Notas iniciais
Meus sinceros agradecimentos a Paulo Ricardo Kobielski, cujo pedido por um conto original do Fantasma foi o incentivo para essa história. Agradeço a Marcelo Magalhães, cujo conhecimento do Lanterna Verde foi fundamental. A Luise Cardoso por materializar em imagem esse pedaço de minhas ideias.

Quando aquele dia começou, o Fantasma mal podia imaginar que ao entardecer estaria sangrando no chão de uma cidade que não deveria existir.

Ainda não havia amanhecido quando a floresta foi despertada pelo som de centenas de tambores com estranhas mensagens sobre luzes amarelas e verdes que se perseguiam mutuamente pelo céu. Os sentinelas Bandar, com sua habilidade para misturar-se na mata até a quase invisibilidade, contaram de uma luz verde que caíra bem próximo ao Pico Cabeça do Fantasma.

Lá chegando, o Fantasma viu algo realmente estranho: um homem aparentemente comum, mas com um estranho traje verde. “Então, esta é a sensação.” Ele pensou com um sorriso ao imaginar que era esse estranhamento que muitos sentiam quando o viam pela primeira vez.

* * *

Quando Hal Jordan abriu os olhos, a primeira coisa que viu foi um estranho sujeito debruçado sobre ele a lhe oferecer água. Apesar de já estar acostumado a tipos mascarados, não pode deixar de estranhar aquele sujeito acompanhado de um cão que mais parecia um lobo.

– Meu nome é Hal Jordan, sou o Lanterna Verde desse setor. E você, quem é?

– Esta floresta está sob minha proteção. – O estranho era de poucas palavras – Diga-me o que está fazendo aqui.

– Eu estava perseguindo um criminoso muito perigoso. Seu nome é Sinestro. Preciso achá-lo e levá-lo de volta para o lugar de onde escapou.

– E o que esse Sinestro veio fazer na selva?

– Ele se aliou a Grodd, um gorila inteligente e com poderes telepáticos. Juntos eles pretendem dominar Gorilla City, é tudo o que sei. Estava perseguindo Sinestro para chegar a Gorilla City, mas ele me descobriu e agora não sei como chegar lá.

– Conheço Gorilla City. – disse o mascarado – Fica um pouco longe daqui, pelo menos três dias a cavalo.

– Posso nos levar para lá bem rápido. – E ao dizer isso, foi coberto de uma luz verde e elevou-se no ar.

O estranho de roxo não pareceu surpreso com aquilo. Gritou algo num idioma que Jordan desconhecia, mas seu anel fez a tradução para que ele compreendesse. Imediatamente, como que saídos do nada, surgiram 5 ou 6 homenzinhos de arcos nas mãos.

– Levem Herói e Capeto de volta à Caverna da Caveira. Eu seguirei com o... Lanterna Verde.

– Capeto também, Fantasma? – perguntou um dos homenzinhos.

— Sim. No lugar aonde vamos ele poderia reagir de maneira inadequada.

“Fantasma! Então esse é o nome desse sujeito.” – Jordan pensou – “Caverna da Caveira!? Conheço alguém que iria adorar esse lugar...”

* * *

Enquanto se dirigiam para lá, Jordan inteirou o Fantasma sobre o que iriam enfrentar. Falou das capacidades telepáticas de Grodd e dos poderes do anel de Sinestro. O Fantasma ouvia atento.

– E pelas suas informações, eles já estão lá?

– Não tenho certeza, mas acredito que sim, ou pelo menos já estão se preparando para invadir a cidade. Para isso eles precisarão desligar o campo de força que a protege...

— E que a deixa invisível.

— Isso mesmo. Mas me diga, Fantasma, como sabe a localização de Gorilla City? Ela está oculta há anos.

— O Fantasma sabe de muitas coisas. Pelo que percebo isso será algo como uma caçada antes de se tornar uma batalha. Na verdade, desconfio que a caçada já começou... Estamos chegando, vamos descer.

