Just in case

1 Capítulo único - I got you honey


Notas iniciais
Oiiiiiiiiii galeraaaa, muito, muito, muito tempo que não venho aqui postar alguma coisa né? Sentiram minha falta? Morri de saudades de vocês. Então, essa é só uma pequena One, porque eu precisava muuuuuito escrever sobre isso após o ultimo episódio e vocês sabem né que parece que eu adoro escrever uma tragédia kkkkk. Espero que vocês gostem, a gente conversa mais la em baixo.Boa leitura.

Tudo que eu quero nada mais é

Do que ouvir você batendo na minha porta

Porque se pudesse ver seu rosto mais uma vez

Tenho certeza que eu poderia morrer um homem feliz

Quando você disse seu último adeus

Morri um pouco por dentro

Me deito chorando na cama a noite toda

Sozinho, sem você ao meu lado

Veja, você trouxe o melhor de mim

Uma parte de mim que nunca tinha visto

Você pegou minha alma e a purificou

Nosso amor foi feito para as telas de cinema

Mas se você me amava

Porque você me deixou

(All I Want – Kodaline)

Xxxxxxxx

Meus olhos queimavam, continuei segurando Willian com força contra mim para que não visse mais do que precisava, para que não visse o que meus olhos presenciavam. Me senti completamente em choque, algo se reverteu na boca de meu estomago e sentia meu coração batendo forte e dolorido, sentindo suas pulsações em minha garganta. A dor vinha de dentro pra fora, o choque era inacreditável, eu continuava olhando para as ondas do mar e para as explosões, na esperança de que todos eles surgiriam ali, no mar, bem e felizes por terem escapado de algo impossível.

Mas isso não aconteceu, eles não surgiram milagrosamente em meio as ondas, eu não vi ao longe meu time reunido. Willian perdera a mãe e eu perdera minha família, eu perdera...Felicity.

Dois meses depois

—Me passa o suco, por favor?

Peguei a jarra de suco ao meu lado e passei para Willian que comia garfadas generosas de sua lasanha. Sorrio enquanto o observo por alguns segundos, nem posso acreditar que fiquei tantos anos sem conviver com o meu filho.

—Isso está muito gostoso. – disse com a boca cheia. –Eu queimei minhas torradas hoje cedo.

“Felicity Smoak, você falhou com esse omelete.”

—Como foi na escola hoje?

—Normal. –deu de ombros. –Escola nova, então ainda não fiz muitas amizades.

—Não se preocupe, logo vai encontrar alguém para terminar aquele jogo com você.

Parou com o garfo no meio do caminho a boca e levantou uma sobrancelha em minha direção.

—Por quê? Você não vai terminá-lo comigo? Vai a algum lugar?

—Não! Não eu não vou. – tratei logo de acalmá-lo. –O pessoal no escritório estão planejando algumas reuniões para esse mês então acho que vou passar um pouco mais de tempo no escritório, só isso. –Willian assentiu. –Hey, Willi... – esperei que me olhasse e ofereci um breve sorriso. –Sabe que nunca vou deixá-lo outra vez, filho. Não sabe?

Assentiu novamente.

—Porque você não volta a ser o Green Arrow?

Meu coração falhou uma batida, o gosto amargo inundou minha boca e prendi a respiração por um segundo.

—Desculpe. –pediu Willian ao perceber todas as reações que sua pergunta me trouxe. –É só que... Eu gostava do Green Arrow, gostava como ajudava as pessoas e poderíamos fazer só nós dois.

Suspiro pensando num modo de explicar como eu me tornara incompleto após o desastre de dois meses atrás.

“-Como eu estou?

—Como um herói”

—Willi, ser o Green Arrow não necessita só de mim, ou você e eu. É preciso um time, não posso fazer sozinho.

—Mas você disse que no começo fazia sozinho.

