Notas iniciais
Queridos Leitores (as) de Plantão. Tudo bem com vocês? Espero que sim. Desculpem o sumiço, explicarei na notas finais a razão. Assistir um filme deveria ser um momento de diversão e romântico. Foi o que pensou Yutaka/ Kai quando fez uma noite de cinema na mansão. Agradeço os leitores que ainda continuam aqui me apoiando e lendo as confusões e indecisões do chef baterista Yutaka. Boa Leitura PS: Agora Kakatte Koi no Wattpad tem uma nova leitora beta reader Mary @P4ndaGirl

POV OFF

Três meses se passaram desde o ano novo.

A banda fez suas apresentações naqueles meses da primeira fase da turnê de lançamento do álbum, muitos ensaios foram realizados para o show de aniversário sair dentro das expectativas dos membros. Durante esse tempo Kai, se revezava em seguir a agenda apertada de compromissos do The Gazette e comparecer no restaurante aos finais de semana que era anfitrião na noite dos artistas.

Durante esses meses, a situação amorosa de Yutaka só parecia se complicar cada dia mais. Ele havia feito uma promessa a Daigo-san de terminar com o guitarrista, caso não revelasse a verdade. No entanto, toda vez que aparecia no restaurante, Yutaka jogava a culpa em seu alter ego, Kai, por não ter coragem de fazê-lo.

Enquanto isso, Uruha-san pressionava seu namorado, Kai, em busca do verdadeiro motivo pelo qual eles não ficavam mais juntos intimamente. As desculpas de Kai já não convenciam mais o guitarrista, e suas tentativas de se abrir eram continuamente frustradas de alguma maneira.

Em um esforço para acertar a situação, Kai teve a ideia de convidar Uruha para uma sessão de cinema em sua casa. No entanto, Yutaka também chamou Daigo para estar presente. Na cabeça do vampiro, a intenção era ter os dois por perto e, quem sabe, criar um laço de amizade entre eles. Essa era uma tentativa de solucionar o impasse amoroso que tanto os afligia.

À medida que o dia da sessão de cinema se aproximava, Kai não pôde deixar de sentir uma mistura de nervosismo e antecipação. Ele sabia que essa reunião tinha o potencial de mudar tudo, tanto para aproximá-lo da verdade quanto para afastá-lo ainda mais de Uruha.

Era uma noite escura de sexta-feira o dia escolhido para sessão de cinema, Yutaka preparou sua sala da mansão com cuidado. Ele fez questão de criar um ambiente aconchegante e convidativo, arrumando as almofadas e diminuindo as luzes para criar o ambiente perfeito. No fundo, ele esperava que o ambiente reconfortante aliviasse a tensão que iria surgir.

Quando a campainha tocou, o coração de Kai disparou. Ele abriu a porta e encontrou Uruha parado ali. Ele havia chegado primeiro, tinha uma pitada de entusiasmo em seus olhos enquanto cumprimentava seu amado com um sorriso caloroso. O guitarrista entrou, examinando curiosamente a sala.

Yutaka, por outro lado, não pôde deixar de sentir uma sensação de nervosismo, tomando conta dele. A sua mente estava cheia de pensamentos, ele sabia que aquela poderia ser a chance de Kai contar sobre o segredo deles.

Quando Daigo chegou, uma sensação de alívio tomou conta de Yutaka. Daigo era a pessoa que conhecia seu segredo, sua verdadeira natureza, tinha sido confidente do vampiro. Um apoio constante em seus momentos mais sombrios, seu amante e alimento. Yutaka acreditava que se alguém pudesse entender aquela situação, seria seu neko-chan.

Ao adentrar o ambiente, Daigo foi tomado por uma onda de surpresa que o deixou ainda mais nervoso. Yutaka havia armado tudo para que ele e Uruha pudessem interagir em um ambiente descontraído, como se fossem apenas grandes amigos do restaurante.

No entanto, a verdade pesava sobre seus ombros, e Daigo se via diante de um dilema angustiante: carregava consigo um segredo que ele não sabia se deveria contar para Uruha ou não. Afinal, seria mais sensato Kai terminar o relacionamento e Yutaka ficar com alguém como Daigo, que sabia como lidar com o lado sombrio do vampiro.