Eles desceram no que se mostrava como um espaço vazio. O Fantasma se lembrou do que lera sobre Gorilla City nas Crônicas, sobre como um de seus antepassados a descobrira e fizera amizade com seus incomuns habitantes. Lembrava-se de seu pai contando como visitara a Cidade pouco antes de seu campo de força ser ativado.

“Nunca pensei que um dia a veria com meus próprios olhos, muito menos na companhia de um cara verde voador.” – Ele pensou.

— Pelo que me lembro, ela fica bem aqui.

— E o que fazemos agora? Não vejo nenhuma porta onde bater.

— Esperamos. Você nunca esteve aqui?

— Não, mas conheci Solovar, o líder da Cidade quando ele esteve trabalhando com um amigo de Central City.

Não precisaram esperar muito. Uma porta se abriu aparentemente no ar revelando um grupo de gorilas com o que pareciam ser armas. Quando eles se adiantaram, Hal deu um passo à frente.

— Soldados de Gorilla City! Eu sou o Lanterna Verde, viemos para...

Foi interrompido pelos gritos dos soldados gorila:

— O Fantasma! O Espírito que Anda! Avisem a Solovar que o Fantasma veio nos ajudar como prometeu!

— É uma honra estar novamente aqui, nobres guerreiros! Levem-nos até Solovar e ajudaremos no que for possível. – Disse o Fantasma erguendo a mão em forma de saudação.

Os soldados fizeram sinal para que entrassem e o Fantasma disse em voz baixa para Jordan: “Está vendo essas armas? Sugiro que evite voar até nos encontrarmos com Solovar, uma exibição de poder poderia ser mal interpretada.”

Jordan ficou intrigado com essa recepção ao estranho. Ambos perceberam os sinais de luta pelas ruas da cidade, mas também puderam ver o quanto era uma bela capital, avançadíssima mesmo para os padrões das maiores cidades do mundo.

— Como pode ver, Fantasma, nossa cidade mudou bastante desde sua última visita. Temos avançado muito nos quesitos de urbanismo e saúde pública. – Ia dizendo um dos soldados.

— De fato percebo que as mudanças foram bastante significativas. Mal reconheço as ruas e prédios.

— Então faz tempo que não recebem o Fantasma aqui? – Jordan perguntou a um soldado mais próximo.

— Ah, sim! Eu nem mesmo era nascido quando ele esteve aqui da última vez, há 80 anos.

— 80 anos!? – desta vez a surpresa de Jordan foi grande – Mas ele não parece ter 80 anos!

— Mas é claro que ele não tem 80 anos... – o soldado continuou – O Fantasma tem quase 500 anos.

Jordan olhou para o homem à sua frente e não duvidou de que tivesse aquela idade, afinal já vira até mesmo pessoas mais velhas, mas mesmo assim era difícil imaginar que aquele sujeito com o qual simpatizara desde o início fosse tão velho. Seu porte físico era invejável e tudo nele, desde a maneira de falar até o andar majestoso, indicava uma figura de grande autoridade e ação.

Chegaram a uma praça ampla, na qual vários soldados estavam de prontidão. Jordan reconheceu Solovar imediatamente. Este quando os viu foi direto ao ponto, como era de seu feitio:

— Lanterna Verde! E com o Fantasma! Não podia ser melhor!

— Viemos avisá-los de um ataque iminente, Solovar! – Disse Hal – Mas pelo visto chegamos tarde.

— Talvez não tarde demais. – A voz do Fantasma soou calma e familiar, como se ele já conhecesse todos a seu redor – Qual a situação, Solovar?

— Grodd chegou aqui com um sujeito de cara rosada usando um anel parecido com o seu, Lanterna. Derrubaram meus melhores soldados de uma forma que nem sei explicar.

— É o anel do Sinestro. Ele se alimenta de medo. – Explicou o Lanterna.

— Então está fazendo um ótimo trabalho. Eles invadiram aquele prédio e não conseguimos entrar de jeito nenhum. Mesmo depois que inutilizamos as câmeras de segurança externas, basta chegarmos à porta que somos derrubados pelas luzes amarelas.

— E o que tem nesse prédio?

