Just a Hufflepuff
22 Capítulo 22
Notas iniciais
(Narrado em terceira pessoa)
Naquela tarde, houve grande rebuliço em torno da torre de astronomia, parece que algum aluno subiu lá para ficar sozinho, e tomou um susto quando viu o corpo de uma garota jogado no chão, envolto por muito sangue.
A notícia se espalhou rapidamente, e Sirius Black entrou em desespero quando James lhe contou que contaram para ele que o aluno que achou a garota achava que era Lyn.
Sirius correu até a Lufa-lufa, e encontrou com Sam.
E os dois correram para a enfermaria.
Regulus já estava andando de um lado para o outro do lado de fora, ele deu um sorriso irônico que não escondia nem um pouco sua angustia e disse:
– Parece que as notícias chegam mais rápido na Sonserina, não é?
Sirius teve vontade de socá-lo, não por causa de seu comentário, mas sim porque estava com raiva, se algo acontecesse a sua irmãzinha, ele nunca se perdoaria, ele deveria ter cuidado dela...
Sam se sentara no chão, com a cabeça entre as mãos, ele sentia uma vontade imensa de chorar, porque a garota que ele amava, a garota que ele queria passar o resto da vida, poderia não ter mais isso.
Em certo momento do dia, Dumbledore apareceu, ele encarou os três jovens compadecido.
–Eu quero vê-la! — Sirius disse, se posicionando na frente do diretor.
– Creio que só Madame Pomfrey poderá autorizar sua entrada.
– É minha irmã que está lá dentro, Madame Pomfrey não tem que autorizar nada! — Regulus falou, se posicionando ao lado do mais velho e olhando o diretor com certo desprezo.
– Peço a paciência de vocês.
– O que aconteceu? — Sam questionou, ainda no chão.- Lyn é sangue puro, não faz sentido ela ter sido atacada, quem a atacou?
– Nós não sabemos.- Dumbledore falou.- bem, há outra coisa, eu vou comunicar a todos no jantar, mas já que estão aqui: há um aluno desaparecido, Edward O'connel.
–O O’connel? — Sam se levantou.- Então me parece obvio que foi ele!
Dumbledore iria respondê-lo bem na hora em que as portas da enfermaria se abriram, e todos os olhares pousaram em uma Madame Pomfrey muito pálida.
Antes de qualquer um falar, ela começou:
– O ferimento foi feito por uma faca, foi um corte muito fundo, Lynx perdeu muito sangue, mas eu consegui estancá-lo.
– Ela está fora de risco? — Sirius perguntou, ansioso.
– Sim, ela está.
Um suspiro de alivio correu todos os presentes.
– Podemos vê-la?
– Lynx acordou por um momento, muito assustada, ela parecia querer dizer algo, mas como ela estava muito agitada, eu a fiz dormir, mas vocês podem vê-la.- ela ergueu um dedo em tom de aviso.- rápido.
Os três garotos entraram correndo na enfermaria, e pararam em frente a cama em que Lyn estava.
Ela dormia, tranquila, como se tudo estivesse bem.
Sam segurou sua mão esquerda, enquanto Sirius segurou sua outra mão.
– Fica bem, minha irmã.- o mais velho sussurrou para a garota.
Os três ficaram ali, a olhando, até que Madame Pomfrey se aproximou.
– Já chega, ela precisa descansar, vão.
– Só mais um pouco, por favor! — Sam pediu, em tom suplicante.
– Nem mais meio segundo.- ela os olhou.- quando ela acordar, eu peço para chamá-los.
– Mas e se ela acordar no meio da noite? — Regulus falou preocupado.- e se ela ficar com medo?
– Eu estarei aqui. Por favor, minha paciente precisa descansar.
Derrotados, um a um os três se despediram de Lynx, eles já se afastavam quando ouviram uma tosse, se viraram e correram de volta para perto de Lyn quando viram que era ela que tossia.
– Se afastem, deixe-a respirar! — Madame Pomfrey ordenou.
Lyn parou de tossir assim que abriu os olhos, mas logo os fechou, incomodada pela luz.
– Lynx, pode me ouvir? — Madame Pomfrey lhe perguntou.
Lyn finalmente conseguiu abrir os olhos, ela olhou para os três parados no pé de sua cama, e então sussurrou.
– Eu descobri, quem está atacando as pessoas.- ela começou a tossir, e só parou quando Madame Pomfrey lhe deu um copo com água.- é Aurora Darky.
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