do meu rosto, sei lá como, mas, a echarpe sumiu do meu corpo. Eu olhei para cima e vi o mar verde que eram os olhos dele, lindos! Mas a única coisa que consegui foi colocar uma mão sobre a minha garganta que doía muito, muito mesmo.

—Zahara, me dê um copo com água, por favor!

O copo foi colocado gentilmente nos meus lábios.

—Beba um gole, bem devagar...

Eu não tinha forças para nada e obedeci, a água gelada desceu refrescando tudo e passou pela parte machucada da goela, mas eu não me importei, pois a sensação de estar livre daquela carne era a melhor do mundo. Meus dedos tocaram os dele quando eu peguei no copo, foi uma sensação estranha e reconfortante, era como se toda a segurança do mundo estivesse me rodeando, ao invés dos braços dele.

—Madre? – a voz do xerife cortou meu contato visual com Edward. Quando eu ergui as minhas vistas me surpreendi, pois estava rodeada por eles, com suas expressões preocupadas, Jacob, Zahara e Ben Cheney.

—Desculpe xerife por este circo! – Edward se colocava em pé comigo, mas mantinha seu braço firme em minha cintura – Eu tenho que pedir desculpas a todos, por este constrangimento!

—Não seja tola, foi um acidente! – a voz rouca e o ar quente que saiu da boca de Edward percorreu meu cangote e me deixou em alerta, era como se eu estivesse sendo guiada e virei minha cabeça levemente para o lado e olhei para cima, para aqueles olhos, novamente.

—Obrigada Sr. Cullen!

—Sim, Edward, você teve senso de espírito e agilidade, aqueles anos na legião estrangeira serviram para alguma coisa.

—O senhor foi da legião estrangeira?

—Sim, foi lá que eu conheci a sua mãe, Phil e Jacob!

—Eu adoraria ouvir esta história, mas, não hoje, meu corpo dói demais, creio que seria melhor me recolher.

—Claro, vou levá-la para o quarto, e vocês voltem a comer – neste momento, Edward levantou suas vistas, mas, eu não conseguia parar de olhá-lo, mesmo que fosse para o pescoço forte e o queixo quadrado, ele me hipnotizava mesmo sem olhar nos meus olhos. Depois funguei o cheiro dele e fiquei entorpecida, minha mão abaixou até ir de encontro ao braço que se mantinha firme em mim, toquei os pêlos macios que ele tinha, senti na ponta dos dedos o calor que emanava do corpo forte e que estava me deixando mole novamente, senti meus joelhos fraquejarem, eu iria desfalecer.

—Eu voltarei! Que Ângela não ouça, mas, não irei perder a oportunidade de saborear a comida maravilhosa de Zahara. Madre, foi um prazer conhecê-la, voltarei uma outra hora para conversarmos. Edward, não a mantenha prisioneira, todos na cidade querem conhecer a filha de Rennee.

Eu fui levada no colo até o quarto, horas atrás está mesma cena se repetiu, mas agora era diferente, eu estava desperta e bem acolhida no peito forte dele e aproveitando o quanto podia. Mas na minha vida tudo o que é bom, dura pouco mesmo, abri meus olhos quando senti a maciez da cama e olhei em forma de protesto para ele que me acomodava com muito cuidado.

—Desta vez, vou fazer da forma correta e colocá-la na cama devidamente – Edward falava muito perto do meu rosto, minha nossa, como era bom o hálito dele, eu deveria estar parecendo um cão perdigueiro, pois estiquei meu nariz para o lado da boca bem desenhada e cheirei.

—Claro que agora é mais fácil para raciocinar também, você está com roupas... – a respiração dele ficou pesada de repente e um suspiro forte agitou as mechas dos meus cabelos. Ergui meus olhos, percorrendo o rosto bronzeado até parar nos olhos que me devoravam. Sempre achei que era um artifício que as meninas usavam, quando queriam seduzir algum tolo, eu via muito disto na boate da Sue, elas se insinuavam, falando pertinho do ouvido e depois inclinavam a cabeça para trás e ofereciam os lábios. Na minha mais completa e ignorante opinião, eu achava que era muita burrice a deles caírem em algo assim, tão manjado. O que eu desconhecia era a força que levava a fazer este ato em sua mais natural reação, a atração entre dois corpos. Minha cabeça pendeu para trás e meus lábios se desgrudaram, eu não estava fazendo aquilo de propósito, era como se algo se manifestasse de dentro de mim, oh fraqueza!

