Notas iniciais
Meus Queridos Leitores (as) de Plantão. Boa Noite Tudo bem com vocês? Yutaka ficou num fogo só depois da massagem, mas algo preocupa ele. Quando foi que Daigo descobriu? Eles estariam em perigo depois da revelação. Kai deixa Yutaka perguntar para Daigo, enquanto ele volta a dormir. É seguro confiar no vampiro? Descubra a seguir como foi que Yutaka se saiu .... Boa Leitura

POV Yutaka

“Que sensações são essas !!!!”

Que massagem foi essa, nunca fiquei tão excitado e relaxado com um toque na pele, esse rapaz tá mexendo com fogo.

Por que ele nos provocou assim… Será que ele me viu, digo minha forma vampira?

Notei que ele ficou parado nos olhando, parecia que tinha medo nos olhos mas continuou a massagem fixo no meu olhar. Qualquer pessoa normal teria fugido ou expressado uma reação assustada, mais ele parecia que sabia…

"Daigo seria fascinado por vampiros????"

Quando ele descobriu ? Kai sempre encobre meus deslizes.

Daigo estaria nos observando, analisando, nosso modo de agir. Se for um caçador disfarçado, nem mordi ninguém ainda, não queria ter uma estaca no nosso coração.

Por que Kai não acorda??? O que mais ele fez com esses toques?

Será que ele nos ama a ponto de não revelar o segredo? Seria Daigo um futuro servo de vampiro ou caçador dissimulado.

Terei que tirar informações dele, já está escurecendo o restaurante vai abrir. Kai nunca ficou relaxado assim em paz consigo até parece que está tendo sonhos felizes.

— Kai, acorda!!!!

“uhmm!”

— Vai perder a hora !!!!

“ tô com sono ainda”

— Já é de noite!!!

“me deixa dormir em paz!”

— Kai levanta, seu humano fingido, minha vez de me divertir...

"Yutaka, que tipo de diversão?”

— Você disse que eu podia brincar com o Daigo.

“Não foi bem isso que eu disse, foi flertar apenas."

— Não foi isso que vi quando ele fez a massagem…

Só então Kai abre os olhos e se vira na cama, olha para os lados e percebe que estamos só no quarto, que eu tinha razão estava escurecendo. Daigo não estava mais no quarto e vamos nos atrasar para o expediente noturno.

“Como assim!!! não entendi, a massagem foi muito boa.”

— Sim, só que ele fez uma massagem sensual, não apenas relaxante…

”Você está imaginando coisas, ele é muito bom as mãos.”

— Tão bom que ficamos excitados, veja você mesmo, ainda está duro.

Então Kai se levanta sentando um pouco na cama levando as mãos até a virilha verificando que nosso membro se encontra ainda duro fazendo um volume aparente na calça do pijama.

“Ai que vergonha!!! Será que Daigo viu isso. O que ele deve tá pensando?”

— Acho que sim, ele já tem uma queda por nós, e você mostrou que curtiu ficando excitado.

“Por que você deixou isso acontecer, sabe que eu perco o controle quando fico excitado. O que será que ele viu mais?”

— Acredito que ele viu o que somos, mas não pareceu surpreso.

“Não me diga que revelamos nossa forma vampira em meio a excitação?”

— Sim. Daigo sabia, não sei como, mas ele devia estar nos testando. Eu vi ele só ficou me encarando sem nenhuma palavra.

”Sério !!! Que ele sabe que somos um maldito vampiro?”

— Tenho medo que possa ser um caçador disfarçado.

“Que paranóia é essa de caçador! Se fosse um não estaria fazendo massagem e sendo amável.”

— Me deixa tirar essas informações. Essa noite Daigo vai estar na cozinha lhe esperando, posso ser útil e me divertir também.

“Só tenha cuidado Yutaka e fale com calma, não quero que ele se assuste, tem sido um bom amigo como nunca tivemos antes.”

— Pode dormir Kai, vou cuidar de tudo por hoje, pode confiar.

