Kakatte Koi
9 A Reunião - (Revisado)
Notas iniciais

POV Kai
A sala de reuniões fica no segundo andar, então seguimos na direção do elevador, que demora para chegar onde estamos. Uruha começa a ficar impaciente, cruza os braços e fica batendo o pé, aperta algumas vezes o botão do elevador. Até nervoso ele fica bonito, estou do seu lado vendo tudo e resolvo comentar.
— Sabe que não adianta apertar o botão outras vezes, o sistema só registra a primeira vez._ Olho para ele que continua com os dedos no botão apertando incessantemente.
— Não sei porque isso acontece, tem vez que aperto já abre, outra vez demora uma eternidade ._ Uruha agora cruza os braços e me encara. — Me diz o que você tá achando?
— Achando do que ? Dá sua teoria do elevador?_ Não tô entendendo a sua pergunta.
— Nada disso, tá doido! _ Uruha ri fazendo gesto com as mãos. — Sobre a sua visita aqui no estúdio?
— Ah tá ! Estou gostando é bem diferente. Tem muito trabalho aqui, o Ruki não dá pausa para descansar e ficar atoa. _ Eles levam muito a sério os ensaios e produção das músicas.
— Isso é verdade! Temos que implorar para o Ruki parar, às vezes temos que mandar até ele dormir. Ele é viciado no trabalho. _ Uruha dá uma risada do próprio comentário.
— Então devemos compartilhar do mesmo problema, acabo sempre esquecendo de comer quando estou acertando as coisas do Restaurante. Já recebi até nome de excêntrico e perfeccionista. _ Uruha me olha e sacode a cabeça de modo negativo.
Enfim o elevador abre as portas, foi rápido no meu ver, deu até para conversar um pouco. Como esperado o elevador está cheio de novo, entramos mas não ficamos perto, outras pessoas se espremeram atrapalhando nosso contato.
Por sorte foram só dois andares, bem que podíamos ter vindo de escada, se soubesse onde fica, vou perguntar depois. Descemos eu e Uruha assim que as portas se abriram, em seguida ele aponta onde vai ser a reunião, seguimos na direção da sala descanso onde tem o sofá grande.
Dou uma espiada dentro da sala, Reita chegou primeiro e está esparramado no estofado. Aoi está na mesinha fumando falando com um dos câmera. Nada do Ruki deve está se preparando para a reunião.
— Kai, os banheiros ficam naquela direção, ok? _ Aceno com a cabeça.
— Obrigado. Vou indo lá. Tô mesmo precisando. _ Sigo direção indicada.
— Também preciso só deixar essas minhas coisas aqui na sala. _ Uruha fala entra sala sumindo do meu campo de visão.
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POV Kai/Yutaka
Enfim, um momento a sós estava precisando, bem aconchegante o local. Eles são bem divertidos, dá para sentir o entrosamento entre eles e uma grande amizade também.
Entro no banheiro, lavo bem minhas mãos, entro numa cabide faz tempo desde a última vez que fui. Sentado reflito sobre tudo o que está acontecendo comigo, por incrível que pareça estou conseguindo seguir o sonho de ser baterista de uma banda famosa…
Escuto outra pessoa entrar no banheiro, fazendo barulho e falando alto. O som da voz parece aveludada e doce logo presumo ser o Uruha. Ouço o som da descarga na cabine ao meu lado, um barulho de água da pia. Me apresso para ao menos falar um pouco com ele.
Assim que abro a porta, vejo ele de costas passando água no pescoço, jogando os cabelos para os lados se refrescando. A cena toda é muito provocante e não resisto, sinto meu sangue fervilhar nervoso então deixo meu alter ego assumir aproximando devagar e abraçando-o levemente.
Minhas mãos começam a escorrer por seus braços, que se arrepia pelo contato repentino, deliberadamente encosto meu corpo ao seu, colocando meu queixo sobre seu ombro. Sinto sua respiração aumentar e suspirar por conta da minha respiração quente na base do seu pescoço, seu perfume é inebriante toma conta do meu olfato.