—E eu era péssimo nisso, completamente. Eu seria pego rapidamente se eu não tivesse... – o nó se formou novamente em minha garganta, a dor ainda era imensa e ela nunca passaria. –Se não tivesse eles.

—Está bem, entendi. – então sorriu para mim, sabia que eu não poderia levar aquele assunto adiante por muito mais. –Você está ajudando a cidade sendo prefeito não é?

—Sim eu estou.

—Então tudo bem. Continua sendo o Green Arrow pra mim.

Sorrio agradecido e bagunço seus cabelos.

—Me ajuda com a louça?

Assentiu e se levantou pegando seu prato e copo e indo comigo até a pia.

XXX

“Vamos conversar sobre isso depois que sairmos da ilha...”

Acordei sentindo meu corpo suado e minha respiração acelerada. Pesadelo novamente, não houve uma sequer noite desde que voltei a conseguir dormir por algumas horas, em que não tive pesadelos e isso me torturava lentamente por todos os dias.

Eu tentei voltar, tentei saber se realmente não teria uma pequena chance deles terem sobrevivido, qualquer uma. Porém Willian me apertava com força naquele dia, nós continuamos um bom tempo vendo a ilha arder em chamas, explodir cada vez mais, cada parte dela e eu pensei que meu filho não precisava ver o pai dele, a ultima pessoa que lhe restava, correr que nem louco para a ilha atrás de... corpos. E depois... Bem, minha mente ficou clara e não havia nenhuma possibilidade de eles terem escapado com vida, nenhuma.

Meus sonhos variavam, ás vezes eram pesadelos, ás vezes eu apenas sonhava... Sonhava que os reencontrava, sonhava que... Encontrava Felicity. A falta que eu sentia dela era cruciante, em tudo eu sentia sua falta, em absolutamente tudo, desde comprar café a ver uma simples caneta vermelha. Eu não podia acreditar que minha Felicity, minha garota estava... morta. As vezes parece que a fixa ainda não caiu, alem de tê-la perdido eu a perdi ao mesmo tempo em que perdi todas as outras pessoas que eu amava, minha irmãzinha, meu irmão, meus amigos. Todo o meu time.

Eu não estava vivendo em um mundo sem eles, eu não estava vivendo em um mundo sem Felicity Smoak, eu estava sobrevivendo nele. Eu sobrevivia um dia de cada vez, por Willian, porque ele precisava de mim e eu precisava dele. Agora nós tínhamos apenas um ao outro.

“Eu sei de duas coisas... Você não está sozinho, e eu acredito em você”

Xxxx

Eu estava já há alguns dias empacotando algumas coisas no esconderijo, coisas valiosas como remédios e coisas de primeiros socorros, eu não precisava mais daquilo ali. Também empacotei algumas roupas que eu deixava de extras quando eu ainda dormia no esconderijo. Abri um dos armários grandes para ver o que eu poderia empacotar dali e o que encontrei foi a cadeira de rodas que Felicity usou por meses, uma das vezes em que eu achei que a perderia para a morte pra sempre, mas ela foi tão forte e agüentou firme, cada cirurgia, cada passo em sua recuperação, cada desafio que enfrentou para se habituar a sua nova condição e algo dentro de mim se aquecia em saber que ela passou por tudo isso ao meu lado, eu estava lá por ela.

“Na saúde e na doença.”

Respirei fundo olhando em volta, olhando os computadores, a cadeira onde ela se sentava. Eu quase podia ouvir seus saltos tilintando no chão enquanto andava, quase podia sentir seu cheiro no ar, quase podia ouvir sua voz em meu ouvido me guiando em minha missão. Parece que essa sensação nunca vai passar e ás vezes ela aparecia do nada, isso de eu quase poder senti-la, como se mesmo infinitamente separados, em algum momento nós nos encontrássemos no mesmo lugar novamente, estávamos ali, no mesmo lugar e no mesmo minutos, quase podendo senti-la, quase podendo tocá-la... Quase. E então tudo se esvaia de uma vez, a realidade dura caia sobre mim, se apertando em meu peito, ao redor do meu coração, sufocando-o como se eu nunca mais pudesse respirar aliviado novamente, como se toda a luz existente dentro de mim estivesse piscando, fraca e desanimada, sem nenhum resquício daquela felicidade antes sentida, o que a mantinha piscando eram as memórias e Willi, mas ainda assim ela era incompleta... E assim permaneceria.