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POV OFF

Assim que Yutaka chega na cozinha e visualiza Daigo um sorriso maldoso se faz presente em seu rosto.

Olhou atentamente em volta e não viu ninguém, aproveitou que o outro estava perto da dispensa e numa velocidade maior que o normal foi até ele, pegou pelo quadril e o sustentou nos braços o carregando para dentro e então fechou a porta encurralando o mesmo contra ela.

— Sabe Daigo, algumas coisas vêm acontecendo entre a gente e. . . Decidimos, eu e Kai, que deveríamos te chamar pra conversar, entende? _ Falou antes de o outro poder raciocinar o que acontecia. — Você é tão bonito, tão inteligente. . . _ Não resistiu em se aproximar afobado para morder a bochecha alheia, não satisfeito mordeu o canto dos lábios.

Daigo naquele momento poderia ser feito de gelatina, estava confuso, ainda não entendia exatamente o que estava acontecendo e estava ficando mole sob os toques abusados. A única coisa que fazia sentido ali era seu coração batendo rápido e um gelo na espinha como se estivesse à frente de um assassino sanguinário.

Yutaka tentava realmente se segurar mas a afobação de ter Daigo tão indefeso nos braços, de estar livre finalmente e ter a oportunidade perfeita de provar do sangue cheiroso que coloria aquela pele macia. . .

— Quando descobriu sobre nós?_ Rosnou e segurou os braços do outro quando tentou o empurrar.

— Eu não sei do que está falando. _ A voz saiu trêmula e ele parecia finalmente ter caído em si.

— Ah... você não sabe? Deixe-me te mostrar então. . . _ Bateu com o punho no interruptor de luz e o local se apagou, as pupilas vermelhas brilhantes e com olhar violento se ascenderam a frente do humano que se encolheu sem ar.

Abriu a boca e rosnou feroz mostrando os caninos tanto de cima quanto debaixo afiados e grandes, a aparência cadavérica, unhas grandes e na grossura de ossos, finas como um bisturi. Veias pretas saiam de baixo do seu olho, e o rosto antes tão fofo e amável tinha se transformado no protagonista de uma cena aterrorizante.

— Não minta pra mim Daigo querido, Kai gosta tanto de você, eu gosto de você. Mas se você for um maldito caçador eu juro que te resseco e te cozinho naquela panela grande, e ainda te dou como prato principal da noite. _ Sorriu e aquilo pareceu desmontar o outro que se desmanchou em terror, logo vieram tantas e tantas lágrimas, seus joelhos falharam e ele sentiu vertigem.

Yutaka o segurou entre os braços e o aconchegou no peito, acendeu a luz e voltou a ter a aparência de um humano. Foi-se agachando à medida que as pernas alheias amoleciam e logo estava sentado no chão acolhendo um Daigo aterrorizado em seu colo.

Kai o mataria por isso.

Acariciou as costas do outro deixando beijos no topo da cabeça e palavras carinhosas no pé do ouvido. Quando sentiu o outro mais controlado e menos choroso ergueu o rosto alheio e limpou todos os rastros de lágrimas das bochechas fofas, beijou a ponta do nariz vermelho e os olhos inchados.

— Desculpe, me desculpe. _ Murmurou e selou com carinho os lábios que ainda estavam num tremelique fraco.

Se sentiu horrível ao se dar conta do que fez com o outro, não queria o assustar dessa forma. Na verdade, sua intenção era algo mais sexual e menos aterrorizante do que aquilo, mas ter a liberdade finalmente em suas mãos, ter ali uma presa fácil e a sede que sentia lhe fez perder a cabeça rápido.

— Me desculpe, gatinho, não chore mais, sim? Nunca iria te machucar, tem minha palavra, posso ser um louco descontrolado mas não lhe tocaria num fio de cabelo. _ Sussurrou e beijou novamente os lábios fofos.

Uruha que se danasse junto de Kai, queria e teria Daigo para si.

— T-Tudo b-bem_ A voz embargada e anasalada soou na dispensa e Yutaka sorriu satisfeito.