— Posso lhe ensinar como se lava as mãos direito. _ Falo perto demais e lentamente, ao mesmo tempo minhas mãos estão junto às suas.
— Seu jeito de ensinar é muito gostoso de aprender. _ Uruha fala tão deliciosamente que vejo seu reflexo do espelho mordendo o canto da boca, então cheiro seu pescoço e digo.
— Sentiu saudades? — Pergunto bem perto do lóbulo da sua orelha, provocando o passando a língua na beirada. Uruha estremece com o contato e responde já amolecendo em meus braços.
— Ahhh...Kai...! Senti sua falta. Fiquei sem entender o que houve, quando me mandou embora. _ Nesse instante minha mão direita desce até sua cintura o puxando mais perto, colando ainda mais minha intimidade entre sua bunda macia.
— Não posso explicar agora.— Continuo explorando seu pescoço agora deixando um beijos curtos, dou um chupão forte e mordo de leve com a ponta de um dos caninos, faço um arranhão que saem gotículas do líquido vermelho que aprecio muito. Uruha geme quando sente a língua no local. _ Saiba apenas que sou o sentimento mais profundo que devia ficar escondido.
— Hummm… Quanto mistério! _ Ele se esfrega em mim aumentando nosso contato, me deixando mais excitado. — Me conte mais o que você sabe fazer ?_ Sua pergunta é feita de modo provocativo ele vira o pescoço e me olha nos olhos passando a língua no lábio superior lentamente mordendo o lábio inferior.
— Sei preparar outras receitas que vão agradar seu paladar. _ Digo encostando meus lábios nos seus, começando assim um beijo calmo que vai se tornando necessitado e nervoso, dando passagem para duas línguas aflitas e desesperadas. Sinto que sua língua tenta entrelaçar na minha preenchendo todo espaço, sua língua é macia e quente e se movimenta muito rápido. Sinto arrepios quando ela toca meus dentes e fica brincando com eles, damos uma pausa para ele tomar fôlego, voltamos a batalha de línguas, um pouco mais lento explorando cada um os lábios do outros com pequenas mordidas na parte carnuda e macia.
Sem perder o ósculo do beijo, minha mão esquerda sobe até seu peito o mantendo encostado em mim. Uruha apoia sua mão esquerda na pia se segurando, no mesmo instante minha outra mão da cintura desce até sua virilha e começo a friccionar seu membro por cima da calça, fazendo o afastar um pouco do beijo para ganhar fôlego e gemer extasiado.
— Mmmmmm… Kaiiii… _ Uruha gemeu o nome do baterista quando sentiu seu membro fazendo volume na calça com meu contato.
Então continuamos o beijo Uruha fecha os olhos e sigo provocando ele, me esfregando contra sua bunda e alisando sua intimidade, levo minha mão até o botão da sua calça com o polegar e o indicador abro ele sem muita dificuldade, ainda com meus lábios colados em seus macios aveludados lábios. Meus dedos seguram a ponta do zíper fazendo ele descer lentamente deixando a calça aberta a ponto de quase cair.
Rapidamente seguro firme sua ereção por cima da sua cueca boxer, vou massageando seu membro endurecido e úmido do pré-gozo. Uruha arfa gemendo algo desconexo, abrindo os olhos vejo o desejo e prazer neles, a cada toque sinto ele estremecer, remexendo e esfregando seu quadril no meu membro que também já se encontra duro. Me afasto dos seus lábios, ele respira fundo ganhando o fôlego para continuar.
— Kouu... tão duro e úmido… — Sussurro no ouvido dele passando a língua na ponta da orelha dando uma mordida de leve — Assim posso querer comer você… Gostosooo!
Desço cheirando seu pescoço, passando a língua na marca roxa que deixei, com certeza é seu ponto fraco que o faz gemer extasiado. Voltamos ao beijo, nunca irei me cansar desse lábios macios, que dou uma mordida na parte carnuda, ele solta um grito meio abafado cessando por um breve momento o ósculo.