“Ela é a pessoa que ilumina meu caminho”

Eu só queria ter a chance de novamente tocá-la, de novamente envolvê-la em meus braços em um abraço forte depois de uma missão, ou pela manhã quando acordávamos, eu queria novamente a chance de beijá-la e dizer o quando a amava, com todo o meu coração. Dizer tudo o que queríamos dizer depois que saíssemos daquela ilha. Ainda me lembro da sensação da ultima vez em que seus lábios tocaram os meus, eu estava surpreso, mas durante aquele momento, feliz. Como poderia aquele dia terminar daquela maneira? Eu tinha Willian em meus braços, Chase estava muito machucado, estava ganho, eu havia ganhado e de repente...

As imagens queimaram em minha memória e a raiva me assolou por um momento, eu deveria ter matado Chase quando tive a chance.

Fechei aquele armário e abri a gaveta onde estava meu capuz de Green Arrow, eu nunca conseguiria novamente colocá-lo, nunca conseguiria reunir outro time e se todos esses anos me ensinaram alguma coisa é que eu não posso fazer isso sozinho. Ainda assim eu me sentia parte culpado por novamente deixar a cidade sem o Green Arrow, mas o que mais eu poderia fazer? Os membros do meu time estavam mortos, meus amigos estavam mortos, minha família estava morta, toda ela.

“Você honra os mortos lutando, e você não acabou de lutar.”

Acabei por decidir não empacotar nada naquele dia, eu estava fazendo aos poucos e pelo jeito isso demoraria mais do que o previsto. Meu celular vibrou em meu bolso e eu estanhei ao ver que era Lyla.

—Lyla, oi, o que aconteceu?

—Oliver... – sua voz era estranha, como se estivesse contendo algum tipo de emoção. –Preciso conversar um assunto muito importante com você, podemos nos encontrar em sua casa?

—Claro, mas eu estou na prefeitura, porque não passa aqui?

—É que eu já estou perto da sua casa, realmente quero poupar tempo e acredito que você chega mais rápido aqui do que eu ai.

—Mas o que aconteceu?

—Eu tenho que te explicar pessoalmente.

—Tudo bem, Willian foi se encontrar com alguns colegas de classe para fazer um trabalho, vamos poder conversar com calma lá mesmo.

—Ótimo, te vejo daqui a pouco.

Desliguei o celular e dei um ultimo olhar para o lugar antes de apagar as luzes e voltar para o elevador que me levaria para o andar de cima em meu escritório.

Xxx

—Lyla, cadê você? Estou esperando há vinte minutos, pensei que estava perto. – deixei mais uma mensagem na caixa de recados de Lyla e até agora não havia resposta, isso estava começando a me preocupar, o que de tão importante ela tinha pra falar e de repente some assim.

Assim que me sentei no sofá numa tentativa de manter a calma ouvi batidas fracas na porta. Me levantei imediatamente e girei a maçaneta.

—O que de tão im... – talvez alguém tivesse me drogado com algo, talvez eu não tenha de fato acordado pela manhã hoje, talvez... Talvez eu tenha tropeçado e caído de um prédio e morrido também. Meu coração começou a bater tão rápido em meu peito que pensie que explodiria, como se eu tivesse levado o maior susto de toda a minha vida. –Felicity. –seu nome escorregou com facilidade entre meus lábios, como se a muito estivessem com saudades de pronunciá-lo. Congelei ali mesmo, seu nome ecoou longe em minha mente, me perdendo no meio do caminho em que me conectava com sonho e realidade. O que estava acontecendo? Que tipo de peças meu cérebro estava tentando pregar em mim?

