Just Sex

14 Treze – Provocações.


Notas iniciais
Oinnnn, gente! Primeiro, queria me desculpar pelo o atraso! Já era pra eu ter postado dois capítulos, e não apenas esse agora. Mas, durante esse tempo, acumulei capítulos. E se você forem bonzinhos comigo, posto o outro amanhã mesmo! O capítulo de hoje antecede algo interessante que vai acontecer no próximo. E depois disso, de volta a rotina da escola, Lucy vai perceber umas coisas estranhas acontecendo... E os mistérios vem com força total, intrigas e confusões também! Bom, já falei demais! Eu quero agradecer a todos os favoritos e comentários, que a cada dia só fazem crescer! E agora.... EU SOU UMA PESSOA TERRÍVEL! ME BATAM! COMO EU PUDE ESQUECER DISSO? SEM OR! GreHinata, me perdoe por não ter feito isso antes... Muito obrigada pela recomendação! A primeira recomendação de Just Sex, uma coisa tão importante! E eu esqueci de agradecer. Mas saiba que fiquei muito, muito feliz. Pulei de alegria, eu e a Kati, já que você recomendou UD também. Mas a Kati já tem muitas e.e e eu só a sua. Muito obrigada mesmo pelas palavras, esse capítulo é para você, sua lindja! *----------* Também venho aqui para divulgar duas fanfics. Uma minha, Mistake, que eu já tinha comentado aqui ~ deem uma olhadinha no meu perfil ~ e outra de um grande amigo meu, o Udon! Por favor, leiam as notas finais. Além de explicar algumas coisas do capítulo, vou falar mais sobre a história desse lindo *-* Ps.: Se vocês conhecem a HinataDragneel, estou betando o novo projeto dela e... Pqp, vocês vão adorar. Fiquem de olho que voltarei futuramente com mais informações. Ps².: Todas as fanfics citadas são Nalu.

Acabou que Dragneel cozinhou nosso café da manhã/almoço e também o jantar. Me surpreendi por ele não ter ido mal. O filho da puta sabe fazer muitas coisas.

Coisas até demais.

Estou sentada na poltrona da sala enquanto ele lava a louça, tarefa que me recusei a fazer depois que ele se negou – mais uma vez – a devolver minhas roupas. O desgraçado me jogou uma camisa depois do banho, e disse que estava de bom tamanho. Não sei se ele quer um jeito mais fácil de me ter, ou se é alguma idiotice masculina de querer que eu use suas roupas. Ou talvez os dois.

Impacientemente, levanto da poltrona e me ergo em cima do balcão da cozinha, vendo-o de costas na pia. Ignoro o formigamento crescente lá em baixo ao observar suas costas nuas, que são umas das coisas mais sexys que ele tem. E melhor ainda agora que estão com marcas das minhas unhas.

Mordo o lábio.

– Eu quero minhas roupas. – Digo da forma mais sensual que consigo.

Ele se vira com a sobrancelha arqueada, um sorriso malandro brota em seu rosto:

– Está tentando me seduzir?

– Talvez. – Me inclino para frente, fazendo com que ele desvie o olhar para o meu decote por alguns segundos.

Até que ele bufa, e volta a ensaboar o prato.

– Não vai rolar. Suas técnicas de sedução são muito fracas, Lucy. Parecia mais que você estava envergonhada em soltar alguns gases se esticando desse jeito, ainda mais com essa cara.

Sinto meu sangue ferver e jogo nele o primeiro objeto que encontro: Uma xícara. Mas, mesmo de costas, Dragneel desvia facilmente e a xícara se estilhaça na parede.

– Você tem uma mira muito ruim.

Fico sem fala por alguns instantes. Mas logo uma veia lateja em minha testa.

– Eu quero abrir sua cabeça!

E eu quero abrir suas pernas.

Observo atentamente quando ele deixa a louça e se vira para mim. Estreito os olhos e balanço a cabeça.

– Não, isso não vai rolar.

– Está com medo de ser seduzida?

– Vai à merda!

Me viro para a porta e vou até a grama, procurando alguma pista da minha mochila. Ele escondeu em algum lugar, e sinto que não foi dentro de casa.