— Pensei que era um caçador, me viu quando fazia a massagem e nem se assustou, entrei na defensiva. . ._ Se justificou de novo.

— N-Não sou. . . Eu só g-gosto de vam-vampi-iros._ Falou tentando parar de chorar, Yutaka limpou as lágrimas gordas novamente.

— Está tudo bem . . . Então era um admirador e conspirador, não é?_ O apertou contra si e o viu concordar com a cabeça. — Oh, me desculpe, por favor, sempre nos tratou tão bem, não queria ter sido esse monstro contigo. _ Pediu de novo, sentia um peso no peito ao ver o outro daquela forma.

Espalhou beijos pela testa, bochechas, nariz e boca logo descendo e beijando as clavículas saltadas, não resistiu em beijar lentamente o pescoço mas parou assim que sentiu o outro tenso.

— Não vou te machucar gatinho, prometo. _ O apertou nos braços e se pôs de pé. — Acho que você merece uma folga, só por uma noite. _ Abriu a porta da dispensa e foi rápido até seu quarto.

Colocou o outro na cama e o cobriu, deixando-o parecendo uma múmia. Desceu rápido as escadas e preparou uma água com açúcar, voltou e deu-lhe para beber.

— Obrigad-o._ Daigo murmurou já completamente calmo, mas sua cabeça doía como um inferno e se sentia quente.

— Relaxa gatinho._ Pediu e se agachou ao lado da cama levando a mão até o cabelo do outro, fazendo carinhos até ele dormir. — Durma bem meu servo. _ Murmurou e selou os lábios do outro, logo se retirando do lugar e fechando a porta atrás de si com a chave, chave está que foi posta em seu bolso.

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POV YUTAKA

De volta a cozinha, percebi que o pessoal da cozinha estava um pouco desnorteado, os pedidos já estavam chegando e se acumulando, sem Daigo para organizar as entradas e saídas, eles não sabiam tomar iniciativa de como seguir com as entregas dos pratos demorando em demasiado fazendo os clientes não serem servidos adequadamente.

Assumi todos os pedidos, colocando ordem no lugar, já estava ficando estressado com a demora e os erros básicos que cometiam, os pratos estavam saindo mal decorados, alguns estavam frios no balcão, os garçons estavam demorando conversando em vez de cumprir seu dever.

A impressão era que se não tivesse alguém com pulso firme, a reputação do restaurante cairia por terra com críticas ruins, passei uma ordem comando para todos se apressarem e manter a qualidade com se suas vidas dependessem daquele emprego.

Adentrei ao salão para monitorar a demora dos garçons, assim que me viram com feição nada amigável, começaram a agir de acordo com sua função. Passei em cada mesa para ter certeza que todos estavam sendo atendidos e a comida estava medida certa dos paladares mais apurados.

Depois desse começo conturbado, o pessoal da cozinha pegou o ritmo seguindo as minhas ordens e recomendações, não tivemos mais ocorrências e a noite correu de certo modo tranquila até fim do expediente, por algumas vezes escutei uma prosa sobre Daigo ser o favorito do patrão e que pode faltar sem avisar e não sofrer nenhuma represália por parte do Chef.

O meu sangue ferveu ao ouvir eles falando mal pelas costas do meu gatinho, tão esforçado e trabalhador, joguei uma indireta na prosa mandando cuidarem da própria vida e não ficar se metendo na vida dos outros, eles me olham assustados dispersando e voltam para seus afazeres.

Assim que os últimos clientes vão embora dou o expediente por encerrado, dispensando todos com um bom trabalho e boa noite, afinal eles são até que bons funcionários, deslizes acontecem nem todo dia estamos bem. Esse é um dos nossos sonhos. Manter Kai feliz com os resultados de sua conquista era muito bom, ainda mais agora que estamos entrando em acordo.

Com tudo fechado subo as escadas para ver como ficou meu gatinho, tranquei a porta com medo que ele pudesse sair e contar aos outros sobre nós depois do susto que ele levou, ainda não confio nele.

