Notas iniciais
Primeiramente eu queria agradecer à todos os leitores e leitoras da fanfic, vocês me deixam mais feliz com cada comentário. Segundamente (essa palavra existe?) queria pedir desde já desculpas por duas coisas : 1°_ Sou péssima em descrever diálogos, por isso acredito que este capítulo deixará um pouquinho a desejar. 2°_ Eu acho que escrevo melhor quando é a relação "maternal". Não sou muito boa para escrever romance, talvez porque eu não goste muito de ler... Mas por isso acho que vocês já leram fanfics que abordam este lado com uma naturalidade e facilidade maior. E vocês poderão perceber que coloquei característica de outros filmes da Disney apartir deste capítulo. Bom, acho que era isso. Obrigada pela compreensão desde já, perdoem qualquer erro e boa leitura!

No dia que a menina completou seu primeiro ano de vida foi possível ver várias lanternas distantes, mas que iluminaram o céu durante um longo tempo daquela noite. Belle espantou-se com tamanha beleza e seus olhos brilhavam, assim como os da pequena Alexandra. A morena perguntou-se inúmeras vezes se teriam sido os pais da menina que ela tinha nos braços feito tamanha homenagem à princesa perdida, mas recusava-se a acreditar.


A relação entre Rumpelstiltiskin e Belle ia se aprofundando há cada dia de maneira surpreendente. Alexandra crescia linda e unia cada vez mais os dois. Em uma tarde que o sol iluminava todo o céu, a moça colhia flores no enorme jardim do castelo, enquanto a menininha brincava com uma boneca de louça. Rumple estava apenas observando do alto da torre, ele nunca chegara realmente perto. Mas hoje parecia ser um dia especial, diferente, portanto foi até as duas.


Ao chegar viu a menina brincando em uma manta que cobria o gramado e sorriu. Ela não tinha medo da aparência dele, ela cresceu na presença de Rumple e amava brincar com o seu nariz, mesmo sendo poucas as vezes que ficavam por muito tempo sozinhos. Sentou-se ao lado da garotinha, pegou a boneca e imitou vozes diferentes, engraçadas para pequena que gargalhava. Belle observava tudo sorrindo.


— Que cena mais linda! — Ela sorriu mais ainda quando percebeu que desta vez os papéis se inverteram e quem o assustou foi ela.


— Olha quem está aqui, Alex. — O Senhor das Trevas estava realmente envergonhado.


— Acho difícil ela dar atenção para mim, olhe como está brincando.


Ela foi se abaixando até estar sentada na manta, olhou para ele e não sabia o que dizer, as palavras não vinham.


— Rum, eu queria... Agradecer. — Ela gaguejava nitidamente, queria lhe dizer o que realmente sentia, mas toda vez que tentava ele se esquivava ou trocava o assunto. Percebeu que teria que começar falando de algo aleatório.


— Agradecer?


— Sim, mesmo eu sebendo que ela um dia terá que ir embora, que você e eu não temos laços de sangue algum com ela, eu queria agradecer por ter colocado Alex na minha... na nossa vida. — Ela corrigiu e sabia que aquele era o segundo que ela havia esperado por tanto tempo. Belle aproximou-se lentamente dele e naquele momento os dois sabiam exatamente o que estava para acontecer. Aos poucos os lábios tocaram-se e em um leve e suave gesto.


Rumpelstiltiskin não podia dizer que não sentia o mesmo pela jovem, também não podia dizer que não queria aquele beijo, mas sabia que este era fruto do amor verdadeiro, portanto podia quebrar a sua maldição. Por segundos queria apenas desfrutar o momento, mas sentiu algo mudando, algo se esvaindo de si. Lembrou-se que sem magia seria quase impossível encontrar seu filho, não podia deixar-se levar por sentimentos que julgava serem tolos.


