Notas iniciais
OI, pessoal! Desculpem a demora, mas o próximo já tá escrito, então não vai demorar tanto, boa leitura!

A porta da enfermaria se abriu e Liv saiu por ela, ela parecia melhor do que nunca.

— B!— Liv me abraçou assim que me viu. —você venho.

—é obvio que vim!— sorri. — eu senti tanto a sua falta.

— eu também.

Tomamos o caminho do salão principal.

—eu devo ter perdido tanta matéria! — Liv falou preocupada.

—você recupera.

Caminhamos em silêncio por um tempo.

—Lily se lembrou de algo.— comentei

Parei de andar e conferi se não tinha ninguém por perto.

—de quando ela foi atacada.

—o que ela lembrou?

—de um anel verde.

—eu não me lembro de nada. —Liv balançou a cabeça. —sempre que eu tento eu só enxergo um borrão.

Hesitei um pouco, deveria falar sobre o anel que achei?

—Liv, no dia em que você foi atacada eu encontrei um anel no corujal e...

—o mesmo que Lily lembrou?

— acho que sim.

—o que Dumbledore disse quando viu o anel?

Voltei a andar.

—nada, porque esse anel ainda tá comigo, ninguém sabe dele além de você.

—Lyn, você tem que entregar para os professores!— Liv me seguiu

Não respondi.

—porque você não entregou ainda? O que você tá escondendo?

Os olhos castanhos de Liv me penetravam.

— Lyn?

—porque com o anel seria fácil identificar o culpado.

— e é isso que queremos né?

—é que... — respirei fundo—eu acho que foi o Regulus!

—wow. — Liv me puxou pelo braço me fazendo parar de andar. —porque você acha que foi ele?

—é que no dia em que Lily foi atacada eu o vi e ele parecia estranho.

Liv riu sem graça

—desculpa Lyn, mas seu irmão é estranho, sempre foi.

—Liv!

—Lyn, olha, eu sei que isso é difícil, mas se foi ele ou não, temos que entregar o anel, e você sabe disso!— Liv me encarou. —por favor, vamos entregar o anel! Eu invento uma história, ninguém vai saber que você o achou há muito tempo.

Assenti, eu tinha que fazer o certo.

—tá, tá bom, eu vou busca-lo e nos encontramos na sala da McGonagall.

—não, vamos direto a Dumbledore, e vamos juntas buscar o anel, não quero ficar andando sozinha por ai.

—tá, vamos.

E seguimos para a Lufa-lufa.

(...)

— me espera aqui, eu volto logo.

Falei pra Liv me esperar na cozinha (porque ela se recusou a ficar sozinha) e corri pra Lufa-lufa, muitos alunos do sexto ano estavam no salão comunal, uns estudando, outros conversando.

Subi pro meu quarto, que estava vazio, e fui até o armário, não precisei procurar muito para achar o que estava procurando.

(...)

—pegou?— Liv me perguntou quando eu apareci na cozinha.

—tá aqui. —abri a mão para que ela visse. —vamos.

Seguimos para a sala do diretor, eu sabia onde era, apesar de nunca ter ido lá.

—e agora?— Liv perguntou quando paramos em frente à gárgula que guardava a sala de Dumbledore. —qual é a senha?

—eu esperava que você soubesse.

Mas não precisamos pensar muito, porque a gárgula se abriu e a professora Minerva passou por ela.

—-senhoritas? —ela ergueu a sobrancelha ao nos ver.

—professora, temos que falar com o diretor—Liv se apressou em dizer. —é sobre os ataques.

–—se lembrou de algo?

Liv me olhou.

—quase isso.

(...)

—Dumbledore, Olivia e Lynx desejam falar com o senhor. — McGonagall falou para o Dumbledore assim que entramos em sua sala.

—sentem-se, senhoritas.

Sentamo-nos de frente para o diretor, ele sorria.

—fico feliz que esteja bem, Olivia.

—obrigada, diretor!- Liv me olhou. —viemos aqui porque assim que eu sai da enfermaria quis ir até o corujal, pra ver se lembrava de algo.

—e lembrou?- foi McGonagall que perguntou.

—não, mas encontramos isso.

Coloquei o anel em cima da mesa.

McGonagall arfou e se aproximou da mesa.

— será que é o anel que Lily se lembrou? —ela olhou para Dumbledore.

O diretor nos observava atentamente por cima dos óculos meia-lua.

—bem, estou impressionada que vocês acharam o anel, porque todos os professores se reuniram para vistoriar o corujal e não achamos nada. —Minerva nos olhou.

—vai ver tinha gente demais procurando. — dei de ombros.

—é talvez. — Liv se levantou. —podemos ir, diretor?

—é claro! — Dumbledore assentiu.

Saímos o mais rápido possível dali.

(...)

Depois que saímos da sala do diretor, Liv insistiu que queria assistir as aulas, nós não tivemos aulas juntas, então só nos vimos no almoço.

O dia passou rápido e logo já era de noite e eu estava indo jantar quando esbarrei com Ed em um corredor vazio.

— Lynx. — ele me olhou sério. —podemos conversar?

—o que você quer? — falei séria.

—eu só quero ti lembrar que estamos noivos e que eu vi você e seu amiguinho lufano se beijando.

— você e eu não estamos noivos e quem eu beijo ou deixo de beijar é problema meu. —retruquei.

—quanta audácia! —- Ed me empurrou contra a parede e segurou meus braços com força. — se fossemos casados seria punida severamente. —- ele soltou meus braços e passou a mão no meu rosto. —-seria uma pena machucar esse rostinho lindo.

—tira suas mãos sujas de mim! —o empurrei pra longe. — você não pense em tocar um dedo em mim! Eu acabo com você antes que o faça!

Sai dali rapidamente, mas quando virei no corredor, pude ouvi-lo gritar:

—é melhor que comece a me tratar melhor, será pior pra você quando nos casarmos!

(...)

—ele fez o que?- Sam se levantou. —eu vou acabar com aquele garoto!

—Sam, para!

Encolhi-me na poltrona, Sam percebeu que tinha algo errado no momento que eu entrei no salão e não parou de insistir até que eu falasse o que aconteceu, mas claro que só fiz no salão comunal da Lufa-lufa e quando não tinha mais ninguém lá.

— você prometeu que não faria nada de estupido! — falei.

—tá, eu prometi, mas...

—ta tudo bem, agora, tá legal?

Sam se sentou no braço da poltrona e me abraçou.

—desculpa, mas só de pensar no O'connel te tocando!

O abracei também, era tão bom estar perto de Sam, era como se nada mais importasse, eu juro que poderia ficar ali pra sempre.

Notas finais
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