Notas iniciais
Hey, olha eu aqui outra vez! Desculpem a demora, mas ocorreu algumas coisas por aqui e ficou difícil digitar o capítulo, mas ele está aqui. Bom, apartir de agora eu farei um capítulo centrado no Rumple em Neverland e outro centrado na Belle na Floresta Encantada, tudo bem? Boa leitura!

Havia tanto tempo desde que ele vira o rosto do filho, estava extremamente ancioso para saber se as feições de Bae haviam mudado ou até mesmo se sua aparência o lembrava mais, afinal ele era o pai do menino e o mesmo se parecia demasiadamente com a mãe. Rumplestiltiskin caminhou um pouco tentando adentrar ainda mais a floresta e somente quando teve a certeza de que ninguém o seguira, fechou os olhos.

Deixou-se levar por pequenas memórias de seu filho, pequenos gestos ou até mesmo leves cheiros, as lembranças não demoraram a lhe envadir. Assim como Baelfire habitava grande parte delas, Belle se fazia presente na grande maioria, o que era extremamente estranho. A moça passara pouquíssimos anos ao seu lado, enquanto seu filho passara mais de uma década. Talvez ele devesse ficar e cuidar dela, talvez.

Já haviam passado tantos e tanto anos desde que quebrara o acordo que fizera com o próprio filho, séculos relembrando da mesma noite onde perdera o menino por covardia e agora ali, bem nas suas mãos estava a única coisa que almejara durante cada hora, cada minuto de sua vida longe de Bae. Um pequeno e aparentemente inofensivo feijão mágico, tudo era surreal demais para ele.

Rumple jogou o objeto no chão e abriu os olhos com certo receio, demorou para que acreditasse no que acontecia no momento, mas aos poucos o rodamoinho verde começou a crescer na frente de seus olhos e a verdade parecia ter sido jogada nele. Uma sensação de afogamento veio o tomando em grandes proporções, parecia que todos os medos o haviam engolido e por segundos pensou em desestir de encarar a Terra do Nunca. A covardia sempre o dominava, no entato ele havia convivido com a pessoa mais corajosa que já conhecera em todas as suas longas décadas de vida, talvez o caminho para o seu final feliz estava realmente bem na sua frente e ele não poderia pensar em deixá-lo escapar.

O temido Senhor das Trevas pulou no portal de olhos fechados, esperando cair no chão bruto, contudo alguns poucos galhos aliviaram a sua queda. Fitou a floresta e percebeu que não sabia nem por onde começar a sua busca, infelizmente também reparou o estado sombrio em que a Terra do Nunca se encontrava, provavelmente a influência de seu pai. Resolveu por hora dormir em uma caverna extremamente pequena que por ali encontrou, a noite já chegava e ele estava sozinho.

Por segurança ou medo, Rumplestiltilkin resolveu colocar um feitiço de proteção no local onde dormiria. Pensava tanto no filho que os pensamentos começaram a se conturbar e ele já escutava a voz do menino, sentia a presença dele e tinha leves delírios com visões de Bae, onde via o garoto bricar, fiar e até mesmo o enfrentar. De repente o silêncio que o permitira fazer tais coisas se deu por encerrado e ele começou ouvir um choro, que aos poucos foi ganhando altura. O encômodo foi tanto que Rumple saiu da caverna para ver se estava apenas delirando.

— Ora, você também os ouve. — O choro em questão vinha dos meninos perdidos, que Peter Pan recusava-se a deixar sair da ilha. Todos que sentiam-se abandonados pelos pais ouviam, não era diferente com Rumple. O homem de postura impecável sentiu a presença daquele que um dia o abandonara e estremeceu.

— Pan! — Séculos desde que o vira pela última vez e ainda assim doía pronunciar o nome dele, entretanto por mais difícil que fosse ele precisava manter a calma, por Bae. — Não pensei que nos veríamos tão cedo.

— Acredite, eu imaginei o mesmo, mas aqui estamos. — O garoto o rodeou e levemente observou os trajes do filho. — Vejo que cresceu, virou o Senhor das Trevas. Eu realmente deveria estar orgulhoso, lombriga.

