Just give me a reason
6 Don't lose me without a fight
Notas iniciais
Natasha passou toda a noite do lado de James. A ruiva não saiu de lá por nenhum momento, nem mesmo para ir ao banheiro. Já havia amanhecido, e Natasha ainda dormia ao lado do filho, sentada na cadeira.
James já tinha acordado, e passava sua mão pequenina pelos cabelos da mãe, que foi acordando aos poucos com o carinho do filho.
— Oi, mamãe! — fala James, ao ver Natasha levantando a cabeça, que antes estava repousada em seu braço por cima da cama, e abrindo os olhos.
— Oi, meu amor. — diz Natasha, se sentando corretamente e dando um beijo na mão de James, que está em sua cabeça.
— Eu acordei agora pouco.
— E como você tá? Você tá bem, querido? — pergunta Natasha, preocupada.
— Tô, mamãe.
— Filho, você me assustou muito ontem à noite! — sussurra Natasha, depois de um suspiro.
— Mamãe, não fui eu. Foi o... — Natasha corta James delicadamente.
— Shhhhh shhhh eu não quero falar sobre isso agora, tá?
— Mas, mãe...
— James, por favor! Você acabou de acordar, passou a noite numa enfermaria porque quase morreu afogado. Eu não quero falar sobre isso agora.
— Mas, mãe, você precisa saber que...
— James, chega! Foi um grande susto, quando chegarmos em casa conversamos, tá?
— Tá, mamãe.
— Você tá com fome? — pergunta, depois de um tempo, acariciando a bochecha de James.
— Tô. Eu quero chocolate quente com torrada e muita, mas muita geleia.
— Hmmmm que delícia!!! Então, eu vou pegar e já volto, tá? — pergunta, se levantando.
— Tá.
— Fica deitado aqui me esperando. Eu volto num segundo. — Natasha deposita um beijo no topo da cabeça de James e sai da pequena sala.
Passa-se um tempo, até que James recebe um visita nada agradável.
— Oi, guri! — Matt bate na porta e entra no quarto.
— Foi você! — acusa James, o olhando com desprezo e medo.
— Eu? Eu o quê? — indaga, se fazendo de desentendido.
— Você me jogou na piscina! Você tentou me matar!
— Hahahahaha
— Não ri! Você tentou me matar e eu vou contar para a minha mãe, e ela vai te dar uma surra!
— Ah é mesmo? — indaga, cruzando os braços e se aproximando lentamente de James.
— É. Vou contar para todo mundo.
— E... quem vai acreditar em você? — pergunta, se sentando na cadeira que antes estava Natasha.
— Como assim? — indaga James, confuso.
— Hahaha ah... guri, eu apaguei as filmagens da casa de Tony! — diz Matt, depois de um tempo, erguendo as sobrancelhas.
— O quê? — indaga James, surpreso.
— Isso mesmo! Eu apaguei tudo. Portanto, qualquer palavrinha que sair dessa sua boquinha, será simplesmente um blefe.
— Eu não acredito em você! — diz, James começando a chorar.
— Dane-se! Se não acredita, vai em frente... conte tudo! Só não vá depois se culpar pela perda da mamãe e do papai. — ameaça Matt, friamente.
— Não machuca eles!
— Então é melhor você ficar de bico fechado, entendeu? Porque o que eu não consegui fazer ontem, eu faço hoje! Ouviu?
— Ouvi. — responde James, depois de um tempo, focado nos olhos frios e impiedosos de Matt.
Passos se aproximam, e Matt se distancia de James e vai até a porta.
— Mamãe tá vindo, já sabe... — avisa, fazendo um sinal de silêncio. James apenas assente e enxuga as lágrimas.
— Voltei, meu amor... ah, oi Matt! — cumprimenta Natasha, sorridente, com a bandeja nas mãos.
— Oi, Nat! — diz Matt, passando a mão pelas costas da ruiva por cima do vestido e olhando de lado para James.
— Você chegou agora? — pergunta a ruiva, indo até James.
— Ér... sim, sim. Eu... fiquei sabendo que o nosso mini capitão levou um susto e... vim ver se estava tudo bem.
— Ah é! Foi um baita susto mesmo, né, mocinho?! — Natasha coloca a bandeja em cima da mesa que tem pregada na cama, para James poder comer.