O máximo que consegui fazer for dar passos para trás, eu não sabia ao certo se foi receio ou um convite para que ela entrasse. Apenas uma parte de mim entendia o que estava acontecendo, bem, talvez se ela entrasse significaria de que não era uma alucinação.

—Oliver... –sussurrou ela.

A alucinação falava.

Observei enquanto ela dava passos para frente e entrava hesitante no cômodo.

A alucinação andava também.

—Hey, Oliver... –sussurrou, erguendo receosa a mão em minha direção- Sou eu, Felicity, eu estou aqui, estou viva, estou bem!

A alucinação não era uma alucinação!

Minha mente destravou e tudo o que eu pude fazer foi dar apenas dois largos passos para frente até alcançá-la, encaixá-la em meu abraço e jurar em silêncio nunca mais deixá-la ir.

Felicity estava quente, pequena como sempre foi e viva entre meus braços. Senti as lagrimas escorrerem por minhas bochechas sem que eu sequer percebesse que elas estavam prestes a cair, fechei os olhos com força e respirei fundo, guardando mais em minha memória seu cheiro. Minha mão percorreu as pontas de seu cabelo e a outra mão parte de seu braço nu, guardando também a textura de cada um. Nunca havia me empenhado tanto em guardar tanto de Felicity em tão poucos minutos, sentia como se ela fosse virar pó de repente, como se nunca tivesse estado ali antes.

“Você sempre diz o quanto quer que eu seja feliz, enquanto você estiver em minha vida, eu sou.”

—Hey... –sussurrou. –Esta tudo bem, eu estou aqui agora.

Ah sua voz, como pude sobreviver por tanto seu ouvir o entoar de sua voz doce, me consolando. Se isso era um sonho, que eu dormisse para sempre, eu apenas queria mais dela, apenas queria ter aquela chance que mencionei antes, queria outra chance para nós. Mas como? Eu vi a ilha se explodir, eu vi com meus próprios olhos, não havia nenhuma maneira deles terem escapado dali, nenhuma, o que só reforçava meu pensamento de que aquilo era qualquer coisa, menos real e isso doía ainda mais em meu coração.

—Como... –balbucie, sem soltá-la.

—É uma longa história, foi bem difícil, mas isso não importa muito agora. John conseguiu fazer contato com a A.R.G.U.S. e Lyla foi procurar por nós já que a comunicação era péssima. Sinto muito, John pediu para que ela não falasse nada a você até ele descobri que Thea e eu estávamos vivas... Nós meio que nos separamos um dos outros. Como eu disse, longa história.

Ela tentou por um segundo se afastar, talvez para me olhar direito, mas eu não consegui permitir, não conseguia soltá-la ainda. Não ainda.

—Não, só mais um pouco, por favor, antes que... Antes que suma novamente.

—Oliver... – ouvi sua voz abafada em meu peito. A senti me empurrar delicadamente para que andássemos juntos para trás e pudéssemos nos sentar no sofá. –Hey... – desse jeito ela podia me olhar enquanto estávamos abraçados e eu aproveitei para mergulhar em seu mar de olhos azuis, também guardando-os na memória. –Você está bem?

—Se eu estou bem? – estranhei minha voz ter saído rouca e baixa. –Eu... Você morreu, você... está morta, você... me deixou, eu não... isso não é possível.

—Oliver, nós estamos bem. Quero dizer, nem todos nós, mas... Hey, eu não sou de mentira Oliver, eu estou aqui. – ela pegou minha mão e estendeu minha palma próximo ao seu coração e eu esperei, sentindo as batidas frenéticas contra minha palma. –Eu sou real, Oliver. Real.

Algo se estalou em meu cérebro, meu coração bateu ainda mais forte e prendi a respiração por um momento.