Edward era mesmo uma criatura das trevas, pois não pensou que eu era uma freira, uma madre e grudou a boca grande e faminta na minha, foi explosivo!

Eu era uma virgem completa, pois nunca beijara de verdade, somente aquelas brincadeiras no quintal quando tinha nove anos, beijinhos na buchecha de Mike Newton, algo completamente ridículo se comparado aquilo! Primeiro, o calor do corpo dele penetrou em mim sem pedir licença e se acomodou no meio das minhas pernas, eu sentia choquinhos lá embaixo. Depois ele meteu a língua comprida dentro da minha boca que passou pelos meus dentes e quase tocou a minha sinetinha, para depois ficar brincando com a minha língua. O gosto da boca de Edward era indescritível. Ele sugou meus lábios com força e depois meteu uma das mãos pela lateral do meu corpo e abaixou até chegar na cintura e apertá-la, eu gemi escandalosamente.

O que era aquilo?!

Tinha alguma coisa vibrando de dentro da minha menina e eu senti minha calcinha encharcando, será que aquilo que eu estava sentindo era humanamente possível?! Cada pedacinho do corpo dele estava me pressionando, mas, quando o negocio dele apertou as minhas coxas eu perdi todo o controle e me agarrei nos cabelos o trazendo mais para perto, eu estava louca! Dai o homem gemeu comigo e foi o som mais gostoso que eu já ouvi, era forte, másculo e rouco, me deixou todinha arrepiada. Edward meteu uma coxa entre as minhas pernas a abrindo, depois, pressionou a cintura um pouco mais forte de encontro ao meu corpo, algo roliço e quente me cutucou por baixo e eu senti a um frenesi louco, tive que desgrudar da boca faminta dele e gemer implorando misericórdia.

—Oh céus!

Pronto! Toda vez que minha boca se abria ao acontecia! E o homem se levantou de cima de mim, tão rápido quanto um pensamento. Eu fiquei lá, estendida na cama, feito a uma perereca com as pernas arreganhadas e sem qualquer condição de pensar direito...

—Eu sinto muito, não era para isto ter acontecido!

Hein?!

As palavras fugiam e a minha boca estava escancarada. Deveria ser deplorável a minha visão! Pois ele passava as mãos pelos cabelos, muito nervoso.

—Eu prometi que iria me controlar perto de você, Oh Merda!

Ele prometeu isto para quem?!

Assim que acabei de pensar o homem abriu a porta do quarto e saiu feito um pé de vento, me deixando sozinha e toda bagunçada na cama, tombei minha cabeça no travesseiro e fechei meus olhos, eu precisava fazer uma reflexão sobre a minha vida.

Mas não naquela noite!

Virei meu corpo para o lado e abracei o travesseiro, o cansaço tomou conta de mim.

Eu sonhei com ele.

—Madre Bella?

Uma voz de anjo, muito insistente me trouxe daquele mundo cheio de perversão.

—Madre Bellaaa?

Abracei com força o travesseiro, o sonho estava se esvanecendo contra a minha vontade, eu abri minha boca contra o travesseiro e o lambi, pensando que era a boca macia de...

—Oh Madre?

Zahara?!

Dei um pulo na cama e fiquei sentada, minha testa bateu na cabeça dela e nós duas gememos de dor

—Ai!

—Ui!

Levei minha mão a testa, minha cabeça estava sendo muito exigida! Olhei para cima e vi os olhos de Zahara que me cumprimentou constrangida.

—Bom dia Madre Bella!

Bom dia, como assim? Edward havia acabado de sair do meu quarto! Olhei para a janela e abri a boca, o sol brilhava escandaloso do lado de fora.

—Mas já é dia?