— Mas agora tá tudo bem, não tá, James? — pergunta Matt, enquanto Natasha coloca o menino sentado.
— Tá. — responde James, sem medo de encarar os olhos de Matt.
— É, tá... mas, mesmo assim, ainda teremos uma conversinha quando chegarmos em casa! — fala Natasha, cruzando os braços.
— Conversinha? Que conversinha? — indaga Matt.
— Sobre o afogamento! Eu falei para ele não chegar perto da piscina se não tivesse perto de mim ou de Steve, mas parece que alguém não obedeceu! — explica Natasha, olhando para James.
— Ora, não brigue com ele, Nat! Ele só tem cinco anos, e garanto que ficou mais assustado do que você. — diz Matt, se fingindo de doce.
— É, obrigada Matt. — agradece a ruiva, com um meio sorriso.
— Ahn... será que eu... posso falar com você, aqui fora? — pergunta Matt.
— Ér... claro, claro. Eu já volto, tá filho? — pergunta Natasha, olhando para James, que não responde. Apenas continua sua refeição.
A ruiva dá de ombros e vai para o corredor, sendo seguida por Matt que, antes de sair e fechar a porta, não deixa de dar um riso debochado e uma piscada para James.
— E então, o que foi? — pergunta Natasha, repousando suas costas contra a parede.
— Ahn... eu queria... te.. convidar para sair. — diz Matt, parando em sua frente.
— Ér... para sair? — indaga Natasha, engolindo seco.
— É. Você aceita?
— Ah é que eu... bem...
— Não precisa ser hoje, até por causa do James. Quer dizer, eu... ah esquece! — Matt se finge de tímido e começa a andar para longe de Natasha.
— Matt, espera! — grita Natasha, o fazendo parar e se virar para ela.
— O que foi?
— Bem, eu... eu ainda não respondi se aceitava ou não. — diz, soltando um riso pelo nariz.
— Ah sim, mas eu sei que você não vai aceitar e... — Natasha o corta.
— Eu aceito!
— Como?
— Eu aceito. — responde, sorrindo.
— Ér... voc... você aceita, aceita mesmo? — pergunta, gaguejando.
— Hahaha é, eu aceito, aceito mesmo.
— Ah que bom!!!!!
— Então, podemos ir hoje à noite?
— Claro, claro! Ér... eu te pego às... oito?
— Uhum, às oito tá ótimo!
— Maravilha, então... até lá!
— Até!
Matt despede-se de Natasha e a ruiva volta ao quarto de James ainda com um sorriso confuso nos lábios.
— Por que tá rindo? — pergunta James, ao ver sua mãe entrando no quarto e se aproximando dele.
— Ah... você quer saber por que eu tô rindo? — indaga Natasha, voltando a se sentar ao lado do filho.
— Ele te chamou para sair, né? — pergunta James, logo tirando o sorriso da mãe.
— Ér... ele..
— Fala a verdade, mamãe! — pede James, calmamente.
— Bom... sim, filho. Ele chamou. — responde, depois de um suspiro.
— E você vai?
— Vou.
— Por quê?
— Ah, James!
— Eu não vejo o porquê de você ter aceitado. Você não disse que ama o papai?
— Ér... James, não confunda as coisas. O fato de eu sair com Matt não significa que ele e eu vamos ficar juntos.
— Você promete?
— Ér.. filho...
— Promete, mamãe! Por favor. Me promete que nunca vai namorar aquele cara, promete!
— James, eu... eu... não posso prometer isso. Quer dizer, nunca se sabe o dia de amanhã.
— Mamãe...
— O que eu posso te prometer é que eu nunca, mas nunca mesmo, vou te deixar. Eu vou estar sempre com você, sempre do seu lado, em todas as ocasiões. — assegura Natasha, pegando na mão de James.
— Eu te amo, mamãe. — diz James, estampando um sorriso.
— Eu também, minha vida. — diz Natasha, se inclinando e dando um selinho no filho.
...
— Mas você é louco ou o quê? — cobra Sharon ao telefone com Matt.
— Ora, o que foi?! — indaga Matt, ironicamente.
— Como você tem coragem de perguntar o que foi? Você... você podia ter matado o menino!
— E...?
— E que isso está fora de cogitação, Matt!
— Vai me dizer que você ficaria triste com a morte daquele pirralho?
