KOURIN

17 Festa, carreiras e... Mensagem indelicada


Notas iniciais
Hoee! Tudo bom? Queria primeiramente agradecer a todos que atenderam meu pedido e enviaram reviews. Não foram muitos, na verdade quase ninguém (chorando), mas senti que os que o fizeram, fizeram para me motivar e realmente estão gostando e querem continuar lendo (nao estou me achando autora da melhor fanfic do mundo, n entendam errado), então resolvi que por eles, vou continuar o trabalho até ele chegar ao seu fim correto. Obrigada a vocês, leitores que acompanham e tiveram o carinho de enviar algo, e também a vocês que me ignoraram mas ainda sim estão lendo cada capítulo. Não detesto ninguém e só tenho a agradecer pelo apoio, mesmo silencioso. N acho o ideal, mas ja é algo não é? Bom, é isso aí! Ah, mudei a numeração dos capítulos de novo...... desculpem! Mas acho que agora ficou perfeito hehe! Vamos ao que interessa pra vocês: Capítulo 17 saindo mais cedo porque eu senti vontade. Boa leitura!!

Tudo estava bastante constrangedor quando Nanami nos chamou para descer. Fiquei tão aliviada que quase a abracei quando chegamos à mesa. Quase.

– Ai, Nanami-san, isso está delicioso! Eu adoro carne vermelha! — Nao praticamente lambia os lábios e minha irmã sorriu de orelha a orelha. Concordei com ele mentalmente e pensei que devia elogiar mais os pratos que ela preparava. Realmente eram muito gostosos.

– Onee-chan, vou sair com os meninos amanhã. — falar aquilo soou muito estranho para mim. Nunca tive amigos homens e jamais me passou pela cabeça que um dia iria num passeio com três de uma vez sem nenhuma outra garota.

– Tudo bem, só não volte tarde. Não vou te prender em casa porque não sou a mamãe, mas você ainda tem 15 anos. — respondeu prendendo o cabelo.

– E você só tem 21. — lembrei a de rabo de cavalo.

– Isso me dá certos direitos legais. Inclusive sobre você.

– Você está sob a guarda dela, Kourin. Esqueceu? — Haruka entrou na conversa.

– Kourin-chan só tem 15 anos? Que pequena! — Nao voltou a falar e riu.

– Não sou a mais nova aqui! — declarei — Certo, Kyo?

– Eu fiz 16 algumas semanas atrás... Desculpe. — ele tentou, sem sucesso, segurar uma risada.

– E você, perna-longa? — Haruka quis saber. Parecia se divertir com minha pequena humilhação.

– Eu? — Asuma não conhecia seu novo apelido ainda. — Farei 18 em um mês.

– Um mês?! — não esperava por isso. Ele era muito mais velho que eu! A mesa olhava assustada para mim e percebi que perguntei um pouco alto demais.

– Sim. Por quê? Vai me comprar um presente? — perguntou brincalhão.

– Ai, meu deus! Devíamos fazer uma festa! — Nao estava se empolgando cada vez mais com o papo. Ele lembra que conheceu Asuma apenas há uma hora? O mais velho olhou desconfiado para o de óculos.

– Eu adoro festas! — Nanami bateu palminhas e sorriu olhando para a namorada que fez cara feia.

– Agora que é maior de idade, tudo bem. — Haruka parecia distante e sem que ninguém além de mim percebessem, melhorou o humor e deu um leve sorriso.

– Teremos uma festa então? — Kyo estava tímido, mas senti que gostou da ideia. Asuma estava confuso e acho que só eu acompanhava seu estado de espírito.

Continuamos conversando mesmo depois do assunto da festa. Nada ficou de fato acordado, mas duvido que Nao ou Nanami deixariam essa oportunidade passar.

Falamos sobre a escola, sobre minhas aulas particulares que começariam na segunda-feira e sobre carreiras. Aproveitei para descobrir, com muita sutileza, o que Nanami cursava na faculdade: pedagogia. Quase caí morta. Tinha que ser a nerd da família...

Kyo disse que pensava em seguir carreira diplomática e Haruka contou sobre seu sangue inglês. Todos ficaram interessados em ver seus olhos azuis e ela teve que prometer mostrar após o jantar. Percebi que apesar de sua dureza inicial, ela demonstrava muito boa educação em certas situações e também deixava transparecer ter jeito com crianças. Não que eu nos considere infantis, mas ela tem 27 anos e deve nos enxergar como se fôssemos um bando de pirralhos escandalosos.

Nao deixou bem claro que seria um ator famoso e faria o papel de galã em todos os doramas dos quais participasse. Rimos de sua declaração tão confiante, mas não tanto quanto eu quis rir quando Asuma respondeu que faria fotografia.

– E você, Kourin? — perguntou enquanto limava as lentes da armação com um guardanapo.

– Nunca pensei muito sobre isso... — assumi constrangida. Todos pareciam saber o que queriam menos eu.

– O que você gosta de fazer? — Kyo notou meu nervosismo e tentou ajudar.

