Notas iniciais
Essa parte da história ainda tem alguns detalhes que eu não pensei, o que pode fazer eu demorar um pouco mais para postar os capítulos.

Hikari fixava os olhos negros nas crianças brincado despreocupadamente no parque ao lado. Sentiu vontade de saber como era o sentimento de viver levemente; sem um peso desproporcional na consciência, pois já não se recordava como que era.

Ei! — Koshigaya a desperta de seu transe, questionando-a se não terminaria de comer o lanche que compraram. — Você adorava comer quando era pequena — continuou com um pequeno sorriso. Hikari apenas deu-lhe um olhar concordando.

Você pensa em como as coisas eram antes de tudo acontecer, Koshi? — Perguntou a menor um pouco abalada

Eu penso sim — Respondeu Koshigaya, percebendo o que Hikari tanto olhava.

Gritos agudos provindos das brincadeiras, uma briguinha aleatória, sorrisos por coisas simples... tudo isso eram coisas que as duas já tinham dificuldade em compreender.

Hikari fita a amiga, notando a sua concentração melancólica naquelas cenas ao lado. Focou sobretudo nos seus olhos, embora tivesse dificuldade de fazer isso frente-a-frente. Notou que apesar de também serem um pouco escuros, eram um tanto mais claros que os da menor. Sua atenção logo se voltou para a boca... isso porque Koshigaya vivia mordendo-a; um claro sinal de ansiedade.

Eu vou conseguir o dinheiro pra gente ir pra Akita. — Afirmou Koshigaya, novamente tirando Hikari de um transe.

A-ah! S-sim! Digo... sua família tem bastante dinheiro, né?

Koshigaya demora um pouco a responder, causando um pequeno desconforto em Hikari:

Desculpa, eu não-

Tá tudo bem! — Koshigaya responde se recompondo rapidamente — Eu tenho uns problemas com minha família, mas isso pouco me importa agora, estou cem por cento focada na Miyuki! — E olhando mais uma vez para as crianças brincalhonas, reafirmou: — Eu vou conseguir o dinheiro...

***

Caminharam novamente em direção as suas casas. Embora o contato verbal ainda fosse difícil, o clima estava mais leve do que da última vez. Koshigaya comentou que poderia demorar um pouco para conseguir o dinheiro e ambas concordaram em continuar investigando enquanto isso.

Mirai chegara em casa antes de Hikari. Chegar tarde assim era incomum da irmã mais nova.

Entrou na fase da rebeldia, foi? — Disse a mais velha em tom de brincadeira. Buscando puxar assunto.

E-eu estava com a Koshigaya — Respondeu a jovem, meio surpreendida.

Os olhos de Mirai dilataram ligeiramente ao ouvir a resposta da irmã — Sério!? Que bom saber! Eu gosto dela — Mirai deu um largo sorriso para Hikari, deixando claro sua alegria. A verdade é que ela sempre sorri assim para a irmã, tentando alcançá-la de alguma forma. — Você parece bem hoje.

Hikari mais uma vez se surpreendeu, de toda forma, decidiu dar seu característico sorriso sutil sem mostrar os dentes, acompanhado de um aceno com a cabeça. Notou que a Mirai parecia cansada:

— Trabalhou bastante hoje, né?

— S-sim, e-eu atendi bastante gente...hoje — Respondeu Mirai um pouco afobadamente.

Bom, eu vou tomar um banho agora então

— Ah! C-certo! Não demora muito, tá? A comida já tá pronta...

Nessa noite, tanto Koshigaya como Hikari deram suspiros antes de dormir, pois sabiam que já estavam no meio do que tinham de fazer, contudo, havia a esperança de que o resultado disso tudo fosse positivo.

No dia seguinte, Koshigaya insistiu para a mãe por telefone que precisava de dinheiro, mas como esperado, não teve sucesso. Pensou em pedir ajuda à avo, porém diferentemente da mãe, ela poderia se preocupar e tentar descobrir para que Koshigaya precisa tanto assim de dinheiro, por isso decidiu não fazer isso por agora. Ficando sem ideias, Koshigaya começou a se preocupar em como poderiam continuar sua busca. Quando se reuniram novamente, Hikari deu a ideia de procurarem por notícias regionais da época.

Nos noticiários eles costumam falar de pessoas desaparecidas e que morreram, não é? Se realmente aconteceu algo com a Miyuki, pode ser que tenha virado notícia, e a família dela parecia ser um pouco influente...

Koshigaya se surpreendeu um pouco com a Hikari mais empolgada com a ideia de investigarem o passado. Depois da conversa de mais cedo com a mãe, Koshigaya se sentiu sem saídas.

É, tem razão, Hikari..., mas onde vamos encontrar notícias de 2005? — Indagou a maior.

Por enquanto eu só consigo pensar na internet, mas já é alguma coisa.

Pelo menos agora, as duas tinham um norte que podiam seguir...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.