Just a Story

3 "A Cabana de James"


Notas iniciais
Espero que se divirtam!

J u s t a S t o r y

A garota de cabelos ruivos pega seu manto e sai do quarto, descendo até o andar térreo da pousada, para tomar seu café da manhã.
Ao terminar a refeição, ela pega seus pertences e se retira, indo em direção da estrada ali perto, pela qual segue sua viagem.

Ela faz um gesto, como se pedisse carona para um veículo passando ali perto, logo ela sobe no veículo.
O motorista pergunta para ela, como se para quebrar o silêncio incômodo:
— Para onde você vai, garota?
Ela responde, num tom indiferente, observando as paisagens que passam:
— Para qualquer lugar, eu apenas sigo meu caminho natural.
O homem continua à falar ao ouvir o que ela disse:
— E qual seria esse caminho natural? Qual o seu padrão, locais reclusos? Próximos à areas florestais? Formando símbolos ao traçar linhas por onde passou?
A garota ri diante de tantas perguntas e logo responde o homem:
— Não, eu apenas sigo por onde é disponível, eu paro quando preciso reabastecer ou quando encontro um lugar interessante.
Ele olha ela pelo canto do olho com uma leve surpresa, logo voltando sua visão à estrada, ele dá uma pequena risada e então diz para ela:
— E o que é interessante para você?
Ela sorri de canto e responde:
— Hum, um daqueles lugares estranhos, que parecem atrair as pessoas, que apenas de olhar e pisar lá, você se sente com vontade de explorar aquilo.
O homem começa à rir ao ouvir isso, deixando ela sem entender, ele logo sorri e fala algo para ela:
— Oh, posso recomendar um lugar então? Há uma cidadezinha para a qual eu me dirijo no momento, lá é um lugar um tanto. . . interessante, se me permite dizer.
Ela olha ele, com um olhar de curiosidade e então pergunta:
— Hum, poderia me dizer um pouco sobre esse lugar?
O homem ri mais ainda e então responde:
— É uma vila, chamada Lle Arall, é um lugar um tanto interessante, eventos estranhos ocorrem naquele lugar com demasiada frequência, mas mesmo assim, seus habitantes aparentemente não ligam, provavelmente por já estarem introduzidos e adaptados naquela peculiaridade. Descanse, demora um pouco até chegar lá.
A garota aceita o conselho, logo se encostando ao assento e depois de algum tempo, dormindo.

Após algum tempo, ela acorda, saindo do veículo e indo até a frente da vila, observando o local.
Ela pede algumas direções para o moço e adentra a vila, seguindo por uma trilha, enquanto anda, ela vê uma espécie de caminho desvinculado do resto, ela então vai até uma construção, um pouco maior que a maioria das outras, com uma placa escrito "Cabana do James", ela logo entra, ao entrar, ela analisa rapidamente, várias mesas e cadeiras vazias, uma escada no canto levando ao andar superior, e à frente da entrada, um balcão, atrás dele, alguém sentado de pele clara e cabelo preto, aparentemente dormindo. Ela pisa dentro do local e nada acontece, porém, ao colocar ambos os pés no interior da pousada, uma voz estranhamente familiar chama ela:
— Hey, você, de cabelo vermelho.
Ela olha para de onde veio a voz, vendo atrás do balcão que a pessoa aparentemente acordou. O garoto atrás do balcão olha ela, com um sorriso no rosto. Ele logo fala:
— O que foi, você é muda?
A garota engole sua saliva e então responde com seriedade:
— Não.
O garota olha ela durante alguns segundos e depois explode em risadas, tentando falar algo entre suas risadas:
— Por que você está tão séria? Alguém morreu para você estar assim?
Ele parece tentar falar mais alguma coisa em meio à sua crise de risos, porém, sem conseguir, começando à rir mais e mais, em certo ponto, se debatendo tanto que cai no chão. Após isso, ele começa à rir menos e mais baixo, começando à esboçar uma expressão séria, ele encara a garota e fica com uma expressão envergonhada, pedindo algo:
— Er, pode me ajudar aqui?
A garota dá uma pequena risadinha, então se aproximando e olhando as pernas dele, que logo fala algo:
— É, eu não consigo andar. Mas não adianta de nada ficar encarando e analisando minhas pernas, elas não tem nada de anormal, exceto o fato de não servirem para andar.
Ele sussura algo e dá uma batidinha na perna:
— Pernas inúteis.
Ele então volta o olhar para a garota, que o levanta, novamente o analisando e percebendo algumas coisas que não era possível perceber anteriormente por trás do balcão; primeiramente, os olhos, pretos e profundos, como se não refletissem luz; o cabelo, liso e extremamente longo, chegando ao chão e sobrando, ao ponto de ser arrastado enquanto anda; sua roupa, um manto, indo mais ou menos até a canela; podendo ser percebido que ele está descalço; com mangas indo até um pouco além do começo do antebraço, no manto há várias marcas e desenhos coloridos, parecido com os desenhos tribais, assim como cerca de 6 linhas pequenas em seu rosto cada uma com uma cor diferente (vermelho, azul, amarelo, verde, laranja e roxo), três em cada bochecha.
A garota então pergunta para ele:
— Você é descendente de índios?
O garoto olha ela, como se achasse a pergunta estranha, mas por fim responde:
— Sim, algo do tipo. Me coloque na cadeira.
A garota dá de ombros e coloca o menino em sua cadeira atrás do balcão e após pensar em algumas coisas, ela se lembra de seu objetivo original e fala:
— Quanto é o preço para ficar uma noite em um quarto?
O garoto sorri para ela e responde:
— Você me ajudou, é por conta da casa.
A garota encara ele e então segue até as escadas,ao subir o primeiro degrau ela se inclina e olha ele, curiosa sobre algo que havia visto e então pergunta:
— Pra onde aquele caminho desvinculado dos outros leva?
O menino, aparentemente quase voltando à sua soneca, responde de maneira desajeitada, sem sequer abrir os olhos:
— Até a floresta, é um belo lugar, você deveria visitar até amanhã.
Após isso ela sobe as escadas, indo até seu quarto, se deitando e caindo no sono.

Notas finais
Eu chequei para ver se havia erros de português, mas caso eu ainda tenha deixado algum passar, por favor me informe.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.