Notas iniciais
Oi, Nanami falando, espero que gostem do cap, fiz com amor.

~Pov Wade~

Fiquei paralisado, depois do Petey separar nossos lábios entrei num estado de choque, ninguém nunca tinha me beijo. Olhei para o moreninho de óculos ao meu lado, ele me olhava totalmente corado e parecia que ia explodir a qualquer momento.

— Pet...

— Ah, desculpa Wade, desculpa. É que meus pais ficam querendo me arranjar namorados e namoradas toda hora, aí chamaram umas pessoas aí queriam que eu escolhesse um, então falei que você era meu namorado pra eles me deixarem em paz. Desculpe-me. — falou num só fôlego.

— ‘Ta, calma. Ta tudo bem, eu entendo. — falei colocando as mãos no ombro dele para melhor mostrar que estava tudo bem.

— Jura que não esta bravo? — perguntou ajeitando os óculos no rosto. Que fofo.

— To de boas, Baby Boy. — falei sorrindo.

Ele pareceu ficar mais calmo, sorriu de volta e então me abraçou.

— Valeu Wade. — fiquei meio atônito, ele me abraçou? Retribui o abraço, o apertando de leve. — Vamos lá comer alguma coisa e depois vamos para o quarto fazer os trabalhos. — falou ele, mas ainda continuei o segurando no abraço. — Wade.

— Que?

— É, acho que você tem que me soltar agora. — falou. Eu não queria o soltar, mas, relutante o deixo sair.

— Desculpe, me empolguei, é meio raro as vezes que ganho abraço. — falei sem jeito.

Ele apenas riu me guiando em direção a uma sala, onde tinha uma enorme mesa com todo tipo de comida em cima.

[Meu Deus, morremos e vimos direto pro céu.]

(Petey é algum tipo de anjo?)

Logo o Petey pega em minha mão, sentando-se à mesa e me fazendo sentar ao seu lado, enquanto outras pessoas também se sentavam junto do Sr. Stark e o Sr. Rogers. Alguns me olharam estranho, principalmente uma ruiva que estava sentada à minha frente.

— Tony, quem é o fortão aqui. — falou apontando pra mim.

— Pergunta pra ele, Natasha. Ele tem boca, sabia? — falou o Steve fazendo alguns rirem.

— Ui braveza. — falou a tal Natasha rindo. — Quem é você? — perguntou então pra mim.

— Sou Wade Wilson. — falei pegando um prato e já me servindo.

— E o que você ta fazendo aqui, Wade Wilson?

— Comendo. — falei indiferente começando a comer.

— Ele é namorado do Peter. — falou Tony e eu sorri para a mulher.

— O Peter ta namorando esse cara? — falou a ruiva com um tom meio incrédulo.

— Esta, ele é da mesma escola e sala que eu. — falou Petey.

[O homem esta nos encarando.]

Olhei pra o cara que estava ao lado de Natasha e esse me encarava.

— Tenho dó da bunda do Peter. — falou o mesmo e teve um coro de “também”.

— Cala a boca tio Clint. — falou Baby Boy corando.

— Falei a mesma coisa. — Disse Tony.

— Pai...

— Só falei a verdade. — comecei a rir e todos me acompanharam, menos o Baby Boy, que me de uma cotovelada.

oOo

Logo eu e o Petey estávamos no quarto fazendo os trabalhos, como ele disse começamos pelo o do Professor Eric, que acabamos rápido pra assim começar o do Charles. Tudo era tão fácil com ele.

(Claro que é fácil, ele ta fazendo tudo literalmente.)

[Foda-se.]

— Por que vocês não somem? —perguntei já meio irritado.

(Se sumirmos você não seria nada.)

[Ficaria faltando uma lacuna no teu coração.]

— Vão. Se. Foder.

Olhei pro moreno ao meu lado, ele me olhava de maneira estranho, como se me achasse louco.

(E você não é?)

— É, desculpa, eu tenho mania de... falar sozinho. — falei meio sem jeito.

— Oh, certo. — falou parecendo querer ignorar aquilo. — Estamos quase terminando, quer dar uma pausa?

— Claro. — Falei sorrindo.

— Ta. — riu. — Podemos jogar no Xbox que tal, comprei um jogo novo. — falou.

— Serio? Qual? — disse já indo pra frente de sua TV onde estava instalado o Xbox.

— Halo 5: Guardians e Mortal Kombat X. — falou animado.

— Mortal Kombat, vou ganhar de você.

— Haha, vai sonhando.

— Eu sempre ganho.

Dois minutos depois...

— Como eu perdi? — perguntava Petey.

— Como eu disse... — levantei e fiz uma pose, colocando as mãos na cintura e estufando o peito. —... Eu sempre ganho.

— Eu deixei você ganhar. — falou bufando bravo. — Vamos voltar a estudar.

— Ah não Baby Boy, vamos jogar mais. — falei o segurando pelo braço e o puxando de volta pra cama.

