Kabi no Kami

2 Ilha Shinku


—Acho que aqui não é Dare no Tochi! — Kiryu fala olhando o mapa, mas só percebeu agora que ele entrou na maior ilha do mundo.

—Onde estamos então? — Keita pergunta, observando a ilha.

—Estamos na Ilha Shinku! — Kiryu fala, triste.

—Ilha Shinku? Aquela que, no outono, cria monstros horríveis e se movimenta pelo planeta? — Hamatsu pergunta, assombrado.

—Sim. E sabem qual é o nosso pior azar? — Kiryu pergunta, arregalando os olhos.

—Não! — Hamatsu e Keita respondem.

—É que para atravessar a ilha, nós podemos levar de 4 a 5 dias! — Kiryu fala.

—Isso não é problema! — Keita responde.

—Acontece que estamos a três dias do outono... — Kiryu fala e parece que um eco ecoa na ilha.

—O quê? Tem certeza disso? Você deve ter errado, estamos no verão! — Hamatsu torce para que o que Kiryu falou não seja verdade.

—E outra coisa ainda vem por aí! Essa ilha é conhecida por: Kurija no Shima (Ilha dos Assassinatos)! — Kiryu faz um eco novamente.

—Droga! Nunca vamos chegar a Dare no Tochi... — Keita fala

—Por que não voltamos para Dare no Mizu até o outono acabar? — Hamatsu pergunta.

—A guerra está se intensificando lá! E o outono são três meses. Eu não esperaria tanto tempo para me tornar kabihunter! — Kiryu fala.

—Então vamos ter que achar um método de passar pela ilha em menos de três dias! — Keita fala.

—Mas, e os monstros? Como vamos passar por eles? — Hamatsu pergunta.

—Vamos ter que improvisar... — Kiryu fala.

—Isso não vai dar certo, Kiryu... — Keita se preocupa.

—É só pensarmos positivo, Keita — Kiryu reflete.

Vila da Terra

—Você ficou sabendo? — Um homem pergunta ao outro.

—Do que? — O outro pergunta.

—Foram avistadas três crianças na Ilha Shinku em pleno Paminko [Paminko se refere ao período pós-outono (cinco dias antes de começar o outono). No outono as embarcações ficam inativas por causa da Ilha Shinku que se movimenta, destruindo os barcos].

—Não acredito!

Vila da Água

—Mana você ficou sabendo das crianças corajosas? — Um garoto pergunta para uma garota.

—O que elas fizeram? — A garota pergunta.

—As três crianças estão na Ilha Shinku no período de Paminko!

Vila do Fogo

—Nossa! Olha o que eu acabei de ler aqui no jornal! — Uma mulher mostra o jornal para a outra.

—Mas em pleno Paminko?

Vila do Ar

—Lyuga, nosso filho está na Ilha Shinku em pleno Paminko! — Um homem fala para uma mulher, os dois estão numa cela, presos.

—E agora? O que vai ser dele? — A mulher pergunta.

Ilha Shinku

—Será que estamos perto do fim da Ilha? — Hamatsu pergunta, cansado.

—Ainda falta muito! Não andamos nem dez por cento! — Kiryu indaga, também cansado.

—Que tal se acelerarmos um pouco o passo? — Keita pergunta, indo mais rápido que os dois que já estão cansados.

—Calma, já está escurecendo... Vamos descansar um pouco... — Kiryu senta e fecha os olhos.

—Droga! Taizai foi um ótimo irmão... — Hamatsu abaixa o rosto, lembrando-se de seu irmão que morreu.

—Lamento... — Keita pronuncia com pena de Hamatsu.

—Ei, por que vocês não vão dormir? Amanhã acordaremos cedo para continuar a caminhada. Só temos dois a partir de amanhã... — Kiryu deita, dormindo instantaneamente.

—Éer... Ele tem um sono bem leve... — Hamatsu fala, bocejando. Depois ele se deita e dorme também.

