Just as you are

1 One shot - Do jeito que você é.


Notas iniciais
Oi, pessoal! Agora que comecei a jogar Pokémon Platinum, comecei a shipar este casal... Sei que não é muito apoiado, mas para quem jogou o jogo sabe que o Barry é diferente de no anime e tal... Também, como há falta deste casal aqui no Nyah, eu resolvi trazer! Enjoy!

– Ai, Barry, porquê me faz sentir assim? — Perguntava a azulada sentada na cama. — Hoje parto em jornada e você nem sequer se veio despedir...

Dawn fazia dez anos, estava pronta para sair em uma jornada Pokémon. Nesse mesmo dia iria ter com o professor Rowan para escolher o seu inicial. Ela sabia muito bem qual escolher. Iria escolher o Piplup, como a sua mãe o fizera antes dela. Mas a sua mente estava noutro local, ela só pensava no seu vizinho; Barry... Desde pequenos que brincavam juntos no pátio, Barry sempre ganhava nos joguinhos que eles faziam e dizia que se ia tornar no melhor treinador de sempre. Dawn gostava desse jeito do menino, via-o como exemplo e uma pessoa completamente fenumenal! Ela só não sabia explicar que sentimento era aquele...

Dawn suspirou, sacudiu a cabeça para tentar tirar o loiro da sua mente, mas era impossível... Levantou-se da cama, e mal colocou um pé no chão, ouviu uma voz familiar.

– Thud! Dawn, ainda está deitada? Vamos sua lenta! Temos de estar no laboratório do professor Rowan antes que ele dê os Pokémons! — Barry entrou no quarto da garota sem previo aviso.

Dawn corou imenso, ela ainda vestia apenas o pijama, era algo constranjedor ficar assim em frente ao seu amigo, mas já era habitual ele entrar assim no seu quarto...

– Você também vai escolher o seu Pokémon? — Dawn perguntou curiosa tentando disfarçar a vergonha.

–Ah! Claro que vou! Deve pensar que a ia deixar ir assim numa jornada e ia ficar a ver! É que nem pense! Eu também vou! Eu jurei que ia ser o melhor treinador, não vou perder para você! — Barry disse enquanto ajeitava o cabelo com a mão.

– Isso quer dizer que somos rivais, né? — Dawn sorriu para o suposto rival.

Barry parou um pouco de sonhar alto para olhar a amiga, ela estava sentada na cama com uma camisa de dormir até aos joelhos, os seus olhos brilhavam e a sua face estava ligeiramente rubra, seus lábios esboçavam um sorriso radiante que faria qualquer garoto se apaixonar. Barry sentiu-se entimidado com o olhar de Dawn, corando um pouco também, mas logo abanou a cabeça e voltou a si.

– Sim, Dawn! Somos rivais! E nem pense que vou pegar leve por sermos amigos! Agora se despache, vou lhe tirar um milhão de Pokémoedas se não se despachar! — Barry apostou enquanto saiu a correr do quarto da menor, fechando a porta atrás de si.

– Barry... — A azulada pronunciou o nome do novo rival com imenso carinho, fazendo com que ela própria avermelha-se.

Dawn se vestiu pensando no outro, de como ele era trapalhão e convencido, bem que sonhava alto muitas vezes, mas ela gostava dele desse jeito, gostava de ver os seus olhos laranja avermelhados brilharem de entusiasmo enquanto ele se vangloriava, ela ficava calada a admira-lo, pois não possuia coragem para dizer fosse o que fosse...

......

Semanas se tinham passado desde que Dawn saira numa jornada, ela era acompanhada de momento de seu fiel Pokémon, Piplup e de dois amigos que fizera na jornada: Lucas e o seu Chimchar.

– Ei, Dawn, está anoitecendo, quer ficar aqui para dormir? — Lucas perguntou gentilmente com um sorriso na cara.