—Começo da tarde!

Olhei para ela que agora ajeitava algumas coisas pelo quarto e depois voltou-se para mim.

—Desculpe tê-la acordado, sei que deva estar muito cansada, mas não é muito recomendável que durma o dia todo, venha lhe servirei algo leve, algumas frutas da região e uma salada. Depois pode voltar a descansar se desejar.

Olhei perdida para todos os lados e por último, para mim mesma, eu havia dormido tão profundamente que nem sentira o passar do tempo. Ergui-me da cama e caminhei até o espelho e quase gritei, meus olhos estavam inchados de tanto dormir e meus cabelos estavam desgrenhados, que pavor!

Tomei do jarro com água que Zahara me passou e lavei meu rosto na bacia de porcelana, quando voltei a me olhar a expressão amassada havia melhorado, depois enxuguei o rosto e pequei o pente de madeira e tentei ajeitar a bagunça que estava os meus cabelos.

—Seus cabelos são muito bonitos!

Sorri para Zahara, ela sempre me dizia algo gentil.

—Arrumei este vestido nas laterais, acho que irá lhe servir, se desejar trocar de roupa.

Era um luxo aquilo, e eu não pensei duas vezes quando me livrei da bata amassada e coloquei o vestido de algodão por cima, a cor dele era diferente, algo puxado para o lavanda. Depois tirei a calça que vestia e senti o frescor do dia batendo nas minhas pernas. Quando olhei para cima vi Zahara me olhando impressiona.

—Nossa madre, sem ofensas, mas, você é muito bonita!

Fiquei constrangida com aquele elogio.

—Bem, Zahara, acho que estou apresentável agora.

—Muito bem apresentável, venha, vou lhe servir a algo para comer.

—Obrigada! – foi inevitável não sorrir para ela, que me estendeu a mão e saímos do quarto.

—Sabe, os peões da fazenda estão muito curiosos por conhecê-la.

—É mesmo, porque?!

—Eles dizem que a sua presença cá conosco foi um desígnio dos céus! – eu tive que rir neste momento, desígnio divino é?! Se ela soubesse metade do que eu tive que passar, jamais diria isto!

—Não vamos exagerar, sim! Se não fosse por Jacob e o tal do Moabe, eu teria sido pisoteada e depois virado lanchinho de leoa.

—Oh, você conheceu meu irmão?

—Moabe é seu irmão? Sim, mas acho que ele não deva estar muito contente comigo, fui assim, um tantinho rude com ele...- parei o que estava dizendo quando entrei na sala de jantar e o vi, em cima de uma cadeira se esticando e pegando o pedaço de carne no lustre, que havia entalado na minha goela na noite anterior e depois embrulhando em um pedaço de papel.

—Coitada da Madrezita, quase que morre! Ainda bem que você a apertou até ela expelir isto.

—Ainda bem que ela não expeliu o jantar, além deste troço e os gases!

Gases?!

—Não seja cruel hombre, ela não soltou gases, ela é uma freira!

—É freira deixou de ser humana?

—Edward, não se fala uma coisa desta de uma mulher!

—Tem razão Jacob, a verdade é que eu tento arranjar motivos bons os suficientes para me afastar e... – ele desceu da cadeira e se virou para trás me vendo parada feito a uma arvore.

—Madrezita?!

Minhas faces queimavam! Minhas mãos tremiam e eu caminhei até Edward com passos duros.

—Como ousa falar assim de mim?

—Desde quando você está ai?!

—Você é muito rude mesmo! Seu, seu homem das cavernas. Por certo que não deva ter tido mãe que lhe desse um mínimo de educação. Seu pervertido!

Eu vi as faces de Edward tingirem-se de vermelho, algo do que disse surtira efeito nele. Mas foi tudo muito rápido também, pois ele logo se recuperou e passou por mim, como se nada tivesse acontecido.

—Antes de me dar lição de moral, saiba que é muito feio ouvir a conversa dos outros.

—A ultima coisa de que gostaria era de ouvi-lo falar, ainda mais de mim!

Ele começou a rir, debochado e ruidosamente!