Lentamente abro a porta, entro fechando em seguida passando a chave, lá está ele meu querido Daigo adormecido profundamente, do jeito que o coloquei ele ficou. Kai também dormiu meio que entrou em coma, me deixou com toda responsabilidade, sobre o restaurante ele não terá que reclamar, a noite acabou dando tudo certo.

Mas vou levar muita bronca sobre o susto que provoquei no Daigo, ele é tão lindo e carinhoso como pude fazer essa barbaridade com ele, espero que me perdoe quando acordar.

Vou ao banheiro retiro minha roupa, passo por uma ducha rápida, quem está com sono agora, sou eu, vou vestindo meu pijama na direção do quarto, antes de subir tomei um copo bem grande do meu “vinho” para não sentir sede e vontade de mordê-lo, pois ele parece apetitoso e exala um perfume inebriante só chegar perto do seu pescoço sinto que posso perder o controle e atacá-lo. Não tenho coragem de acordá-lo no meio da noite, para mandá-lo para casa, ele dorme tão gostoso que fico admirando como é bonito e será só meu, como só tem uma cama o jeito é me deitar junto com ele.

Me aconchego bem perto de suas costas seguindo a curva do seu corpo, formando uma conchinha com ele na minha cama, até me arrepio ao sentir seu cheiro nessa proximidade meus sentidos ficam aflorados, tão perto e sem poder satisfazer minha vontade, fico imaginando como deve ser delicioso provar sangue ainda quente.

Mas devo conter esse ímpeto, Kai me esfola vivo se eu tocar num fio de cabelo do seu amigo, meu futuro amante e servo. Derrotado pelo cansaço e sono adormeço na mesma cama que Daigo, amanhã explico o aconteceu para ele, do porquê dele estar no meu quarto.

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POV KAI

Uma leve claridade começa a adentrar no quarto na parte superior do restaurante, na cama de casal no centro do quarto, estou repousando tranquilamente abraçado com uma almofada quentinha formando uma conchinha, meu corpo está de lado murmurei algo sobre a almofada estar maior com algumas peculiares até parece ser uma pessoa real.

Esse meu sonho era muito realista, eu estou sentindo uma movimentação no centro da almofada como se fosse uma respiração, subindo e descendo, estranhamente a almofada agora tinha braços e mãos, que estavam acariciando seu braço e entrelaçando os dedos com os seus. Sempre quis alguém para abraçar quando fosse dormir, quando vi essa almofada de corpo sabia que ela seria útil para não passar mais as noites solitário.

A sensação desse sonho era incrivelmente boa, meu corpo estava esquentando em contato com sua contraparte macia e perfumada, na minha memória já havia sentido esse aroma e tentava lembrar quem usava ele. Movimentando-se um pouco mais para frente abraçando com mais força e mais perto senti que agora a almofada tinha um cabelo sedoso e macio e o perfume se tornou inebriante.

Como podia ser isso, perfume dentro de um sonho?

Intrigado, embrenhei seu nariz no cabelo macio para melhor sentir o perfume, meu faro aguçado sentiu outro aroma já conhecido e muito vital para si, agora meu nariz está onde seria o pescoço. A almofada tinha tomado a forma de uma pessoa, com certeza esse era o sonho mais esquisito que eu já tivera, então queria aproveitar o máximo antes de que acordasse.

Aproximando-se mais perto do suposto pescoço, ainda sem abrir os olhos, abri a boca e passando a língua naquele local sentindo um arrepio na espinha aquilo era muito realista, tinha sabor dos temperos da cozinha misturados com uma pitada de medo.

Ouvi um gemido meio abafado e gostei da sensação, repeti a ação aumentando a extensão que a língua percorria o pescoço provocando mais um arrepio em si e agora a almofada se mexia como se tivesse se arrepiado também.

Um murmúrio foi vocalizado fazendo tudo ser extremamente real, eu não queira acordar de jeito maneira era tudo que mais queria, estava cansado da solidão presente em minha vida a vários anos.

