Just This Bad Boy
32 Reconciliação ou confusão? Part 2
Notas iniciais
Maxi Pov's
– Maxi Torres?
– Sim, sou eu quem deseja?
– Oi é a mãe da Lara, a cirurgia terminou, eu só queria te dizer obrigada por salvar a vida da minha filha, apesar de...
– Por nada senhora Ferro, mas apesar de que?
– Se você tivesse a deixado lá esperando a ambulância ela teria morrido, por perder muito sangue, mas como você a trouxe no seu carro, ela sobreviveu, mas... Perdeu os movimentos.
– E... Ela está..
– Isso meu filho, paraplégica.
– Oh meu Deus eu sinto muito Senhora Ferro, eu não fazia idéia, digo eu fazia sim, mas..
– Meu filho você não sabe o quanto estou agradecida a você, por isso, você salvou a vida dela e isso é o que importa o resto é consequência, muito obrigada mesmo.
– E como ela está? Como a senhora está?
Eu passei um tempo conversando com a mãe da Lara, tentando acalmá-la e explica o que havia realmente acontecido já que se o motorista do caminhão aparecesse ali, o pai dela mataria ele. Então me lembrei que eu havia dado meu numero para o caso dela quere conversar ou algo do tipo.
– Ela já está para acordar, e eu... Bem eu gostaria muito que você pudesse vir aqui para que quando ela acordasse e nos visse juntos. Teria como? Só se não for incomodar.
– Cla... Claro que tem, já estou chegando.
Como eu poderia negar um pedido de uma mãe desesperada que acabou de descobrir que a única filha esta paraplégica? Eu não ousei pegar o carro do Marco novamente por que ai sim ele me encontraria no inferno e me mataria com as próprias mãos, eu falei sério quando disse que ele tinha um distúrbio.
Bom, fui de ônibus mesmo. Demorei um pouco, mas cheguei. E ao descer no ponto do ônibus meu celular tocou novamente, eu apelei para que fosse a minha pequena, mais era o grande, digo o Marco:
– CADE VOCE? Torres?
– Marco é que eu tive um imprevisto e...
– Espero que seja com minha irmã
– Não... Não é, e como já tem você a procurando, eu vou depois, daqui a meia hora você me liga e eu vou te encontrar ok?
– Onde você está Maxi?
– Daqui meia hora Castillo. Tchau.
Se eu contasse para ele que vim dar assistência para a família da Lara, seria mais um motivo para ele me matar, e um motivo só já era o suficiente. Entrei no hospital e senhora Ferro estava apreensiva a minha espera.
– Ela já acordou? – Eu perguntei dando-lhe um abraço fraternal.
– Já sim, o Kevin não quer entrar, então por isso te liguei, te atrapalhei?
A senhora não sabe o quanto. Ah sim Kevin era o nome do pai da Ludmila.
– Não, não claro que não senhora Ferro, então... Vamos?
– Janny, pode me chamar apenas de Janny querido.
– Ok Janny, vamos vê-la então?
Saímos da sala de espera, entramos em corredor e encontramos a sala onde a Lara descansava.
– Olha lá ela, Maxi. Tão tranquila. Ela ainda não sabe, e aposto que quando souber vai surtar, ela ama andar, no shopping, na praia, a noite. É muito difi... – Ela começou a chorar e apoiou a cabeça no meu ombro, eu estava sem ação.
– Vamos meu filho, eu não quero que ela nos veja chorando. – Eu concordei com a cabeça, mesmo com vontade de dizer que apenas ela estava chorando ali.
Entramos na sala e logo a Lara abriu os olhos e quando encontrou os meus ela assustou-se um pouco.
– O que você está fazendo aqui? – Ela tentou falar com a voz muito fraca
– Filha o seu namorado salvou sua vida, se ele não tivesse te trazido a tempo para o hospital talvez você estivesse morta agora.
– É melhor morta do que paraplégica.
– Como você sabe, fi... Filha?
– Mãe eu não sinto nada que esteja abaixo da minha cintura a mais de uma hora, e isso não é anestesia se não o médico já teria me avisado.
– E como você está?
– Dormente.
Ela falou aquilo com uma tranquilidade assustadora, até riu, me fazendo rir fraco também.
– E o que você está fazendo aqui Maxi? Você ainda não me respondeu. – Ela me perguntou de repente
– Filha ele é seu namorado, seja delicada, ele ficou aqui até eu e seu pai chegarmos e ainda voltou para te ver acordada, esse moço realmente te ama, dessa vez você acertou na escolha do namorado. – Respondeu a mãe dela
– Mas mãe ele não é... – Ela ia falar mais eu decidi a interromper.
– Muito obrigado senhora Ferro, digo Janny, mais sem querer ser rude a senhora poderia nos deixa a sós por um instante? – Eu pedi delicadamente
– Claro meu filho, estou lá fora caso precisem. E não façam besteira você ainda está muito fraca minha filha. – Ela saiu rindo do quarto, ela era uma senhora muito simpática, apesar de confundir muito as coisas.
Ao sair ela fechou a porta e então eu me deparei com uma Lara muito debilitada me olhando com curiosidade
– E então? Você vai me dizer hoje, ou vai esperar eu voltar a andar para me contar? – Perguntou um pouco rude.
– Mesmo debilitada você continua do mesmo jeito?
– O que quer dizer com isso?
– Linda.
Eu nunca havia reparado o quão bonita aquela garota era. Maxi para com isso você está namorando a Vilu, ela pode estar sumida, mas ainda é sua namorada.
– Bom eu acho que a essa altura a Violetta não se importar muito com os seus elogios para outra garota, só se ela for muito possessiva.
– O que você quer dizer com isso? Aliás, falando na Vilu, onde ela está? Vocês saíram juntas e depois eu vi você...
– Estirada no chão? Bom antes do acidente eu estava com ela sim, fui fazer um favor, e a essa hora ela deve estar no aeroporto.
– Como assim no aeroporto?
Ela fez menção para me sentar, alegando ser uma longa história, e já que era sobre o paradeiro da Vilu, eu não precisava ter pressa.
Maxi POV/off
Violetta POV/on
Corri por toda a extensão do engarrafamento e pude ver que foi um acidente, outro acidente. Eu vi dois acidentes em menos de cinco horas, que mundo é esse?
Enfim cheguei ao aeroporto, agora é só encontrar ele. O meu Léon. Espero que ele não tenha embarcado ainda.
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