– Sim, é uma boa ideia. — Dawn respondeu um pouco tímida pegando na mala e preparando a tenda.

– Parece que hoje vai ter temporal... É melhor pararmos naquele Centro Pokémon em vez de acampar. — Lucas apontou para o edifício no centro da cidade.

– Deve ter razão. — Dawn arrumou as coisas enquanto olhava o céu coberto.

Os quatro dirigiram-se ao edifício enquanto anoitecia, já tinha começado a choviscar também, então ambos entraram a correr no local.

– Boa noite, em que posso ajuda-los? — A enfermeira Joy perguntou com um sorriso de orelha a orelha.

– Boa noite. Podia cuidar de nossos Pokémon, por favor? Oh! E queriamos um quarto para duas pessoas, por favor! — Lucas pediu.

– Oh, lamento, mas estamos lotados de momento, quando há aviso de tempestade ficamos lotados de treinadores... — A rosada lamentou enquanto recolhia os Pokémons dos menores.

– Espere! Aviso de tempestade? — Dawn perguntou assustada.

– Sim, toda esta zona está em alerta vermelho, vai passar aqui um temporal que nem Giratina! É estremamente proibido ficar na rua. — A senhora devolveu os Pokémons.

– Mas, é muito tempo até ao próximo Centro Pokémon, já está a chuviscar, nunca chegaremos a tempo... — Lucas lamentou.

– Não há mesmo nenhum quarto para nós? Podemos ficar na arrecadação! Temos material de campismo! Por favor, nos deixe ficar... — Dawn pediu envergonhada com medo de que tivesse de correr o risco de ser pega pela tempestade.

– Bem... Nós temos um quarto, mas não está vago. Tem duas camas que não estão ocupadas, mas vão ter de o partilhar com um garoto. — A enfermeira acentiu.

– Sério? Há lugar para nós?! Ouviu, Dawn? Vamos dormir numa cama! Nos dê a chave, nós ficamos com ele! — Lucas entusiasmou-se.

– Ok, mas... É partilhado! — A enfermeira Joy lembrou dando a chave.

– Não tem mal! Na próxima noite a gente sai logo! — Lucas disse puxando a amiga, sendo seguidos pelos dois Pokémons.

......

Lucas abriu a porta devagar, para não assustar ninguém. Logo depois entraram.

– Oi? Está ai alguém? Vamos ficar aqui durante a tempestade, não tem mal, pois não? — Lucas procurou uma resposta, mas nada.

Dawn foi à cozinha do quarto procurar algo para comer, aquilo era bastante grande. Tinha uma sala, dois quartos, uma cozinha, varanda e banheiro, bastante grande para uma suite de um Centro Pokémon.

– Turtwig! — Dawn ouviu enquanto mordia uma baga de oferta que estava em cima da mesa.

– Turtwig? O que você faz aqui? Cadê seu treinador? Espera! Por acaso você não é o Turtwig do... — Dawn paralizou, não conseguia esquematizar a frase, Barry estaria naquele quarto?

– Turtwig! Turtwig! — O Pokémon saltava de um lado para o outro com felicidade, depois, mordeu a bota da azulada, como se quisesse ser seguido.

– Vai levar-me ao seu treinador? — Dawn perguntou ao ser esverdeado que saltitava.

– Turtwig! — O ser acenou que sim saindo na direção da sala e parando no sofá.

Dawn foi ter com o ser ao sofá, contemplando o treinador que dormia nele, era Barry. Como suspeitara, Barry era o treinador daquele Turtwig. Ele dormia calmamente, possuia uma face angelical e calma, muito diferente do costume, pois aquelas orbes laranjas que mexiam com a garota eram tudo menos calmas. Eram alegres e enérgicas como o fogo e animadas, condiziam muito bem com o seu sorriso.