— Tudo o que é mais importante para nossa proteção, Fantasma. O gerador principal do campo de força e invisibilidade, sistemas de suporte de vida, nosso arsenal, comunicações. Toda a nossa tecnologia passa por ali; aquela é a única entrada.

— Se eles já estão lá dentro e ainda não fizeram nada – analisou o Fantasma – significa que ainda não conseguiram o que querem.

— Mas o que pode ser? – indagou o Lanterna, ao que Solovar explicou:

— Seja o que for, levarão tempo para acessar. Nossos sistemas possuem uma criptografia bastante complexa, as senhas são divididas entre dois técnicos, cada um com uma parte. Grodd usou sua telepatia para ler a mente de um deles, mas felizmente o outro não estava lá dentro.

— Mesmo assim, Grodd é inteligente o bastante para deduzir o restante do código a partir do material que tem. Tudo o que ele precisa é de tempo. É aí que entra Sinestro.

O Fantasma observou atentamente o prédio.

— Precisamos surpreendê-los. Solovar, você e seus comandos ficam aqui. Procurem proteger os cidadãos e contenham qualquer possibilidade de que a luta saia deste perímetro. Hal, você já os enfrentou antes, então os conhece do mesmo modo que eles o conhecem. Como seria sua abordagem?

— Um enfrentamento direto costuma ser meu estilo.

— E eles sabem disso. – o Fantasma deu um sorriso – Eu irei diretamente pela frente, você ficará oculto até que eu consiga atrair o tal Sinestro para fora. Vamos deixar que se perguntem o que está havendo.

— É um ótimo plano, mas não acha um tanto arriscado para você? Lembre-se de que Sinestro usa o medo como alimento para seu anel.

— Eu entendo uma ou duas coisas sobre anéis e medo.

— Vão precisar disso. – Solovar disse estendendo duas tiaras – Não ajudarão contra o cara do anel, mas bloquearão os poderes telepáticos de Grodd.

* * *

Sinestro não esperava aquela visão de um homem sozinho apenas caminhando na direção da entrada. De início achou até que fosse algum tipo de piada, mas lembrou-se de que Grodd o advertira para ter “cuidado com o Fantasma.”

Quando o estranho o chamou pelo nome desafiando-o, Sinestro chegou a ativar seu anel, então Hal estava sobre ele. O Fantasma não pode deixar de ficar admirado com a maneira como surgiam imagens dos mais variados formatos nas cores verde e amarela. Mas ele também tinha trabalho a fazer e foi ao encalço de Grodd!

* * *

Grodd estava quase conseguindo burlar a criptografia dos computadores de Gorilla City. Sorria de antecipação ao pensar em como colocaria o mundo de joelhos com seu arsenal, pondo fim à era dos homens. Lá fora, pelo que ouvia, o Lanterna Verde chegara. Foi uma ótima estratégia aliar-se ao Sinestro para que este distraísse o Lanterna. “O inimigo do meu inimigo é meu amigo, ao menos enquanto me for útil...”

– Afaste-se desses controles! – a voz cavernosa o fez levantar a cabeça e olhar para a entrada.

– O lendário Espírito que Anda! – disse Grodd – Nunca pensei que existisse de verdade. Sabe, é a primeira vez que vejo um espírito precisar de uma tiara anti-telepática.

– Acabou, Grodd.

– É, acabou... PARA VOCÊ!

Grodd ergueu-se de um salto e o Fantasma pôde ver como ele era realmente grande. Desviando-se no último instante, aplicou-lhe um golpe que teria imobilizado um homem, mas que só serviu para atordoar esse adversário. Era só o começo da luta.

* * *

Paredes e aríetes. Tratores e monstros. Os constructos de Jordan e os de Sinestro sucediam-se como em imagens de sonhos, ou pesadelos, entremeados por rajadas de ambos os lados.

Uma imensa foice amarela desceu e foi aparada por um gigantesco alicate verde.

— Sempre cuidadoso, Jordan. Sempre engraçadinho!

— Faz parte do meu charme.