A mente de Daigo estava em turbilhão, enquanto ele tentava encontrar a melhor saída para essa situação delicada.

O filme escolhido foi o Avatar, um lançamento que Uruha estava querendo muito assistir com seu namorado, só que não esperava por uma plateia no dia do filme, quando além do amigo Daigo, o chef baterista chamou também os integrantes do Versailles que se juntaram a eles na sala. Teru aproveitou a reunião para trazer sua namorada Nazuki para assistir o filme também.

Uruha e Daigo pareceram se dar bem imediatamente, a conversa fluindo sem esforço. Yutaka os observou, uma mistura de alegria e ciúme borbulhando dentro dele. Ele não pôde deixar de sentir uma pontada de culpa por esconder um segredo tão grande de Uruha. Não era justo com ele, e ele sabia disso. A verdade sobre ser vampiro precisava ser revelada, mas Kai não conseguia encontrar o momento certo.

Yutaka cuidou de todos os detalhes para a sessão de cinema: as bebidas, os aperitivos e, é claro, a indispensável pipoca para os três humanos presentes no meio dos vampiros, sendo que só Uruha não sabia desse pequeno detalhe.

Com tudo disposto cuidadosamente na mesa, todos os presentes se acomodaram ansiosos em suas cadeiras e estofados, a sala se encheu com o cheiro de pipoca recém estourada e o som de risadas.

Uruha-san, com um sorriso no rosto, escolheu o lugar perfeito no sofá bem em frente à grande tela, com Kai ao seu lado. Aproveitando a oportunidade, Daigo rapidamente se sentou ao lado do vampiro, segurando seu pote de pipoca e servindo vinho para Yutaka. Mas havia algo a mais naquele gesto, uma provocação sutil para seu rival, que apenas estava interessado no filme em exibição.

O clima de cinema estava no ar, mas também havia um leve toque de ciúmes e uma pitada de sedução, tornando aquela noite ainda mais especial. À medida que o filme se desenrolava, um clima sensual pairava no ar. Daigo, ao lado de seu “noivo” Yutaka, sentia ciúmes brotarem em seu peito, enquanto observava os sussurros de Kai e as risadas compartilhadas com Uruha-san.

O vinho e as pipocas pareciam apenas acessórios para intensificar a tensão que se espalhava pelo ambiente escuro, e as emoções fluíam livremente.

Daigo sentia o fogo do ciúme se manifestar no seu coração consumindo-o lentamente. Ele amava Yutaka incondicionalmente e ver seu “noivo” envolvido com o guitarrista mexia com seus sentimentos mais profundos.

Ele observava cada movimento, cada olhar, cada toque entre o alter ego Kai de Yutaka com Uruha-san. A tensão aumenta quando Uruha ousadamente beija Kai, traçando uma linha tênue entre o amor e a traição.

Aquele beijo entre eles foi a gota d'água. A dor da traição atravessou o peito de Daigo como uma adaga, o desespero se fundia com a angústia de se sentir traído.

Furioso e magoado, Daigo decidiu não mais esconder a verdade. Ele queria que Uruha soubesse a verdadeira natureza do seu amado, o segredo que ele havia mantido oculto por tanto tempo.

Assim, começou a provocar Yutaka, afinal ele o tinha feito seu “noivo”, para que sua face vampira se revelasse. Sua intenção era assustar Uruha como os olhos vermelhos e as presas afiadas do vampiro, fazê-lo sentir a dor dilacerante igual à sua, desencadeando uma avalanche de emoções, conflito, medo e surpresa.

Daigo não estava pensando direito vendo o clima entre os dois, naquele jogo de olhares e provocações nada sutis do guitarrista, estava a um passo de quebrar a confiança de Yutaka por conta do seu ciúme, suas ações poderiam causar um estrago irreparável no seu relacionamento.

O terror e o choque estavam estampados no rosto de Yutaka, a cada provocação ousada do neko, que o levara a compreender a gravidade da situação. O olhar de Daigo tornava-se mais sombrio, forçando-o a revelar seu segredo para mostrar a sua face vampira.

Uruha estava concentrado no filme e não percebeu que seu amado conversava com Daigo, tentando consertar a situação que ele causara só dando atenção ao guitarrista.