Dawn deu por si a imaginar-se com o rapaz, passeando pelos campos por ai, sorrindo e admirando-o enquanto ele se gabava por ser o melhor. Depois acordou, apercebendo-se de algo:

– Eu... Eu me apaixonei pelo Barry... — Dawn ficou corada ao dizer aquilo. Como? Como isso tinha acontecido? Barry era seu melhor amigo... Levou as mãos à sua face, tentando esconder o rubro.

– Hum... Dawn... — Barry remecheu-se no sofá, murmurando o nome da rival. — Linda...

Dawn corou ainda mais. Ele estaria sonhando com ela? Não podia ser... Ele disse linda, né? Ele não a achava linda... Ou achava? Era muita confusão para a garota.

– Hum... — Barry murmurou erritado, parecia que estava a acontecer algo de ruim no seu sonho.

Dawn olhou o outro inquieto, não gostava de o ver assim, queria que ele estivesse feliz... Então, aproximou a sua face da do maior, beijando-lhe de leve a testa, para que não acordasse. Barry esboçou um sorriso, ficando mais calmo, para grande alegria da menor.

– Ei, Dawn, encontrou o treinador? — Lucas perguntou vendo Dawn ao pé do sofá.

Dawn posicionou um dedo na frente dos seus lábios, fazendo um gesto que pedia silêncio, chamando-o.

– Eu conheço-o. É Barry, meu rival e melhor amigo. — Dawn sossurrou ao outro.

– Então esse é que é o Barry... Temos de o acordar... — Lucas disse abanando o rapaz de leve.

Barry murmurou qualquer coisa incompriencivel, depois abriu os olhos e focou Dawn.

– Dawn? Que faz no meu quarto? E quem é esse muleque? — Barry estava confuso e ligeiramente assustado. Sentou-se no sofá ageitando o cabelo e a roupa que estava toda amachucada.

– Calma, Barry. Este é o Lucas. Um amigo meu. Nós vamos ficar com você esta noite por causa da tempestade. Mais nenhum quarto tinha camas. — Dawn explicou sentando do lado do loiro.

– Hum... Entendo... — Barry disse baixando a cara com um tom rubro. — Mas só há duas camas neste quarto...

– O quê? A enfremeira Joy disse que havia três! — Lucas espantou-se.

– Sim, mas... é uma simples e outra de casal... Equivale a três camas... — Barry explicou atrapalhado. — Você e Lucas podem dormir nela certo?

Barry ficou um pouco triste, nesse momento, sentia que sua amiga gostava desse tal rapaz chamado Lucas. Ele não percebia bem o porquê de se sentir tão triste, mas suspeitava...

– Eu e Lucas na mesma cama? — Dawn ficou triste, bem lá no fundo ela queria ficar com Barry... Mas sabia que isso era impossível.

– Bem, então vamos acomodar-nos? — Lucas sorriu para a azulada.

Dawn olhou Barry uma última vez, encarando a sua face triste, achou estranho, mas logo depois seus olhos brilhantes e avermelhados olharam a azulada, esboçando um sorriso ligeiro. Dawn sorriu devolta e foi para o quarto preparar as coisas para dormir.

......

Trovões começavam a se ouvir e a chuva batia forte, era já de noite, o jantar tinha corrido um pouco estranho. Barry não tinha a sua energia habitual, ele estava bem calmo até, calmo demais. Isso afligia Dawn, pois ele estava tão calmo que parecia triste...

Um relampago rasgou o céu, logo depois um estrondo enorme se fez ouvir. Dawn escondeu-se por baixo das cobertas. Estava com medo... Não conseguia pregar olho. Pensou em falar com Lucas, mas ele já dormia profundamente virado de costas para ela. Assim, ela decidiu levantar-se e ir à cozinha buscar um copo de leite.

Passou pela sala meio aos encontrões, pois a luz fora cortada por causa da tempestade. Um relâmpago brilhou naquele momento, ela pode detetar um vulto na janela. Paralizou. O que seria aquilo? Todos estavam dormindo... Seria um fantasma? Então ouviu um pequeno choro vindo da varanda, acompanhado de lamentos incompriensiveis, ela identeficou logo a voz.