– O que está fazendo? – Pergunta ele, com os braços cruzados encostado à porta.

– Procurando meu juízo! – Grito de raiva e ele apenas ri. – Sério, não sei mesmo o que estou fazendo aqui.

– Quer que eu te responda? – Ele pergunta de modo malicioso.

Reviro os olhos.

– Não, eu passo.

– Você não vai achar.

O ignoro e continuo a procurar pelos cantos. Começo a cogitar apossibilidade de ele ter jogado tudo na lareira, quando começo a pular para olhar no telhado e tenho um vislumbre do logotipo amarelo da minha mochila. Caralho, a danada está encostada na clarabóia¹ do corredor!

– Eu já achei.

Com um sorriso maligno, corro para a árvore quando o vejo arregalar os olhos. O único jeito de chegar lá é pelo galho que alcança o telhado. Não acredito que o maldito teve todo esse trabalho apenas para me deixar sem roupas. Quando já estou escalando o tronco, Dragneel me pega pelas pernas, mas chuto seu rosto e nós dois caímos no chão. Me levanto chutando-o pelos calcanhares e corro para o outro lado, até que sinto uma pressão gigantesca nas costas, e só depois me dou conta de que é uma mangueira de água apontada para mim.

De boca aberta, me viro para ele, que ri antes de me molhar de novo. Agora estou completamente encharcada.

– Eu vou te matar, seu desgraçado. – Praticamente rosno, já ameaçando tremer de frio. O vento aqui é muito forte, ainda mais de noite.

– Que fofa, tão adorável quanto um cachorrinho molhado.

Vou para cima dele com todo o gás, mas de um modo desordenado. Quando não estou em “crise”, não consigo machucá-lo de verdade. É mais uma guerrinha ridícula e desorientada.

Que ele vence facilmente, e me derruba no chão, ficando em cima de mim.

A mangueira de alta pressão faz praticamente chover acima de nós, o que fez com que ele também fique molhado. Completamente ofegante em baixo dele, fico observando seus olhos verdes brilharem com a luz da lua, imaginando o quão claros e bonitos devem ser à luz do dia.

– Essa é uma visão completamente sedutora, Lucy. É melhor quando é natural, você precisa aprender isso.

Minha respiração fica mais irregular quando ele passa a olhar todo meu corpo. A camisa azul clara está completamente colada em minha pele, e meus seios estão desenhados sobre o tecido agora transparente. Mas eu fujo antes que ele me beije. Quero devolver a provocação.

Chuto de “leve” sua parte íntima, e me ponho a correr para dentro da casa.

– Heartfilia!

Mas, mesmo com uma careta de dor, e agora de raiva, ele se recupera rápido e me impede de fechar a porta de correr, me agarrando pelos cabelos e levantando minha blusa. Não consigo reprimir o sorriso de provocação quando ele aperta minha cintura com força com a outra mão, e me joga na parede.

Percebi que o hobbie dele é me encurralar.

– Você está muito ousada para o meu gosto. – Com a franja molhada caindo nos olhos, ele expressa um misto de raiva e desejo ao morder meu lábio inferior.

– Pensei que gostasse. – Comento, desabotoando sua bermuda.

Deixo que ele tire minha blusa, e logo estamos nus colados um no outro. De novo, pela quarta vez no dia.

– Gostar é pouco. Mas mesmo que eu goste, isso me deixa um pouco irritado, então posso ser um pouco cruel.

Sorri para ele, sentindo uma vontade avassaladora de experimentar essa crueldade.

– Mal posso esperar.

Quando voltamos a nos beijar com fervor, ouço um som agudo de um toque de celular e paraliso no mesmo instante.

– É o meu celular! – Praticamente grito, empurrando o rosto dele com a mão.

Parecendo realmente irritado pra valer, Dragneel segura meu braço e aperta meu queixo.

– Não.

– Mas pode ser algo sério, seu imbecil! – Penso em Levy com aquele metaleiro e fico com raiva.

– Heartfilia... – Drganeel parece estar a ponto de me bater – de verdade dessa vez – se eu insistir em sair. O que me deixa extremamente animada, já que adoro irritá-lo.

