Just Sex
13 Doze – Quites.
Notas iniciais
"Agora você é minha"
Desperto com essa frase ecoando em minha cabeça, sentindo o calor sussurrante de suas palavras ainda fazendo efeito em mim.
As imagens da noite anterior vêm como flashs distorcidos e intensos. Porém, a mais nítida delas, é a última que consigo me lembrar.
Seus olhos em chamas, me olhando de cima. Os fios rosados parecendo crepitar no fogo, enquanto suas mãos grandes seguravam minha cintura.
Era o outro cara.
Quando me sento, percebo que estou sozinha deitada sobre uma manta. E nua. Com algum tipo de instinto idiota, encolho as pernas e cubro os seios com as mãos, mas quando olho ao redor não vejo nenhum sinal dele.
Respiro fundo e tiro os cabelos dos olhos, colocando uma mecha atrás da orelha. Pelo vidro da porta de correr, a luz do sol ilumina o dia, como se aquela tempestade monstruosa nunca tivesse existido.
Levanto do chão, enrolando-me com a manta. O relógio da cozinha indica dez da manhã. Enquanto vou andando pela casa à procura dele, consigo sentir os efeitos da noite anterior em meu corpo. Nunca pensei que uma noite de sexo fosse me deixar tão cansada e faminta. E eu achando que já tinha exercitado todos os músculos possíveis. Mas Dragneel me mostrou que não.
Subo as escadas, indo até o banheiro. Nada dele. Começo a ficar desesperada, passando a procurar minhas roupas e mochila. Mas o quarto onde a coloquei ontem está trancado. A ideia de que ele me largou sozinha aqui quase se confirma quando eu olho pela janela do corredor, e lá em baixo vejo a frente da casa vazia.
A moto dele sumiu.
– Filho... da puta!
Resmungando todos os palavrões possíveis, volto para a sala tentando achar pelo menos minha roupa íntima. Encontro minha calcinha e a regata que ele usava, mas apenas isso. Visto as peças rapidamente e vou para fora, pisando firme na grama ainda úmida.
Estou com raiva, mas de alguma forma, sei que ele não me deixou aqui a míngua. Incrível que mesmo com tudo que aconteceu, eu ainda confie nele.
Eu... Transei com ele.
Puta que pariu. Bato em meu próprio rosto quando me dou conta do que fiz. Eu realmente fiz isso. Ainda... Não consigo acreditar.
Solto um grito alto, que faz alguns pássaros que estavam nas árvores levantarem voo. Não posso pirar, não posso pirar. Eu quis isso, não quis?
E seria mentira dizer que não foi bom. Foi a melhor e a pior coisa que já fiz na vida. Trágico.
Respiro fundo e passo a me alongar. Cair em mim me fez ficar tensa, e agora preciso repor as energias. Mas enquanto fazia as flexões, a frase que me despertou voltou a me perturbar.
E mesmo que ele não tivesse ali para eu responder, senti a necessidade de dizer isso a mim mesma:
– Eu não sou sua.
***
Sei que ele chegou antes mesmo que aparecesse na varanda. Não deixo o alívio que senti mudar minha expressão, nunca lhe daria esse gostinho.
Por isso continuo fazendo minhas abdominais alternadas de cabeça para baixo na barra do jardim.
– Você não imagina quanto essa cena é sexy.
Tento manter a concentração, mantendo o ritmo.
– Nunca viu uma mulher se exercitando?
– Essa não é a questão. – Responde ele, se aproximando de mim. Minha respiração fica irregular por alguns instantes quando o vejo se encostar a árvore e cruzar os braços ao por a mão no queixo, me analisando com os olhos maliciosos. Mas logo me recupero. – O negócio é que tipo da mulher você é ou parece ser. Fazendo um exercício que muitos homens nem ao menos conseguem, com esse ar de garota independente que bate e apanha sem frescura. Cara, isso é excitante. Ainda mais com minha camisa amarrada desse jeito.
Respiro fundo com suas palavras, tentando manter o controle de minhas emoções. Quando termino a série, jogo as pernas para trás, descendo numa cambalhota perfeita. Prendo meu cabelo de qualquer jeito no pescoço e me viro para ele, com as mãos na cintura.
– Onde esteve?