— Ér... não triste, mas... não vejo necessidade de acabar com a vida de uma criança.
— Esse garoto ainda nos trará muitos problemas.
— É, eu sei. Mas matá-lo não vai melhorar as coisas.
— E por que não?
— Como assim?
— Pense, Sharon! Se matarmos o mini cubinho de gelo, isso nos será muito útil!
— Em quê?
— Ora, como assim em quê?! Em tudo! Pois tanto o papai quanto a mamãe precisarão de... colo e carinho, e aí que entraremos.
— Bem... eu... eu concordo, mas não quero me meter nisso. Eu não vou ser responsável por isso!
— Ah deixa de ser coração mole.
— Eu não sou! Mas matar James é... é desnecessário. E eu não vou fazer parte disso!
— Tá bem, tá bem... eu também não quero matar o guri, foi só... uma ideia, mas esquece.
— É bom esquecer mesmo.
— Ah que seja! E... quanto ao nosso amiguinho?
— Continua na mesma.
— Não vão descongelá-lo?
— Não! Temos ordens, e não podemos descumpri-las simplesmente porque você quer!
— Ah... será que eu tenho que ir até ir e tirá-lo desse container?!
— Sinto muito, Matt. Mas você não é agente da S.H.I.E.L.D., portanto, não pode entrar aqui e simplesmente descongelar o Caveira Vermelha!
— E quem disse que serei eu?
— Ah então será quem?!
— Ora, querida... você!
— Eu?
— Claro! Você é a única que pode levar nosso plano a diante.
— Mas... é arriscado. Não poderei fazer esse tipo de coisa sozinha.
— Não se preocupe. Nós teremos nossos contatos.
— Que seriam...?
— Você vai saber já já!
...
— E a mamãe aceitou?
— Aham. Vão sair hoje à noite, papai.
— Bem... eu espero que ela se divirta!
— Pai!
— O que foi?
— Não perca a mamãe para o Matt. Não perca a mamãe para ninguém.
— Acontece que eu já perdi.
— Não... não perdeu. Mas acabará perdendo se não fizer nada.
Steve e James conversam no quarto da enfermaria enquanto Natasha foi comer alguma coisa.
— Steve? — indaga a ruiva, chegando ao quarto e o encontrando por lá.
— Oi, Nat. — saúda, se levantando da cadeira.
— Você chegou agora?
— Ér... quase agora. Onde estava?
— Eu fui comer alguma coisa.
— Ah tá. E... já podemos levar James?
— Bruce vai fazer uns últimos exames, mas é só por... precaução, sabe? — explica, erguendo os ombros.
— Uhum. E... ele dormiu bem?
— Dormiu, até que dormiu. Eu é que... tô toda quebrada. — responde, se sentando na cadeira.
— Vá para casa descansar. Eu o levo depois.
— Não, eu quero ficar e saber se ele tá bem mesmo. — diz, zelosa, fazendo Steve sorrir.
— Como quiser.
— E também, alguém merece um bom puxão de orelha! — fala Natasha, olhando para James.
— É, filho. Te dissemos para não chegar perto da piscina sozinho. — reforça Steve.
— Você tem ideia do que poderia ter acontecido? — indaga Natasha.
— Desculpe. Eu não ia entrar, eu tava só passando pela borda, mas eu escorreguei e... caí. — mente James, se lembrando da ameaça de Matt.
— Você nem tinha que estar lá fora! Tinha que estar conosco. — diz Natasha, olhando para Steve e fazendo uma pausa. — Mas... isso foi culpa nossa também. Tínhamos que ter ficado de olho em você.
— Nat... — Steve acaricia seu ombro.
— Mas, agora, tá tudo bem. — assegura, apertando a mão de Steve que está em seu ombro.
Continuam conversando até que Bruce entra no quarto e diz que Natasha e Steve precisam sair para ele poder fazer os últimos exames. Os dois assentem e dão um beijo em James, se dirigindo para o corredor.
— Ele tá bem, né? — indaga Steve, com os braços cruzados, vendo James através do vidro da sala.
— Tá, mas... parece que você não. — diz Natasha, atenta aos traços do rosto de Steve.
— Como assim? — indaga, se virando para ela.
— Você parece... preocupado ou incomodado com algo. O que foi?
