Just to love you

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Andando sem rumo pela pracinha movimentada, Rin caminhava a passos lentos sem ao menos dar atenção ao belo espetáculo que na frente dela acontecia. O pôr-do-sol enfeitava o céu, o que fazia muitos casais estarem reunidos no agitado ambiente admirando o mesmo encantados. O céu estava num tom alaranjado e a luz do sol fraca, e talvez fosse aquele o motivo do local estar com um ar tão… romântico.

Se bem que para Rin não passavam de mais alguns casais que apenas admiravam juntos o pôr-do-sol achando aquilo a coisa mais linda do mundo e blá, blá, blá. Para ela não importava. Não tinha namorado mesmo… aliás, Rin era a única da turma que não tinha namorado e talvez por isso, ela estivesse sentindo-se só naquele momento. Sim, só! Ela, a grande Rin Nakayama – tinha orgulho de dizer aquilo, o nome dela completo era tão… celestial! –, sentindo-se só! De modo silencioso, a garota de orbes achocolatados sentou-se na grama ficando um pouco distante dos casais que mais pareciam pombinhos apaixonados na opinião da mesma. Suspirando, Rin deitou-se sobre o chão que agora lhe parecia macio pela grama, fitando o céu enquanto colocava as mãos atrás da cabeça. Ela não sabia direito o que estava acontecendo consigo mesmo, nunca se sentira daquele jeito! Era como se faltasse um pedaço dela…! Pela primeira vez em seus dezesseis anos de vida, Rin assumia: sim, estava faltando alguém para fazer as coisas melosas quais ela achava estranhas – tipo andar de mãos dadas, ficas agarradinho… entre outras coisas. Mas… não podia ser! Kuso!Ela sempre fora independente, por que aquilo agora?

Levantando-se da grama, a garota suspirou pesadamente limpando a roupa – que estava suja de terra –, para logo em seguida começar a andar lentamente. Não entendia direito o que estava acontecendo… pela primeira vez, ela não sabia o que fazer com aquele tipo de… angústia dentro do peito. Parecia que dentro dela uma espécie de voz dizia para achar alguém para fazer todas as coisas que ele sempre julgou serem babaquices. Suspirando com as mãos dentro dos bolsos do macacão jeans que usava, a moça recomeçou a andar a passos lentos, fitando o céu de um modo “sonhador”. E teria continuado a fitar tranqüilamente se seu corpo não tivesse se chocado contra o corpo dele. E teria continuado se não tivesse sido segurada pelos braços fortes dele que a fizeram ficar paralisada. Os olhos dourados transmitiam uma frieza com pitada de profundidade que faziam qualquer um perder-se dentro deles. E com Rin não fora diferente.

– N-não olha por onde anda? – Rin exclamou, soltando-se do rapaz enquanto a face era atingida por um rubor que fazia a moça de longas madeixas negras ficar totalmente sem jeito.

– Eu olho… você quem não olha. Estava olhando para o céu como se houvesse algo muito interessante lá. – Sesshoumaru disse, enquanto fitava a garota com umas das sobrancelhas arqueadas. Os olhos dele tinham uma frieza inabalável, enquanto um sorriso de lado ia se formando quase que imperceptivelmente nos finos lábios. – Que tal olhar para frente quando estiver andando por ai? – ele disse, num tom sarcástico.

– Oras! Eu olho pra onde quiser e você não tem nada a ver com isso! – Rin retrucou enquanto andava rápido, passando por Sesshoumaru sem ao menos olhar direito aonde ia. Sempre era assim… desde que conhecera Sesshoumaru – há alguns meses no caso –, sempre se irritava quando o via. Parecia que ele tinha prazer em irritá-la!

– Olhe por onde anda. Ainda vai se machucar… – O yokai disse, enquanto segurava Rin pelo braço puxando-a para perto de si fazendo então assim a moça desviar, de certa forma, de um casal que andava de mãos dadas pelo mesmo trajeto qual ela estava antes. – … deve olhar para onde deve, não para onde quer.

– O-oras seu intrometido! Ninguém lhe pediu conselhos! – a garota esbravejou irritada, tentando soltar-se do rapaz, em vão. Ele segurou o braço dela com mais força.

– Me solte!

– Quem garante que não vai se machucar olhando para o céu sem prestar atenção no que faz? – ele respondeu, frio.