– Então vou ter que apelar... – Comento baixinho, o que o faz ficar confuso até eu acertar seu ponto fraco: Cócegas.

Lembro que desde que criança ele era frouxo para cócegas, o que eu soube usar como chantagem na época. Fico até meio chocada por ter dado certo, pois ele se contrai fortemente prendendo um riso e se afasta, o que me dá espaço para fugir dele. Agarro a bermuda de onde vem o som do celular e corro para a suíte, fechando a porta em sua cara antes que ele possa entrar.

O filho da puta é rápido mesmo.

Ele esmurra a parede.

Heartfilia!

Começo a gargalhar como uma louca dentro do quarto.

– O grande Natsu Dragneel vencido por cócegas! Parece até piada!

Pego o celular que continua a tocar de dentro do bolso da bermuda e fico feliz em ver que ele não foi inundado.

Eu vou acabar com você!

– Ei, essa frase é minha!

LUCY!

– Ah, agora eu sou Lucy? Francamente, Dragneel. Isso é o troco por não devolver minha mochila.

Arregalo os olhos quando vejo quem está me ligando. Meu pai.

– Merda.

Vou arrombar essa porcaria de porta! Você não pode me deixar assim!

Começo a rir quando entendo o sentido do “assim”.

– Use suas mãos para algo além de encestar bolas de basquete, se é que me entende.

Quando eu pegar você...

Vou para debaixo das cobertas no intuito de me aquecer e me secar enquanto Dragneel continua com xingamentos à minha pessoa. Respiro fundo e atendo o telefone antes que a ligação caia.

– Oi, pai. – Tento parecer o mais normal possível e coloco a mão na boca para abafar os sons escandalosos do lado de fora.

Uma coisa que deixa Dragneel em descontrole: Negue sexo a ele, que ele pira. Interessante.

Lucy? – Ouço a voz de papai no outro lado da linha. – Onde você está?

Engulo em seco.

– Na casa da Erza. O Laxus não avisou?

Por alguma razão, me sinto inquieta. Eu nunca minto para meu pai por um motivo. Ele sempre sabe quando não estou falando a verdade.

Avisou, mas é força do hábito perguntar. – Não evito um sorriso com o tom doce e risonho dele. – Mas está tudo bem mesmo?

– Está. – Respiro fundo. Engraçado que mesmo sem poder vê-lo, sei exatamente que está esperando que eu fale alguma coisa. – Pai, você já se descontrolou alguma vez na vida?

Por que essa pergunta de repente?

Começo a rir de mim mesma. Papai parece uma criança às vezes, é bondoso e justo, e nunca o vi perder a calma. Pergunta idiota a minha.

– Sei lá, sei que o senhor tem toda essa parada zen e tals, mas a questão é que eu acho que fiz merda. E das grandes.

Todos nós fazemos alguma dia, Lucy. Por que com você seria diferente?

– A questão não é essa, é que acho que viciei nessa por... caria. – Me corrijo antes de falar um palavrão. Ele odeia minha boca suja.

Você não está usando drogas, está? – Seu tom urgente me faz rir.

– Não, claro que não. É uma coisa boa e ruim.

Quando ele não diz nada, respiro fundo antes de responder, pensando em meus momentos com o Dragneel.

– Acho que encontrei algo que... Que inibe minhas crises, de certa forma.

Desde a primeira vez que transamos, senti isso. O que é totalmente ridículo, mas é verdade. Só espero não ficar compulsiva em sexo.

Isso é... ótimo. – Ele parece receoso ao dizer. – Se não se trata de nenhum narcótico, não vejo problema algum. Mas lembre-se de que tudo tem um retorno. Se você usa algo, também é usada. Entende o que estou querendo dizer?

Entendo perfeitamente.

– Claro.

O vício, qualquer seja ele, um dia te leva ao extremo, fazendo com que os resultados não sejam mais os mesmos. Ocasionando coisas que você não queria que acontecesse. Só que se você parar gera uma abstinência. O que resta saber é: Você está disposta a arcar com as consequências disso?

