Jóia

1 Capítulo 1


Notas iniciais

XD

Numa noite chuvosa, em uma estrada deserta, eu dirigia feliz ao som Michael Jackson, triller, a estrada estava pavorosa, cheia de buracos, e em um buraco meio trágico o pneu foi e não voltou, quebrando assim a suspensão do carro. Não tinha nada por perto alem de uma velha casa que aparentava abandonada, mas no quarto mais alto a luz se mantinha acessa, e conforme o movimento das cortinas dava a impressão de existir vida lá. Enchi-me de coragem e fui correndo no meio da chuva torrencial até a casa, fiquei totalmente molhada. Bati na campainha qual um grito de horror foi ouvido me arrepiando até o ultimo fio de cabelo loiro oxigenado, quando a grande porta de madeira se abriu com um ruído, uma mulher de aparência vampirica abriu a porta, os cabelos cor de ébano iam até a cintura e a pele alva destacavam ainda mais os olhos avermelhados e as pequenas pontas dos caninos sobre saindo aos lábios pálidos, com um tom de voz rouco ela falou:

- Em que posso ajudá-la minha jovem?

- É que meu carro estragou ali na estrada, e ta chovendo como você pode perceber, e essa casa é o único local com alma viva aqui perto, será que eu poderia usar seu telefone? – eu a disse com cara de cachorro sem dono.

- Claro minha jovem, meu mestre estava a sua espera, entre eu a levarei a um quarto para que possa se trocar para o jantar. – disse a senhora dando espaço para que passa-se.

- Obrigada.

A casa tinha um ar gótico, da era medieval, com cabeças de animais nas paredes e uma grande escada dando ao segundo andar da casa, a senhora fechou a porta com o mesmo ruído com que foi aberta e me guiou até um quarto no qual havia uma grande cama com um belo vestido sobre a cama, de tom vermelho sangue, com um decote avantajado acompanhado de um belo colar de rubis e o corpete era todos bordado a imagem de belas rosa, e na saia havia um corte vertical onde deixava as pernas a amostra até na altura da coxa, no qual a senhora falou:

-Troque-se e vista o vestido, meu mestre estará a esperando para o jantar.

-Mas senhora eu só quero usar o telefone para pedir ajuda...

-Após o jantar poderá usar o telefone!

Com a voz autoritária, na qual me assustou muito que quase cai no chão, ela fechou a porta com firmeza e estranho, mas não ouvi os passos dela se afastando, abri a porta para ver se ela ainda estava ali, mas não havia ninguém, fechei a porta a tranquei por segurança, olhei pela janela, era alta demais para que eu pula-se fora qual também estava trancada. Resolvi parar de desconfiar, possivelmente as pessoas daquela casa eram apenas extravagantes, fora que o vestido parecia me chamar. Tirei minhas roupas molhadas e coloquei o vestido qual caiu perfeitamente em meu corpo, amarrei apenas a franja do cabelo deixando as madeixas mais compridas caírem sobre os ombros, deixando bem a amostra o decote com o colar de rubis qual se destacava ainda mais, em minha pele clara, coloquei um par de scarpans vermelhos quais estavam ao lado da cama que completavam o visual magnífico para uma festa medieval. Quando dei uma olhada no espelho do visual completo, ouvi batidas na porta, àquela senhora novamente abrindo a porta:

-Minha jovem, meu mestre está a sua espera na sala de jantar.

- Certo já estou pronta. Por favor, me guie.

Segui a senhora pela casa, descendo as escadas na qual apenas se ouvia o som dos sapados em contado com o chão, ao chegar à sala de jantar, havia uma mesa enorme, com dois candelabros ao centro, e duas cadeiras na ponta da mesa, a senhora me guiou até uma das cadeiras qual tinha um belo estofamento em cor vinho. Sentei-me e após alguns segundo de silencio, tocava ao fundo uma melodia antiga, qual me recordava ter ouvido quando criança na casa de meus avós, olhei para os lados e não via ninguém alem da senhora, quando voltei a olhar para frente, vi um senhor de no máximo 35 anos, com cabelos negros, perfeitamente arrumados, a pele alva como a da senhora, com a barba muito bem feita, vestido num terno Armani italiano com risca de giz, e sapatos muito bem lustrados. Ele sorria ternamente, seus olhos azuis transmitiam uma enorme aura de poder, na qual fiquei totalmente vidrada.

Sem dizer uma palavra o senhor se sentou e o jantar foi servido, sinceramente eu comi sem saber o que estava comendo, mas com certeza estava muito mal passado, sentia o gosto de sangue tomar minha boca, acabava tomando alem da conta o vinho tinto, qual era extremamente saboroso e retirava o gosto de ferro, após o jantar no qual não foram ditas palavras o senhor se levantou e veio até mim, eu tentava falar, mas as palavras simplesmente sumiam na imensidão dos olhos azuis do cavalheiro, eu parecia hipnotizada, quando ele chegou ao meu lado, tomou minhas mãos juntas as suas quais era muito gélidas, me auxiliou a levantar da cadeira e me conduzia lentamente até a outra sala, tal qual como as outras eram muito espaçosa e tinha uma grande lareira que estava acessa e a luz do fogo iluminava aquele lugar, haviam uma grande poltrona aveludada de tom vinho em frente à lareira e um sofá de dois lugares ao lado da poltrona, ele me colocou sentada no sofá de dois lugares, no qual me sentei bem no meio e era muito confortável, o homem se sentou na poltrona, e a luz do fogo os olhos dele pareciam mudar para a cor do crepúsculo do sol. A melodia continuava a tocar, e minhas palavras continuavam trancadas na garganta, e o homem bebiricava um pequeno cálice de vinho do porto. Foi quando meu coração parou por alguns segundos, vários 2 morcegos e 2 cães entraram na sala, os cães se sentaram ao pés do homem e os morcegos pousaram nos braços da poltrona, num simples piscar de olhos aqueles animais se transformaram em 4 mulheres de pele alva, mas seus lábios pintados de pretos assim como o contorno dos olhos, vestiam longas túnicas negras, logo a que estava sentada no braço direito da poltrona olhou com desdém para mim e falou em um tom enjoativo e meloso:

- Mestre, essa será o sacrifício de hoje, ou apenas um lanchinho da meia-noite? Talvez apenas um presente para nós?