Uruha fixou seus olhos arregalados em Daigo para saber do que eles falavam no meio do filme, tentava compreender porquê o amigo do chef queria a atenção do seu namorado. Os lábios de Daigo se curvaram em um sorriso sinistro para o guitarrista, enquanto por baixo da almofada tocava nas coxas de Yutaka para excitá-lo, misturando o prazer com o sofrimento que ele próprio experimentava sendo rejeitado.

Naquele momento, a tela da televisão refletia apenas a sombra dos protagonistas do filme Avatar. Yutaka e Daigo haviam mergulhado em uma realidade muito mais complexa, onde o destino estava nas mãos do seu amante que era expor seu segredo ao guitarrista.

Yutaka com medo da sua natureza vampira emergir com as provocações e sussurros que só Daigo sabia onde tocar o deixando excitado.

Sentindo-se cada vez mais desconfortável, Yutaka levantou-se rapidamente, alegando que iria buscar mais pipoca. Uruha, ao perceber a expressão nervosa em seu rosto, pediu para que não demorasse, pois a conclusão do filme estava próxima. Yutaka apenas assentiu e seguiu em direção à cozinha, tentando controlar as batidas aceleradas de seu coração.

Enquanto Yutaka se afastava, Daigo aproveitou a oportunidade para também sair da sala, dizendo que iria buscar mais vinho. Ambos sabiam que precisavam de privacidade para discutir o que estava acontecendo. Os dois se encontraram na cozinha, longe dos olhos curiosos de Uruha.

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Yutaka estava visivelmente nervoso e preocupado com as motivações de Daigo para revelar seu segredo. Ele não entendia por que seu amante estaria disposto a expor sua verdadeira natureza e colocá-lo em perigo. Será que Daigo estava cansado de viver essa vida dupla? Ou será que ele tinha outros planos em mente?

As perguntas ecoavam na mente de Yutaka, aumentando ainda mais sua ansiedade. Ele sabia que podia confiar plenamente em Daigo, mesmo que seu alter ego Kai gostasse do guitarrista. Seu neko sabia, afinal, que revelar seu segredo no meio da sua família poderia colocar em risco não apenas sua vida, mas também a de todos que amava.

Enquanto os pensamentos tumultuavam em sua cabeça, Yutaka sentiu uma onda de calma se espalhar por seu corpo. Daigo se aproximou dele na cozinha, pronto continuar o que começou na sala, abraçando-o e beijando levemente no pescoço fazendo o vampiro sentir a adrenalina subir sabendo que estava só deixou sua natureza emergir surpreendendo-se com a tranquilidade que isso lhe proporcionava.

— Assim que gosto, Yuta-chan, são lindos seus olhos vermelhos — elogiou Daigo, encarando-o quando ele se virou para vê-lo.

Yutaka ficou surpreso com o elogio e sentiu-se um pouco apreensivo.

— O que neko-chan está querendo com essas provocações? Eu só queria passar uma noite tranquila com meus amores. — tentou se explicar Yutaka, utilizando um tom mais formal.

— Culpa toda sua. Quem mandou me enganar convidando para ver um filme, e ter a cara de pau de também chamar Uruha-san e ainda beija-lo estando sentado ao meu lado. — ressentido Daigo respondeu.

— Em minha defesa foi ideia do Kai, convidar Ahiru-chan. Não foi intenção minha deixar você com ciúmes, deu errado na última vez que tive vocês dois no mesmo local. — Yutaka relata o que pensou.

Yutaka estava tentando lidar com seus pensamentos tumultuados e o constante conflito interior que sentia, queria desfrutar da companhia de Daigo e de Uruha, sem se deixar levar pelas incertezas que habitavam sua mente.

— A mesma desculpa de sempre, você me prometeu que ia contar para ele a verdade. Aposto que nem ele está mais acreditando na suas mentiras.

— Eu tenho medo de que, se Ahiru-chan descobrir a verdade sobre mim, ele possa se sentir ameaçado ou até mesmo me rejeitar. Eu não quero colocá-lo em perigo, mas também não quero perder você.

— Doeu aqui no peito ver você agradando ele e eu sentado ao seu lado sendo ignorado, como se eu não fosse alguém importante que você diz amar e ser seu noivo. Creio que sou apenas um passatempo, igual a suas staffs só um sirvo para um lanchinho ocasional.

