Just You and I

8 Alright... Friends


Notas iniciais
Whats up guys?

POV Quinn

Eu vi quando Leroy passou pelo arco da porta e tentei me aproximar de Rachel evitando que ela falasse mais do deveria.

Q: Rachel... – me aproximei cuidadosa

R: NÃO! – gritou me afastando. – Eu não vou ficar em segredo! – respondeu andando de costas.

Ela não poderia imaginar e continuou a fazer seu caminho andando de costas quando foi forçada a parar, pois Leroy estava parado atrás dela barrando o caminho.

L: O que não vai ficar em segredo? – perguntou ácido.

Respirei fundo e senti minha respiração falhar imaginando o pior. Rachel me olhou como se pedisse permissão, esta que logo tratei de negar.

Q: Nada pai... Bes-teira. – gaguejei nervosa.

L: Tem certeza? – perguntou olhando para mim. – Rachel? – olhou para ela.

R: Na verdade...

Q: Não é nada. – me adiantei.

Rachel me olhou e eu suspirei, ela voltou olhar para Leroy e continuou:

R: Na verdade... – continuou. — Tem uma coisa que eu gostaria de contar pra você e Judy. – disse acanhada.

De repente minha cabeça começou a doer, eu imaginava todas as possibilidades do que aconteceria se Rachel contasse sobre nós.

L: Ok, ahm... Eu deixei Judy no mercado por que não estávamos com o cartão de crédito, eu vou voltar lá para terminar de ajuda-la e mais tarde quando chegarmos você conta o que tem para contar, pode ser? – perguntou interessado.

Rachel concordou com a cabeça e Leroy saiu para pegar o cartão.

Q: Que merda você vai falar, Rachel? Nós tínhamos um acordo e...

R: Não tínhamos acordo nenhum! Agora eu vou para o meu quarto dormir e quando eles chegarem você e eles vão ouvir direitinho o que eu tenho para dizer, ok?! – disse firme.

Era uma pergunta retórica e eu não me dei ao trabalho de responder, meu corpo encolheu e ela tomou aquilo como um assentimento. Sorriu aliviada e murmurou um “ok” antes de sair do quarto.

[...]

J: Então querida?! – perguntou abraçada à Leroy no sofá.

Minha mãe e Leroy demoraram quase duas horas no mercado e esse tempo não foi suficiente para meu nervosismo passar, pelo contrário, só aumentava.

Eu estava sentada do lado de minha mãe no mesmo sofá e Rachel estava de frente para nós, sentada em outro.

Eu estava ofegante e tinha certeza que eles podiam ouvir minha respiração, minhas mãos estavam soadas e meu coração apreensivo.

R: Eu não sei como vocês vão reagir a isso, mas eu espero que reajam bem. – disse brincando com os dedos.

L: Você pode nos contar qualquer coisa, Rach. – falou apertando mais forte a mão de Judy que consequentemente apertava mais forte a minha.

R: Isso é uma coisa que eu deveria ter contado desde quando cheguei aqui, mas enfim, eu estava tentando evitar todo mundo e meio que não deu. – riu nervosa.

Minha mãe e Leroy acompanhavam atentos a tudo, mas eu estava fora de eixo. Não ouvia o que ela falava apenas via suas mãos se mexendo em concordância com seus lábios se mexendo.

Eu continuei com isso por mais um tempo até que uma frase me tirou de meu subconsciente e ela foi:

J: Então você é gay? – perguntou olhando para a morena temerosa no outro sofá.

R: É. Minha mãe sabia e, desculpa eu deveria ter contado para vocês antes de me mudar...

L: Eu sabia. – disse firme.

R: Sabia? – perguntou confusa.

L: Rachel, você poderia não querer contato comigo, mas era minha filha e eu sempre ligava para sua mãe perguntando por você. Ela me disse quando você se assumiu. – respondeu se levantando e indo até Rachel. – Você é minha filha e não importa o que, sempre será. – abraçou a morena que retribuiu o abraço.

Depois de um tempo abraçados Leroy levantou a cabeça e Rachel fez o mesmo, procuraram por minha mãe e a encontraram com os olhos cheios d’água.

J: Eu... Não sei realmente o que dizer Rachel. Eu não vou tentar te mudar, não sou sua mãe. Se ela aceitava você... Quem sou eu para fazer o contrário? – Sorriu. – Eu me sinto muito bem por você ter decidido dividir isso conosco. Como uma família. – levantou e a abraçou também.

Eu ainda estava sentada no mesmo sofá. Em minha frente estavam Leroy, Rachel e minha mãe, todos se abraçando e emocionados. Rachel ergueu seu olhar e nossos olhos se encontraram.

Eu quis fazer o mesmo, me assumir. Mas só quis.

J: Vem Quinn, abraço em família. – chamou abrindo os braços.

E eu fui.