—Você pode ser a ultima novidade nestas paragens madre, mas não é unânime viu? Eu tenho mais o que fazer na vida do que falar ou pensar na sua pessoa!

Ele estava me dizendo que eu era insignificante?!

—Não foi o que eu percebi quando entrei nesta sala.

—Arre! Que eu estava limpando o lustre para Zahara, e lembrei que você é bem flatulenta, claro que se não fosse assim tão gulosa, nem teria entalado com a carne.

Eu deveria estar roxa naquele momento, como ele ousava falar comigo daquele jeito?! Olhei para os lados e vi o constrangimento na cara de Jacob e Zahara, eles não ousando nada dizer, saíram da sala rapidinho. Eu cobri meu rosto com as mãos e soltei um grito que saiu abafado. Depois me voltei para ele que estava de costas, acho que ria feito a um animal, pois seus ombros sacudiam.

—Quem é você para falar de mim? Que ama aqueles bichos fedorentos...

—Meus búfalos não fedem! – neste momento Edward voltou-se para mim, o olhar severo voltou para o seu rosto.

—Do mesmo modo que eu não sou flatulenta! – eu não tive medo dele, eu iria mostrar para aquele bronco que ele mexeu com a pessoa errada e preparei minhas mãos, meus olhos o mediram de cima a baixo e eu mirei bem o lado do rosto em que iria tascar a minha mão, bem certeira. Mas antes ainda me lembrei de algo.

—E parece que o senhor não se importou muito com meus modos ontem a noite, visto que me agarrou no quarto, feito a um selvagem!

Aquela frase teve o poder de desarmar a besta fera.

—Aquilo não deveria ter acontecido...eu não sou assim...eu!

—O senhor é o pior tipo de homem que eu já tive o desprazer de conhecer, os piratas, tão pouco os bandidos que me roubaram no deserto e, me deixaram a míngua para morrer torrada, de todos, o senhor é o pior. Sem um pingo de cavalheirismo ou educação, não se trata assim a uma mulher, seja ela freira ou não! Com licença, vou pegar meu dinheiro com Zahara e partir imediatamente desde lugar!

Eu não estava acreditando! Por causa dos péssimos modos daquele bronco, eu iria conseguir ir embora daquele lugar com o meu dinheiro, alguém realmente gostava de mim lá em cima. Passei por ele de cabeça erguida e me dirigi em direção à cozinha determinada. Mas dedos firmes me seguraram pelo braço e eu tremi.

Ai que ódio de mim! Tive vontade de me esbofetear, como eu poderia ainda tremer com toque daquele homem?!

—Bella?

—Para você é MADRE!

—Tá bom, madre Bella, me perdoe, eu apenas... – ele parou de falar, que estranho. Virei meu rosto e vi um brilho estranho nos olhos verdes — ...agi muito mal com você, é que faz muito tempo que não me sinto assim...

—Assim como?! – aquele homem não tinha problemas para falar, disto eu sabia, mas porque toda aquela embromação?

—Prometo me comportar, por favor, fique! Partirei hoje, vou levar algumas cabeças para a fazenda dos Hale, volto em três dias. Depois, eu mesmo a levo para a cidade, em segurança.

Três dias? Acho que poderia suportar aquilo.

—Você vai partir hoje?

—Sim, sairei a noite, é melhor para o gado.

—Então está combinado, em três dias!

Desvencilhei-me dos dedos dele e sai da sala, quando cheguei a cozinha, encontrei Zahara, ela estava com as mãos juntas e os olhos fechados, mas os abriu assim que me ouvi entrar.

—Tudo bem, madre?

—Sim, parto em três dias, Zahara, mas gostaria que soubesse já que foi muito bom conhecê-la!

—Madre Bella, é muito bom tê-la nesta casa, nos trás vida nova.

—Verdade?!

—Sim, venha comer alguma coisa.

Após a refeição leve, Zahara me levou para conhecer a fazenda, apenas a parte de trás, onde tinha o curral e uma área que me foi dito que era para procriação.

—Como assim?!

