Just Sex

2 Um – Tensão Sexual.


Notas iniciais
Olá! Hehe. Voltei rápido, não? Espero que eu continue assim! Amém? Amém! Quero primeiramente agradecer aos acompanhamentos, comentários e ao ÚNICO favorito, que foi da Kati. T3T mas tenho certeza que mais pessoas favoritarão (~*-*)~ Troquei a capa e a sinopse, se não viram, deem uma olhadinha *--* Espero que gostem do capítulo e aguardo comentários! Boa leitura.

Engraçado como as fofocas surgem de fatos verídicos e se transformam em algo completamente sem noção. Uma vez, apareci com um curativo no nariz, pois o havia quebrado num treinamento extra que tinha feito com o personal do meu irmão. E não é que foram inventar que eu sofria de violência doméstica? Cara, sinceramente, as pessoas não tem o que fazer.

A bola da vez agora é que eu sou lésbica, pelo simples fato de que uso roupas... Hã, mais masculinas. A questão é que eu odeio mostrar o meu corpo. Mas nem sempre foi assim. Infelizmente, a vida me colocou em circunstâncias em que tive que me fechar para o mundo, para me proteger. Então eu me escondo atrás de roupas largas e uma personalidade forte inventada. Porque na verdade, eu sou fraca. Mas me recuso a mostrar essa fragilidade.

Os alunos vão entrando na classe e eu espero sentada pacientemente na última cadeira meus amigos esquizofrênicos chegarem. Algum tempo depois, o cabeça cupcake de morango entra, seguido de suas inseparáveis diabates¹, líderes de torcida. Querendo ser o bom aluno que obviamente não é, ele se senta nas primeiras cadeiras, mandando um beijo no ar em minha direção antes de se virar. Reviro os olhos. A piranha cara pálida me lança um olhar ciumento, agarrando-se no braço do rosado como se quisesse mostrar de quem é o macho. Dou um sorriso irônico e sibilo com a voz muda um clássico "Soque no rabo". Lisvaca faz uma cara de horror e se vira rapidamente. Vadia descarada, até parece que ela nunca enfiou outras coisas lá antes.

O aborto de jegue de vez em sempre me direciona olhares zombadores e maliciosos e eu sinto meu corpo esquentar de raiva... e algo mais. Veja bem, uma coisa é consequência da outra, e tudo leva a um único lugar. Tenho raiva por ele não me deixar em paz, mas quando meu corpo dá sinais de atração – involuntários, vale salientar –, sinto meu interior queimar. E quando me dou conta das merdas que estou pensando, fico ainda mais vermelha, só que de raiva. Maldito! Juro que queria pega-lo de jeito só uma vez, para ver se eu aquieto o meu facho libidinoso e acabo de vez com esses fetiches insanos! Droga de hormônios femininos em exctasy.

– Pensamentos impuros a essa hora da manhã, Lucy?

Dou um salto pelo o susto e me deparo com Erza parada em minha frente com um olhar zombador. Desde quando sou tão transparente?

– Eu? Comeu pasta de amendoim com feijão, minha filha? Claro que não! Olha a minha cara de quem pensa nessas safadezas!

A ruiva apenas se senta na cadeira ao meu lado e estreita os olhos maliciosamente. Droga, fui defensiva demais.

– Ah, é? Você estava esfregando as pernas, sabe...

– Eu estava com vontade de fazer xixi, é isso! – respondi, inventando uma desculpa.

Ela começa a rir.

– Apenas não precisava gritar pra todo mundo saber.

Só então me dou conta de que falei alto demais e que os poucos alunos da classe me observam curiosamente.

– O que estão olhando?! – Ralho raivosa e na mesma hora todos se viram fingindo que nada aconteceu. Exceto ele, claro.

– Se quiser, posso te ajudar no banheiro.

– Nat-kun! – A Lisvaca choraminga, mas sua presença insignificante é ignorada por todos.

– Seria ótimo desentupir algumas privadas com a sua cara. Ficaria ao lado da merda, que é o seu lugar. – Digo e ele ri. Completo antes que ele revide: – Ah, mas esqueci que além de sua cabeça enorme, o par de galhos que você carrega nela impediria o processo. Foi mal, mas não vai caber.

O sorriso dele se desfaz na hora. Existem duas coisas que o Dragneel odeia. A primeira é insinuar que ele tem chifres...

– Do que está me chamando?!

– Veado, corno... Ou os dois. Interprete como quiser. – Me levanto em direção a saída e completo quando passo por ele: – Mas é de família. O filho homem sempre puxa ao pai, afinal.

– Heartfilia! – o ouço urrar dentro da sala, mas já estou fora dela.

A outra coisa, é falar do pai dele. Isso o deixa tão furioso quanto um chiuaua. Que medindo.

Esbarro em alguém no caminho:

– Não olha por onde anda, porra?!

– Lu-chan!

Abaixo o olhar e dou de cara com minha baixinha preferida. Infelizmente, Levy, estou de mal humor hoje.

– Ah, Levy-chan.