Quando olho para seu rosto melhor agora, sem estar de cabeça para baixo, percebo que está levemente abatido.
Um lampejo de surpresa passa por sua expressão, mas ela se vai rapidamente.
– Fui dar uma volta.
– De moto? – Pergunto, observando as chaves em sua mão, que ele rapidamente coloca no bolso.
Ele não me responde.
– Está com fome? – Me pergunta, mas há malícia em suas palavras. Engulo que em seco, não vou cair em seu jogo de sedução a essa hora da manhã.
Falo secamente.
– Comeria até um cavalo. Você me deixou sozinha aqui, estava até pensando que quando você chegasse eu o cozinharia vivo.
– Isso tudo foi saudades? – Ele ri quando quase esfrego o dedo do meio em seu rosto, e vou andando para dentro da casa. – Acho que não tenho um bom gosto. Não sendo comido dessa maneira. E adorei a calcinha.
Uma veia salta da minha testa e tiro o tecido entre a bunda, me virando com ódio mortal.
– Onde estão minhas roupas?
– Para quê roupas? Você não precisa delas por aqui. Para quê colocar algo que se vai tirar? E além do mais, você está particularmente adorável e desejável desse jeito.
Olho para mim mesma e quase solto um gemido de... Vergonha, talvez. Com a regata dele amarrada de lado na cintura e uma calcinha de ursinhos pandas, devo estar parecendo extremamente ridícula, mesmo ele tendo dito totalmente o contrário.
Viro-me antes que ele perceba o rubor irritante em meu rosto. Por todos os Deuses, estamos agindo como se nada tivesse acontecido noite passada, sendo que sim, aconteceu muita coisa, e aqui estou de novo quase pelada em frente a ele.
Sou praticamente um bife suculento ao alcance de um leão. Socorro.
Tentando disfarçar meu aparentemente desespero que as circunstâncias nos levem ao que fizemos antes, e o quanto eu realmente quero isso de novo, sigo para cozinha à procura de comida.
– Quando eu recarregar minhas forças, eu farei com que você devolva minhas roupas. – Abro os armários e a geladeira, pegando alguns ingredientes necessários para um café da manhã tradicional e básico.
Outra coisa que também me lembrei: Não tive pesadelos.
– Você vai cozinhar? – Ele parece chocado de um modo cômico. Senta na cadeira desleixadamente. – Não posso acreditar.
Estou de costas enquanto faço uma massa para panquecas na pia.
– Eu aprendi muitas coisas durante esses anos. É bom para distrair a cabeça.
QUE MERDA FOI QUE EU DISSE?! Um silêncio mortal reina na cozinha quando eu percebo o que falei e ele também. Toquei num assunto absolutamente desconfortável, coisas que aprendi a fazer como terapia ocupacional. Assim como treinar. De certa forma, ele tem culpa nisso. E aqui estou eu, conversando normalmente sobre isso como uma completa idiota.
Tento converter a situação fazendo o que sei de melhor: Desprezar.
Afinal, eu ainda o odeio. E isso não vai mudar.
– Estou cozinhando, mas é para mim. – Me viro com um sorriso diabólico. Aponto com a colher para o lado de fora. – Você pode comer a grama do jardim, será mais que suficiente para você, seu animal.
Ele solta uma risada enquanto brinca com o saleiro da mesa.
– Sempre um amor. Mas a casa é minha, e a comida também. Seja agradecida e cozinhe para mim, ou vou te punir, loirinha.
Nem preciso dizer que fiquei excitada, não é? Engulo que em seco, esse corpo maldito sempre me trai!
– Não seja idiota.
– Então porque você está excitada?
Merda, por que ele sabe de tudo?
– Não estou excitada.
– Sua voz está mais aguda.
– Argh! – Me viro para jogar uma colher nele, que desvia facilmente.
– Essa sua selvageria que me deixa louco.
– Então me deixe comê-lo vivo. – Agora estou com raiva. De mim e dele.
– Já disse que não fui feito para ser comido desse jeito.
Reviro os olhos e não nada respondo, voltando a mexer a massa. Estou tão entretida no que estou fazendo, que acabo apoiando um dos pés na mesa, enquanto estou sentada na pia.