— Aii…Kaii...grrrr… _ Continuo dando atenção a seu membro agora dentro da boxer, segurando firme num movimento de vai e vem lento retiro-o um pouco para fora do contato do tecido, o líquido do pré gozo acaba escorrendo por meus dedos lubrificando o contato da masturbação.
Uruha entra em êxtase com o prazer, jogando o corpo para trás e rebolando junto com meus movimentos, sua mão direita agarra na minha bunda e segue apertando conforme vou aumentando a velocidade.
— Ahh…Ka-i...Ma-i-s…rá-pi… _ Uruha não consegue terminar de falar, pois selei seus lábios para acalmá-lo estava muito ofegante e seu coração disparado, parei os movimentos para ficar passando o polegar por sua glande e toda pele envolta com aquele líquido escapando mais um pouco ele iria gozar na minha mão.
— Vamos perder a reunião assim… _ Digo dando beijos curtos e também tirei a mão de dentro da sua boxer encaixando seu membro de volta dentro da mesma, ficando apenas massageando seu volume por fora.
— Ainda temos tempo! Ninguém vai entrar aqui. _ Continuo segurando ele, beijando toda extensão de sua clavícula que faz meu sangue ferver, selo uns beijos curtos. Uruha é um poço de desejo e excitação, passo a língua no arranhão para sentir seu sabor antes de deixá-lo.
— Uruha… tenho que ir! Sou novo aqui. — olho para o espelho, meu reflexo me condena, ele está irado.
”Larga ele agora”.
— Yutaka pare já. _ Falo seu nome alto Uruha fica confuso._
— Mas Yutaka não seria seu nome mesmo ???_ Uruha não entende o que estou falando. — Kai é só um apelido,certo?
— Sim, só um apelido. Meu querido Patinho! _ Continuo beijando seu pescoço, passo a língua pelo lóbulo da sua orelha e sussurro no seu ouvido _ Sou eu simmm. Esse é meu nome se lembre dele, ainda vamos brincar muito.
”Ele não é seu para brincar assim.”
— Se não fosse a reunião Kou, fodia com você aqui nessa pia, seu pato gostoso.
“Nem tente se aproximar mais, do que é MEU.”
“Sempre me atrapalhando no melhor momento né, Kai.”
Acabo sendo obrigado a deixá-lo pois temos compromisso com a reunião, mas não sem antes deixar o Kai nervoso e envergonhado, por me atrapalhar.
— Uruha… quer ser nosso namorado? _ Vejo a ira no meu reflexo no espelho.
“Não creio que você teve coragem de perguntar isso!”
— Me responde depois… Kou-yo-u… _ soletro seu nome dando mais um beijos em sua pele alva agora marcada com chupão que dei e termino com a língua por contornar sua orelha fazendo ele suspirar forte e fechar os olhos.
”Yutaka mandei se comportar, olha só o que você aprontou.”
Me separo dele meio a contragosto, num movimento rápido deixando-o apoiado na pia do banheiro inteiramente excitado, ele abre os olhos não me vendo mais e pragueja.
— KAI...Cadê você? DROGA Yutaka! _ ele resmunga nossos nomes. — Por que você faz isso?
Vou saindo do local deixando ele novamente sem saber o que aconteceu comigo. Não consigo mais me controlar, isso vai pegar mal. A única coisa que meu alter ego fez de bom foi perguntar se ele quer ser meu namorado.
“Na verdade ele será nosso namorado, não deixarei ele escapar e na próxima você não vai me impedir.”
— Como você pode beijá-lo daquele jeito provocante e sensual.
“Ah! Que delícia de lábios macios e aquela língua quente.”
— Chega! Porque você faz isso, sabendo que é errado…
”Há alguns segundos atrás você estava se deliciando com o sabor dos lábios e da mordida que vertia um líquido quente.”
— Que atrevimento foi aquele!
“Viu como ficou grande e duro rápido, quase gozou na nossa mão”
— Só arrumo confusão quando você faz essas coisas.
“Por que tá bravo? Você que permitiu ficou nervoso e não sabia como chegar nele, só ajudei deixando ele no ponto.”
— Olha o estado que fiquei, agora como vou esconder minha ereção?
