Notas iniciais
Um capitulo para conhecerem os demais personagens... Espero que gostem...

P.D.V — Detetive

Eu estava cansada de ficar sentada em meu escritório em uma tarde monótona como a de hoje, então saio para a varanda, acendo um cigarro e observo as pessoas, pequenas formigas, andando nas calçadas abaixo de meu prédio.

-Licença Senhora Sayuri, chegou um embrulho em seu nome, coloquei em cima da mesa e já estou indo para casa, ok?

Dispenso minha secretária e entro, indo direto para minha mesa procurando pelo embrulho, na esperança de ser algo que desse um pouco de ação ao meu dia. Não me decepcionei, embora preferisse não ter desejado tal coisa, dentro do envelope havia uma foto de uma cena de crime que não se comparava a nada que tivesse visto antes em outros casos, na foto um corpo mutilado se evidenciava, braços e pernas formando um K pendurado na parede. Logo que vejo a foto não êxito, ligo para meu chefe pedindo a permissão para que fosse feita uma investigação no local do crime, cujo endereço estava escrito atrás da foto em letras garrafais.

Alguns minutos depois de protocolos consigo a autorização e marco de me encontrar com a equipe Florence no local do crime. Pego meu carro e saio apressada querendo ser a primeira a chegar e analisar a sádica e maravilhosa obra de arte feita pelo mais genial assassino de Los Angeles.

A pequena casa de madeira se localiza em uma floresta no meio do nada, o lugar sombrio, perfeito para assassinatos. Saio do carro e pego meu material de trabalho no porta malas do carro, ando vagarosamente até a porta que está escancarada, deixando o cheiro metálico do sangue ser levado pelo ar, até chegar em minhas narinas, um cheiro inebriante. Entro com muito cuidado para não danificar as provas, ascendo à luz e vejo uma cena que a muito deixou de me enojar e que agora passei a ter uma adoração particular. As paredes e o teto estavam manchados e respingados pelo sangue já seco e enegrecido, a cama no canto estava desarrumada com um peculiar olho sobre o travesseiro, na parede oposta era possível ver os braços e as pernas mutilados, com uma goteira em cada um deles, e ao seu lado a cabeça da vítima pendurada pelos tufos de cabelos restantes, era possível ver qual olho fora arrancado. O mais estranho é que onde o olho fora arrancado o crânio e a carne estavam corroídos como se tivessem sido serrados ou lixados, uma gosma avermelhada com o que parece ser partes do cérebro escorria de seus orifícios. E logo acima a palavra ASSASSINA escrita em sangue se destacava. Seria K, um justiceiro psicopata?

Escuto o barulho dos carros se aproximando e deixo meu momento de adoração se esvair, assumo então meu papel de detetive justiceira, passo a analisar a cena do crime com uma minucia perfeccionista. Não encontro nada que me interesse, então sento no chão do lado de fora e espero os faróis cortarem as arvores a minha volta. Aos poucos vejo o carro de meu parceiro chegar, com diversos carros atrás do dele.

-Ai está você, agora sei por que não me atendeu, que fim de mundo é esse.

-Vamos entrar Rue. –Disse, sabendo que as palavras que ouvira saindo de sua boca seriam as últimas. Rue Ryuuzaki, meu misterioso e silencioso ajudante.

Ele entra, observa a cena do crime e senta de sua forma peculiar no chão esperando pelos legistas entrarem logo depois, fazendo todo o processo de investigação, como sei que não vou conseguir nada além de murmúrios saindo de sua boca, entro no cômodo adjacente, um banheiro. Ascendo a luz e me surpreendo ao ver um papel deixado sobre a pia, pego-o com cuidado e abro-o lendo o que está escrito a sangue com a mesma letra presente na foto.

¨ 17 de novembro

1530¨

O que afinal de contas isso significa?

Notas finais
eeu sei , está pequeno, mas é apenas uma introdução ao ponto de vista da detetive Yaoi Sayuri... Comentários?