Dragneel me olha como se eu fosse a coisa mais deliciosa do mundo. Acabo saindo da posição por reflexo. Droga, estou ficando cada vez mais excitada.
– Por que parou? Sério, eu tinha uma visão ótima daqui. – Ele estreitou os olhos, fazendo um close com as mãos, o que faz eu querer me cobrir, mesmo eu estando de calcinha. – E mais uma coisa, nunca se depile.
Quase me engasgo com a saliva quando ouço isso.
– Que nojo, garoto! O que você quer que eu faça? Cosplay de floresta amazônica?
Não acredito que disse isso.
E, como sempre, ele ri das merdas que eu falo.
– Não, mas gosto do jeito que está. Só não quero que você retire tudo, eles têm um cheiro bom.
– Que nojo, Dragneel! Você é nojento!
Eu disse isso, mas fiquei excitada. Pra caralho.
Ele sorri de modo contido, me fitando com um olhar baixo.
– Você está excitada. – Sua voz sai rouca. Ai, socorro. Já sei onde isso vai parar. – Os pelos estão aí por um motivo, Lucy. E sim, eles têm um cheiro bom, só você que não sabe.
– A-ainda assim é nojento. – Acabo gaguejando quando ele se levanta da cadeira. Estou mexendo a massa de modo monótono e apático. Estou sendo encurralada de novo.
– Você está molhada.
Sim.
– Não.
– Tem certeza? — Mais perto.
Não.
– Sim.
Dragneel sorri e retira a vasilha das minhas mãos, apertando minha bunda enquanto me pressiona contra a pia. Solto um gemido fraco.
– Então me deixe verificar.
Me olhando de cima, ele sorri ao colocar a mão dentro da minha calcinha já encharcada, e introduz dois dedos em mim. Aperto seu braço fortemente, sentindo prazer em seu toque.
– Você nem precisa de preliminares, Lucy. Sempre vai estar pronta pra mim.
Então ele tira os dedos de lá e os põe na boca, como se provasse o néctar dos deuses. Um espasmo mais intenso chega como uma fisgada em meu sexo.
– Você é realmente nojento, Dragneel.
Ele sorri.
– Vamos ver se você ainda vai achar isso agora.
Repentinamente, ele abaixa minha calcinha e me coloca em cima da pia com facilidade, abrindo minhas pernas para ele. Antes que eu posso raciocinar, sinto sua língua quente em mim e solto um gemido.
Quando me remexo inquieta, ele segura mais fortemente minha pernas, intensificando suas habilidades com a língua. Céus... Isso é bom.
Seguro seu cabelo com força quando sinto que estou perto. Sua boca percorrendo meu sexo, massageando meu ponto sensível num ritmo frenético e constante... Me faz quase gritar quando me sinto explodir em um orgasmo.
Estou ofegante quando ele volta a me olhar, agora com um sorriso satisfeito. E me beija antes que eu possa agir. De alguma forma, não sinto nojo ao sentir o meu próprio gosto estranho em sua boca. Na verdade, me sinto ainda mais excitada.
– Você é tão safada, Lucy. – Diz ele, beijando meu pescoço. Em seguida me pega nos braços, me jogando até com certa brutalidade sobre a mesa, dessa vez de costas para ele. – Se eu não fosse um cara experiente, juraria que você não era virgem.
Meus pés quase não tocam o chão, o que me deixa ainda mais dominada. Queria mesmo era reverter a situação, mas o orgasmo me deixou cansada demais para isso. Olho para trás quando o sinto tirar minha calcinha de vez, e solto um grito quando ele me penetra sem avisar.
– Essa visão do seu traseiro é maravilhosa. – Flexiono os dedos dos pés e fecho os olhos quando ele dá uma estocada rápida e profunda. – Quero que saiba que essa é uma das posições mais prazerosas que existem. Para ambos os lados. Os homens gostam de controle. E as mulheres, mesmo que não admitam, sentem prazer em serem controladas.
Estou me sentindo apertada. Droga! Mordo o lábio inferior, tentando de alguma forma me erguer, ou fazer alguma coisa.
– Não. – Dragneel me empurra de volta sobre a mesa, fazendo com que eu fique completamente deitada sobre ela. – Fique quieta. Você não precisa fazer nada aqui.