– Barry? — Ela chamou indo ao pé da varanda, o loiro olhou com os seus lindos olhos chorosos. — Venha para dentro... Você pode ficar doente...

– Não quero ir aí para dentro... — Barry virou a cara de novo para baixo.

– Por favor, Barry, a tempestade ainda te mata! Vem para dentro... — Pedi.

– Ela ainda está fraca, não me vai acontecer nada... Mas era bom que me levasse. — Ele disse enxugando as suas próprias lágrimas.

– Não diga isso! — Dawn pediu.

– Porque não? Dawn, eu sou um menino chato! Vivo sempre a dizer que vou ser o melhor, sou convencido e vaidoso! Sou uma pessoa horrivel! E para quê viver? Não faço falta ao mundo, nem a ninguém! — Barry desabafou voltando a cair no choro.

– Barry, nunca diga uma coisa dessas! Você é uma ótima pessoa. Toda a gente gosta do seu otimismo e da sua vaidade. Fazem de você quem você é! E você faz falta ao mundo. O seu sorriso faz falta ao mundo. E não é só ao mundo... você faz-me falta... — Dawn desabafou tudo, saindo do abrigo do telhado para se abraçar ao corpo encharcado do loiro.

– Eu... Faço falta a você? — Barry perguntou confuso parando de chorar.

– Muita! Por favor, nunca pense em desistir de viver! Se não o consegue fazer por você, faça por mim! Eu sou sua melhor amiga e rival! Quero que você esteja bem! Não quero que nada de mal aconteça com você! — Dawn repetia-se, agora ela chorava no ombro do rival.

Barry não sabia o que fazer, Dawn gostava assim tanto dele? Isso era novidade...

– Barry, por favor, se alguma coisa te estiver incomudando, fale comigo. Eu poderei ajudar... — Dawn pediu olhando os olhos avermelhados do seu rival que a olhavam com espanto.

– Bem, Dawn, há uma coisa que eu queria falar com você... — Barry começou.

– Conta, Barry. Eu posso ajudar? — Dawn queria, a cima de tudo, ajudar aquele ser.

– Há uma garota, você conhece, acho que são amigas, que eu comecei a gostar de há uns tempos para cá. Nós somos amigos e tenho medo de perder a nossa amizade, o que acha que devo fazer? — Barry perguntou rubro.

– Bem... Acho que devia contar para ela... Se ela for mesmo sua amiga, vai entender, né? — Dawn desanimou ao ouvir o colega, bem que ela suspeitava que ele gostava de outra...

– Ok, então... Dawn... De há uns tempos para cá, eu me vim a apaixonar por você. O seu jeito tímido e de poucas palavras realmente mexe comigo... Como você é minha amiga, espero que entenda e não se chateie comigo... — Barry declarou-se para a menor, meio envergonhado meio brincalhão.

Dawn olhou estranho para ele. Ele estava a falar a sério? Ele partilhava o mesmo sentimento que ela? Aquilo não podia estar certo...

– Barry... Você está falando sério? — Dawn sorriu tímida para o dono das orbes provucadoras.

– Sério, Dawn. Você é minha linda. Eu sei que você não gosta de mim. Também quem é que gosta de um garoto tão estúpido quanto eu? Ahah... — Ele riu um pouquinho. — Eu sei que você anda com o Lucas e não quero estragar a sua relação. O que eu mais quero é que você seja feliz. Comigo ou não.

– Mas Barry, eu não ando com o Lucas. — Dawn explicou.

– N-não!? — Barry ficou muito corado... Então ela... Podia gostar dele? A hipotece era pequena, mas... existia! Estava lá! Ela podia, eventualmente, gostar dele! — Então responda a esta simples pergunta: Namora comigo?

