Notas iniciais
#antes mesmo de chegar já é apedrejada#

Droga, como podem ver, eu atrasei novamente. Enfim... Sinto muito! E esse é o penúltimo capítulo da fic!

Pois é... Enrolei séculos para postar 5 capítulos #fail

Sério, mas vou tentar não atrasar no próximo.

Misaki não sabia se podia ficar mais irritada do que já estava.Como ela pode acreditar que Usui realmente estaria sendo prestativo?
Só em seus sonhos mesmo. Havia saído tão depressa e tão furiosa do Maid Latte que nem se quer prestara atenção aonde viera parar.

Virou-se para os lados tentando entender que lugar era aquele.

– Droga... – Tentou situar-se, mas não foi tão fácil assim.

Pelos seus cálculos, ali era o subúrbio da cidade... Quase tão longe quanto a sua casa. Mordeu o lábio inferior e tentou refazer o caminho por onde começara.

Com um minuto de caminhada, ela desistiu. Não fazia a mínima idéia de onde estava. Tirou o celular da bolsa e fez uma ligação.

Suzuna não atendia ao telefone.

“Mas que diabos...” – E tornou a ligar novamente.

Mas de nada adiantou. A irmã mais nova provavelmente estava em algum sorteio.

Um nome passou pela sua cabeça, mas Misaki logo desistiu da opção. Era preferível ficar perdida no meio do nada. Bufou com irritação e parou por um instante como se esperasse que um milagre caísse do céu.

Mas algo bem diferente de um milagre aconteceu.

Três rapazes com aparências nada amigáveis vieram em sua direção. Percebendo a aproximação, Misaki tentou retroceder, mas já era tarde de mais.

– Para onde pensa que está indo? – Perguntou o de cabelos verdes.

Ela trincou os dentes. Se ao menos pudesse retirar o celular sem que eles vissem...

– Responda gracinha... – O moreno tentou tocar o rosto da garota com as mãos, mas esta se desviou.

“Será que ninguém está vendo isso?” – Olhou para os lados tentando procurar ajuda.

– Nem pense em gritar – O ruivo do meio, que também aparentava ser o mais velho, segurou seu braço esquerdo.

Mas não foi bem isso o que ela fez. Com grande rapidez, a garota chutou as pernas daquele que a segurava, fazendo-o tombar no chão e pôs-se a correr enquanto tirava o celular.

Discou automaticamente o número que estava gravado em sua agenda e esperou atender. Nesse instante os perseguidores já corriam atrás dela.

“Atende... Atende...”

– Alô?

– USUI! – Gritou.

Um suspiro foi ouvido pelo telefone.

– Francamente, você poderia não se meter em confusão só por alguns segundos?

Ela ainda corria e ofegava por isso nada respondeu.

– Pode parar de correr.

– Está ficando louco?! Quer que aqueles maníacos me peguem? Eu poderia muito bem lidar sozinha com um deles... Mas três?

– Confie em mim.

Ela realmente não queria fazer isso... Mas talvez fosse involuntário. Por fim, acabou parando. Com um urro, um dos perseguidores deslizou até seus pés.

– Mas o que... – Disse, virando-se, ainda com o celular no ouvido.

– Ayuzawa, está gastando créditos à toa – Uma voz dupla disse.

Movendo um pouco mais o olhar ela deparou-se com um sorriso irritantemente conhecido.

– Usui!

Ele apenas continuou a sorrir de maneira sedutora. Os outros dois rapazes que o cercavam o olharam com desprezo e o moreno investiu contra ele. Num contra-ataque, o loiro o derrubou com facilidade assim como fez com o outro.

– Tire esse celular do ouvido – Avisou, vindo em sua direção.

Ela imediatamente o fechou.

– Vamos embora... – Mas a garota ainda não conseguia sair do lugar, foi necessário que Usui a segurasse pelo braço para que se movesse.

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– Posso perguntar uma coisa? – Usui disse enquanto Misaki abria a porta de sua casa.

– Pergunte, é o jeito mesmo – Disse desanimada.

– Por que você sempre tem o dom de se meter em confusão quando eu não estou por perto?

Ela não respondeu. Infelizmente era verdade. Mas ela mesma não tinha culpa.

– Sempre tem algum maníaco atrás de você... – E tocou o rosto da garota com as mãos – Por isso acho que tenho que ficar de olho 24 horas por dia.

A garota afastou a mão dele com um safanão.

– Deixe de idiotices. Tá, tá... Eu agradeço por ter me ajudado. Satisfeito?

– Não totalmente... – E tentou novamente aproximar-se dela, sem sucesso.

– Pronto. Tudo resolvido. Agora quer fazer o favor de ir embora? Tenho que me preparar paracompetição. Não esqueci o que você fez.