Não consigo responder nada perante a isso. Papai ama aconselhar as pessoas, ele parece ter uma visão das coisas bem mais amplas que nós mesmos. Mas existem muitas coisas que eu não entendo. O que eu não quero que aconteça a partir dessa relação estranha?

Não precisa responder. – Diz, depois do meu silêncio. – Apenas pense nisso e se cuide. Boa noite, minha filha.

– Boa noite, pai. Volto para casa amanhã.

Desligo o telefone e fico encarando o teto. Me sinto estranha. Olho pelo vidro da janela e percebo que está garoando. Dragneel não esmurra mais a porta e tudo está em silêncio. Nem percebi quando ele parou de gritar.

Mas não sinto vontade de abrir a porta. Me enrosco mais nos lençóis e fico pensando em tudo isso. O sexo, o ódio, a mágoa. O que de bom pode sair disso? Não sei. A única coisa que sei é que não consigo parar agora que tudo realmente começou.

Simplesmente não dá.

***



Desperto com o sol em meu rosto. Fiquei tanto tempo pensando em minha vida conturbada que acabei dormindo pesado a noite inteira. Também pudera, estava cansada depois do dia exaustivo que tivemos ontem. Levanto da cama e arrasto os lençóis até o banheiro, seguindo para a pia para lavar o rosto e a boca.

Começo a rir sozinha. Dragneel deve estar uma fera comigo. Com o pano enrolado no corpo, giro a chave e abro a porta levemente, espiando o corredor. Vazio. Olho no relógio do celular e vejo que são nove da manhã. Desço as escadas esperando encontrá-lo na cozinha, mas ela também está vazia. O desgraçado não está em lugar nenhum! Olho pela janela e a moto dele não está lá fora também. Acabo pensando que ele foi “dar uma volta” como ontem, mas aí vejo um bilhete preso na geladeira.

“Te vejo amanhã na aula. São apenas 100 km a pé até um ponto de ônibus, o que dá 16 horas de viagem. Se você correr dá tempo de chegar no horário. Boa sorte.”

Pego o papel e o amasso nas mãos com toda a minha força. O filho da puta realmente me deixou aqui! Não consigo acreditar. Solto uns gritos de ódio e quebro algumas coisas da cozinha, que vontade de bater em alguém, de preferência ele.

Disco seu número com brutalidade no celular.

– DRAGNEL, SEU BASTARDO DO CARALHO! – Grito assim que ele atende.

Bom dia para você também, loirinha.

– Onde você está? Volte para me buscar agora mesmo!

Sua risada sai abafada pelo vento, provavelmente ele está com o celular dentro do capacete enquanto pilota a moto. Já deve estar a quilômetros de distância! Maldito.

– Por que você fez isso? – Pergunto pausadamente. Ai, que ódio!

Perdi o tesão. – Fico calada. – Até mais, baby.

Desligo o telefone de modo apático.

Dragneel passou dos limites. Se ele quer guerra, terá. Vou dar o troco, mas não do jeito que ele pensa. Ainda tremendo de raiva, porém com um sorriso maligno, pego o telefone digitando o número de Erza. Eu realmente não queria envolvê-la nisso, já que com toda certeza ela interpretaria tudo errado e se eu tentasse explicar, reprovaria a situação. Mas infelizmente ela é minha única salvação no momento.

Fico sentada na mesa esperando que ela atenda. A ligação está quase caindo quando a chamada é atendida, mas o que eu escuto do outro lado da linha é um voz zombeteira e masculina.

Lucy, querida!

– Jellal. – Praticamente cuspo seu nome.

Eu mesmo. A que devo a honra se sua ilustre ligação?

– Eu não quero falar com você, seu filho de chocadeira. Onde está a Erza?

Meu moranguinho ainda está dormindo. – Quase vomito ao ouvir sua voz melosa. – Digamos que o dia de ontem foi bastante produtivo.

Nem preciso pensar o que ele quis dizer com isso pelo seu tom de voz malicioso. Eles estavam fazendo o mesmo que eu e o Dragneel.

Quer que eu deixe recado?

Acabo pensando melhor e percebo que a Erza não precisa realmente saber disso. Definitivamente.