Com desdém na voz ele parecia cuspir cada palavra em cima de Rumple, com uma fúria que poderia ser dada como imprópria a um garoto ele continuou.

— Diga, o que te traz aqui? Saudades minhas as memórias me levam a creer que não são. É sobre aquele menino? Qual é mesmo o nome dele? Clode, Marius?

— Baelfire. — A paciência que ele possuia a apenas segundos atrás parecia ter se esvaido no momento em que Peter Pan mencionou seu filho. — Qual é o seu preço para me devolvê-lo?

— Preço? Oh, não. Eu não quero nada. Até mesmo porque, não estou com ele. — Havia sinceridade na voz do menino e isso era nítido.

— O quê? — Rumple estava um pouco incrédulo, mas podia sentir que era verdade. E, matar o pai por descontrole naquele momento não era uma boa ideia.

— Aparentemente seu filho não tem nada que lembre você, nem na aparência e muito menos no caráter. O garoto é esperto e conseguiu refúgil na minha ilha, é claro que eu sei onde ele está, mas qual seria a graça se eu te contasse? E não pense que simplesmente vai pegá-lo e deixar a Terra do Nunca, este lugar é meu e ninguém entra ou sai sem o meu concentimento.

— Vejo que errou uma vez, afinal eu estou aqui.

— Você continua o mesmo inocente de sempre. Não vê que você está exatamente onde eu quero?

Com essas palavras Pan desapareceu. Aquela pergunta martelou em sua cabeça as próximas horas ou talvez os próximos meses, o tempo estava um pouco confuso para ele e a lua paracia estar sempre no mesmo lugar, se ao menos Belle estivesse com ele, Rumple tinha a certeza de que ela saberia explicar alguns dos mistérios do local. Ele era conhecedor de um veneno chamado "sonho sombrio" que era típico da região, se atingido diretamente no coração causava morte instantânea, talvez isto conseguisse matar Pan e resolveria parte de seu problema.

Rumplestiltiskin ficou a vagar por muito tempo até não aguentar mais e cair em um profundo sono. Acordara tão assustado, mesmo não tendo noção alguma do tempo que passara dormindo, que esquecera o quão pequeno era o local onde estava, batendo assim a cabeça fortemente. Continuara a busca pelo veneno e desta vez teve sucesso, com cuidado ele colocou um pouco do líquido negro dentro de um frasco e o pendurou no pescoço.

A adaga de sua maldição também fora com ele, não podia arriscar deixá-la na Floresta Encantada, não quando Belle tivera que ficar para trás. Em um momento ele percebera onde estava e algumas lembranças vieram, havia sido exatamente naquele lugar que seu pai o abandonara, o trocara pela juventude e pelo poder. Sentiu um pequeno calafrio lhe percorrer a espinha e logo voltara a atenção ao local em que se encontrava, precisava de um espaço onde pudesse dormir.

Percebeu que haviam muitas árvores juntas em forma de círculos, coisa que estranhara, pois tudo levava para armadilhas, mas e se Baelfire estivesse por ali? Talvez o garoto arrumara uma forma de afastar os meninos perdidos, por esta razão ele precisava arriscar. Adentrou com cuidado o local e um pouco de decepção o tomou, entretanto Rumple pôde ver uma pequena movimentação por entre as folhas e logo esbarrou em algo que liberou um cheiro delicioso, provavelmente uma flor.

Aos poucos as pálpebras foram pesando e a curiosidade de ver quem estava por entre os arbustos só fez aumentar. Cambaleou um pouco, entretanto a visão ficou muito turva e por mais que se esforçasse não conseguia sair do lugar. Viu a figura do pirata que lhe dera tanta dor e desespero, por que ele sentia-se tão imponente em relação a ele? Qual era a razão de sentir-se tão fraco? As pernas se dobraram e de imediato sentiu o baque de seu corpo contra o chão. O Senhor das Trevas desacordado por culpa de uma simples rosa, talvez agora Gancho poderia ter a sua vingança.

Notas finais
Ficou curto, eu sei, mas acho que isso se fez necessário. Espero que não tenha ficado muito maçante e que consigam chegar até aqui sem dormir. Bom até o próximo capítulo e obrigada, outra vez!