“Que tal um pouco de água fria.”
— Me deixa em paz, só me faz passar vergonha.
No corredor tem um bebedouro, aperto o botão um pouco de água fria deve resolver, para acalmar meu sangue, com as mãos geladas tento ajeitar minhas partes íntimas dentro na calça, suspiro fundo, molho um pouco o cabelo e estou pronto. Me encaminho para a reunião que já deve ter começado, tá difícil me controlar quando fico sozinho com Uruha.
Meu sangue continua fervendo, sinto que não vou resistir sendo “eu” por muito tempo. Preciso manter o foco na reunião em como ser um ótimo baterista para banda.
Entro na sala e todos já estão lá me esperando para começar. Ruki me apresenta para os produtores e os acionistas da empresa, ele tá empolgado em mostrar suas novas idéias e músicas que andou escrevendo nesse tempo que a banda ficou parada.
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POV URUHA
A reunião já está para começar, ainda estou no banheiro tentando entender o que aconteceu entre eu e Kai minutos atrás. Como pode existir um homem assim, nem em todo o tempo que me descobri como Gay, tinha encontrado rapaz que fosse tão fogoso e tímido ao mesmo tempo.
— O que foi isso !? _ Falo olhando no espelho. — Nem água fria resolve o estado que ele me deixou. Kai e seus mistérios, esse homem vai me levar à loucura. _ Aproximo minhas mãos da torneira e tento encher as palmas com a água fria, levando ao rosto para ver acalmo um pouco e diminuir esse calor.
— Já estou atrasado. O Ruki vai me fuzilar, mais não dá para sair assim._ Seco bem as mãos, respiro fundo, fecho o zíper e o botão da calça tento ajeitar minhas partes para não aparecer muito. Saio do banheiro na direção da sala de reunião.
Sorte que a porta está aberta, vou entrar de mansinho para não dar para perceber que estou muito atrasado. Logo vejo uma cadeira livre do lado do Reita, ali mesmo que vou tentar me esconder.
Naturalmente, sou desastrado assim que entro na sala, meio que tropeço no carpete, quase caindo em cima do Reita. Minha entrada silenciosa foi para o água abaixo, só vejo o olhar furioso do Ruki para mim, abaixo a cabeça e tento puxar a cadeira para sentar.
Reita me olha de cima em baixo, pegando a almofada pequena da cadeira arremessando contra meu baixo ventre, então resmungo com ele o por que dessa grosseria.
— Uruha esconde isso, agora não é hora, para ficar assim. _ Reita fala num tom baixo meio que sussurrando para as outras pessoas não ouvirem. — Onde você tava afinal?
— No banheiro...ocupado. _ falo puxando a cadeira e sentando com a almofada rapidamente. Reita se inclina para falar apenas no meu ouvido.
— Sozinho? Ou tinha companhia? _ Reita fala dando um sorriso malicioso e já sei o que ele quer saber.
— Eu tinha companhia… _ Olho para o Kai que está do outro lado da mesa, todo concentrado no que o Ruki fala. — Como ele pode ser tímido e fogoso em ocasiões e locais diferentes?
— Daqui ele parece normal para mim._ Reita dá só soquinho no meu braço.— E aí! Vai contar o que rolou ou não. Agora fiquei curioso.
— Ele fez de novo, me atiçou, me provocou com um beijo intenso e foi embora. _ Penso que tem dois dentro daquele moreno com covinhas. — Kai age diferente quando estamos a sós, ele é atirado e fogoso. Mais em seguida volta a ficar vergonhoso .
— Detalhes! Quero detalhe! Você está sendo muito vago._ Que vontade de bater nele, querendo saber da minha intimidade. — Ninguém fica com uma marca roxa no pescoço desse jeito apenas indo ao banheiro.
Ruki olha para nós dois conversando, faz sua cara de descontentamento e fúria incluindo um gestos de zíper na boca, que é para ficarmos quietos. Ruki está falando sobre seus projetos e músicas que andou escrevendo, agora com um baterista novo ele pode colocar em prática suas idéias.
