Just The Way You Are
6 Capítulo 6 - Charles
Notas iniciais
Passamos o filme inteiro abraçados, ninguém dizia nada, quando acabo ela não me soltou, apenas ficamos ali, curtindo o momento.
- Quer outro filme? Ou ir pro seu chalé? Sei lá...
- Não, eu não quero nada, só quero ficar aqui. – disse ela.
Depois de uns 5 minutos ela se afastou um pouco e me olhou nos olhos, enfim pude perguntar pra ela:
- Silena, por que você veio? Quero dizer, eu estou super feliz que você tenho vindo, mas eu acho que não te tratei bem como deveria e...
- Charles! Eu gosto de você! – disse ela interrompendo – Pronto, falei. E não sei o motivo que você nunca nem conversou comigo, enquanto todos diziam que a gente era feito um para o outro eu não queria aceitar, mas...de uns tempos pra cá, muita coisa mudou, e não sei por você, mas pra mim mudaram pra melhor, e eu realmen...
Eu eu beijei ela. Isso ai, EU beijei ela, ainda não acreditava que isso estava acontecendo, e nem da onde que eu tirei coragem pra fazer isso, mas eu fiz, e o melhor de tudo: ela não reclamou e nem tentou me repelir. Isso era mágico!
- Ah, espera um pouco – peguei o controle remoto e ativei as paisagens nas paredes, uma hora estávamos na praia, outra hora na montanha, em qualquer lugar. Pra mim na verdade não me importava, tudo o que eu queria era ela feliz. E ela estava muito feliz, tanto que ela me beijou de novo. Nenhum dos dois queria parar, só paramos mesmo para respirar, mas nesse intervalo me veio uma coisa que eu ainda não tinha perguntado.
- Mas, então agora o que vai acontecer?
- Como assim o que vai acontecer? – ela parecia decepcionada – Você não quer nada comigo? Então por que me beijo enquanto eu tava me declarando? Isso Beckendorf, não se faz! Se só queria dar uns amassos numa filha de Afrodite muito bem, conseguiu! Alguma coisa mais? Quer me comer também pra depois contar pra todo mundo? Ou quer me iludir mais um pouco e tirar onda da minha cara?
- Quer namorar comigo? – saiu sem querer, nem pensei no que falei, foi automático, putz que furo.
- An? Ah, tipo, de verdade? Você não ta brincando comigo?
- Sim Silena, — eu não estava arrependido, percebi que queria de verdade namorar com aquela menina – eu quero namorar com você, aceita?
- Mas, é... é claro – disse ela, parecia surpresa com a minha proposta.
Já era quase 10 horas, os outros campistas deviam estar indo para seus chalés agora mesmo, mas se não perceberam nossa falta até agora também não iam sentir o resto da noite. Nos sentamos, ambos não parávamos de sorrir.
- Charles, vamos comemorar, tem copo pra gente virar um shots?
- Como não teria? – peguei o copo e entreguei pra ela – O que você vai fazer?
- Eu primeiro! – e virou o copo inteiro de vodka pura. Serviu mais um copo. – Sua vez.
Eita, como que ela agüentou aquilo sem dizer nada? Meus deuses, ela já bebeu quantas vezes pra tomar aquilo de boa? Admito que sou bem fraco para bebidas, mas eu gosto. Eu perdi a conta de quantos shots nós viramos, só sei que os dois sozinhos acabamos a garrafa inteira, não bebemos nem um gole do refrigerante até acabar a vodka. Ela olhou pra mim e começou a rir, caímos no sofá e começamos a nos beijar, ela sentou no meu colo de frente pra mim e começou a puxar minha camiseta, eu já nem sabia o que estava acontecendo. E não sei como, eu me lembrei de um presentinho que os irmãos Stoll tinham me dado, (sim, de graça, não sei porque).
- Sil, é, tem uma coisa ali, que bem, espera, você vai ver – ela se levantou e eu fui pegar a caixinha que tinha tudo o que eles tinham me dado e levei até ela – Quer experimentar?
- Charles, eu, não sei se vai dar certo – disse ela séria – mas o que eu to dizendo? Vamos logo com isso, eu quero muito experimentar.
Eu sabia que não ia dar certo, mas não me importava, isso ia ser bem interessante.
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