Just dream
1 Capítulo único
Notas iniciais

Ruínas do templo de Abel.
Naqueles templos antigos e decadentes, mal sabia como havia conseguido chegar até lá. Seria o antigo templo do deus Abel? de alguma forma, teria recebido permissão para lá entrar e apenas oque lhe preocupava era o fardo de subir àquelas escadas. Não demorou muito e já se encontrava em meio às primeiras pilastras.
O vento calmo do lugar abandonado e quase inacessível batia contra sua túnica e os belos cabelos loiros alisados, deixando todo o calor que sentia para trás. Grécia era sinônimo de calor constante, principalmente em algumas estações. — Irei apenas aproveitar enquanto posso... —"
Sentou-se no chão em posição de mantra, pensativa quanto ao céu, e antes que pudesse declarar silêncio eterno um cosmo avassalador e ao mesmo tempos extremamente calmo lhe atingiu. Conteve a leve pressão que seu corpo sentiu, e virou-se para trás na velocidade da luz. — Asmita!" gritou antes mesmo de ter se virado. Aquele cosmo só podia pertencer à uma pessoa na face da terra, era do santo de ouro Asmita, um cosmo que podia se igualar ao de um deus.
Pousou uma das mãos na grama fixando todo o peso de seu corpo ali como um prego de sustentação; era mesmo ele, o barulho da armadura quando os pés pousaram no chão com certa elegância que ela odiava, os mesmos olhos fechados e misteriosos.
— Eu nunca soube o que se passava em sua mente Asmita de virgem, ainda não compreendo — Pausou, e um silêncio se fez; o local já era totalmente diferente do que antes estivera. Era um campo florido repleto de flor de íris dentre outras rosas brancas, flores pequenas. Pouco ao longe havia uma pequena casinha que parecia ao mesmo tempo que reconhecível totalmente estranha.
— Minha mente é um labirinto muito confuso, mal eu posso entender. — Sua voz audaciosa libertou-se finalmente, Asmita de virgem. — A guerra santa está começando.
Aquele momento todos já sabiam, mas ainda assim a notícia lhe atingiu como uma pancada, eu já não sou mais uma amazona. Asmita sabia disto. E seus olhos fechado diziam isto mesmo sem saber. Bastou que uma nova brisa bate-se em seus cabelos dourados de ambos, para que a jovem se levanta-se, a encarar o cavaleiro dourado com persistência.
— Onde... — Pausou segurando pano da túnica para que pudesse andar — .. estamos? — Perguntou, entoando cisma no onde. Mas não obteve resposta apenas passos do cavaleiro até seu lado. Caso ele quisesse medir altura já conseguiria perceber que o troglodita emplumado em ouro na verdade era ele.
— Quero lhe mostra algo. Siga em frente. — Antes que pudesse protestar o homem já não estava mais lá, a presença de seu cosmo estava mais à frente. Não teve pressa, parecia que quanto mais desejava ir rápido seus pés perdiam a velocidade e o objetivo se mantinha mais e mais distante. Olhou de canto para a paisagem, os olhos esverdeados da loura gravaram aquela figura em sua mente. Era tão... distante de tudo... mal parecia se real, não era.
A casinha era feita de madeira e incrivelmente conseguia ser grandinha por dentro. Sentiu-se mal ao abrir as portas do lugar, mais pela curiosidade humana natural que possuía teve de abri-lar, para sua sanidade. Já podia ouvir vozes, de uma mulher, de uma criança mas não a do cavaleiro.
Preferiu ficar calada, não sabia o que poderia acontecer caso ouvissem sua voz. Estavam lhe vendo? se não passasse de uma das brincadeiras de Asmita, seria tudo apenas uma ilusão. Ela atravessou um quarto pequeno meio sala, uma cozinha arrumada e um corredor até chegar a porta que levava as partes traseiras da casa.
Asmita estava lá, mantinha um pequeno sorriso no rosto enquanto olhava para uma pequena criança. Ela parecia os ver, e por um breve momento correu em direção aonde a jovem se encontrava. Os cabelos eram longos e louros, completamente lisos, mal chegavam as ondulações que a antiga amazona possuía, e sim aos de Asmita.
Aquela criança provocou uma pequena alegria em seu interior, e um grande sorriso externo. — Era isto que gostaria de me mostrar? — Perguntou, e logo a criança virou a direção e foi para o outro lado entrando em outro pequeno corredor. Ela pôde perceber na expressão de Asmita, que possuía uma profunda vontade de abrir os olhos mesmo sabendo que seria em vão. Quem era aquela criança? que lugar era aquele?
— Asmita me responda, onde estamos? — Perguntou mais uma vez, mas Asmita já estava seguindo em direção ao outro corredor. Passou pelas duas cordas onde roupas secavam, droga! pensou, iria perder-lo de vista novamente. — Maldito Asmita!
Como pensava no corredor já não havia mais sinal do cavaleiro de ouro, apenas uma mulher segurando nos braços a criança de antes, mas apenas a criança conseguia vê-la. Sua expressão se tornou confusa. Estavam apenas jogando? ou, do que se tratava?
— Não me chame de maldito de forma tão leviana. — Formulou o cavaleiro pondo uma das mãos em seus ombros, pela primeira vez ela conseguiu ver seus olhos abertos e um pequeno sorriso sincero.....
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