— Ér... Natasha! Meu filho quase morreu e veio parar no hospital. É normal que eu esteja assim, não?
— Sim, claro que é! Mas eu te conheço, Steve. Ontem mesmo que aconteceu tudo você estava calmo. Por que está nervoso hoje?
— Ah, para de paranoia!
— Steve!
— Não é nada, é só...
— É só o quê?
— Eu... eu... tive um sonho noite passada e... isso mexeu comigo.
— Que sonho?
— Um que... você estava morrendo e... James estava em perigo.
— Steve, tá tudo bem. Foi só um sonho. Tanto James quanto eu estamos bem, tá? Pesadelos não são reais.
— Eu sei, mas mesmo assim fiquei assustado.
— Eu imagino. Você quer falar sobre o pesadelo? Dizem que isso faz bem, e faz você esquecer.
— Okay! Era... — Steve é interrompido com a chegada de Sharon, que faz Natasha bufar e sentir uma ânsia de vômito.
— Oi, gente! — ela cumprimenta Steve com dois beijinhos na bochecha e vai em direção à Natasha, que se afasta com dois passos para trás.
— Oi, oi! — diz a ruiva, com um sorriso seco, se virando para James.
— Ér... então, ele tá bem? — pergunta Sharon para Steve.
— Tá, tá. Bruce está fazendo mais uns exames e depois poderemos levá-lo para casa.
— Ah que bom!!!
— É.
— E descobriram como ele caiu na água?
— Ah... coisa de criança! — responde Steve, dando de ombros.
— Ele nos deu um tremendo susto!- comenta Sharon.
— Verdade! Mas e você? Como está? — pergunta Steve.
— Eu tô bem. Inclusive, vim aqui te fazer uma proposta.
— Uma proposta? Que proposta?
— Bem, eu fui ao seu apartamento e... você não tava, então eu supus que você tava aqui e vim para cá trazendo duas reservas para um restaurante M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O.
— Sério? — indaga Steve, tímido.
— Aham. Hoje às sete e vinte, topa?
— Ér... bem, eu....
— Ah vamos lá!!!! Vai me deixar sozinha?
— Não, não, não. Eu vou.
— Oba! Então, me pega às sete no meu apartamento, tá bom?
— Tá.
— Okay! Então, eu vou indo. Até mais tarde. — Sharon dá um beijo na bochecha de Steve e toca nas costas de Natasha, que faz cara de nojo e tenta se afastar do toque da loira.
— Tchau, Nat! — diz Sharon.
— Tchau. — responde Natasha num tom seco, sem se virar para cumprimentá-la. – É... hoje a noite será bem legal! — comenta Natasha, ainda de costas.
— É, tanto para mim quanto para você. — devolve Steve, a fazendo se virar para ele.
— O que quer dizer? — pergunta, com uma mão na cintura.
— Eu sei que vai sair com Matt.
— É, é, eu vou. Por quê?
— Por nada, só... divirta-se.
— Obrigada, eu vou. Divirta-se também.
— Com certeza irei.
— Ótimo!
— Ótimo!
Os dois viram e voltam a fitar James, que ri, sendo examinado por Bruce.
...
— Idiota, imbecil! Se aquele besta acha que vai me irritar só porque vai sair com a senhorita sorrisinho, ele tá muito enganado! Ridículo de uma figa, filho da... — Natasha para de falar quando James entra em seu quarto e chama por ela.
— Mamãe?
— Quê? — indaga, se virando para trás e fitando o filho, que se aproxima dela lentamente.
— O que tá fazendo?
— Eu... tô procurando um par de sapatos para hoje à noite.
— E com quem você tava falando?
— Ér... eu... tava... pensando alto.
— Tava xingando alto! — corrige James, com um sorriso irônico.
— O que você quer, James? — pergunta Natasha, rindo fala do filho, suspirando e relaxando os ombros.
— Tô com fome. — fala, passando as mãos pela barriga.
— E o que você quer comer? — pergunta Natasha, fechando o armário e se levantando.
— Não sei. Qualquer coisa.
— Hm... então, vamos lá ver o que tem para comer! — Natasha pega James no colo e vai em direção à cozinha para alimentar seu filho.
...