—Hm... — Keita senta, mas não consegue dormir porque tem saudade de sua família. Segundos depois de ter sentado, ela ouve uma voz masculina como um eco em sua mente.

—Eu sou A Ilha! Vocês têm menos de 52 horas para saírem da ilha! Não terminem a vossa caminhada, eu aconselho, pois não terão tempo suficiente para atravessar a ilha...

—Onde está você? Você está na minha mente? — Keita pergunta, olhando de um lado para o outro.

—Keita, está ficando maluca? — Kiryu acorda com o barulho de Keita.

—Desculpe... Eu já vou dormir... — Os dois dormem. No dia seguinte, eles levantam cedo para continuar a travessia.

—Acordem! Acordem! — Kiryu grita para que os outros acordem.

—Mas já? Devem ser umas quatro horas da manhã! Nem o Sol acorda tão cedo assim... — Hamatsu se levanta com cara de sono.

—Acorda Keita! — Kiryu grita mais uma vez.

—Ham? O que? Já é de manhã? — Keita pergunta vendo a escuridão.

—Precisamos continuar a jornada! Desse jeito não vamos atravessar a ilha... — Kiryu fala.

—Antes de irmos, eu preciso contar uma coisa — Keita conta tudo o que aconteceu depois que Kiryu e Hamatsu dormiram.

—Você não estava muito nervosa na hora? Pode ter sido uma alucinação... — Hamatsu deduz.

—Não! Era muito real...

—E o que vamos fazer então, Kiryu? — Hamatsu pergunta.

—Se voltarmos, onde ficaríamos? — Kiryu se dirige a todos.

—Não sei... — Keita e Hamatsu respondem.

—Pois então...

—Mas você esqueceu-se de uma coisa, Kiryu? — Hamatsu vira para Kiryu.

—O que?

—Mesmo que conseguíssemos atravessar a Ilha Shinku, nós poderíamos sair dela, pois correríamos o risco de ser atropelados por ela no nosso barco. Ou seja, vamos ter que ficar aqui por três meses inteiros.

—Xiii, é verdade... Não tinha pensado nisso! Então, vamos formular uma “reunião” onde todas as ideias são todas bem-vindas.

—Hm... — Keita pensa.

—E se fizéssemos uma coisa que voasse? Nós poderíamos subir nela e sair por aí, voando — Hamatsu é o primeiro a dar ideia.

—Não temos recursos suficientes... — Kiryu cita um fato importante.

—Acho que a única coisa que nos resta é ficar esperando até o outono acabar... — Keita fala, pessimista.

—Não, deve haver alguma coisa que possamos fazer! — Kiryu tenta pensar para ter uma ideia.

—Acho que a Keita está certa... — Hamatsu fala com um ar de tristeza.

—Vocês são tão pessimistas... — Kiryu fala.

—Mas não há mais maneiras de conseguirmos sair daqui... — Keita fala.

—Tudo bem, então... Mas vamos ter que ficar no litoral norte da Ilha. Lá, construiremos uma casa de madeira. E, de qualquer forma, enfrentaremos monstros. Vamos andando! — Kiryu fala. Eles continuam seguindo em frente.

—Vamos ter que ficar três meses comendo coco? — Keita pergunta, pois não gosta muito de coco.

—Não. O mar é rico em crustáceos e peixes — Hamatsu avisa.

—Pelo menos isso para diferenciar na alimentação — Kiryu sorri. Enfim, acaba o Paminko e chega o primeiro dia do outono. Eles ainda não chegaram ao litoral, mas falta pouco.

—Acorda gente! — Hamatsu grita, de longe.

—O que foi? — Keita pergunta, acordando. Kiryu também acorda.

—Venham ver o tamanho disso aqui! — Hamatsu aponta para uma coisa que eles não conseguem ver direito por causa das árvores.

O quão grande será esse monstro?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.