—Vo-vocês... Vocês sobreviveram. – ela assentiu, ameaçando um pequeno sorriso em seus lábios. –Lyla foi buscá-los... – comecei a juntar as informações que ela havia me passado.

—Sim, ela foi.

Minha respiração estava desregulada enquanto eu segurei suas mãos delicadas nas minhas, percebi apenas nesse momento então que seu rosto estava ainda um pouco sujo de terra, partes da sua roupa estavam meio rasgadas e também sujas e ela não usava sapatos. Ela estava bem, estava viva e tinha vindo direto da ilha pra cá, ela veio me ver. Felicity voltou pra mim.

—Oh Deus. – a puxei novamente para outro abraço, mas dessa vez minha mente não estava entorpecida, não estava em choque, dessa vez eu enfim tinha plena consciência de que aquilo estava acontecendo, aquilo era real. –Você está aqui!

—Eu estou! – escutei sua risada enquanto ela me apertava ainda mais, me levantei suspendendo-a do chão, girei em meu próprio eixo e ri, eu ri como se nunca tivesse sido tão feliz antes. Ela estava ali, viva e bem. Ela estava Viva!

Coloquei-a no chão e puis seu rosto entre minhas mãos, olhei-a nos olhos incapaz de esconder toda a minha alegria.

—Você esta aqui... –sussurrei por fim. Ela segurou em meu pulso, sorrindo docemente para mim.

—Estou Oliver.

“Nós nos encontramos um no outro.”

Me dei conta então de outro fato, soltei delicadamente seu rosto e a culpa bateu em mim com violência.

—Oliver? – me chamou confusa.

—Eu... não procurei por vocês, eu pensei que vocês...

—Hey, não! Você não vai fazer isso. – disse apertando minha mão na sua. –Você não vai se culpar, Oliver Queen! Prometa-me!

—Eu... – suspirei incrédulo que eu realmente havia desistido de todos eles, eu devia ter procura, devia ter voltado depois. Porem, agora não adiantaria muito eu me martirizar por isso. –Eu vou tentar.

Felicity assentiu e voltou a sorri, fiz o mesmo.

—Quem mais voltou? Eu quero ver todos!

—John está com Lyla, queria muito matar a saudades dela e principalmente do filho, Curtis foi ver Paul, talvez eles se reconciliem afinal. Enfim, Thea disse que precisava urgentemente de um banho e que ela tinha terra pra todo lado... Longa história também. Os outros todos precisavam de um banho, combinamos de nos encontrarmos todos aqui logo depois, estamos bem, mas... Samantha... Ela não resistiu aos ferimentos Oliver, eu sinto muito. Primeiro Willian, depois...

—Willian? Ele está bem, eu o encontrei, eu... Chase pediu para eu escolher ele ou vocês e eu consegui derrotá-lo, mas ele se matou e fez a ilha explodir, eu encontrei o meu filho, mas...

—É claro que encontrou. – sorriu toda orgulhosa, sem me deixar terminar meu discurso de culpa. –É o nosso herói e eu tenho certeza que se você tivesse uma mínima idéia de como nós conseguiríamos sobreviver você contrataria o mundo e o fundo pra nos procurar de baixo de cada árvore naquela ilha.

—Sim, eu faria isso.

—Então ótimo.

—Vai ser difícil contar a Willi que a mãe dele está realmente morta.

—Estou feliz que ele ainda tenha você, tenho certeza de que é um bom pai, então... fico feliz que ele tenha você, que ele tenha... á nós. – brinquei com a ponta de seus dedos em minha mão e sorri ainda mais. Essa era minha garota.

“Você sempre será minha garota, Felicity.”

—Você quer alguma coisa? Eu faço um banquete toda pra você, o que quiser, é só falar. – ofereço, nunca cozinharia tão feliz em minha vida.

—Eu só quero um banho. – riu, apontando uma pequena mochila que trouxera consigo. – trouxe uma muda de roupa, se importa se eu usar o seu chuveiro?