Ele começa a se movimentar apertando minha bunda com as duas mãos. Meus músculos se contraem com a sensibilidade cada vez maior, as ondas de prazer mais fortes me fazem querer agarrar alguma coisa, mas estou totalmente entregue sobre a mesa.
Entrando e saindo de vez, o som de nossas intimidades se chocando fica alto à medida que ele aumenta a velocidade, o que contribui para a chegada de mais um orgasmo. Entreabro os lábios, gemendo quando sinto o gozo pela segunda vez, se contraindo através de mim, tão forte que me deixa completamente esgotada. Ele goza logo depois, e consigo ouvir seu ofego irregular quando ele se despeja dentro de mim. Continuo jogada em cima da mesa, com a respiração descompassada, ainda sentindo os efeitos do orgasmo intenso.
Até que sinto algo escorrer quando ele se separa de mim.
Minha cabeça dá um estalo. Não acredito... Puta que pariu, ele não usou camisinha! Nem ontem e nem hoje. Dou um pulo da mesa e fico um pouco tonta por isso. Dragneel, me ampara em seus braços, mas antes que ele possa soltar uma de suas gracinhas, o empurro com o máximo de força que consigo, o que não faz efeito algum nele.
– Cadê a porcaria da camisinha?!
Ele parece achar graça do meu desespero.
– Se não percebeu, nós não usamos.
– Ah, sério? – Ironizo. – Por que acha que estou puta com você, seu imbecil?
– Você está sempre puta comigo.
– Eu não sou infértil, sabia? – Pela primeira vez em anos, tenho vontade de chorar. Mas só vontade. – Por Zeus, eu vou ficar grávida...
– Deixa de escândalo, Lucy. – Faz pouco caso.
– Você é idiota assim mesmo ou fez curso de especialização? Eu preciso tomar uma pílula. E pra ontem!
Ao invés do imbecil sair correndo com a moto até uma farmácia, ele revira os olhos e me pega nos braços, me colocando em seus ombros como se fosse um saco de batatas.
Agora percebo que ele está nu da cintura pra baixo, vestido apenas com a camisa. O que faz ser até hilário, por que ele está ainda está duro. Mas não tenho pra pensar nessas coisas.
– O que está fazendo, desgraçado? – Grito, batendo em suas costas. – Me solte!
– Calada.
– Eu não quero ter filhos, muito menos seus! Seu filho da puta!
Ele para em frente a escada e diz algo que me faz ficar absolutamente quieta:
– Eu sempre quis ser pai.
Sinto algo se revirar dentro de mim. O que ele quer dizer? Que não liga se tivermos um filho?
Mas minha confusão emocional se vai rapidamente quando ele solta uma risada sarcástica.
– Só que não pai de um filho seu. Você não serve pra isso.
Me odiei imensamente por me sentir magoada, mesmo que só um pouquinho.
– Então eu só sirvo para o quê? Foder e nada mais? – Começo a me debater. – Me põe no chão que eu vou acabar com a sua raça!
– E para você, para o que eu sirvo? Tenho certeza de que pensa o mesmo de mim. – Nisso ele tem razão! – Então estamos quites. E eu não vou te soltar.
– Argh! – Grito de frustração e passo a me debater mais descontroladamente enquanto ele sobe as escadas. – Eu quero descer!
Solto mais um grito, só que dessa vez de surpresa, quando ele bate de novo em minha bunda. Só que dessa vez doeu. Caramba, como doeu. Está ardendo!
– Fique quieta. – Sua voz parece impaciente.
Se ele acha que isso vai me reprimir, está muito enganado. Isso só serviu para atiçar ainda mais minha fúria. Continuo a gritar descontroladamente tentando me soltar, mas ele é muito forte. Quando enfim chegamos no corredor, ele me coloca de vez no chão, me deixando encurralada na parede.
Dragneel abre a boca para falar, mas o interrompo com uma tapa na cara, que é o máximo que consigo fazer nessas condições. Sinto meu corpo quente, só que de raiva. Devo estar parecendo um vulcão.
– Você tem uma mão pesada, sabia? – Com o rosto virado, Dragneel solta um sorriso amargo enquanto massageia a bochecha com a mão.
– Claro que sei. Agora estamos quites de novo.
– Heartfilia, você está brincando com fogo...