Um touro verde foi simplesmente transpassado por uma espada amarela que transformou-se de imediato em uma labareda cuja trajetória foi desviada por um escudo esmeralda que se expandiu até tornar-se uma rede gigantesca.

Às vezes parecia a Hal que estavam lutando sempre a mesma batalha.

* * *

Ora esquivando-se, ora usando os próprios golpes do adversário contra ele, o Fantasma ia tentando ganhar tempo. “Ele é bem ágil pro tamanho que tem”, pensou.

— Não adianta, Fantasma, você não tem como me vencer!

— E quem disse que eu quero? – respondeu com um sorriso.

Só então Grodd percebeu: ele o estava distraindo! Neste momento olhou para o painel de controle do sistema de armas e viu Solovar que o desconectava.

Com um urro de raiva, atacou o Fantasma com seus punhos cerrados, mas este saltou por cima e foi postar-se bem ao lado do líder de Gorilla City.

— Como eu disse antes, Grodd: acabou!

Grodd sorriu: – É mesmo?

E o teto veio abaixo.

* * *

Quando o Fantasma voltou a si, estava caído no chão. Ainda atordoado, viu Solovar sacudindo a cabeça e outros soldados desmaiados, alguns mortos. Mas o que lhe deixou mais preocupado foi a visão de Hal caído ao seu lado, muito ferido, uma perna retorcida de modo grotesco, sangue lhe escorrendo pelo nariz, um olho inchado...

— Nunca vi um espírito sangrar. – Gargalhou Sinestro.

Com dificuldade, o Fantasma se ergueu. “Eu devia ter trazido o Capeto”, pensou. Passou a mão na testa e descobriu duas coisas: que havia ganho um corte e perdido a tiara que Solovar lhe dera.

— Procurando por isso? – o arco brilhou nas mãos de Grodd.

Imediatamente o Fantasma levou as mãos às pistolas, mas Sinestro o envolveu numa luz amarela que o ia prensando.

— Vou amassar você, inseto!

— Para que a pressa, Sinestro? – Grodd sorria. – Vamos tornar isso mais interessante.

— Como?

— Vamos fazer com que o protetor da floresta mate o protetor da Terra.

— Dê o seu melhor, Grodd! – rebateu um ofegante Fantasma.

A pressão amarela deu lugar a algo que nunca experimentara. Foi como se repentinamente sua mente lhe fosse arrancada. Ele sentia que estava e não estava ao mesmo tempo. Imagens se sucediam umas as outras, se misturavam. Passado e presente tornaram-se simultâneos. Viu seus pais se despedindo dele na borda da Floresta Negra, a pantera que fugira do zoológico na América, Diana, Kit, Heloíse, Guran...

“MATE O LANTERNA VERDE!”

Virou-se na direção do herói caído. Solovar se levantou pronto para impedi-lo, mas foi contido pelo anel de Sinestro.

“MATE O LANTERNA VERDE!”

Lentamente sacou sua pistola. Viu o dia em que caçara um tigre que vinha atacando a aldeia Wambesi, sua lua de mel, a Cabana de Jade, Herói, Capeto, a Patrulha da Selva...

“MATE O LANTERNA VERDE!”

Ergueu a pistola, engatilhou-a. Não devia fazer aquilo. Tinha de fazê-lo. Não queria. Não tinha escolha...

... algo brilhou no fundo de sua mente, um pensamento que não era dele, como os outros, mas que não lhe dava nenhuma ordem. Um pensamento que se traduzia em perplexidade: “Ele está resistindo!?”

A pistola tremia em sua mão, o dedo no gatilho. Viu seu pai morrendo em seus braços, apegou-se àquela lembrança: “Kit, o anel do juramento. Seja-lhe fiel.”

Lentamente começou a desviar a arma da direção em que apontava. A pressão aumentou, assim como a dúvida escondida lá no fundo, as vozes dos Bandar se ergueram em coro: “VIDA LONGA AO FANTASMA!”

Num átimo, virou a arma para Grodd e disparou atingindo-o no ombro! A dor fez o gorila perder a concentração e ele se viu livre daqueles pensamentos que não eram dele. Mas antes que pudesse se refazer, Sinestro lançou Solovar em sua direção. Desviou-se com dificuldade, mas em seguida foi atingido em cheio por uma rajada amarela.