Afastou a moça o mais rápido que conseguiu, olhou para as suas mãos incrédulo percebendo que já não eram escamosas. Pediu perdão com os olhos para uma Belle muito confusa e saiu dali sem dar explicação alguma. Alexandra que presenciou tudo agora chorava pelo ato violento de Rumple, assustada a menina só parou quando a mãe a pegou no colo.


Já era tarde e a criança dormia enquanto Belle deixava-se chorar, cada lágrima que havia sido contida durante horas antes tinha ganhado permissão para rolar no rosto da moça. Estava desnorteada sem saber o porquê da rápida mudança de aparência de Rum, ela o amava tanto e ele a havia rejeitado. Tudo o que queria era nunca ter voltado quando ele a mandou buscar palha no vilarejo, a pouparia ao menos desta dor.


O temido Senhor das Trevas olhava-se no espelho com angústia, a pele antes esverdeada agora estava em um tom normal, suave. Tentava inultilmente ascender a lareira com seus poderes, sentia que ainda havia algo de diferente nele, só não sabia o quê. Tentou culpar Belle pelo ocorrido, mas a princesa era tão ingênua que não conseguiu. Os dias passaram sem ele sair da mais alta torre do castelo. Há cada minuto tentava entender o que ocorrera, por que ainda sentia a presença da magia? Tinha que dar à ela uma explicação e isso o estava deixando aflito. Caminhou até o quarto da menina e torceu para não se exaltar.


Os dias que ela seguira sem Rumple não haviam sido tão difíceis quanto havia pensado, tinha a presença de Alex e isso bastava. Há mais de uma semana sem ver o rosto dele, obiviamente sem nenhuma resposta. Quando escutou as batidas na porta de seu quarto as lágrimas cessaram, não iria demonstrar fraqueza, não naquele momento. Rumple estava diferente, com medo, mas ela podia ver que o pedido de desculpas era sincero à medida que ele falava.


— Está me pedindo perdão?


— Você entendeu exatamente o contexto desta conversa.


— Eu sei. Só queria escutar de seus lábios. — Ela disse com um sorriso travesso. — Mas eu não entendo. O que houve com você? — Belle fazia a mais simples das perguntas e ele não conseguia respondê-la.


— O beijo... funcionou. Isso quer dizer que você realmente me ama? — Ele estava sentindo medo. E isso o deixava ainda mais nervoso.


Ela amava ele? O que ela sentia era realmente amor? Essa era a única explicação plausível. Ela nunca tinha esperimentado o amor desta forma, para Belle esse era um sentimento novo. Obviamente amava o pai e Alexandra, amou muito a mãe, mas o que sentia por Rumpelstiltiskin era algo diferente.


— Sim, eu acho que te amo. — A princesa suspirou e teve vontade de correr do local assim que terminou a frase, mas ela era mais forte do que isso.


— Você lê muitas histórias, não é? — Belle acenou positivamente a cabeça. — Já ouviu falar que o beijo de amor verdadeiro quebra quaisquer maldição?


— Maldição? Então você era... — Por este breve momento ela assustou-se, mas ela não podia dizer que não havia desconfiado disto.


— Sim.


— Se eu quebrei sua maldição... Isso quer dizer que você também me ama? — Uma ponta de esperança a tomou.


— Você não quebrou minha maldição. Eu ainda posso sentir o poder em mim, mas de uma forma diferente. Desde do ocorrido eu ainda não consegui proferir magia. — Ele não respondeu a pergunta da moça, ele simplesmente não podia amar alguém, entretanto, seu coração dizia o oposto. Rumple não precisava responder nada, o que ela queria saber estava nítido nos olhos dele.


— Mas você deveria estar feliz, por que ainda consigo ver o contrário? — Ela deu um passo à frente.


— Meu menino. Sem todo o poder necessário será difílcil encontrá-lo. Se antes que eu era a pessoa mais temida e poderosa de todos os reinos não consegui recupera-lo, pense só agora.