Yutaka olhou para Daigo, vendo a dor em seus olhos e sentindo um aperto no coração. Ele sabia que Daigo estava cansado da vida dupla que estavam levando e que a situação estava afetando profundamente seu relacionamento.

— Eu entendo o que você está dizendo, Yutaka. Eu não quero te perder, mas também não posso mais ficar vivendo nessa situação.

— Daigo neko-chan, eu sei que minhas ações recentes não foram as melhores. Gomenassai. Eu prometi que falaria a verdade para Uruha-san, não importa se Kai ainda está lutando com isso. — falou sendo sincero para encontrar uma maneira de consertar as coisas.

— Cansei de ser apenas um segredo na sua vida, de me esconder no restaurante enquanto espero ansiosamente pela noite em que você não tem compromissos com a banda para poder estar livre para mim — desabafou Daigo, soltando um suspiro pesado que foi acompanhado por uma lágrima solitária que escorreu por sua face.

O ciúme corroía seu coração, fazendo-o questionar constantemente o amor e a fidelidade de seu noivo.

— Por isso que decidi provocá-lo, para que seu lado vampiro pudesse emergir e mostrar a ele quem você realmente é. — sentia-se cansado e exausto da situação em que se encontrava. — Queria acabar logo com essa incerteza, mesmo que isso significasse assustar Uruha com sua verdadeira natureza vampira.

Yutaka suspirou profundamente antes de responder, buscando as palavras certas para explicar suas ações.

— Não quero colocá-lo em perigo e você tem razão, foi uma péssima ideia, trazer ele para o ninho de vampiros essa noite, pois tenho medo de como ele reagirá. — tenta se aproximar com pedido de desculpa.

Daigo se afasta virando o rosto dessa vez havia magoado seu neko.

— Mas entendo que minhas hesitações estão machucando você e nosso relacionamento.

Daigo cruzou os braços, olhando fixamente para Yutaka. A mágoa estava clara em seu olhar, mas havia também uma pitada de compreensão.

— Yutaka, eu te amo, você sabe disso. Você acha que me protege, mas na verdade está me afastando. E quando vejo você tão próximo de Uruha, é difícil não ficar com ciúmes. Eu só quero ser prioridade na sua vida.

Daigo desviou o olhar, passando a mão pelos cabelos em um gesto de frustração.

— Quando você está em turnê ou show, encaro essa relação entre Kai e Uruha como profissional. Mesmo sabendo que não é, por que não estou vendo. — comenta como se sentiu — Agora você tentar nos aproximar numa sessão de cinema, foi doloroso demais, ver você se aproximando de Uruha dessa forma, enquanto eu fico de lado, sem poder expressar meu amor, porque só fui apresentado como seu amigo. Eu mereço mais do que isso.

Yutaka suspirou novamente, sentindo um aperto no peito ao ouvir as palavras sinceras de Daigo. Ele se aproximou de Daigo, colocando suas mãos nos ombros dele.

— Gomen. Você merece ser feliz. Eu te amo Daigo-san, e não quero mais continuar essa vida dupla. — suspirou — Não é justo para você, para mim e nem para ele. Vou enfrentar as consequências, seja qual for.

Daigo pareceu aliviar um pouco, mas ainda havia uma tristeza em seus olhos.

— Eu quero acreditar em você, Yuta-chan, que dessa vez você vai fazer o que diz... Não quero mais ficar nas sombras.

— Eu vou explicar tudo para Uruha, sobre a minha natureza vampira e sobre o que isso significa para nós. Depois do show de aniversário da banda, não quero atrapalhar esse momento importante que Ruki-san está esperando desde que a banda voltou a ativa.

Daigo olhou nos olhos vermelhos de Yutaka, vendo a sinceridade em suas palavras. Ele suspirou e passou a mão pelos cabelos dele, como se estivesse lutando com seus próprios sentimentos.

— Espero que sim, Yuta-chan. Eu quero que possamos finalmente viver nossas vidas, sem medo. Eu amo você, meu lindo vampiro, mais quero ser reconhecido como seu noivo em público também.

Yutaka abraçou Daigo com carinho, segurando-o com firmeza, acariciando seus cabelos.