— Ah!….. Kaii….. Grrrr…

Sorri entre os dentes, como queria que isso fosse verdade, o contato com o pescoço do outro me fez respirar mais forte, causando arrepios fazendo o outro se encolher acordando-o num sobressalto de susto e medo como se estivesse sendo atacado pelo vampiro.

Senti meu braço que estava na cintura da almofada ser lentamente jogado para trás, saindo do enlace do meu abraço se afastando, sinto um coração começa bater mais rápido.

— Yutaka ! É você?

Estranhei ser chamado por meu nome, quem sempre o usa é meu lado vampiro, percebi que a almofada se afastou de mim, lentamente vou abrindo os olhos esfregando-os com as costas da mão. Me assusto ao ver uma pessoa deitada ali na minha cama, não era sonho.

O que aconteceu enquanto eu dormi? O que Yutaka aprontou?

Me afastei um pouco para ver se conseguia identificar quem estava ali na cama. O vento balançou a cortina fazendo a claridade entrar revelando claramente um rapaz encolhido e com medo.

— DAIGO !!! _ Exclamei o nome do rapaz que se vira ao ouvir ser chamado, ficando de frente para mim olhando nos meus olhos.

— KAI? Kai-kun?_ Daigo me olha muito espantado ao me ver. Quem ele achou que era?

— Sim! Por que está aqui? O que aconteceu na noite passada? Nós transamos? _ Daigo se levanta sentando na cama, faço o mesmo mantendo uma certa distância dele.

— Oh... !! Não…Pelo amor de De...! _ Daigo responde batendo a mão por seu corpo, observo que ainda estamos vestidos, estou de pijama e ele com a roupa de trabalho.

— O que YUTAKA fez com você? Te machucou ? _ Daigo cada vez mais se encolhe me olhando assustado com minhas indagações. — Me deixa eu ver se tem alguma marca….

Puxo suas mãos virando as palmas para cima, conferindo seus pulsos em busca de possíveis mordidas, solto suas mãos levando minha mão para seu pescoço segurando pela nuca, com a outra mão passo os dedos de cima até a clavícula, seguro no seu queixo virando sua cabeça para os dois lados, estou respirando perto de seu pescoço.

Daigo estremece com meus toques, suas pupilas estão dilatadas ficando ofegante, e sua pulsação aumenta vejo em seus olhos o medo em meu modo de agir.

O que eu estou fazendo?

— Então é assim que Kai-kun, chama ele! _ Daigo fala de modo receoso puxando as mãos em cima das pernas. — Não, estou bem. Ele só foi bem assustador, achou que eu era um caçador.

— Gomen Daigo-kun ! Pedi apenas para ele perguntar como você descobriu sobre nós. _ Nesse instante sinto minha cabeça doer e uma leve pontada na nuca, de uma vez só todas as lembranças daquela noite surgem como imagem e vejo tudo o que Yutaka fez, o medo e a ameaça que ele fez, sua tentativa de consertar o erro, que deixou o rapaz apavorado e em prantos, fico muito envergonhado com isso.

— Apenas fiquei observando, depois do vinho aberto com sabor duvidoso, desconfiei que as teorias poderiam ser verdadeiras. _ Mesmo depois do susto que levou, como ele ainda pode gostar do monstro que eu sou .

— Mesmo assim Yutaka não tinha o direito de lhe assustar, em busca de resposta. Gomennasai! Mil perdões !!! _ Abaixo a cabeça seguidas vezes pedindo seu perdão, ele é uma boa pessoa, não merecia ser pressionado daquela maneira.

— Kai-kun, eu realmente gosto de vampiros. Não precisa se desculpar, ele se redimiu me deu um copo de água com açúcar e uma noite de folga. _ Daigo sorri com o que lhe aconteceu, mais estou puto com Yutaka, em deixá-lo apavorado daquele jeito.

— Daigo-kun, vou ser mais cuidadoso, não vai acontecer de novo. Tentarei manter Yutaka sob controle quando chegar perto de ti. _ Sei que vai ser difícil controlá-lo mais vou ter que tentar. — Gomennasai!!! Me perdoe. Tô muito envergonhado.