A noite chega, e Natasha espirra o perfume em seu pescoço e pulsos, pronta para sair. Ela não está muito arrumada, mas qualquer roupa lhe dá total elegância, devido ao seu belo corpo.
— Já vai, mamãe? — pergunta James, parando na porta do quarto de Natasha.
— Vou, querido. Só estou esperando a tia Pepper vir te buscar. — responde, indo até o filho e se agachando.
— Você vai voltar tarde? — pergunta James.
— Não sei. É provável, por isso que você vai dormir lá na torre e eu te busco amanhã, tá?
— Tá bom.
— Querido, não fica triste.
— Como você não quer que eu fique triste? Se você vai sair com esse cara que quer ficar com você.
— James! — exclama Natasha, sorrindo.
— Você sabe que é verdade, mamãe.
— Não, eu não sei. Mas, se for, eu irei resolver isso com ele. — diz, se levantando.
— Mas, mãe...
— James, morreu o assunto!
Blim
— Deve ser a tia Pepper. Pega a sua mochila para sairmos. — manda Natasha, indo abrir a porta.
— Tá bom. — obedece James.
— Oi, Pepper! — saúda Natasha, ao abrir a porta.
— Oi!!! Cadê ele?
— Já tá vindo.
— Tia Pepper!! — James corre até ela, que o pega no colo.
— Oi, meu amor! Como você tá?
— Tô bem.
— Por que tá com essa carinha triste? — pergunta Pepper, franzindo o cenho e fazendo beicinho.
— Porque... — James começa a falar, mas Natasha o corta, pegando sua bolsa.
— Pirraça, Pepper! — responde, depois de soltar um estalo com a boca.
...
— Você está linda! — diz Matt mais uma vez, assim que chegam ao restaurante, enquanto ele puxa a cadeira para Natasha.
— Obrigada. — agradece, tímida.
— E James, como está? — pergunta, se sentando ao seu lado.
— Tá bem, obrigada por perguntar.
— Ora, imagina! Aliás... aquele pinguinho de gente nos deu um baita susto!
— É, mas... se não se importa, eu não quero falar sobre isso.
— Claro, claro! Não iremos falar sobre nada que estrague nossa noite. — diz, com a voz sedutora, pegando a mão de Natasha, que logo se solta de seu toque.
— Que bom! Podemos pedir? — pergunta, abrindo o cardápio.
— Claro! — concorda, Matt revirando os olhos e a imitando.
...
— Ah, Steve, muito obrigada por ter aceitado o meu convite. — agradece Sharon, enquanto Steve puxa a cadeira para ela.
— Imagina! Obrigado você por ter me convidado. — diz, se sentando em frente à ela.
— É que... a pessoa que me deu essas reservas é alguém muito especial. Então... eu pensei em usá-las com alguém mais especial ainda. — fala, tocando na mão de Steve.
— Ér... eu... também te considero uma amiga bem querida. — diz Steve, tirando sua mão da debaixo da Sharon, depositando dois tapinhas.
— Claro! — comenta Sharon, voltando à sua pose normal.
Continuam conversando até que Steve ouve uma risada a qual reconheceria em qualquer lugar. Passa os olhos pelo restaurante, procurando de onde vem o som e, assim que acha, sente uma pontada no peito.
É Natasha! A ruiva janta com Matt em uma mesa à quatro metros de distância da que está Steve e Sharon.
— Steve, tá tudo bem? — pergunta Sharon, percebendo o olhar perdido do loiro direcionado à Natasha.
— Ér... tá, tá. — responde, ainda olhando para a ruiva que, por sinal, se diverte com a companhia de Matt.
...
Mais tempo se passa, e Natasha ainda não nota a presença de Steve. O loiro se aproveita do momento que Matt vai ao banheiro e se levanta da mesa, dizendo o mesmo para Sharon.
Anda até Natasha, roxo de ciúme, e a toca no ombro.
— Oi! — diz, assim que a ruiva levanta suas íris para ele.
— Steve? — indaga Natasha.
— É.
— O que tá fazendo aqui? Não tinha um encontro com Sharon?
— E eu estou tendo. Olhe! — o loiro aponta para Sharon, que, quando é vista por Natasha, faz com que a ruiva revire os olhos.
— Tô vendo, então... por que não vai para lá?
— Eu estava indo ao banheiro e, quando te vi, resolvi te cumprimentar.