– Que bom humor e animação, ein? Acordou com o pé esquerdo hoje?

– Qual o dia que isso não acontece? E para variar, o idiota do Dragneel me enche a paciência. Bendita hora que o diretor me deu aquela advertência, eu nem quebrei o braço daquele menino lá! – saio murmurando.

Ouço a azulada suspirar.

– Até quando você e o Natsu vão se odiar? Vocês eram tão amigos.

Olho para ela como se não acreditasse no que estava ouvindo. Ela não cansa dessa ladainha.

– Infelizmente, acho que vou mandar você se catar, Levy-chan. – ela me olha com desdém. – Isso é um assunto indiscutível, aquele filho da puta estragou minha vida. Foi por causa dele que eu fui para aquela porcaria de praça naquela noite. Minha vida nunca mais foi a mesma e o único erro que cometi foi confiar nele. Por isso, não me peça o impossível.

– Mas você nem sabe se...

– Já falei que não. Nunca irei perdoá-lo. Se você não entende, peço que pelo menos me respeite.

– Tudo bem. – diz ela tristemente, se dando por vencida.

Suspiro e lhe dou uma abraço, a pegando de surpresa.

– Não quero discutir com você.

– Desculpa.

– Tudo bem, só não repita. – mudo do tom de voz amigável para raivoso em milésimos de segundos e me solto dela rapidamente.

– Você não tem jeito, Lu-chan. – Ela dá uma risada.

– Que seja, que seja. Vou ao banheiro, já vou para sala.

– Okay.

O corredor vai ficando vazio aos poucos e dou graças por ter ninguém no banheiro, o que é um milagre já que as garotas sempre estão por aqui passando reboco no rosto e colocando batons escuros em plena sete da manhã. Abro a torneira e lavo meu rosto, me apoiando na pia para me olhar no espelho em seguida.

A vida é uma bosta.

Você pensa que está tudo bem, que pode conviver com seus problemas. Mas do nada bate a crise de realidade quando você percebe que nunca os superou de verdade e que talvez nunca vá superar. Balanço a cabeça antes que meu humor piore e jogo mais um pouco de água no rosto. Ouço a porta se abrir e levanto a cabeça.

– Ah, não! O que você está fazendo aqui, seu projeto de pantera cor de rosa?

Ele não se desfaz da expressão séria e fecha o trinco, nos prendendo. Agora deu.

– Tá maluco, meu filho? Abre isso! – ordeno, mais por implicância do que por qualquer outra coisa. Engraçado que se fosse outra pessoa, eu estaria até receosa, mas é como se eu soubesse que ele não faria nada comigo.

Ou, o pior que odeio admitir: Como se eu não ligasse se ele fizesse algo comigo.

– Não. – ele responde e passa a andar até mim. Antes que meu corpo traidor reaja de uma forma indesejada, me preparo para lhe dar um belo soco, mas recolho o punho quando ele me cerca com seus braços na pia. Seus olhos estão obscuros e isso me arrepia por inteira. Perco totalmente o controle e fico paralisada, passando a gaguejar.

– O que está fa-fazendo?

– Sabe, loirinha. Você ainda não me viu zangado. Eu posso ser muito mal quando quero.

Ignoro aquela ameaça com segundas intenções e tento me defender.

– Ah, é? Que meda! – cruzo os braços e o olho de modo desafiador.

Ele apenas ri e balança a cabeça calmamente, como se me repreendesse e o castigo fosse algo estupidamente excitante. Pelo menos, foi o que captei em minha mente pervertida.

– Um dia, Lucy. Um dia eu te pego de jeito. E aí, você estará na minha mão.

E então ele pisca o olho e vai embora, enquanto eu fico ali escutando o sinal irritante que toca na mesma hora. Ele me chamou pelo nome. Ele nunca faz isso.

***

Seria muito paradoxo dizer que eu amo esportes, mas odeio educação física?

Mas se você analisar os fatos, tem bastante lógica.

Cada colégio tem seu modelo de uniforme, mas outros não, como a Fairy Tail. Mas o que sempre vai ter, é o uniforme de exercícios. E bem... Já mencionei que o diretor é um tarado? Agora me imagine vestindo esse micro short com uma blusa branca totalmente transparente? Nem que Zeus me condenasse a viver no Tártaros! E ainda mais, a Aquarius, nossa professora, é bem difícil de lidar. Ainda bem que também sou.

Estou sentada na arquibancada observando minha turma na aula antes do intervalo. As meninas jogam vôlei, enquanto os meninos, basquete. Existe um time oficial do colégio para as duas categorias, mas na educação física todo mundo participa. Masclo alguns chicletes entediadamente, até que meus olhos queimam ao captar uma cena perturbadora.

Lisvadia aparece com uma entrada triunfal e bastante escrota. Com a blusa amarrada na ponta e mostrando a barriga mais pálida que a cor de um defunto, ela anda rebolando até sua posição empinando aquela bunda de gaveta. Vejo Erza e Levy rirem juntas e automaticamente rio também. Mas ela parece não ligar e continua se exibindo como uma galinha no cio. Percebo que alguns garotos meio que param o jogo para comê-la com os olhos, assim como algumas de suas amiguinhas que se amostram. Ridículos, até parece que nunca provaram daquele gosto sem sal.