– Não, agora tenho assuntos a tratar com você.

Olha, Lucy. Sinto muito se o Natsu não deu conta. Você é bonita e admito que gostosa também, mas agora sou um homem comprometido. Eu meconverti à fidelidade, sou apenas da Erza. Em outras épocas teria dado muito certo.

Quase me engasgo com o ar.

– O quê? Do que está falando? Enlouqueceu, criatura?

Quando alguma mulher me diz que tem assuntos a tratar comigo, a conversa sempre é essa.

Sinto vontade de socá-lo. Aperto o celular com força.

– Eu definitivamente não estou com tempo para brincadeiras, por isso vou ser direta. Pegue seu pangaré de duas rodas e venha até aqui.

Lulu, querida. Eu não sei se você sabe, mas estou a quilômetros da cidade.

– Não se faça de idiota, Fernandes. Sei que você sabe muito bem onde estou.

Minha raiva só aumenta quando ouço sua risadinha do outro lado da linha.

E porque acha que eu vou fazer o que você quer?

– Se você não fizer, eu acabo com sua vida. Posso mostrar umas fotos constrangedoras para o Sr. e a Sra. Scalert. Sei que eles não vão com a sua cara.

Silêncio. Sei que venci quando ele passa a falar sem nenhum pingo de divertimento na voz.

Você não faria isso com a Erza.

– Experimenta. Eu não gosto de você e não acho que devam ficar juntos. Posso muito bem mexer os pauzinhos para piorar a situação de vocês. Os coroas iriam amar te ver em situações bastante... Comprometedoras. Ótima influência para a filha prodígio e respeitável deles, não é?

Você venceu. – Ele respira fundo. – O que quer que eu faça, exatamente?

– A Erza não pode saber de nada disso. Se contar a ela ou não me ajudar, o resultado é o mesmo. Quero que traga algumas roupas dela para mim e um pouco de dinheiro.

Estarei aí em no máximo uma hora.

Desligo o telefone com um sorriso. Ótimo, sabia que chantagem iria funcionar.

A Erza já perdoou o filho da puta, que alegou que estava bêbado naquela festa. Mas os pais dela não sabem de nada, e basta um estalar de dedos para eu ter as provas em mãos. É muita cara de pau dizer que não sabia o que estava fazendo naquela calourada da faculdade, quando foi encontrado pela namorada com mais duas garotas na cama.

Ela quase o matou naquele dia. O bagulho foi tão louco que eu tive que ir lá para separá-la dele. Nunca tinha visto minha amiga tão... Perturbada. Sei que desde aquele dia, alguma coisa mudou na Erza. Assim como algo mudou dentro de mim há cinco anos atrás.

Ela também se negou a dizer a qualquer um a fonte que denunciou o Jellal. Mas tenho certeza de que um dia descubro. Eu já não gostava da criatura antes, depois disso então. A única de nós que se salva é a Juvia, por que o Gray é um cara decente. Pena que ela não é correspondida. Por que a Levy tem aquele metaleiro que também não presta, senti isso desde a primeira vez que o vi. E eu... Bem, eu estou nesse rolo insano com o Dragneel, e nem preciso dizer que ele não é flor que se cheire. Graças aos deuses que não há nada sentimental entre nós. O único romance existente em minha vida é entre meus punhos e o saco de pancadas.

Um tempo depois ouço um ronco de motor se aproximando. Pela janela da cozinha, vejo Jellal tirar o capacete, revelando seus fios azulados chamativos. Pelo menos a moto dele é preta.

Enrolo mais o lençol no corpo e respiro fundo antes de abrir a porta. Depois de limpar as botas no tapete da entrada, ele levanta a cabeça em minha direção e dá a gargalhada mais escrota que já ouvi na vida.

– Do que está rindo, seu imbecil?

– Então foi isso que aconteceu? Ele te deixou aqui sozinha e sem roupas? – Aperto os punhos com força, com a testa franzida de raiva. O maldito está com o rosto vermelho de tanto rir.

Eu queria descontar em alguém mesmo. O puxo pelo colarinho da jaqueta e lhe dou um soco no plexo solar.²

– Se você não calar a boca agora mesmo, eu juro que vou...