São para um lançamento de um novo álbum, para a Banda voltar a ativa. Continua falando sobre o conceito, os figurinos, um possível clipe e o lançamento do single para chamar atenção para o álbum.
Esse será o terceiro álbum da banda, pela animação do Ruki vamos ter muito trabalho pela frente, nem quero pensar nisso agora. Reita me cutuca para saber mais, assim que o Ruki tira os olhos de nós para responder à equipe de produção.
— Nossa! Como você é safado. _ Reita dá uma risada baixa e esfrega as mãos e faz sinal para eu continuar — Ele me agarrou, me beijou muito fogoso, me fez quase ter um orgasmo, me pediu em namoro de um jeito estranho e me largou no banheiro.
— Ah...tá..! Você sempre fica com os esquisitos. A marca roxa no seu pescoço está sangrando.— Reita dá risada, mas colocando a mão na frente para o Ruki não ver. — Que jeito foi esse!
Confirmo passando a mão no pescoço e vejo gotinhas de sangue nos meus dedos, além de me deixar roxo que vou ter que gastar muita maquiagem para cobrir, ele me mordeu e nem percebi. Kai com essa mania de deixar sua marca, esse moreno deve ser um selvagem na cama.
— Até parece que o Ruki é muito normal. _ suspiro e continuo — Nem sei por que ainda sou seu amigo. Você só sabe debochar de mim. _ Seguro a almofada do meu colo e acerto nele de raiva.
— Tá bom ! Me desculpa agora é sério. _ Cruzo os braços e fico olhando para ele tentando ser sério. — Então Kou, vai aceitar o pedido de namoro?
— Vou ter que conversar com ele, pois foi muito estranho ele pediu para ser seu namorado no plural. _ Isso tá martelando na minha cabeça.
— Não entendi também. Explica de novo. _ Reita se vira esperando eu falar com os braços cruzados.
— Foi apenas: Uruha, quer ser nosso namorado? Então ele veio embora para a reunião, me deixando nesse estado que você viu._ Preciso descobrir o que isso significa?
— Como você mesmo disse fogoso e tímido. Certeza que ele quer muito ficar com você, mas fica com vergonha por estar indo muito rápido. _ De certo modo o Reita tem razão. — A única solução é sentar e conversar sobre essa relação de vocês.
— Vou tentar falar com ele depois da reunião._ Fico prestando atenção no jeito do moreno perto do Ruki todo concentrado e atencioso nem pisca.
Depois de uma hora, a reunião acaba. Ruki parece bem feliz com o seu novo baterista, para falar verdade nem prestei muita atenção, pois estava empenhado no papo com Reita, depois vou ter que pegar todas as informações com Aoi ele sempre anota tudo.
Espero todos saírem da sala para tentar conversar com o Kai mas não consigo, pois o Ruki alugou ele e saem da sala juntos falando e nem me perceberam ali parado sendo deixado no vácuo.
Já é bem no final da tarde, fomos liberados por Takanori-san por ser sexta-feira até que fim um final de semana livre para descansar um pouco. No corredor me aproximo do Kai, que fica todo envergonhado tirando um papel dobrado do bolso e me entrega.
— Uruha-san, esse é meu número de telefone. Pensa na resposta depois me liga. _ Fico sem ação, ele junta seu sobretudo e chapéu. — Tenho que ir embora, acertar as coisas no restaurante para amanhã.
— Kai, precisamos conversar sobre o que houve ? _ Ele me olha e sorri mostrando uma das covinhas .
— Quero muito ter essa conversa com você, Uruha._ Ele leva sua mão no meu rosto acariciando minha bochecha e sela um beijo rápido. — Mas agora não estamos cansados, use esse tempo para pensar. _ Kai fala se afastando indo para o elevador, me deixando ali estático no meio do corredor.
— Gostei de passar o dia com você, Yutaka.— Fico olhando ele quase entrar no elevador quando falo.
— Amei ficar mais próximo de você, Kouyou... — Ele vai embora todo envergonhado, me deixando sem entender por que ele faz isso.
Ah! Esse homem e seus mistérios. O que será que ele esconde.
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