— É, percebi. Mas, agora que já cumprimentou, pode seguir seu rumo.
— O que é isso, Natasha?
— Isso o quê?
— Seria... ciúme?
— Ah, não seja ridículo! Por que eu teria ciúme de você com aquela barbie falsa?
— Hmmmm... me diga você. — provoca Steve, cruzando os braços.
— Olha, eu estou tendo uma noite maravilhosa com Matt. E nem pense que vai estragar isto! — diz Natasha, se virando e esvaziando a taça de vinho inteira na boca.
— Que bom! Tomara que aproveite! — responde Steve.
— Igualmente. E, para sua informação, eu já estou! — rebate Natasha.
— Tá!
— Tá!
Steve bufa e segue seu destino até o banheiro, não encontrando com Matt, já que o mesmo já está a caminho da mesa.
...
— Tá tudo bem? — pergunta Matt, assim que se senta, percebendo a expressão de Natasha.
— Tá. — responde Natasha, balançando as pernas, inquieta.
— Tem certeza...?
— Ora, tenho! O que mais quer saber? — pergunta, alterando a voz.
— Nada, nada. Relaxa!
— Não me manda relaxar!
— Tá, tá. O que você quer?
— Outra dose de vinho.
— Garçom!!!
...
— Eu não gosto da mamãe com o Matt. E nem do papai com a Sharon. — desabafa James para Tony e Pepper.
— Nem nós, querido. — diz Pepper.
— A Sharon e o Matt são chatos e maus!
— Mas seus pais são burros e imbecis! — fala Tony, ganhando um tapa de Pepper no ombro.
— O que ele quis dizer, querido, é que seus pais não conseguem enxergar a falsidade do Matt e nem da Sharon.
— Por quê? — pergunta James.
— Porque eles... — Pepper corta Tony, lhe jogando uma almofada no rosto.
— Porque eles acham que eles são boas pessoas. E... quem sabe eles não são mesmo? Não podemos tirar conclusões precipitadas.
— Acredite, tia Pepper, o Matt não é. — afirma James.
— Por que diz isso, mini picolé? — pergunta Tony.
— Eu não sinto! — responde James, desviando o olhar.
— Nem eu! — comenta Tony.
— Será que a mamãe tá se divertindo com ele?
— Não sabemos, meu bem. — responde Pepper, erguendo os ombros.
...
Natasha já está na sua quarta garrafa de vinho. A ruiva está completamente bêbada, e ainda assim consegue beber mais e mais. À essa altura, Matt já tomou conhecimento de Steve, e Sharon, de Natasha. E a ruiva está usando Matt para causar ciúme em Steve, o deixando falar em seu ouvido, rindo de suas piadas, passando a mão pelo seu rosto... e Steve paga na mesma moeda. Ri para Sharon, segura sua mão, fala em seu ouvido... tudo igual!
Chega um ponto que Natasha não aguenta. Segura o rosto de Matt em suas mãos e o beija, fazendo o coração de Steve explodir. O loiro até pode beijar Sharon em forma de vingança, mas ele não quer usar a moça, não acha aquilo justo. E, também, ele mesmo havia afirmado para si que jamais beijaria uma mulher que não fosse Natasha.
A ruiva se separa ofegante de Matt e vira-se para Steve, e sente o arrependimento cair em cima de si como se fosse uma pedra a esmagando. Ela vê que Steve está mais magoado do que ciumento, então pega sua bolsa e corre para a saída.
Matt abre a carteira e joga o dinheiro na mesa, já que já havia pego a conta com o garçom. Steve e Sharon também já haviam terminado, então Steve imita o moreno e corre para fora, sendo seguido por Sharon.
— Natasha, espera! — grita Matt, a fazendo parar.
— O que você... — Natasha para de falar ao ver Steve com Sharon.
— Nat... — inicia Steve.
— Matt, eu quero ir para casa! — pede, olhando para ele e secando as lágrimas.
— Nat, por favor... — tenta Steve, mais uma vez.
— Vamos, Matt! — chama, ignorando o loiro.
— Natasha, eu te levo! — oferece-se Steve, se esquecendo de Sharon.
— Steve! E quem me leva? — cobra a loira.
— O Matt pode te levar, não pode?
— Ér... eu... — balbucia Matt.