[...]

S: Posso entrar? – perguntou com a cabeça dentro do quarto.

Q: Você não prefere ir ficar com a sua nova melhor amiga?! – perguntei irônica.

S: Sem ciúmes Fabray, tem Satan pra todas. – respondeu entrando no quarto e se sentando na cama.

Ficamos em silêncio por que não havia nada para ser dito. Eu suspirei fundo e levantei os olhos encontrou os de Santana me encarando.

Q: Eu não sei o que fazer San. – confessei derramando algumas lágrimas. – Eu gosto dela e quando estamos juntas eu realmente penso: “Poxa, posso passar por tudo com ela”, mas depois... Depois eu tenho medo que não vamos ser fortes o suficiente. Tenho medo que nós tenhamos que romper laços com nossa família e que no futuro esse relacionamento não dê certo. – confessei sentindo o corpo de Santana aconchegar o meu. – O que faço?

S: Eu não sei Quinn. Se você a ama... – a encarei surpresa.

Q: Amor?! Não Santana, isso é demais.

S: Ok. Se você gosta muito dela... – respondeu e me encarou esperando para saber se era o termo certo, eu assenti. – Se você gosta dela tem que fazer alguma coisa. Ela me falou sobre a história de viver em segredo, isso era sério Quinn? – perguntou cuidadosa.

Q: Era San, é uma boa ideia. – respondi me ajeitando em seu corpo.

S: Não Quinn! – exclamou fazendo eu me levantar de seu colo. – Não é. Você não aprendeu nada na minha história com a Britt? – seus olhos marejaram. – Eu quis nos deixar em segredo também e olha agora, ela tá com o Artie e meu coração tá quebrado. – sua voz saiu sofrida e as lágrimas escorreram.

Q: San... É diferente. – falei hesitante.

S: Eu sei que é. Ela é sua “irmã”. — Disse fazendo aspas comas mãos. – Mas a situação é a mesma. – a encarei questionando. – Você está com medo do que vão falar, de como vão reagir, mas a vida é curta e não dá tempo de sentir medo. – se sentou segurando minhas mãos. – Rachel acabou de perder a mãe e agora ela tá passando por isso tudo com você...

Q: O que isso significa? – perguntou curiosa.

S: Não espere que ela seja forte pra manter você Quinn. Tome posição e cuide dela por que ela não é forte o suficiente para passar por tudo isso. – falou e me deu um beijo na testa, deixando o quarto.

Eu fiquei pensando em tudo o que Santana disse. Era verdade, Rachel não seria forte o tempo todo.

Levantei e fui caminhando até seu quarto, bati uma vez e ela não abriu. Bati outra e novamente ela não abriu. Então eu abri e a encontrei deitada, chamei seu nome, mas ela não demonstrou presença.

Entrei no quarto e fui caminhando até sua cama, olhou por cima e vi um frasco de comprimido vazio em seu criado-mudo e senti meu corpo ferver. Pulei na cama e comecei a gritar por ela, para que ela voltasse.

R: QUE MERDA É ESSA QUINN? – gritou sob meu corpo.

Eu segurei seu rosto assustada e beijei sua testa, abraçando-a.

R: Qual o seu problema? – perguntou se afastando.

Q: Não faz isso de novo. – pedi.

R: Fazer o que? – perguntou confusa.

Q: Tentar se matar e...

R: Eu não tentei me matar de onde você tirou isso? – perguntou incrédula.

Q: Rach, eu vi o frasco vazio, você tom...

R: O último comprimido! – exclamou. – Depois de tudo que aconteceu eu tive dor de cabeça e tomei o remédio. – explicou.

Q: Ah... – murmurei saindo de cima dela.

R: Por que você achou que eu ia tentar me mata? – perguntou se remexendo na cama.

Q: Santana disse que você não vai ser forte sempre. – respondi me sentando na cama.

R: Eu não vou. Mas eu não vou tentar me matar também, coisa de louco Quinn. – respondeu sorrindo.

Q: Desculpa. – respondi sorrindo envergonhada.

R: Ok. Agora, por favor, você tem que parar de me acordar pulando em mim por que não tem quem aguente. – disse debochada.

Q: Ok. – sorri. – Eu pensei que você ia contar sobre a gente. – confessei.

R: Não tem o que contar. Nós nos beijamos, nos declaramos e você quis fugir. – disse debochada.

Q: Rach...

R: Não Quinn, olha, você não tem coragem para viver o que for que isso seja então talvez seja melhor nós tentarmos ser amigas. – me interrompei firme.

Q: Amigas?! – perguntou desacreditada.

R: É... Amigas. – respondeu me estendendo a mão.

Q: Ok... Amigas. – respondi aceitando sua mão.

Notas finais
Será que vai dar certo esse negócio de serem amigas? Eu ein skjsksj Tô amando vcs comentando