– Eu não preciso de uma babá! – Ela disse, estreitando os olhos enquanto que, sem perceber, aproximava-se cada vez mais do youkai.

– Do jeito que se comporta… precisa sim. – Sesshoumaru murmurou enquanto puxava cada vez mais Rin para perto de si. Ora resmungos, ora comportamento de criança… era tudo aquilo em Rin que chamava atenção dele, e talvez a garota estivesse demorando a perceber que era ela que ele queria.

– EU NÃO SOU CRIANÇA, seu cara-de-lua baka! – Rin respondeu, tentando não parecer nervosa, coisa que era impossível. A aproximação de Sesshoumaru estava a deixando atordoada! Céus, nem pensar direito ela conseguia!!! As mãos suavam. As pernas ficavam bambas… e tudo por culpa dele, dele! – Me solte!

– Quando você parar de fazer escândalo… eu solto. – O outro respondeu, com um sorriso de lado nos finos lábios.

– Eu já parei, me solte…! – Rin sussurrou, olhando Sesshoumaru de modo raivoso. – Senão faço escândalo de novo e… As palavras de Rin foram caladas. Sim, os lábios de Sesshoumaru estavam agora colados nos da garota, impedindo-a de pronunciar sequer uma palavra e Rin, por mais que não assumisse, estava amando aquela sensação. Céus, a boca de Sesshoumaru tinha o sabor do mais puro e doce mel… como era boa aquela sensação! Sem pensar sequer uma vez – olhe lá duas –, Rin passou um dos braços em volta do pescoço do youkai, correspondendo ao beijo enquanto a mão livre pousou sobre o ombro do rapaz.

Sesshoumaru passou uma dos braços pela cintura de Rin, enquanto a mão livre acariciava as madeixas negras da garota, soltando-as do rabo-de-cavalo qual estavam presos. A boca de Rin tinha um sabor de chocolate que o fazia delirar, era como se aquilo fosse necessariamente necessário de uma forma urgente. Precisava tocá-la, precisava senti-la… mesmo com aquele jeito rebelde de ser, Rin estava se tornando parte dele… sim estava.

Ofegantes, ambos separaram-se fitando um ao outro minuciosamente. De um lado, Rin vermelha. Do outro lado, Sesshoumaru impassível, fitando a moça a sua frente com um olhar divertido ao ver a reação de mesma. Rin estava extremamente vermelha e aquilo era inédito, já que era quase anormal ver a moça se abalar com alguma coisa.

– P-por que fez isso? – Rin exclamou, amaldiçoando-se por ter gaguejado. Como pôde deixar as coisas chegarem a tal ponto? Como pôde ter deixado-o beijá-la? Como?!

– Por que eu quis…? – Sesshoumaru respondeu, com um tom de voz que soou divertido aos ouvidos de Rin.

– Ora seu… Seu… SEU CARA-DE-LUA!!! – Rin gritou, em plenos pulmões.

– Quer tomar um sorvete? – Ele disse, ignorando o “carinhoso” apelido.

– NÃO! – Rin respondeu, dando ombros.

– Vai ter sorvete de chocolate… – o youkai disse, contando nos dedos cinco exatos segundos para Rin voltar, mesmo que a garota que há segundos atrás havia beijado continuasse a andar lentamente na direção oposta a dele. – Cinco, quatro, três, dois, um…

– Tá eu vou! – Rin disse emburrada enquanto voltava para o lugar qual estava antes, parando ao lado de Sesshoumaru.

– Vamos logo, só vou pelo sorvete!

– Pelo sorvete… – Sesshoumaru sussurrou para si mesmo. – Sei, sei.

O youkai sorriu, enquanto que, andando a passos lentos, acompanhava Rin rumo a pequena sorveteria. Ela era teimosa, bagunceira, orgulhosa, rebelde… mas fora daquele jeito que o conquistara inexplicavelmente. E agora, estava começando a fazer parte de si. Com um pequeno sorriso de lado nos lábios, o youkai apenas colocou as mãos dentro dos bolsos da calça que usava, fitando Rin pelo canto dos olhos antes de concluir que era uma questão de tempo para que ele conquistasse a garota qual estava apaixonado, uma questão de tempo.

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N.A: Próximo capítulo tem mais.
Kissus
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.