Meus olhos vidraram, o medo tomou conta do meu ser, tentei me mover, mas meu corpo não queria me obedecer, aquelas 4 mulheres olhando famintas para mim, sentia minha alma sendo tirada do meu corpo aos poucos, mas foi quando o homem de um leve tapa da face da mulher que havia perguntado a jogando alguns metros longe, e falou em um tom grave:

- Ela é apenas minha, vocês se tocarem um dedo que seja nela, eu arranco seus corações e como eles ainda batendo!

As outras 3 mulheres se afastaram com as cabeças baixas e saíram da sala levando a 4 mulher enfurecida junto delas, o homem olhou ternamente para mim e disse:

- Não se preocupe minha querida, logo você não sentira mais medo, mas seu medo tem um gosto delicioso, imagino se seu sangue tem gosto equivalente...

O homem se levantou e veio até o meu lado, eu gritava para que meu corpo se meche, mas ele continuava imóvel, mas não sabia dizer se era pelo excesso de vinho ou pelo medo, pegou e minha mão e a beijou.

- Eu lhe disse há séculos atrás, que você seria minha para sempre, e depois da noite de hoje, na qual você espontaneamente veio a mim, eu tomarei seu sangue, seu corpo, e sua alma para a eternidade. Oh minha pequena não chore... Suas lagrimas iram manchar seu belo rosto.

Num ato estranho ele lambeu as lagrimas que caiam de meus olhos e corriam pelas minhas bochechas, nesse ato pude sentir os caninos dele tocarem minha pele. Foi quando tudo ficou negro, desmaie por alguns segundos, quando recobrei a consciência, vários feixes brilhantes, saiam da sala onde aquelas 4 mulheres apavorantes estavam, pude ouvir gritos estridentes de pura dor e sofrimento, após alguns segundos o silencio voltou a reinar, e aquele homem qual ainda estava sentado ao meu lado tinha uma expressão apavorada na face, foi quando naquele mar de escuridão apareceu um homem alto, de pele morena e cabelos até os ombros cor de ébano, um sorriso marcante, usava uma camisa preta com os primeiro 5 botões abertos mostrando o peitoral bem formado, e com algumas cicatrizes a amostra, nos punhos haviam vários braceletes de prata com escritas antigas, sobre os ombros um tipo de cachecol branco como os que os padres usam sobre as batinas, com duas cruzes de malta vermelhas nas pontas que lhe davam sobre os joelhos, e sobre o peito uma aparente pesada corrente de ouro onde na ponta tinha uma cruz dourada cravejada de rubis. O que aconteceu depois eu não me lembro bem, apenas senti algo molhado tocar meu rosto, quando fui ver era sangue, do homem que minutos atrás havia lambido minhas lagrimas, ele tinha a cabeça decapitada e no peito atravessado por pequenos instrumentos de forma arredondada, de ambos os ferimentos o sangue corria abundante, após essa pavorosa cena meu corpo voltou ao meu comando, consegui me mover e a primeira coisa q fiz foi gritar, de pavor, medo, alivio varias coisas ao mesmo tempo, foi quando aquele homem veio para perto de mim, ele era alto acredito que aproximadamente 1,90 de altura, sua expressão era amigável, e seu sorriso era aparentemente confiável, foi quando numa voz grave ele disse:

- Senhorita se sente melhor agora?

-Sim senhor, obrigada por tudo, mas poderia me explica o que está acontecendo?...

Foi quanto tentei me levantar, minhas pernas não me obedeciam, quase fui ao chão, se ele não tive-se me segurado, provavelmente estaria beijando o chão.

- Senhorita tente não se levantar, seu corpo ainda está sobre efeito daquele vampiro ordinário, daqui alguns dias seu corpo voltara ao normal e poderá se mover tranquilamente, até lá deve descansar bastante.

- sim senhor, por favor, poderia me dizer seu nome?

- Leon, Padre Leon ao seu dispor!

-Padre? Você ta de sacanagem com minha cara ne?

-Pior que to falando a verdade, venha vou, leva-la a um hospital aqui perto onde poderá descansar.

-Meu carro ainda ta quebrado, não podemos sair daqui!

-Ah aquela coisa em que eu bati era o seu carro, sinto muito em dizer, mas ele pegou fogo e explodiu, você tem seguro?

-MEU CARRO!

Depois da terrível noticia que meu carro tinha virado metal retorcido acabei desmaiando, quando acordei já tinha passado dois dias do acontecido, aquele tal Padre Leon, nunca mais o vi, tentei voltar naquela casa para saber o que aconteceu, mas quando cheguei lá estava tudo demolido, e ninguém sabia dizer o porquê e nem de quem era aquela casa, a única coisa que me restou daquela terrível experiência foi a jóia qual tinham me feito usar na casa, atrás do pingente havia apenas uma pequena inscrição com as letras AX, mas elas nunca significavam nada, ou provavelmente ninguém nunca quis dizer realmente o que elas significavam. Continuo levando minha vida normalmente, mas cuidem com as sobras, delas nascem olhos vermelhos quais poderão acabar com sua vida, mas das mesmas sombras que as trevas nascem, a destruição delas está as aguardando.

Notas finais

XD

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!