— Não! O Matt vai me levar! Vamos, Matt... por favor. — pede a ruiva, andando em direção ao carro.
— Natasha... — Steve apressa os passos até ela.
— Matt, vem! — insiste Natasha, mais uma vez.
Matt dá a volta ao carro e abre a porta do motorista, logo abrindo a de carona para Natasha, que entra e trata logo de trancar e colocar o cinto.
— NATASHA, ESPERA! — pede Steve, batendo na janela, mas a ruiva continua a ignorar, vendo Matt dar a partida.
— Steve, Steve... — Sharon vai até ele e põe as mãos em seus ombros.
— Desculpe, Sharon. Eu..
— Shhhh tudo bem, tudo bem. É normal, você ainda gosta dela! — diz Sharon, dando de ombros.
— Me desculpe.
— Tudo bem.
— Eu gostaria de esquecê-la, mas...
— Se quer esquecê-la, precisa fazer por onde. Deixe-me te ajudar.
— Como?
— Assim. — Sharon enrola seus braços em volta do pescoço de Steve e o beija ardentemente.
...
Matt para o carro em frente à casa de Natasha e a fita.
— Boa noite! — diz, a olhando com frieza.
— Matt, eu... — tenta Natasha.
— Natasha, eu sei o que você fez no restaurante. Você me usou!
— Não, não, eu...
— Ah, vai negar? Vai negar que só me beijou para deixar o seu ex-maridinho com ciúme?
— Não, não vou negar, Matt. Me desculpe. — pede, depois de um tempo.
— Se não queria ir, era só dizer.
— Matt, por favor, não fique assim. A noite foi ótima, eu só... não contava de encontrar Steve lá.
— Você o ama?
— Ér... não. Não, eu não amo! Isso é passado, Matt. Pode acreditar.
Matt sorri e vai se aproximando de Natasha aos poucos, pronto para beijá-la novamente.
— Ér... eu preciso ir. Boa noite. — a ruiva se vira e abre a porta, saindo do carro e entrando no prédio, vendo Matt dar a partida logo após uns segundos.
...
Natasha entra no apartamento e segue para seu quarto. Vai tirando os brincos, colar, pulseiras e anéis e guardando em seu porta joias. Depois, vai ao banheiro e tira sua maquiagem. Retorna ao quarto e se despe de frente para o espelho, mas para ao ver uma pequena cicatriz em sua perna.
Flash Back onn
— Calma, Natasha. Falta pouco! — disse Steve, a levando nos braços para fora de um túnel que estava cheio de destroços.
— Ai... eu tô perdendo muito sangue! — falou Natasha, vendo sua perna machucada.
— Calma, vai ficar tudo bem. Eu vou te tirar daqui!
...
— Bom dia, bela adormecida. — desejou Steve ao ver Natasha acordar na cama do hospital, beijando toda a extensão de seu rosto.
— Onde eu tô? — perguntou Natasha, com a voz sonolenta, rindo ao sentir os beijos de Steve.
— No hospital. Você quebrou a perna.
— Droga!
— É... droga mesmo!
— Mas ganhamos?
— Ganhamos. — respondeu Steve, com um sorriso, indo de encontro aos lábios vermelhos e doces de sua amada.
— E quando vamos para casa? — perguntou Natasha, assim que o beijo terminou.
— Daqui a pouco. Você já está bem e receberá alta em breve. — disse Steve, passando a mão pelos cachos ruivos de Natasha.
— Que bom! Tô doida para deitar na minha cama, odeio hospital! — comentou, revirando os olhos.
— Eu também tô doido para te ter na nossa cama. — sussurrou Steve em seu ouvido, inspirando o doce perfume de seus cabelos e beijando seu pescoço.
— Esse não é o meu Steve! — afirmou Natasha, sorrindo.
— Por pouco eu não te perdi hoje. — falou, a olhando sério.
— Você nunca vai me perder! — assegurou Natasha, segurando seu rosto nas mãos.
— Eu sempre te protegerei. Dou minha vida pela sua.
— Eu sei! — afirmou, o puxando para mais um beijo.
Flash Back off
— Não me perca, Steve! Lute por mim... por favor. Eu te amo! — diz Natasha, ainda de frente para o espelho, com a mão na cicatriz da perna, deixando as lágrimas inundarem seu rosto.
Fale com o autor