– Tem algum talento? Digo, além de ser linda? Ai, e se você fosse modelo? — Nao me assustava toda vez que pronunciava "ai" com uma voz mais fina.

Asuma fechou a cara e encarou o menor. Kyo alternava o olhar entre os dois rapazes quando parou e suspirou balançando a cabeça de um lado para o outro. Depois voltou-se para mim e li em seu olhar que pedia desculpas pela burrice e incapacidade do irmão mais velho em perceber que Nao não estava nessa jogada.

Sorri e foquei nas perguntas.

– Acho que gosto de... — droga, do que eu gosto?

– Você é bem briguenta. — Haruka deu opinião. — Poderia ser delegada ou advogada.

– Ela está certa, Kourin. — Nanami sorriu levantando-se para levar os pratos à pia. — Acho que é seu maior talento. Fora se meter em encrencas...

– Fala sério! Imagine a Kourin, com essa carinha de patricinha tendo de apreender um criminoso. — Asuma caiu na gargalhada e todos o acompanharam. Até o presidente me traiu naquela piada sem graça.

Idiotas.

X

Nossos convidados demoraram pouco a se despedir depois que Haruka tirou as lentes de contato.

– Estou destruída. — declarou jogando-se no sofá. Minha irmã se juntou a ela e suspirou. Parecia cansada também.

– Acho que vou tomar um banho e dormir. — avisei.

– Espera, pirralha. Da próxima vez que eu te mandar uma mensagem de texto, responda. Nami ficou preocupada quando você demorou a chegar, mesmo eu tendo dito que avisei sobre eu não poder te buscar hoje na escola.

Essa não... O celular. Como pude esquecer disso? Então Haruka não me abandonou. Foi só uma falha na comunicação.

– Meu telefone quebrou na hora do almoço... Eu nem recebi essa mensagem.

– Como isso aconteceu? — minha irmã parecia zangada.

– Caiu no chão. Não foi minha culpa! — tratei de explicar.

Ela disse que teríamos de usar o dinheiro mensal que ganhávamos para comprar um novo, e que eu teria que ligar para nossos pais e avisar sobre o ocorrido. Gemi ao pensar nisso. Apesar de sentir falta dos bobões, ainda estava com raiva pelo que fizeram e não fazia parte de meus planos falar com eles tão cedo.

Infelizmente eu não tinha escolha e por isso prometi que ligaria amanhã antes de sair de casa.

X

Já deitada, refleti sobre o dia de hoje e lembrei de Yuka e sua mensagem enorme que não cheguei a ler. Será que está esperando minha resposta até agora? Parecia ser algo importante...

Fitei meu notebook em cima da escrivaninha e me toquei de que ele também era uma ferramenta de comunicação. Nunca me interessei por redes sociais e confesso que nem mesmo sabia como funcionavam a maioria delas. Yu-chan dizia serem perda de tempo e eu imaginei que ela sabia do que falava.

Levantei da cama e liguei o lento. Alguns minutos depois, pesquisei por "redes sociais" e esperei algumas conhecidas aparecerem. Eu não era tão leiga assim no assunto, mas queria saber quais eram as mais utilizadas no momento e descobri, chocada, que o orkut havia sido banido para sempre. Tentei lembrar da época em que quis criar uma conta no mesmo: mamãe por pouco não me proibiu de encostar no computador lá de casa. Parando para pensar, ela estava certa. Eu era realmente muito nova.

Resolvi me inscrever no facebook para começar. Não foi difícil e ele mesmo abria portas para outros sites como instagram, twitter e outros. Achei melhor não me empolgar e me concentrar apenas no azulzinho por enquanto.

Depois que preenchi algumas informações básicas, me foram sugeridas várias pessoas para adicionar a minha lista. Não sabia se queria todos aqueles conhecidos como "amigos", mas não tinha nada a perder só por clicar no botão ao lado de suas fotos.

Fui passando pelos nomes e estava ficando entediada pelo movimento repetitivo de baixar a tela quando me deparei com três que me chamaram a atenção: Surime Hana, Megura Asaka e Watanabe Mei.

Senti vontade de cuspir em seus rostos super maquiados que tinham expressões provocativas. Asaka era a pior pois além de tudo, ainda deixava parte dos seios a mostra num decote desnecessário para uma foto de perfil.

– Barbies... — falei com desgosto e ignorei seus botões de "enviar pedido de amizade". De jeito nenhum eu teria alguma relação com elas, mesmo que fosse uma virtual e insignificante.

Continuei a tarefa entediante mas mais um nome extremamente familiar apareceu: Oosaki Yuka.

No entanto, não era a minha Yuka que estava estampada no quadrado fotográfico. Os cabelos tinham o mesmo tom de laranja, mas fora isso, nada era semelhante. Quem era aquela menina com o mesmo nome que minha melhor amiga?

Não resisti a curiosidade e fui até sua página principal. Muitas informações me foram apresentadas, mas não conseguia conectar todas a um sentido comum então decidi ir para seus álbuns. Não havia muito para se ver e tive de ampliar uma foto de turma para perceber que aquela era a escola onde eu havia estudado no primário. Me encontrei na imagem e procurei por Yu-chan. Estava não muito longe devido aos nossos sobrenomes serem sequenciais quando postos em ordem alfabética.