— Não fica assim, Kai-kun! Não se preocupe, no fundo eu sabia que seria perigoso quando Yutaka, se revelou durante a massagem. _ Como ele pode ser tão compreensivo assim, ele é um amor de pessoa. — Tenho que ir embora, ainda estou com a roupa de ontem.

— Gomen!! Nem um café da manhã tenho para lhe oferecer. Como você ainda quer ser meu amigo assim? _ Falo abaixando e virando o rosto que está queimando de vergonha. Daigo estende sua mão até meu rosto pegando meu queixo, virando-o e fazendo olhar para ele.

— Olha Kai-kun não será essa sua excentricidade que fará eu gostar menos de você, como meu amigo. _ Daigo encosta sua testa na minha ainda com a mão em meu rosto. — Saber sobre ela me fez gostar mais ainda da sua companhia. Agora volte a dormir para brilhar a noite no restaurante.

Daigo se afasta, levantando da cama procurando seu sapato, então senta na cadeira para vesti-lo, fico observando sorrindo é incrível que ele continua querendo ser meu amigo depois de tudo o que aconteceu e o que ele sabe agora.

— Ohayou Gozaimasu Kai-kun! Te vejo a noite. _ Daigo se despediu me dando um bom dia.

— Arigatou! Daigo-kun! _ Vejo ele sair e fechar a porta. Como vou voltar a dormir agora?

Chamo por ele, mas Yutaka não aparece para conversar, estaria dormindo ou se escondendo, pois sabe o que aprontou de qualquer jeito vamos ter essa conversa, não pode ser esconder por muito tempo quando a fome bater, vou tirar satisfações sobre o ocorrido com esse vampiro saliente. O jeito é voltar a dormir por recomendação do meu amigo Daigo.

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POV YUTAKA

Mais um dia de trabalho entediante seria esse, se não fosse pelo meu delicioso Daigo.

Mandando e desmandando dentro da cozinha, passando pra lá e pra cá, brigando, provando, ordenando e tocando a cozinha com maestria.

Eu poderia sumir por semanas e quando voltasse o restaurante estaria a mesma coisa. Bendita a hora que o contratei.

Ele treina os novos cozinheiros e garçons, ensina pratos, prova molhos e tudo o que eu deveria estar fazendo.

Mas eu estava fazendo algo mais interessante no momento. Observava atento como a bunda dele fica redondinha naquela calça, na verdade ela parecia ser uma bunda redonda mesmo sem a calça para ajudar. O avental marcando a cintura e a bandana na cabeça para prender o cabelo.

Sempre que eu posso provoco um pouco, seja uma forma mais vulgar de sugar algo ou as encaradas constantes nele. Daigo parecia extremamente envergonhado a cada vez que me flagrava, mas me olhava toda hora esperando que eu criasse asas, presas e chifres, matando todos pela frente.

Mas óbvio que eu não faria isso, afinal nem chifres tenho.

Vejo mais uma oportunidade quando ele está de frente a uma panela de molho no fogão, provando. Chego por trás e gentilmente passo minhas mãos por suas nádegas, subindo e parando no quadril.

— Uhmmm, está gostoso esse molho?_ Murmuro em seu ouvido e mordisco a pele abaixo. Ele cora até as orelhas e se esgueira para longe.

E ficamos o resto da noite assim, brincando de gato e rato dentro da cozinha e dispensa. No fim da noite, ele não confiava mais virar as costas pra mim e passava as mãos nervosamente pelo pescoço que estava vermelho e cheio de marquinhas bonitas que fiz.

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Notas finais
Coitado do Daigo passou uns apuros na mãos do Yutaka Kai todo envergonhado com Daigo na sua cama. Melhor Uruha ligar logo, Daigo já conquistou os dois. Deixem suas teorias nos comentários. Obrigada por ler Obrigada por favoritar Obrigada por comentar ❤ Obrigada muuuito obrigada