Barry pegou as mãos da outra, entrelaçando os seus dedos devagarinho, e olhando nos olhos azuis crystal da outra, com os seus olhos vermelhos fogo. Dawn sentiu-se a derreter por dentro. A pergunta dele, os seus gestos, o seu olhar... Era tudo muita emoção... Ela estava realmente emocionada com aquilo, então, ela sorriu para ele timidamente de novo.

– Sim, Barry. Eu namoro com você... — Ela disse corando mais que um pimento.

Barry sorriu para ela, juntando as suas testas. Era gostoso para ambos sentirem o contacto um do outro, ambos buscavam aquilo há muito tempo... Agora Dawn finalmente prestava atenção ao estado de seu rival. Seu cabelo estava despenteado e ensopado, seu cascol não esvoaçava como normalmente, simplesmente escorria pelo corpo agarrado à roupa, tal e qual as suas vestes que estavam encharcadas.

– Barry, você está todo molhado... Você vai pegar um resfriado se ficar aqui... — Dawn explicou, já sentido suas roupas ficarem ensopadas também.

– Acho que tem razão. Vou mudar de roupa, tá? Você faça o mesmo. — Ele aconcelhou dando um breve selinho na bochecha da menor, indo para o quarto.

Dawn suspirou, seu amado estava feliz, e por consequência, ela também. Se apressou a vestir roupa seca, ela queria voltar para o lado de Barry, queria estar com ele... Mas Barry quereria a mesma coisa? Então, ela foi de mancino até ao quarto de Barry, bateu à porta.

– Sim? — O loiro perguntou ouvindo o barulho.

– Posso entrar? — Dawn perguntou corada segurando a sua almofada por baixo do braço.

– Claro que pode, doçura! — Barry esboçou aquele sorriso erresistivel que só ele sabia esboçar. — Quer passar a noite comigo?

Dawn corou da cabeça aos pés "Quer passar a noite comigo?" Aquela frase ecoava na sua cabeça. Ela queria estar com ele sim, queria passar a noite com ele, bem abraçadinhos um ao outro, mas não queria mais nada! Ele quereria ir mais além?

– Hum? — Barry raciocinou sobre a pergunda, ficando ele mesmo corado e atrapalhado. — Não me entenda mal! Eu estou perguntando se você quer dormir do meu lado! Apenas isso! Não tenciono fazer nada com você...

Dawn suspirou de aliviu. Descalçou os sapatos e deitou-se na cama do lado de seu amado que logo posicionou um braço em torno dos seus ombros. Dawn sentia-se aconchegada, sentia-se segura, como num ninho. Aqueles braços um tanto fortes por andar de um lado para o outro, sempre a treinar, lhe ofereciam proteção, ela gostava dessa sensação, era quente ali... muito quente...

Mais um trovão se fez ouvir. Dawn saltou de imediato assustada. Barry preocupou-se acendendo uma vela para ver melhor a situação.

– Que foi Dawn? O que é que se passa? — Barry perguntou preocupado, virando-se de frente para a menor, colocando a vela na mesinha de cabeceira.

– A tempestade, está mais perto e próxima agora... — Dawn disse termendo um pouco.

Barry esboçou um sorriso preocupado e a puxou de encontro a seu corpo, colocando uma mão nas suas costas enquanto a outra acariciava os seus cabelos azuis. Mais um trovão se ouviu, Dawn abraçou mais forte ainda o corpo de seu rival. Barry sentia a menor esconder a cara no seu peito, acariciando o seu cabelo azul com todo o carinho. A tempestade estava mais forte ainda e parecia não dar tréguas.

– Barry, eu estou com medo... — Dawn disse apertando mais o namorado.

Barry separou-a um pouco juntando suas testas de novo, olhando-a nos olhos.

– Não ligue para a tempestade. Só ligue para mim, ok? Fique olhando os meus olhos... — Barry socegou a menor.