Quando reviro os olhos, encontro outros a me observar. Dragneel me olha intensamente e sou pega de surpresa. Miserável. Penso em virar o rosto, mas não consigo me desprender. Seu olhar é misterioso e me faz querer ir até ele para descobrir tudo o que ele pode me oferecer. Mas... eu o odeio! Então, porque toda essa tensão sexual?

E como se fosse pouco, o filho da mãe tira a camisa e passa a jogar normalmente, como pouco se lixasse para mim. Mas sei que ele está se exibindo, e eu odeio admitir, mas está funcionando. Como um garoto de dezoito anos pode ter um corpo desses, meu bom Zeus? Os ligamentos de seus braços se movimentam majestosamente à medida que ele quica a bola no chão. Seu abdômen é perfeitamente definido e... suas costas! Caralho, porque costas são tão sexys? Maldita professora que os deixam tirar a camisa!

Quando percebo, ele faz um drible no adversário executando uma cesta perfeita. Enquanto os caras festejam, ele se vira para mim e sorri maliciosamente, levantando de modo discreto o dedo indicador. Fico vermelha.

Ele fez a cesta para mim! Fecho os punhos, numa fúria crescente. Idiota. E ele ainda ri como se soubesse do efeito que causa em mim! Que ódio!

Um dia eu te pego, Dragneel.

– Lucy!

Aquarius está parada em minha frente e parece que faz bastante tempo que está aqui. Respiro fundo e olho para ela, fazendo uma bola de chiclete. A estouro antes de falar:

– E aí?

– Não me venha com essa informalidade, senhorita! O que está fazendo parada enquanto seus colegas de classe se exercitam?

De. Novo. Com. Essa. Merda.

– Ah, não! Cacete, eu já disse que não vou vestir esse pedaço de pano ao qual chamam de uniforme! Além do mais, eu já participo do clube de luta da escola, e até vou participar das Olimpíadas Escolares desse ano. Acha pouco?

– A Erza também vai participar e nem por isso deixa de fazer as aulas.

Desvio o olhar e vejo ao longe a ruiva fazer um saque perfeito, conseguindo mais um ponto para o seu time. Erza é do clube de Kendo, mas ama fazer qualquer tipo de esporte. Ela tem um temperamento tão difícil quanto o meu, a única diferença é que ela bota medo em mim, e não ao contrário. Mas eu adoro essa garota. Junto com a Levy, elas são minhas melhores amigas.

– E o que tem? Eu não sou a Erza.

Uma veia salta da testa de Aquarius.

– Pirralha insolente! Você pode até se abster disso, mas você nunca fez uma avaliação aquática!

– Sei nadar muito bem, obrigada.

Ela me olha ironicamente e sei que daí vem merda.

– Tecnicamente, para a instituição, você não sabe nadar nem cachorrinho. Portanto, será avaliada amanhã. – abro a boca para retrucar, mas ela me interrompe. – E se não estiver do seu agrado, irá reprovar de ano.

Minha cara caiu no chão. Como assim, meu bem? Se ela tivesse dito ser expulsa... Nem me preocuparia tanto, mas repetir todo esse inferno de terceiro ano, ainda mais aqui? Jamais.

– Tudo bem. – me dou por vencida e ela ri diabolicamente. Mas como não sou besta nem nada, faço uma carinha meiga e digo com a voz mais doce o possível: – Será que eu poderia ser avaliada em separado?

Okay, carreira de atriz vai para o espaço. Aquarius apena estreita os olhos pra mim. Às vezes odeio minha fama.

– Não me venha com essa cara de santinha! Te conheço não é de hoje. Vai fazer amanhã como todo mundo! E se reclamar, já sabe!

E então ela se vira e vai andando. Odeio receber ordens!

Demônia. – praguejo num murmúrio.

– O que disse? – indaga ela, se virando rapidamente com uma face raivosa. Porra, que ouvido!

Amônia. Disse que estou sentindo cheiro de amônia! Devem der esses garotos suados, que nojo. Sinceramente, Aquarius-sensei, você deveria colocar algo que iniba essa fragrância horrorosa na água que sai dos chuveiros do vestiário masculino. Ninguém merece sentir isso.

Incrível que quando quero enrolar, saio tagarelando pelos cotovelos.

– Estou de olho em você. – ela fala, colocando os dedos nos olhos para depois apontá-los para mim. E depois vai embora de verdade.

Jogo-me de vez na arquibancada, com falsas lágrimas. Droga de maiôs escolares!

Notas finais
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Não sei do que eu tô rindo, mas rir é legal :v Ah! Legenda: ¹ Diabetes: Dançarinas do diabo. PQP VEY, OLHA AÍ POR QUE EU TÔ RINDO. Bem, qualquer erro me avisem, sim? u.u Amo vocês, reviews?