O garoto dá um sorriso irresistível, fazendo uma cara angelical, como se não soubesse do que ela estava falando.

– Não quer me convidar para entrar? – E a puxou contra o seu peito.

Ela corou violentamente. Ficou atordoada por alguns segundos.... Mas logo em seguida, recuperada, o empurrou.

– NÃO! Vá para casa Usui. E... Droga... Obrigada.

Ele riu belamente.

– Disponha – E acenou, retirando-se.

Quando o rapaz finalmente saiu das vistas de Misaki, foi quando ela entrou em casa. Despiu-se e vestindo algo mais leve para dormir. Foi então que sentiu algo completamente estranho.

Talvez fosse a preocupação com as provas... É, devia ser só isso mesmo.

“Que diabos você está pensando, Misaki...” – Pensou antes de finalmente cair no sono.

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O dia seguinte passou muito rápido. A rotina no colégio foi a mesma: ralhar com os garotos, evitar Usui, ajudar Yukimura, ignorar os Três Idiotas...

Nada fora do normal.

Para falar a verdade, ela viu Usui pouquíssimas vezes. E ele não apareceu no Maid Latte.

“Talvez esteja se preparando para as provas de amanhã” – Pensou.

Mas não tinha certeza. As coisas eram realmente estranhas quando ele não estava por perto. Dessa forma não poderia prever seus movimentos.

“Baka Usui...”

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Na manhã da competição, Misaki acordou atordoada. Passou a mão pelo rosto, ainda sonolenta, mas lembrou-se do compromisso.
Correu como uma louca, vestindo-se às pressas, escovando os dentes, penteando os cabelos num rabo de cavalo apertado e calçando os tênis.

Yosh!

Desceu as escadas com pressa, pegou um Onigiri em cima da mesa e despediu-se de Suzuna.

Foi correndo até a escola, como se isso a ajudasse a praticar. A instituição estava rodeada de gente, alguns até que não eram do colégio Seika.

“Não lembrava de que a competição seria pública...”

Assim que entrou, avistou Yukimura, que estava com uma prancheta.

– Kaichou! Finalmente você chegou... Já estão todos reunidos na quadra principal – Disse sorrindo.

– Estou muito atrasada? – Perguntou.

– Não tanto! Na verdade, os jurados foram que se atrasaram.

Ela suspirou aliviada.

– E Usui? – No fundo ela rezava para que ele tivesse desistido.

– Já está na quadra.

Ela confirmou com a cabeça e se retirou.

– Boa sorte! – O frágil garoto gritou de longe e a Kaichou retribuiu com um sorriso.

Assim como Yukimura havia lhe dito, o enorme espaço que seria realizado a competição estava lotado de gente. Pessoas gritavam ansiosas pelos seus “candidatos a Kaichou”. Os professores corriam de um lado para o outro, dando os toques finais.

E os participantes estavam todos em linha reta... Com roupa de gala.

Roupas de gala?!

– Mas o que está acontecendo aqui? – Ela exclamou em voz alta.

– Oh, bem vinda Kaichou – Uma voz irritantemente conhecida a chamou no meio dos participantes.

– Usui seu maldito, por que não me avisou dos trajes?!

E por falar em trajes, o loiro estava tão ricamente vestido que ofuscava todos os outros que ali estavam. Os cabelos estavam penteados para trás, o smoking preto realçava seus olhos verdes.

– Você não leu o regulamento? – Perguntou calmamente.

E pior que ela realmente não tinha lido.

– N-Não, mas...

– Mancada sua – Disse apenas.

– Mas e agora? Será se vão me impedir de competir?

– Acho que não. Mas com certeza perderá alguns pontos importantes.

– Ora seu...

E antes que pudesse terminar, uma corneta soou.

– Atenção todos os participantes! As provas surpresas serão ditas agora. Prestem todos muita atenção, pois nada será repetido. Lembrando que os que não estiverem com os trajes adequados, descritos no regulamento, perderão automaticamente 10 pontos.

A garota remexeu-se incomodada.

– A primeira prova será de tempo! Os participantes deverão recolher um determinado número de objetos em menor tempo dos presentes na quadra que se relacionem ao tema que lhes for sorteado – E apontou para uma urna cheia de papéis – A segunda será de representação! Os participantes terão que atuar como os personagens que lhes forem selecionados. E a terceira e última prova... Só será revelada para os finalistas. Agora... MÃOS A OBRA!

“Se as provas são essas... Então para que as roupas?”

Todos correram para a urna que guardava os temas. Misaki ainda não acreditava na banalidade das provas e quase suspirou aliviada quando as ouviu. E foi em direção ao único papel que sobrara no compartimento. Ela venceria facilmente.

Com tanto que Usui não a atrapalhasse.

----------------- Continua -----------------

Notas finais
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*--*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.