—Bem eles trazem os machos aqui para copularem com as fêmeas... – vi o modo consternado como Zahara me falou – hã sabe, não devemos nos aproximar desta área naqueles dias...

Estava evidente a minha ignorância estampada na cara quando Zahara completou.

—O fluxo madre, o cheiro atrai os machos...

—Oh, meu Deus! – inadvertidamente levei minhas mãos sobre a minha menina.

Mas hoje, acho que tudo bem. O senhor Cullen vai até a fazenda Hale buscar um garanhão...

Voltamos a caminhar enquanto Zahara falava um pouco sobre as atividades da fazenda Cullen, que era de criação de búfalos, mas de tempos em tempos, Edward cruzava animais de diferentes espécies, a fazenda Cullen era a única na região que poderia fazer aquilo. Demos a volta pelo curral que estava limpo e organizado para depois chegarmos ao pátio, havia a uma pequena concentração de homens, acho que eram alguns peões e Jacob estava entre eles.

—Madrezita! – o enorme e espontâneo Jacob gritou e chamou a atenção de todos para mim.

—Olá Jacob, não tive a oportunidade de cumprimentá-lo direito hoje!

—Não tem problema, os homens da Cullen estavam curiosos para conhê-la... – ele apontou para o grupo que me olhava muito atentamente. Eu subi na varanda ampla e sorri timidamente para eles.

—Boa tarde a todos!

A resposta foi uma só, um coro de vozes grossas e eu me senti bem, lembrei das noites de apresentação na boate da Sue, onde o publico era quase que unicamente composto por homens.

—Hã, madre?

—Sim Jacob!

—Alguns destes homens partiram esta noite e bem eles...-

Comecei a gelar, mesmo o dia estando ensolarado, ai não de novo a historia da oração!

—Jacob, tenho certeza que vocês já sabem bem o que fazer, não é mesmo?!

—Ah sim, somos profissionais, mas seria bom poder contar com a benção...

—Vocês são abençoados todos os dias, eu vejo a homens fortes e bem vistosos! O que pode acontecer de errado?

Um brilho triste varreu os olhos dos peões, eu me senti mal com aquilo, nunca havia deixado a uma platéia sem me aplaudir ou sem sorrir. Então subi na pequena mureta e sorri para eles.

—O que é isto rapazes, que caras tristes são estas?! Pulei a mureta e comecei a andar entre eles, eu vi o brilho nos olhos mudarem, eram crianças crescidas.

—Vamos, cantar!

—Cantar madre?

—Nunca aprenderam a cantar?! – me virei indignada, isto eu poderia fazer e com maestria!

—Muito bem, eu conheço uma canção que todos podem aprender! Vamos lá, você? – comecei a organizá-los e depois fiquei satisfeita quando os vi, todos, postos diante de mim, voltei para a varanda onde Zahara sorria para mim.

—Muito bem meninos, eu vou cantar primeiro e irei ditar o ritmo pelas batidas do meu pé, vejam se podem me acompanhar.

Comecei a cantar uma cancão simples, que eu ouvia a empregada cantar antes de me servir o almoço, ela era alegre e cheia de ritmo. Depois que entoei a primeira estrofe eu os fiz me acompanhar.

—Vamos lá! – comecei a bater palmas para incentivá-los e algumas vozes, feito a um zumzum de abelhas começaram a sair.

—Mais alto, sim? – Voltei a cantar, agora sacudindo as barras do meu vestido e aquilo pareceu incentivá-los ainda mais e eu sorri satisfeita e, sem que percebesse, estava entre eles pulando, dançando e cantando.

Mas o som de uma voz grossa e aterrorizante, gritou mais alto do que as nossas.

—Que diabos esta acontecendo aqui?!

Era Edward Cullen e nada feliz!

Continua...

Notas finais
Agora perguntem se Edward terá a confiança de deixar esta madre espivitada na fazenda? Perguntem se a viajem que eles irão fazer não vai ser uma confusão....e pasmem, Bela irá conhecer a uma Alice perturbada, que vai achar um desperdicio uma mulher tão jovem tornar-se freira....então....! Pergunto quando posto...!HeHeHe.....