— Eu entendo, Daigo-neko-chan, e eu também quero isso. Vou encontrar uma maneira de contar a verdade para Uruha, mesmo que seja difícil. E vou fazer o possível para te mostrar que você é importante para mim.

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Daigo, apesar de magoado com as ações de Yutaka, não conseguia resistir a atração que sentia quando era abraçado e se derreteu nos braços de Yutaka, incapaz de resistir aos gestos carinhosos e ao toque do vampiro. Os lábios de Yutaka encontraram o pescoço de Daigo, deixando beijos suaves que pareciam apaziguar as feridas emocionais.

— Espero que você esteja falando sério, Tanabe Yutaka! — Daigo sussurrou com um tom de desafio.

Yutaka olhou nos olhos de Daigo com sinceridade, esperando seu abraço reconfortante.

— Sim, estou falando sério, Daigo Naito. Eu entendo o quanto minhas ações te machucaram, e quero fazer as coisas certas a partir de agora.

Os dois se abraçaram na cozinha, e compartilharam um momento de vulnerabilidade, desejo e compreensão. Se esquecendo do filme que estava quase acabando e que poderiam ser surpreendidos por Uruha a procura do namorado que deixou na sala com os seus familiares vampiros.

— Neko-chan, vai ficar depois que o filme acabar? — perguntou, desviando o olhar.

Daigo ponderou por um momento antes de responder, sua voz era suave e cheia de reflexão.

— Melhor não, vou embora e levo Uruha-san junto na van.

Yutaka levantou uma sobrancelha, curioso com a decisão de Daigo.

— Neko-chan, por que você acha que é uma boa ideia levá-lo embora? Não entendi...

Daigo suspirou e acariciou o rosto de Yutaka enrolando os dedos no seu cabelo, sabia que o vampiro adorava esse toque.

— Encare isso como um castigo, se quiser. Você não vai ficar com nenhum de nós, essa noite.

Yutaka soltou um riso surpreso, admirando a sagacidade de Daigo.

— Ah... Neko-chan, não sabia que era vingativo a esse ponto...

— Um pouco sim, sei que parece drástico, mas talvez isso seja necessário. Assim, você e Kai podem ter um tempo para conversar sem distrações.

Yutaka suspirou, entendendo a intenção de Daigo.

— Tudo bem, Daigo. Vou falar com Uruha que tenho de resolver as coisas sobre o restaurante, e ele não poderá ficar.

— Tá bom para mim, tem muito trabalho mesmo no restaurante amanhã, Yutaka.

Daigo olhou para Yutaka, com um sorriso brincando em seus lábios e sentindo suas presas num leve beijo.

— Vamos voltar para sala, já ficamos muito tempo aqui e nem fizemos a pipoca ainda.

Yutaka assentiu, sentindo-se grato pelo momento de leveza que Daigo trouxera à conversa.

— Que tal levar só o vinho, o filme já deve tá no final mesmo. — sugeriu Yutaka

— Será que essa desculpa vai dar certo? — Daigo perguntou, levantando uma sobrancelha de forma divertida.

— Vou pensar em alguma história para contar. — respondeu Yutaka, entrando na brincadeira.

— Você é sempre bom em inventar histórias, não duvido que consiga nos tirar dessa. — Daigo brincou, pegando uma garrafa de vinho da prateleira.

— Vou pensar em algo convincente. Pode deixar que eu me entendo com Ahiru-chan. — Yutaka disse se referindo a Uruha.

Daigo deixou escapar um riso leve diante da sugestão de Yutaka.

— Yuta-chan, você não tem jeito mesmo, continua usando apelidos para nós. — Daigo comentou.

— Hum... Neko-chan é mais fácil assim de separar vocês dois. — Yutaka tentou explicar.

Enquanto eles se encaminhavam de volta para a sala, Daigo colocou o braço em volta dos ombros de Yutaka, demonstrando um gesto de afeto e apoio. O som do filme continuava ecoando da sala onde Uruha estava assistindo. Yutaka pegou a garrafa de vinho da mão de Daigo, que o alertou sobre a sua natureza vampira ainda estar ativa.

Quando eles entraram na sala, Uruha olhou para eles com um sorriso.