— Temos que acabar isso hoje, assim ficamos livres. Ou pelo contrario, vai ter que vir de novo aqui em casa e ficar fingindo ser meu namora.

— Eu não me importo de ser seu namorado. — falei.

Ele ficou me olhado diretamente nos olhos, daquela mesma maneira de quando ajudei ele na escola.

(BEIJA, BEIJA, VAIII, ELE VAI GOSTAR.)

[Como ele vai gostar se ele é a primeira pessoas que beijamos?]

(Shiiiu, não espalha, mas vai que beijamos bem.)

Sem muita cerimônia fui me aproximando calmamente dele, sem tirar os olhos dos seus, nossas respirações já eram sentidas um pelo outro, meu coração partia rápido...

— Peter. — Fala alguém na porta, fazendo o Baby Boy me empurrar com tanta força que cai da cama.

— Po-pode entrar. — falou ele meio esbaforido, enquanto eu me levantava do chão.

Logo um garoto loiro e o ruivo entram no quarto.

— Ah. São vocês. — falou ele parecendo mais aliviado. Andei até eles, parando ao lado do Petey. — Wade esse são Matt Murdock e Harry Osborn, são meus amigos. Matt, Harry, esse é o Wade Wilson, já conhecem.

— Olá. — falou o Loiro com um sorriso malicioso no rosto.

(O Osborn quer nosso corpo nu.)

[Realmente, olha a carinha dele.]

(Será que o Petey tem algum tipo de magia que só de ficar perto dele, já faz ficarmos atraentes para as pessoas.)

—Oi. — respondi tentando parecer indiferente com a expressão dele, mas eu estava querendo perguntar se realmente ele queria me pegar.

— Oi Wade, prazer em conhecê-lo. — falou o ruivo estendendo a mão.

— Prazer. — falei apertando a mão dele e olhando para seus óculos escuros de lentes vermelhas.

— Você tem um cheiro agradável. — falou ele soltando minha mão.

— Cheiro?

— Ele é cego, fala que todos tem cheiro e que assim que ele distingue cada um. — falou Harry pra mim.

— Oh, que legal. — falei animado, não era sempre que eu via alguém cego, ainda mais pessoas que não podiam me ver e sair correndo por medo ou por me acharem estranho.

(Ser cego é a mesma porra de não poder te ver e sair correndo e blá,blá,blá, idiota.)

[Deixa ele, você sabe que ele não sabe organizar os próprios pensamentos e falas com a gente enchendo ele.]

(Ué, ele que se vire com isso.)

— Legal? — pergunta o Petey. — Isso não é legal Wade, é triste.

— Por quê? Imagina um mundo onde tudo que diferencia um do outro é o cheiro, seria algo incrível, não teria os preconceitos de hoje em dia. — falei fazendo o Osborn rir.

— Não sei se ele é inocente de mais ou só burro mesmo.

— O que você falou? — perguntei olhando ele com raiva.

— Nada. — disse desviando o olhar e se escondendo atrás do Baby Boy. — É, mudando o assunto. Eu e o Matt viemos aqui por que terminamos o trabalho e queríamos saber se queriam sair, já que não somos da mesma sala. Quero passar um tempo com meu melhor amigo. — falou Harry o abraçando por trás, senti uma pontada de ciúmes naquele momento, pois eu não podia fazer aquilo no Petey.

(Claro que não, você o conheceu hoje, teve sorte em beijá-lo.)

— Eu e o Wade não acabamos. — falou ele. — E de qualquer forma, não ia querer sair pra ficar caçando mulher com vocês. — ri com isso.

— Como o Murdock ccaça mulher se ele é cego? — perguntei rindo.

— Ai, essa doeu. — falou Matt.

— Ah, desculpa, cara, não quis ofender.

— Não de boa. — Falou sorrindo. — Eu e o Harry ajudamos a terminar o trabalho assim podemos sair, estávamos pensando em ir em algum restaurante mais tarde, lá pra hora do jantar.

— Ta. — falou Petey.

oOo

Os pais do Petey o olhavam com um pouco de raiva, principalmente pra mim e Harry.

—Voltar antes da meia noite. — falo Tony.

— Mas ainda são 16h, senhor Stark. Tenho certeza que conseguimos voltar bem antes de meia noite. — falou Matt.

— Até parece que você não conhece o Harry. — falou Steve. — Se depender só do loirinho aí... — olhou para Harry, que fazia uma carinha de santo. —... O Peter chega só amanhã. E você grandão, tem cara de quem gosta de uma zorra, então já deixo bem claro que quero meu filho aqui antes da meia noite. — falou Rogers me olhando com os olhos meio serrados.

— Não vou dizer que o senhor não tem razão. — falei entrando numa brincadeira que eu mesmo fiz questão de criar. — Mas trarei a Cinderela antes que a magia das fadas papais acabem. — assim foi até Petey o pegando no colo, enquanto seus pais me olhavam com raiva. — Vamos para a carruagem. — assim fui em direção do Elevador junto de Harry que ria tentando disfarçar e Matt que tinha um sorriso divertido no rosto.

