Kümby

3 Sr. Tumnus


Notas iniciais
Esta um pouco curto e confuso....Bom, sempre esta confuso e... curto...?

PDVEllyon

Surtei quando senti algo gelado cutucando meu braço. Começei a gritar e acho que isso acordou meu irmão (ops).

Um latido interrompeu meu ataque cardíaco e parei de gritar. Fred e eu trocamos olhares surpresos e localizamos a origem do som: era um cachorro! O cachorro mais meigo que já vi em toda a minha vida! É o tipo de cachorro que fica rodeado de pessoas numa feirinha de doação.

_ Ai, que coisa mais fofa!!!!! – gritei na hora em que me ajoelhava para acariciar aquela bolinha felpuda branca e marrom de olhinhos pretos.

_De onde ele surgiu? – indagou meu irmão

Ignorei a pergunta cuja resposta eu não sabia e peguei-o no colo. Ele tinha mais ou menos uns 20 centímetros.

_Ele tem que ficar com a gente! _ murmurei

_ Nada disso! Já estamos bastante atrasados! Esse animal só nos atrasara mais ainda! _reclamou. Eu não podia deixar o Totó largado naquele lugar.

_Frederico!! Olha o estado desse cachorro! Vai morrer de fome e solidão se o deixarmos aqui! Ele vai com a gente sim, e ponto final! _ eu adorava dar uma de mandona e encerrar o caso. _ Agora... Temos de pensar em coisas mais importantes como... Como... Como um nome para ele!

_ Eu não quero...

_Já sei!! _ interrompi-o de novo _ Tumnus! Sr. Tumnus!!! Olha que bonitinho! Esta ate pulando de felicidade!!

_Que nome idiota!

_Shhhhh!! Não xingue o Sr. Tumnus! Ele tem sentimentos igual a você, sabia? Agora vamos embora que a nossa caminhada será longa e exaustiva.

Fred simplesmente revirou os olhos e andou ate umas rochas. Atrás destas, havia uma trilha estreita em meio a um bosque. Podíamos ver o caminho se arrastar além de uma curva, onde altas arvores cresciam na beirada de uma relva.

O estalar das folhas embaixo dos nossos pés produzia um eco que lembrava aos filmes de suspense. Os pássaros já haviam parado de cantar e se acomodavam nos galhos densos das arvores gigantes que se balançava sobre o sopro do vento uivante, me dando mais medo que na noite passada.

O vento gelado me dava arrepios. Puxei meus braços mais junto ao corpo para me manter aquecida, e comecei a cantarolar minha musica favorita para espantar a idéia de desastres que começavam a brotar em minha mente.

Só fiz silencio quando nos deparamos com um rio largo, profundo e escuro.

_Ótimo! _ falei _ E quando a gente pensa que não pode ficar pior...!

_Bom, pensa o lado positivo... _10 segundos _ ...é, eu não consegui pensar em nenhum!

_Como vamos passar pro outro lado?

_Não sei... Acho que a nossa única opção é nadar!

_ Ou... Ou .... – eu não era boa nadadora – a gente pode usar.... Madeira!! É, têm tantas por aqui!

_ Então vai lá! Derruba uma arvore!

_ Francamente, você acha que eu derrubaria uma arvore? Não, eu não estou falando dessa madeira VIVA... E sim daquela ali no canto! Tem uns pedaços bem grandes...

_ Umh... Acho que esta casca _ e ergueu um pedaço pequeno para examinar _ agüenta duas viagens na água.

O lago não era tão largo depois de bem analisado. Tinha no máximo uns 15 metros de largura.

Arrastamos a pesada casca ate a margem e decidimos quem iria primeiro: Fred, pois (segundo ele), era o mais pesado e saberia se virar melhor se algo acontecesse – é claro que não aconteceria!

Empurramos a casca um pouco mais e ele entrou. Coube confortavelmente sentado lá dentro. Não demorou muito ate chegar à outra margem. Ele saiu e empurrou o “tronco” com toda a sua força de volta para mim ( veio rapidinho!).

Subi na madeira com Sr. Tumnus no meu colo e soltei-o para conseguir empurrar a casca com força suficiente. Já estava despreocupada quando estávamos na metade do caminho, ate que percebi uma agitação do cachorro ao meu lado. Mandei-o ficar quito, mas calei-me quando vi que meus pés estavam cobertos de água.

Estávamos afundando.

Notas finais
Comentar faz bem para o coração do escritor, por isoo.... comentem! comentem! =D