E foi isso que ela fez, abstraiu-se do mundo à sua volta, só existia uma coisa naquele momento, os lindos olhos de Barry a olhar os seus. Ele era a única coisa que existia naquele momento.

Aquele olhar estava realmente hipnotizante, tanto que a menor se sentiu forçada a se aproximar do outro. As suas faces iam-se juntando a uma velocidade controlada. Seus narizes chocaram, ambas as faces ficaram rubras, conseguiam sentir a respiração acelarada e quente do companheiro, então, Barry não aguentou mais, fechou os olhos e quebrou a distância que havia entre os seus lábios atrevidos e aqueles lábios docinhos na sua frente. Ambos se sentiam completos naquele momento, nada nem ninguém, nem mesmo a tempestade os poderia separar naquele momento em que o amor se apoderava deles os dois. Barry foi o primeiro a ter a iniciativa. Percionou levemente os lábios da outra com a língua, pedindo passagem, ela abriu a boca timidamente sedendo ao pedido, então começaram uma luta de linguas, lutar era uma coisa a que estavam acustumados, afinal, eram rivais e faziam de tudo para ganhar... Mas ali era diferente, não importava quem ganhava ou perdia, ambos queriam aproveitar aquele momento ao máximo! Barry era quem tomava controlo da situação, pois Dawn perferia ser tomada a ter a iniciativa. Depois de um tempo o ar escaciou, obrigando os dois amados a separar-se.

– Dawn... você é tão docinha... eu te amo... — Barry sorriu quase sem ar para a outra.

– Hum... Também te amo... — Ela respondeu ofegante, muito envergonhada.

Barry olhou a sua amada de cima a baixo, com um sorriso meio pervertido meio carinhoso, quem sabe o que iria na cabeça daquele rapaz...

– N-não me olhe assim! — Dawn pediu meio bravinha.

– Ahah, desculpe! É que, você é irresistivel... — Ele mencionou num tom sedutor que fez a outra corar.

Dawn encarou as suas pernas meio dobradas na cama. Barry não resistiu em beijar aquela face vermelha que ela possuia. Ela ficava tão fofa, tão perfeita... levou as suas mãos à sintura dela, aperfundando os seus beijos na face da outra. Dawn apenas deixou o outro fazer o que bem intendia. Então, vendo que não era impedido, Barry desceu os seus beijos até ao pescoço da pequena, onde dava pequenas trincas e chupões também.

– Hum... Barry, isso é demasiado intimo... — A azulada queixou-se corada gemindo um pouco baixinho.

Barry parou o que fazia, reparou que a sua treinadora perferida estava incomudada e desconfortável. Então voltou a beijar-lhe a face.

– Só farei coisas que você quiser e gostar. Nunca te forçarei a nada. Amo-te... — Ele segredou no ouvido de sua amada.

– Amo-te. — Ela disse baixinho, mas seu amado ouviu. Ela beijou a face do menor e se deitou na cama. — Venha, vamos dormir de conchinha, hoje!

Barry maravilhou-se com o sorriso tímido de seu amor que o encarava de braços abertos. Então ele se deitou do seu lado. Nessa noite dormiram de conchinha, e foi a primeira de muitas noites assim, pois eles continuaram juntos para toda a eternidade, duas almas completamente diferentes e rivais se tornaram uma sem perconceitos.

Isto, é o poder do amor, poder de juntar duas pessoas tão diferentes, numa só.

Notas finais
Oi de novo! Espero que tenham gostado! Ficou foi um pouco maior do que eu planeava... gomen... Bem, se você quiser, pessa ai nos comentários um casal que você gostaria que eu escrevesse uma one-shot! Só não escrevo se não me sentir à vontade com o anime mencionado... Mas tirando isso escrevo qualquer um! P.S.: O meu pc avaripu e não posso responder logo aos comentários, mas leio todos e respondo assim que puder! Até mais!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!