— Wade, pode me lagar agora, já fez seu showzinho. — falou Petey e assim o coloquei no chão.

Como ainda estava cedo o Murdock sugeriu irmos ao shopping, mas o Harry falou que preferia ir pra mansão dele dizendo que estava fazia.

(Dois Lugares de gente riquinha no mesmo dia, to adorando.)

[Se achar algo legal, rouba]

— Eu não vou fazer isso. — falei.

(Você nunca quer fazer nada.)

[Gostava mais de você quando estava preso, lá você fazia tudo que a gente queria.]

— Isso é passado. — estava ficando irritado com as vozes.

(Pois acho que aquela era nossa melhor época.)

[Tínhamos tudo que queríamos na hora que desejássemos.]

— Exceto amigos. — assim as vozes ficaram quietas.

— Você é estranho Wade. — falou Harry concentrando-se a dirigir sua BMW em caminho de sua casa.

— Não sou estranho, sou completamente normal. — falei num tom um tanto triste.

— Pessoas normais não falam sozinhas. — disse o loiro novamente.

— Cala a boca, Harry. — falou Matt.

— Eu... Eu sou normal. — partes de meu passado vieram a minha mente como um tiro, dando-me um pouco de dor de cabeça.

— Sim Wade, você é normal. — disse Petey de maneira reconfortante.

— Não. — sorri. — Eu sou muito louco. — para desviar a atenção de meus pensamentos, abri a janela do carro, sendo que estava no bando de trás com o Baby Boy, e comecei a sair por esta.

— Wade, para. — disse esse tentando me puxar novamente para dentro do carro, mas facilmente me livrei dele continuando a sair pela janela do carro ainda em movimento.

Logo consegui fazer o que queria, subir em cima do carro ficando deitado ali me segurando pelas janelas abertas das portas da frente. Assim Harry diminuiu a velocidade e pude sentir melhor o vento contra meu rosto.

— Adorei você cara. — gritou Harry de dentro do carro.

— Também me adorei.

Minutos depois chegamos à mansão, assim desço de cima do carro recebendo um “toca aqui” de Harry.

— Adorei seu namorado Peter. — falou Harry.

— Ele é não meu namorado. Mesmo que metade da minha família pense isso. — Petey sussurrou a ultima frase, mas consegui ouvir, assim dei um sorriso bobo.

— O que vamos fazer aqui? — perguntou Matt saindo do carro com ajuda do Petey.

— Se quiser podemos todos correr pelados pela casa enquanto fazemos pintocóptero. — disse o loiro me fazendo rir.

— Não sei por que ando com vocês. — falo Baby Boy.

Entramos na mansão e logo fomos recebidos por um mordomo, do qual o Harry disse para não nos incomodar. Novamente vi o qual ruim eu morava comparado a casa desse, e logicamente sai correndo pelos cantos da casa procurando coisas para mexer.

— Que tal bebermos? — sugeriu novamente o loiro, tendo em cada mão duas taças, dando uma pra cada e logo pegando uísque.

— Não temos idade pra isso. — falou Petey.

— E quem se importa. — falou Matt de forma seria, o que me impressionou, achei que ele era do tipo “mais certinho que o Baby Boy”.

— Realmente... — assim Harry encheu a taça de cada um, levantando a sua. — Vamos brindar.

— A um novo começo de vida. — falou Matt e todos bateram os copos de leve, assim bebendo.

— Que nesse novo “começo” não aconteça nada insano.

— Duvido disso Baby Boy. — falei.

(Claro, com nós agora perto dele...)

[O mínimo vai ser ele conseguir manter a sanidade.]

— Vão se ferrar. — quase gritei.

— Adoro esse cara. — Falou Harry me abraçando pela cintura.

— Isso não é motivo pra agarrar ele. — falou Matt puxando o loirinho.

— Concordo. — falou o moreninho me olhando feio.

— Ah cara, ele fala sozinho. Isso é intrigante... e legal.

— Ok, Harry, entendemos. — falou novamente Petey meio bravo.

[Isso é ciúmes?]

(É mesmo. Mas o Harry gosta de nós! É a primeira pessoas que fala isso.)

[Hoje esta sendo um dia de muitas “primeiras coisas”.]

(Hoje as conquistas estão sendo conquistadas.)

[Isso foi péssimo!]

— Eu só falo sozinho. — falei não me agradando muito com aquela conversa.

— Ok então. — Harry deu de ombros. — Vamos pra sauna.

— Você tem uma sauna? — perguntei.

— Tem. — disse Matt.

— EU PRIMEIRO. — falei já tirando a camisa e correndo pela casa procurando a tal sauna.

— Falei que ia correr pelado. — escuto Harry. — Pela direita Wilson. — gritou tirando a camiseta também.

Notas finais
Gostaram? Comentem que quero saber a opinião de vocês.