— Nós iremos conseguir, juntos! Quando se encontra algo que vale a pena lutar, você nunca desiste.


Sem uma persepção dos dois eles já estavam perto demais. Os lábio encontraram-se novamente, mas desta vez sem preocupação da parte dele. Lentamente foram caminhando até a cama da moça, o corpo dela tocou o fino lençol fazendo o cabelo espalhar-se aos poucos no travesseiro. Rumpelstiltiskin percorreu o pescoço dela com os lábios e logo lembrou-se que não era certo fazer aquilo, não com Belle. Levantou-se com cuidado e a olhou.


— Perdoe-me, eu não deveria ter feito isso. — Ele foi se retirando do quarto, tentando inultimente recuperar o fôlego perdido.


— Rum!?


— O que foi? — Ele virou-se um pouco zonzo.


—Volte. Por favor... — Ela disse docemente, fato este que fez ele retornar sem pensar em prováveis consequências futuras.


O modo doce e gentil de Belle fez Rumple tomar cuidado redobrado com a moça, era uma experiência nova, totalmente diferente de qualquer coisa que ela já havia sentido. Passaram a noite envolto um nos braços do outro, Alexandra havia dormido bem, acordando somente pela manhã. A morena estava cansada que não ouviu a pequena chorar, fato que fez Rumple caminhar até o quarto e levar a menina para se acalmar.


— Vamos Alex, abre a boquinha! — Tentava fazer graça para a garotinha comer, teve mérito. — É bom ir se acostumando pequena, a mamãe vai acordar mais tarde por agora.


Belle estava no pé da escada observando a cena e riu sozinha do modo bobo como Rum fazia a colher parecer um cavalo. Ficou com pena de interromper aquele momento dos dois, mas não sentia-se tão bem para ficar de pé.


— Atrapalho?


— Olha quem está aí, Alex. — Ele disse à menina.


— Mama. — A menininha falou, referia-se a Belle. Os dois a olharam como forma de espanto, era a primeira palavra dela.


— Não, meu amor. Eu sou Belle.


— Mama. — A criança insistiu.


— Acho que não tem jeito, teimosa igual você. Mas ela está certa, você é a mãe dela.


A princesa apenas sorriu. Estava feliz, entretanto, sabia que alguém estava triste por estar perdendo esses preciosos momentos da filha. Um pouco de incômodo fez com que ela se sentasse.


— Está tudo certo?


— Sim, está sim. — Ela não queria mentir, mas falar para ele do desconforto pela noite anterior não era uma opção.


— Deculpe-me. Eu sabia que era melhor termos esperado um pouco mais. Se ao menos eu consegui-se controlar minha magia...


— Está tudo bem, Rum. É sério, tenho certeza que logo passará.


E assim foi. As semanas se passaram, assim como os meses foram embora. A pequena Alexandra completaria o seu segundo aniversário e Rumple ainda não conseguia dominar a magia. Já havia rumores por todo o reino sobre a impotência do Senhor das Trevas, por sorte o Castelo sempre foi protegido. Ele treinava todos os dias, sabia que Regina havia sido exilada, mas que ainda possuia magia. Portanto ela podia ajuda-lo, lembrou-se dos livros que ele lhe dera, mas não podia mostrar-se fraco para ex-rainha, mesmo ela não sendo mais má.


Ele tinha duas fraqueza agora e não podia pedir ajuda a Cora, aquela mulher havia voltada para Floresta Encantada e ele nem podia garantir que ela não iria machucar Belle ou Alexandra. Sabia que tinha que levar a menina para os pais, mas ela também era sua e de Belle. Não queria nem imaginar que um dia a menina teria que partir.

Notas finais
Espero que tenham gostado, comentários são sempre bem-vindos! Ps: Se tiver algum erro de formatação perdoem, a culpa não é minha. As vezes o Nyah! fica meio louco aqui na minha casa. Bjusss....