"Eu com meus antigos óculos fundo de garrafa... Por que ninguém me avisou? #socorro #feia" era o que dizia na legenda da postagem. Essa tal de Oosaki estava na foto então? Além de minha amiga, somente dois meninos os quais não me lembro o nome, estavam de óculos. E foi nesse momento que a ficha caiu.

– Essa garota é a Yu-chan! — gritei.

Ouvi passos no corredor e minha porta se abriu.

– O que foi, Kourin?!

– Nanami, olha isso! — girei o notebook em sua direção — Essa é a Yuka!

Ela demorou a entender o que estava acontecendo, mas quando fixou os olhos na foto de perfil, arregalou os olhos.

– Impossível! — gritou também. — Ela está de lentes de contato?

– Isso é o que menos importa aqui! — apontei para seu rosto na tela — Ela abusou demais da maquiagem e não sei como, está de cabelo comprido.

– Isso é mega-hair, Kourin. — explicou ainda fitando a pessoa que nós duas pensávamos conhecer. — Desde quando você tem facebook, aliás?

– Acabei de criar uma conta e me deparei com isso. O que eu faço?

– Como assim?

– O que eu digo pra ela? Tá parecendo uma piranha!

– Bom... Vocês são muito próximas. Acho que vale avisar sobre a produção exagerada. Fale com ela por aqui. — Nanami baixou o corpo para mexer no computador e abriu uma pequena janela de bate-papo com Yuka.

Agradeci e ela pareceu não estar mais interessada no que aconteceria. Me deu boa noite e saiu do quarto fechando a porta com cuidado como sempre.

Fiquei parada por um tempo sem escrever nada pois realmente estava chocada. Conheci aquela menina quando ainda estávamos no jardim de infância e foi ela quem me ajudou a pintar dentro das linhas. Lembro que logo no início do primário, um garoto mais velho tentou roubar sua boneca favorita e eu tive de bater nele para acabar com a confusão. Claro que ele tentou revidar, mas nossa professora nos separou a tempo. Yuka sempre ficava feliz quando eu a defendia.

Já mais crescidas, éramos constantemente excluídas pelos outros alunos que gostavam de implicar com a pequena de óculos e com a marrenta de pavio curto. Por isso, ficamos cada vez mais próximas até chegar ao nível atual.

Ou seja, eu sei tudo sobre Oosaki Yuka e aquilo que eu estava vendo na rede social não era ela.

Parando para analisar, aquela ideia de dar uma festa de início das aulas também não tinha nada a ver com sua personalidade tímida e recatada. Os pais dela, dois advogados de sucesso, sempre deram a melhor qualidade de vida possível para sua única filha e sua etiqueta era impecável. Duvido que eles deixariam algo como uma festa cheia de adolescentes acontecer dentro de sua própria casa. Não enxerguei isso antes porque estava focada em me vingar das garotas que me fizeram ser expulsa na primeira semana de aula no ensino médio.

O que poderia ter acontecido para resultar naquela mudança brusca de comportamento?

– Acho que só descobrirei se perguntar. — me conformei já preparando o emocional para digitar na janela de bate-papo.

"Yu-chan?" enviei ao apertar a tecla enter e meu coração disparou de ansiosidade. Será que responderia logo?

Alguns segundos depois vi um balão de fala pequeno surgir abaixo de minha mensagem e nele continha reticências que sumiam e tornavam a aparecer. Concluí que devia significar que ela estava digitando.

"Kourin?" foi o que veio enfim.

"Sim." mandei sem rodeios.

Os pontinhos voltaram a me torturar e o que li em seguida fez com que eu engolisse em seco.

"Ora ora... Não esperava te ver por aqui. E também não achei que teria coragem de me procurar depois do sms que enviei. Parece que me enganei hahaha! Sua cara de pau sempre me surpreende."

Nem tive tempo de dizer algo, pois as reticências vieram pela terceira vez e esperei para ver o que elas me trariam agora.

"Não faça nada que te humilhe ainda mais... Considere como um conselho de... Amiga hahaha! De qualquer maneira, foi tolice minha pensar que seria tão fácil de se livrar de Naruma Kourin, a garota problemática. Não vou perder mais tempo aqui, então dá licença e me permita, pelo menos uma vez, ter uma vida interessante sem me arrastar com você para a sarjeta dos fracassados. Adeus, Kourin. Espero que esteja curtindo sua nova vida... Eu estou."

Quando acabei de ler, vi uma nova mensagem do próprio sistema dizendo que não era mais possível falar com aquela pessoa. No desespero, tentei recarregar a página, mas algo pior aconteceu:

Agora, nem mesmo o seu perfil podia ser visualizado.

Notas finais
-Lembrando dos links no meu perfil que mostram a imagem que tenho (mais ou menos) de cada personagem! -Ainda sim vou pedir. N custa: comenteeeeeeeeeeeeeeeeeem huahuahua. Beijos e até, seus bonitos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.