— Finalmente voltaram! Achei que vocês tivessem se perdido na cozinha.

Yutaka riu mostrando suas covinhas, sentindo a tensão diminuir um pouco.

— Desculpe pelo atraso. Estávamos procurando um vinho especial para acompanhar a pipoca e aproveitar o final do filme.

Uruha olhou intrigado só vendo o vinho na mão de Yutaka.

— Cadê a pipoca?

Daigo completou, com um toque de humor:

— Você não acreditaria na história por trás dessa pipoca perfeita.

Uruha riu, curioso.

— Contem logo essa história então.

Yutaka lançou um olhar cúmplice para Daigo antes de começar a falar:

— Bem, a verdade é que... a pipoca é feita de um milho mágico que só cresce à meia-noite na lua cheia. E ela só fica perfeita quando preparada com uma garrafa de vinho especial.

Daigo entrou na brincadeira:

— Sim, e o segredo é sussurrar palavras de encantamento enquanto a pipoca estoura, por isso que ela demora para ficar pronta.

Uruha riu alto.

— Vocês estão de brincadeira, né? Milho mágico e palavras de encantamento? Eu não acredito nisso!

Hizaki e outros vampiros se divertiam com a história delirante que os dois haviam inventado para explicar a demora na cozinha.

— Bem, você não pode negar que essa pipoca é deliciosa, certo? — Yutaka disse, entregando um copo para Uruha.

Daigo fez um gesto com a garrafa de vinho para servir o copo de Uruha.

— Pelo menos trouxemos o vinho especial para compensar, já Yutaka esqueceu as palavras certas do encantamento. — disse Daigo sorrindo.

Uruha pegou o copo, riu e deu de ombros.

— A pipoca vai ter que ficar para a próxima vez. — completou Yutaka.

— Ok, ok, vocês me convenceram... eu ainda tenho bastante pipoca aqui. E o filme está quase no final mesmo.

Os três se acomodaram no sofá, com Yutaka no meio entre Daigo e Uruha.

Enquanto o filme continuava na tela, compartilhavam risadas e brincadeiras, criando um momento de descontração que Yutaka apreciava profundamente, trocando um olhar significativo com Daigo, transmitindo silenciosamente o compromisso que haviam feito.

O resto da noite passou em relativa tranquilidade, Yutaka estava decidido a aproveitar o momento, deixando as preocupações e conversas difíceis para depois.

No fundo, ele sabia que havia muito trabalho pela frente para resolver as coisas, mas também reconhecia a importância de aproveitar esses momentos de alegria ao lado das pessoas que amava.

Yutaka estava confiante e determinado de que poderia encontrar uma maneira de manter sua relação com Daigo intacta e contar a verdade para Uruha quando fosse o momento certo. Por agora, a noite de cinema terminaria, cheia de risadas, e que essa breve pausa proporcionasse a todos um momento de alegria e união.

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Notas finais
Sobre mim para quem quiser saber sobre essa autora : Enfim consegui tratar o meu problema com a ansiedade e a insônia que adquiri na pandemia. Tava me acertando com os remédios, eu desenvolvi um transtorno bipolar de humor que causava muita instabilidade no mesmo momento, eu tava na vibe mega contente em seguida ficava deprê e chorosa num canto sem saber o motivo. Meu medico disse que meu cerebro não desligava, por isso eu pouco dormia, agora to melhor e as ideias voltaram fluir, vou tentar concluir essa historia ainda esse ano. Demorei mais voltei a escrever Kakatte Koi e Love Like Winter, e temos capítulos novos. Sobre o capítulo: Daigo encostou Yutaka na parede e expôs seus sentimentos. Melhor Yutaka contar a verdade para Uruha, senão corre o risco de perder seu Neko com sua indecisão. Deixem suas reações nos comentários Obrigada por ler e votar Obrigada por favoritar Obrigada por comentar ❤ Obrigada muuuito obrigada Obrigada por todos os comentários maravilhosos Capítulos novos assim que ficarem prontos. PS: Kakatte Koi está sendo publicada ao mesmo tempo no Spirit. Começou ser postada no Wattpad, está no capítulo 23 https://www.wattpad.com/1322047486-kakatte-koi-capítulo-23-o-convite-parte-2