Caiu a dois metros de Hal Jordan e sentiu o sangue que lhe saía por inúmeros ferimentos. “Nunca pensei que terminaria assim...” piscou os olhos e pensou em Diana, Kit, Heloíse, os Bandar...

Sinestro se aproximava para o tiro de misericórdia, mas foi lançado longe por uma enorme viga envolvida em luz verde.

— Hal...

O Lanterna reunira toda sua força para aquela rajada. Estava mesmo muito ferido e sua voz era um sussurro quando disse:

— Fantasma... o anel... vai ajudá-lo...

Neste mesmo instante viu o anel sair da mão de Hal, voar em sua direção e colocar-se em sua mão direita, bem ao lado do Anel da Caveira. Instantaneamente sentiu suas forças voltando, os ferimentos parando de sangrar. Sentiu como se todo o seu corpo estivesse ampliado.

Grodd mal podia acreditar no que via. Ele nunca contara com o fracasso e aquilo definitivamente não estava em seus planos. Quando Sinestro voltou a si, percebeu que aquela batalha estava perdida.

Uma luz esmeralda brilhava, enorme, ganhando massa, tomando forma: a forma de uma caveira!

— Sinestro! – Grodd gritou – Tire-nos daqui!

Mas o vilão amarelo mal podia se mover, pois estava experimentando algo que nunca pensara sentir novamente: após tantos anos, Sinestro estava com medo.

“No dia mais claro... Na noite mais escura... Eu juro combater todo o mal, ganância, pirataria e crueldade... e todo aquele que venera o mal... tremerá ante o Fantasma, o Espírito que Anda!”

Sinestro recuperou-se tarde demais para escapar ao imenso punho que o atingiu antes que ele pudesse erguer qualquer barreira. Ato contínuo, Grodd, que tentava fugir, foi agarrado e aprisionado em barras esmeralda.

A batalha finalmente terminara.

* * *

– Gorilla City está em débito com vocês, amigos! – Apesar dos ferimentos em batalha, Solovar aparentava até mesmo um pouco de bom humor.

– Velhos amigos não têm débitos uns com os outro, Solovar, apenas laços mais apertados! – respondeu o Fantasma.

– Isso vale para novos amigos? – brincou o Lanterna, ainda com alguns hematomas, mas em franca recuperação.

– E como acha que os laços começam? – respondeu sorrindo.

Enquanto se encaminhavam para a saída da cidade, eram saudados por todos os habitantes. Jordan levava um acabrunhado Sinestro, cujo anel confiscara, em uma camisa de força completada por uma mordaça e uma venda; Grodd ficaria trancafiado em uma das prisões de Gorilla City.

Jordan deixou o Fantasma bem perto do local onde se encontraram; só então notou que aquela montanha parecia muito com seu novo amigo.

– Obrigado, Lanterna. Foi um privilégio lutar ao seu lado.

– Acredite, Fantasma, quando digo que o privilégio foi todo meu. Se um dia quiser fazer parte da Tropa dos Lanternas Verdes, terei prazer em recomendá-lo.

– Obrigado, amigo, mas já tenho os anéis de que preciso. – disse erguendo as mãos.

Despediram-se com um vigoroso aperto de mãos e o Fantasma se encaminhou para a floresta. Deu alguns passos, virou-se e disse:

– Ei, Hal! Se um dia precisar de ajudar, basta vir até aqui e me chamar.

Jordan, já a uns dois metros do solo, perguntou:

– E como encontro você?

– Há um velho ditado da selva: “Você não encontra o Fantasma, ele encontra você!” – Sorriu e desapareceu em meio a mata.

Mesmo sem entender, Jordan sorriu: “Que sujeito! Tenho de apresentá-lo aos outros!”

A caminho de Oa e da Floresta Negra, dois heróis iam pensando no quão diferentes eles eram e no quanto se assemelhavam. Ambos teriam uma história incrível para contar.

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