Ele só me chama de Heartfilia quando está com puto de raiva. Ótimo. Solto uma risada maligna internamente.
– Que seja. Agora, dá licença. – Ele agarra meu braço antes que eu saia, me jogando de volta contra a parede.
– Quando sua menstruação foi embora?
Olho horrorizada para ele.
– Que pergunta mais...
– Apenas responda.
– Terça-feira passada. – Bufo de raiva. – Porque isso é importante?
Ele ri e tira a camisa, me rodeando com seus braços fortes e malhados.
– Você tem muito o que aprender da vida, Lucy. Estou querendo saber seu clico menstrual, e pelo o que me contou, você não está no período fértil.
– Sim, sabichão. Mas existem muitos casos de gravidez fora desse período. – Caramba, não posso ficar grávida. Muito menos desse traste. Uma criança não merece isso.
– Se está tão preocupada, tome uma pílula do dia seguinte amanhã. Ela vale até 72 horas depois.
Não sei por que fico chocada por ele saber mais dessas coisas que eu, que sou mulher. Também, esse miserável deve ter ficado com milhares de mulheres na vida.
– Isso é muito vago, imbecil! Se você tiver feito um filho em mim...
– Nós. – Me corrige, agora tirando minha camisa. Preciso dizer que o ajudei? – Se, por um caso – revira os olhos –, isso acontecer, fomos nós. Não bote toda a culpa em mim, loirinha. Você não parecia tão interessada assim nisso enquanto gemia pra mim.
– Desgraçado.
Levanto a mão para estapeá-lo de novo, mas ele segura meu punho antes que eu o faça. Em seguida me pega nos braços, e meu corpo age automaticamente ao enroscar minhas pernas em sua cintura.
– Vamos conversar melhor no banheiro.
Engulo em seco.
– Você não se cansa disso, seu tarado?
Fico confusa quando ele passa direto pelo banheiro do corredor. Passamos pelos quartos e entramos no último deles. A suíte.
– Eu, cansado? – Ele ri de mim e fecha a porta atrás de nós com o pé. Passamos pela grande cama de casal, entrando no banheiro enorme já aberto. – Sua inocência me cativa, Lucy. Não sou um homem de uma vez só. Ontem a noite você praticamente desmaiou depois de dois orgasmos. – Não evito meu rosto a ficar vermelho, que infelizmente não posso esconder já que estamos cara a cara. – Eu cansei você, mas com toda a certeza do mundo, você não me cansou. Eu nunca vou cansar de você.
– Você se acha mesmo, não é?. – Resmungo, já se sentindo uma excitação crescente de novo. Ele me coloca no chão dentro do enorme box e liga os dois chuveiros.
– É por que eu posso.
– Estou com fome. Se você me fizer gozar de novo, eu vou desmaiar de verdade.
Assim que essas palavras saem da minha boca, me arrependo amargamente. Uma coisa desse tipo só serve para engrandecer o ego já nas alturas dessa criatura. O que significa uma coisa: Mais um orgasmo brutal.
– Você é uma mulher forte, e aguenta. Se não, não estaria excitada de novo. – Suspiro pesadamente, me encostando a parede quando ele me pega pela cintura. – E eu também estou com fome. Muita. Mas nada me satisfaz mais do que o prato principal.
Em baixo da água morna, ele me pega de novo nos braços. Não precisei fazer absolutamente nada, apenas senti-lo brincar com meus seios com a boca, enquanto me penetrava deliciosamente de novo.
No silêncio do banheiro, com beijos molhados e o corpo quente, o orgasmo veio lento e relaxante. Seus braços fortes não vacilaram nem por um segundo durante aquilo, ele é forte o suficiente para me aguentar assim durante todo o dia, se duvidar.
Tomamos banho juntos, cada toque com segundas intenções me deixando ainda mais sensível. Dragneel se vangloria dizendo que não se cansa, mas também chego a mesma conclusão. Neguei com todas as minhas forças me entregar a isso, só que de nada adiantou. E agora, sinto que nunca vou me cansar dessas sensações que ele me causa. A única coisa boa que ele pode me oferecer, por que todo o resto é ódio.
E não me sinto nem um pouco mal em me aproveitar disso. Afinal, estamos quites.
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