– Eu sei, eu sei. – Diz ele, gesticulando com a mão enquanto aperta o estômago. O divertimento em sua voz desaparecendo aos poucos. – Eu já entendi. Sua chantagista.

– Ótimo. – Fecho a porta e cruzo os braços. – Trouxe o que eu te pedi?

Ele me estende uma sacola que trazia nas mãos.

– Aí tem o que você me pediu. E dinheiro mais que o suficiente para as passagens. – Analiso o conteúdo da sacola. – Estou dispensado?

Sorrio para ele.

– Claro. Que não. – Ele revira os olhos e eu arqueio as sobrancelhas. – Fique aqui em baixo, vou trocar de roupa e você vai me levar até a interestadual.

– Espero que goste. – Ele sorri, apontando com o queixo para a sacola.

Estreito os olhos e subo as escadas rapidamente. Quando entro no banheiro, entendo a ironia.

– Puta merda!

O desgraçado me trouxe um vestido, até aí tudo bem, mesmo eu odiando vestidos. Só que a porcaria é tomara que caia, super justo e super curto. E vermelho!

Visto o pedaço de pano xingando a tudo e a todos e dou graças pelo demente do Dragneel ter esquecido minha sapatilha no quarto. Caso contrário, estaria descalça.

Quando desço para a cozinha, encontro o sorriso sacana de Jellal.

– O Natsu iria adorar te ver assim.

– E ele vai ver. – Pego as chaves do balcão.

– Alguém vai ser espancado hoje. – Ele diz com um ar de riso, enquanto o empurro para fora da casa e fecho tudo. Olho o celular. Mais de meio dia.

Droga.

– Vou fazer pior. – Agora é minha vez de exibir um sorriso malicioso.

Jellal me entrega um capacete.

– Essa sua cara me dá medo.

– Não se preocupe. O que ou fazer com ele, nunca faria com você.

No próximo capítulo...

"– Vovó, aconteceu alguma coisa?
– O Dinho está com um colega no quarto. Vamos tomar um chazinho enquanto esperamos.
Olho para a escada, ouvindo os barulhos abafados lá de cima. Estreito os olhos.
– Mais tarde, vovó. – Me solto delicadamente de seu braço. Agora que tenho que subir mesmo.
Filho da puta desgraçado!
– Mas meu anjo...
Subo as escadas correndo, os sons vão ficando mais altos à medida que vou em direção ao quarto no fim do corredor. Giro a maçaneta e encontro a porta fechada, mas não penso duas vezes em me afastar e arrombá-la com um chute.
A cena que encontro é nojenta.
– Não acredito nisso..."

Continua...

Notas finais
Gostei da ideia de colocar um trecho do próximo capítulo no fim deles! Deixa vocês mais ansiosos ¬u¬ E prova que não menti u.u O capítulo está pronto, só depende de vocês agora! Quero comentários, viu?! Legenda: ¹ Clarabóia: coberta envidraçada, praticada no teto ou no alto de parede, como uma janela, para iluminar o interior de uma edificação. ² Plexo Solar: Área popularmente conhecida como "boca do estômago". Agora, sobre a fanfic que vim aqui divulgar! Gente, se eu eu tô aqui, fazendo isso, é por que o negócio é bom mesmo! Sabe a mesma tensão que criei para o hentai aqui? Ele fez o mesmo com a chegada do Natsu, só que ainda melhor! Sem or! Se você quer uma fanfic com mistérios (mistérios mesmo, tipo aqueles de investigação), uma boa ficção e uma trama incrível, Cidade Perdida é a solução! Uma Lucy diferente de tudo o que você já leu, com personagens de Fairy Tail que não são tão lembrados, mas que você acaba se apaixonando por eles na história! Vocês certamente não vão se arrepender! Link da história: http://fanfiction.com.br/historia/579616/Cidade_Perdida/ É pra ler, ein? Sou fã e quero compartilhar essa maravilha com vocês! Agora, eu me despeço, meus lindos U3U Até o próximo, que como você viram, será bem... Interessante ¬u¬ Fui o/