—Se eu me importo? Nunca fiquei tão feliz por você estar aqui pra usar o meu chuveiro. – brinquei.

—Okay então, senhor. Eu vou rápido.

—Demore o quanto quiser.

Assentiu e se levantou do sofá comigo.

—Quero uma omelete, estava morrendo de saudades da sua comida.

—Vai ser a melhor omelete que você já comeu eu garanto.

Seus dedos escorregaram dos meus e a observei como que em câmera lenta se afastar em direção ao banheiro, meu coração começou novamente a se desesperar dentro de mim ao vê-la se afastar.

—Felicity! – chamei quando ela já estava quase nas escadas. Ela parou e se virou para mim, dei passos rápidos até ela, segurei sua mão, e seu rosto puxei devagar até o meu, apenas tomando fôlego antes de grudar nossos lábios de forma sedenta.

Felicity resmungou em deleite, relaxando e se aproximando, sua mão foi até o meu ombro torcendo minha camisa entre os dedos, me puxando para mais perto, abrindo os lábios para que eu pudesse aprofundar o beijo, apertei sua cintura, inalei mais profundamente seu aroma, apreciei profundamente aquele momento e então eu tive plena certeza de que era realmente real, em nenhum sonho ou alucinação minha mente seria tão precisa sobre como era ter Felicity em meus braços novamente.

Eu nunca poderia me esquecer disso, esse momento... Esse era o momento pelo qual eu havia pedido por noites a fio, era a chance que eu esperava e eu iria aproveitá-la.

Nossos lábios se separam quando precisamos de ar e ofegante Felicity perguntou:

—Ow, isso tudo foi saudade? – abriu os olhos gradativamente, o sorriso fixo no rosto.

—Só no caso... – ri encostando as pontas de nossos narizes. – Apenas no caso de isso não ser real... Não quero me arrepender de não ter beijado você.

Seus olhos brilharam para mim exatamente como eu me lembrava que eles faziam e era a coisa mais linda que eu vira em tanto tempo.

—Eu amo você, Oliver. Senti sua falta todos os dias, mas eu sabia que conseguiria voltar.

Passei meu polegar suavemente por sua bochecha.

—Eu nunca mais vou deixá-la ir outra vez.

—Espero que não, pois eu não pretendo ir a lugar algum.

Me aproximei novamente e trocamos um breve selinho antes dela enfim se encaminhar para o banheiro.

“Você é o meu sempre, e eu só quero a chance de ser o seu.”

Notas finais
Então, gostaram???Vamos aos esclarecimentos:As frases em meio ao capitulo foi apenas para mostrar como Oliver se lembrava dela constantemente, não coloquei tooodas as frases de momentos que a gente ama, se não ia ficar um festival de frases né kkkk coloquei as que mais combinavam. Outra coisa, sobre como o team sobreviveu eu não entrei em detalhes até porque eu não faço ideia de como eles devem ter sobrevivido, eu quis focar mesmo ali no reencontro e contei mais ou menos como eles voltariam pra cidade, mas não entrei em detalhes em questão da sobrevivencia, vamos ter que esperar pra ver mesmo, espero que entendam.Gente eu sempre quis usar essa musica em alguma fic e eu finalmente consegui, estou TÃO feliz kkkkk.Outra coisa, eu não voltei de verdade, infelizmente, ainda estou sem PC e comecei a trabalhar e fazer curso estou com tempo zero, pra vocês terem noção eu não vejo Arrow legendado desde o episódio 19, eu só vi ao vivo apenas.Acho que é só isso, espero que tenham gostado e comenteeem que estou morrendo de saudades, bjsss. P.S. Vou dedicar o capitulo pra Luzi Smoak que fez a capa liiiinda, obrigadaaaa Luzinha. Eeeee pra Maria Gabs kkkk que me ajudou e me encheu o tempo todo pra escrever, bjsss Bagri
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!